Art. 235. As empresas de construção inscritas no Cadastro de Contribuintes do ICMS devem manter e escriturar os seguintes livros:
I - Registro de Entradas; II - Registro de Saídas;
III - Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências; IV - Registro de Apuração do ICMS;
V - Registro de Inventário.
§ 1º As empresas que se dediquem, exclusivamente, à prestação de serviços e não efetuem operações de circulação de materiais de construção civil, ainda que movimentem máquinas, veículos, ferramentas e utensílios, ficam dispensadas da manutenção de livros fiscais, com exceção do Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências, modelo 6.
§ 2º Os livros devem ser escriturados nos prazos e nas condições previstos neste Regulamento, observando-se, ainda, o seguinte:
I - se os materiais adquiridos de terceiros e destinados às obras transitarem pelo estabelecimento do contribuinte, este deve emitir Nota Fiscal, antes da sua saída, com indicação do local da obra, escriturando o documento no livro Registro de Saídas, no coluna “Operações sem Débito do ICMS”;
II - se o material for remetido pelo fornecedor, diretamente ao local da obra, ainda que situada em Município diverso, a empresa de construção deve registrar o documento fiscal no livro Registro de Entradas, na coluna “Operações sem Crédito do ICMS”, e consignar o fato na coluna “Observações” do referido livro, desde que na Nota Fiscal emitida pelo fornecedor conste a indicação expressa do local da obra;
III - as saídas de materiais do depósito para as obras devem ser registradas no livro Registro de Saídas, na coluna “Operações sem Débito”, sempre que se tratar das operações não sujeitas ao tributo, a que se referem os arts. 229 e 230.
CAPÍTULO V
DO ARRENDAMENTO MERCANTIL ( LEASING )
Art. 236. O ICMS não incide na saída de bens integrantes do ativo permanente do estabelecimento da empresa arrendadora, quando decorrente de contrato de arrendamento mercantil, bem como no retorno dos mesmos ao estabelecimento de origem.
Parágrafo único. Para os efeitos deste artigo, considera-se arrendamento mercantil o negócio jurídico realizado na forma disciplinada pela Lei (nacional) n. 6.099, de 12 de setembro de 1974.
Art. 237. Ocorrendo a opção de compra, no final do contrato de arrendamento mercantil, o ICMS incide sobre:
I - a venda do bem ao arrendatário;
II - a aquisição do bem pelo arredandatário, quando contribuinte do ICMS, se a empresa arrendadora estiver sediada em outra unidade da Federação.
§ 1º Na hipótese do inciso I, a base de cálculo do ICMS é:
I - o valor equivalente a vinte por cento do valor da saída, assim entendido o preço pago à arrendadora pelo exercício do direito de opção de compra, em se tratando de máquinas, aparelhos e veículos de origem nacional;
II - o preço pago pelo arrendatário à arrendadora pelo exercício da opção de compra, nos demais casos.
§ 2º Na hipótese do inciso II, a base de cálculo é o valor sobre o qual foi pago o ICMS no Estado de origem, devendo o ICMS devido a este Estado ser obtido mediante a aplicação da diferença entre a alíquota interna vigente neste Estado e a alíquota interestadual vigente no Estado de origem.
Art. 238. A pessoa jurídica que se dedicar à prática de arrendamento mercantil deve inscrever-se no Cadastro de Contribuintes do Estado na condição de arrendadora.
Art. 239. A aquisição pela arrendatária de bens arrendados em desacordo com as disposições da Lei a que se refere o art. 236, parágrafo único, é considerada operação de compra e venda a prestação.
Parágrafo único. Na hipótese deste artigo, a base de cálculo do ICMS é o valor total da operação, compreendendo o montante das contraprestações pagas durante a vigência do arrendamento, acrescido da parcela paga a título de preço de aquisição.
CAPÍTULO VI
Seção I
Do Comércio Ambulante
Art. 240. São considerados ambulantes:
I - os estabelecimentos que promovam a saída de mercadorias a vender, sem destinatário certo, para o território deste ou de outros Estados;
II - o comerciante de mercadorias de quaisquer espécies, devidamente inscrito no cadastro de contribuintes do Estado, portando documentação comprobatória da propriedade da mercadoria, cuja venda seja feita em domicílio;
III - os veículos de quaisquer espécies, que conduzam mercadorias nas condições dos incisos I e II;
IV - as barracas, “stands” e similares instalados em vias públicas, feiras livres ou feiras de exposições;
V - outros que a Secretaria de Estado de Finanças, Orçamento e Planejamento identificar.
Parágrafo único. Os contribuintes que operarem na conformidade deste artigo, por intermédio de prepostos, a estes devem fornecer documentos comprobatórios dessa condição.
Art. 241. As pessoas e os estabelecimentos que realizem o comércio ambulante de mercadorias, por conta própria ou de terceiros, são obrigados a inscrever-se no Cadastro de Contribuintes do Estado.
Parágrafo único. O endereço fornecido para fins de registro ou cadastro do contribuinte como ambulante afasta a característica residencial, para efeitos de fiscalização.
Art. 242. Os ambulantes são obrigados a conduzir:
I - a Ficha de Inscrição Cadastral (FIC), ou outro documento que comprove a regularidade de sua inscrição cadastral, reconhecido pela Secretaria de Estado de Finanças, Orçamento e Planejamento;
II - as Notas Fiscais relativas à totalidade dos produtos transportados, emitidas na ocasião da saída do seu domicílio, devendo:
a) citar os números e respectivas séries das Notas Fiscais, para emissão no ato das entregas;
b) usar como natureza da operação a expressão “REMESSA PARA VENDA FORA DO ESTABELECIMENTO”;
c) calcular, sobre o valor das mercadorias, o ICMS devido pela operação: d) fazer o registro no livro Registro de Saídas;
III - as Notas Fiscais, de seu uso, a que se refere a alínea a do inciso anterior. Art. 243. As disposições do artigo anterior não dispensam o contribuinte do cumprimento das demais obrigações acessórias.
Art. 244. Por ocasião do retorno, o ambulante deve emitir Nota Fiscal de entrada, efetuando o registro no livro Registro de Entradas, creditando-se do ICMS, relativamente àquelas mercadorias não comercializadas.
Art. 245. Na hipótese de o ambulante adquirir mercadorias de contribuinte substituto, com o ICMS devidamente retido, deve proceder ao registro fiscal de acordo com as
normas previstas no Anexo III a este Regulamento.
Art. 246. Os ambulantes devem, a critério da Secretaria de Estado de Finanças, Orçamento e Planejamento e sem prejuízo das disposições relativas à substituição tributária, recolher o ICMS:
I - nas saídas internas, de acordo com o Calendário Fiscal, sem prejuízo das disposições do Anexo VIII;
II - no momento das saídas interestaduais; III - pelo regime de estimativa.
Art. 247. Observadas, no que couber, as disposições dos arts. 15 a 40, a base de cálculo do ICMS é:
I - nas saídas de mercadorias, a qualquer título, de estabelecimento de contribuinte, ainda que para outro estabelecimento do mesmo titular, o valor da operação;
II - nas operações realizadas por contribuintes enquadrados no Regime de Estimativa, o valor fixado pela autoridade fiscal para o recolhimento no período.
Parágrafo único. Na hipótese do inciso I, deve ser observado que:
I - nas saídas de mercadorias remetidas sem destinatário certo, inclusive por meio de veículo, para realização de operações fora do estabelecimento, no território deste ou de outro Estado, com emissão de Nota Fiscal no ato da entrega, o ICMS deve ser calculado sobre o valor total das mercadorias constantes na Nota Fiscal emitida por ocasião da remessa, que deve acompanhar o trânsito das mercadorias;
II - ocorrendo a entrega das mercadorias por preço superior ao que serviu de base de cálculo do tributo, sobre a diferença deve ser também pago o ICMS.
Seção II