CONSELHO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO
CAPÍTULO 4 – DOS ORIENTANDOS
Art. 35 Os alunos em fase de desenvolvimento de TCC terão as seguintes atribuições:
I - proceder sua matrícula conforme este regulamento;
II - comparecer às reuniões convocadas pelo COLEGIADO DO CURSO;
III - comparecer às orientações nos dias e horários estabelecidos conforme o desenvolvimento das disciplinas de Terapia Ocupacional Baseada em Evidências, O TCC I e II;
IV - cumprir o calendário de desenvolvimento do TCC.
Título VI – Das Disposições Finais
Art. 37 O não cumprimento do calendário próprio da atividade do TCC pelos alunos implicará em matrícula na mesma disciplina no semestre seguinte.
Art. 38 Os casos omissos serão resolvidos pelo Colegiado do Curso de Terapia Ocupacional.
7.5 Atividades Complementares
As finalidades de uma universidade - ensino, pesquisa e extensão - devem ser integradas objetivando uma formação adequada do aluno. Essa integração deve ocorrer também em atividades extra-classe, permitindo ao estudante o aprofundamento da aprendizagem por meio de atividades nas quais a prática, a investigação e a descoberta sejam privilegiadas.
Deseja-se, no curso de Terapia Ocupacional, fornecer ao estudante a oportunidade de diversificar e enriquecer sua formação por meio de participações em tipos variados de atividades complementares, como por exemplo, iniciação científica, monitoria, projetos de extensão e grupos PET. Sabe-se, no entanto, que as participações em tais atividades são, geralmente, limitadas pelo número de bolsas de estudo ou pelas vagas disponíveis. Como não é possível que todos os estudantes as desenvolvam como bolsistas, é interessante que meios alternativos de formação sejam disponibilizados, como:
- participação em eventos da área da educação, como congresso, seminário, simpósio, encontro, conferência, jornada, oficina, etc.;
- participação como membro de organização de eventos como os mencionados no item imediatamente acima;
- apresentação de trabalho científico em evento da área de educação;
- publicação de livro, capítulo, artigo, resenha ou resumo em anais, na área da educação;
- estágio não obrigatório, de acordo com normas vigentes;
- atividade de representação estudantil em mandatos específicos;
- disciplinas eletivas, oferecidas pela UFES, quando excedentes ao número de créditos exigidos;
- curso de língua estrangeira realizado em instituição credenciada;
- participação regular em grupos de estudos coordenados por professores da UFES;
- participação em eventos científicos, culturais e/ou artísticos mediante comprovação;
- outras atividades analisadas e autorizadas antecipadamente, em cada caso, pelo Colegiado.
Desta forma, atividades complementares são previstas no projeto pedagógico do curso de Terapia Ocupacional e incentivadas por meio da atribuição de créditos à carga horária cumprida pelo estudante nas suas realizações. Por serem curriculares, as atividades complementares devem constar no histórico escolar do estudante, ainda que devam ser realizadas fora dos programas das disciplinas previstas na matriz curricular do curso.
Este projeto pedagógico, estabelece as seguintes diretrizes para a realização de atividade complementar:
REGULAMENTO INTERNO I – Das disposições preliminares:
Art. 1º O presente regulamento tem por objetivo normatizar as Atividades Complementares do Curso de Terapia Ocupacional da UFES, bem como estabelecer meios operacionais para seu acompanhamento e registro.
Art. 2º Consideram-se Atividades Complementares aquelas que, garantindo relação de conteúdo e forma com atividades acadêmicas, se constituam em instrumentos válidos para o aprimoramento na formação básica e profissional. Seus objetivos devem convergir para a flexibilização do curso de Terapia Ocupacional no sentido de oportunizar o aprofundamento temático e interdisciplinar.
§ 1º As Atividades Complementares devem ser cumpridas durante o curso de graduação, totalizando 200 horas.
§ 2º As atividades desenvolvidas no Estágio Obrigatório não poderão ser computadas como Atividades Complementares, assim como as Atividades Complementares não poderão ser computadas como atividades de Estágio Obrigatório.
§ 3º As atividades complementares realizadas pelo estudante devem constar do seu histórico escolar com o número de créditos atribuído.
§ 4º O cumprimento da carga horária das Atividades Complementares é requisito indispensável à colação de grau.
II – Da Coordenação de Atividades Complementares
Art. 3º A Coordenação das Atividades Complementares será exercida pelo Colegiado do Curso de Terapia Ocupacional.
§ 1º Ao Colegiado compete: aprovar as Atividades Complementares dos alunos;
exigir a comprovação documental pertinente; atribuir pontuação referente às horas de Atividades Complementares de cada aluno, dentro dos tipos e limites fixados pelo Regulamento.
§ 2º Os documentos comprobatórios das Atividades Complementares, após serem visados pelo Colegiado, com a indicação do tipo e carga horária/pontuação computada, serão devolvidos aos alunos, que deverão ter a responsabilidade de guardá-los.
III – Da realização das Atividades Complementares
Art. 4º Atividades complementares realizadas antes do início do curso não podem ter atribuição de créditos.
Art. 5º Atividades profissionais em áreas afins realizadas pelos alunos no decorrer do curso podem ser consideradas atividades complementares, desde que previamente autorizadas pelo Colegiado do curso de Terapia Ocupacional, ficando a atribuição de créditos a cargo deste colegiado.
Art. 6º As Atividades Complementares serão desenvolvidas sem prejuízo das atividades regulares do curso.
§ 1º Para obter o registro das Atividades Complementares, o aluno deve elaborar um relatório discriminando as atividades realizadas (conforme formulário expedido pelo Colegiado), acompanhado das cópias dos certificados comprobatórios e apresentá-lo ao Colegiado, em prazo a ser estipulado.
§ 2º É indispensável a apresentação de relatórios corretos e completos das Atividades Complementares, bem como o fiel cumprimento dos prazos e normas fixadas, sob pena de não serem computadas as horas/pontos de atividades realizadas pelo aluno.
§ 3º Os casos omissos serão resolvidos pelo Colegiado.
IV – Da Especificação das Atividades Complementares
Art. 7º As Atividades Complementares a serem desenvolvidas encontram-se anexadas a este regulamento.
§ 1º Na busca de maior qualidade e atendendo ao art. 2º deste regulamento, a tabela das Atividades Complementares poderá ser alterada a qualquer tempo pelo Colegiado de Curso.
ESPECIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES COMPLEMENTARES
Descrição das Atividades - Carga horária da atividade desenvolvida - Limite máximo para aproveitamento - Conversão em pontos
1. Participação em Projeto de Iniciação Científica orientado por professor do curso, como bolsista remunerado ou voluntário - 01 ponto para cada 01 (uma) hora de participação - Até 80 (oitenta) horas - Até 80 (oitenta) pontos;
2. Relatório parcial e/ou final de Iniciação Científica, orientado por professor do curso, elaborado pelo bolsista remunerado ou voluntário - 20 (vinte) pontos por relatório - Até 04 (quatro) relatórios - Até 80 (oitenta) pontos;
3. Participação em Projeto ou Programa de Extensão Universitária, vinculados à UFES, como bolsista remunerado ou voluntário - 01 (um) ponto para cada 1(uma) hora de participação - Até 60 (sessenta) horas - Até 60 (sessenta) pontos;
4. Relatório parcial e/ou final de Projeto ou Programa, orientado por professor do curso, elaborado pelo bolsista remunerado ou voluntário - 20 (vinte) pontos por relatório - Até 04 (quatro) relatórios - Até 80 (oitenta) pontos;
5. Participação em curso de extensão realizado na UFES - 10 (dez) pontos para cada 20 (vinte) horas de curso - Até 180 (cento e oitenta) horas - Até 90 (noventa) pontos;
6. Atividades de Monitoria em disciplinas da UFES - 01 (um) ponto para cada 01 (uma) hora de participação - Até 60 (sessenta) horas - Até 60 (sessenta) pontos;
7. Atividades desenvolvidas com bolsa PET (Programa Especial de Treinamento) no âmbito da UFES - 01 (uma) hora para cada 01 (uma) hora de participação - Até 60 (sessenta) horas - Até 60 (sessenta) pontos;
8. Participação em eventos da área de Terapia Ocupacional, como congresso, seminário, simpósio, encontro, conferência, jornada, oficina, etc - 04 (quatro) pontos para cada evento - Até 15 (quinze) eventos - Até 60 (sessenta) pontos;
9. Participação como membro de organização de eventos como os mencionados no item imediatamente acima - 10 pontos para cada evento - Até 02 (dois) eventos - Até 20 (vinte) pontos;
10. Apresentação de trabalho científico em evento da área de educação - 05 (cinco) pontos por trabalho apresentado - Até 10 (dez) trabalhos - Até 50 (cinquenta) pontos;
11. Publicação de livro, capítulo, artigo, resenha ou resumo em anais, na área de Terapia Ocupacional - 50 (cinquenta) pontos para livro; 40 (quarenta) pontos para artigo em revista indexada ou capítulo de livro; 30 (trinta) pontos para revista não indexada; 10 (dez) pontos para resumo e resenha em anais - Até 06 (seis) publicações - Até 60 (sessenta) pontos;
12. Estágio não obrigatório, de acordo com normas vigentes - 01 (um) ponto para cada 01 (uma) hora de estágio - Até 60 (sessenta) horas - Até 60 (sessenta) pontos;
13. Atividade de representação estudantil em mandatos específicos - 05 (cinco) pontos por mandato - Até 04 (quatro) mandatos - Até 20 (vinte) pontos;
14. Disciplinas eletivas, oferecidas pela UFES, quando excedentes ao número de créditos exigidos - 30 (trinta)pontos para cada disciplina de no mínimo 60 (sessenta) horas - Até 03 (três) disciplinas - Até 90 (noventa)pontos;
15. Curso de língua estrangeira realizado em instituição credenciada - 05 (cinco) pontos por semestre cursado - Até 05 (cinco) semestres - Até 25 (vinte e cinco) pontos;
16. Participação regular em grupos de estudos coordenados por professores da UFES - 10 (dez) pontos por semestre - Até 04 (quatro) semestres - Até 40 (quarenta) pontos;
17. Participação em eventos científicos, culturais e/ou artísticos mediante comprovação - 04 (quatro) pontos por evento - Até 05 (cinco) eventos - Até 20 (vinte) pontos;
18. Outras atividades analisadas e autorizadas antecipadamente, em cada caso, pelo Colegiado - A definir pelo Colegiado - A definir pelo Colegiado - A definir pelo Colegiado.
OBS.: A pontuação (da Convenção em pontos) deverá ser convertida em horas de Atividades Complementares, ou seja, cada ponto equivale à 1 (uma) hora de atividade.
8. Acompanhamento e Avaliação
Quando consideramos a interseção entre, os objetivos do Curso de Terapia Ocupacional, o perfil e as competências requeridas do profissional dessa área, a avaliação assume um papel fundamental. É o recurso que possibilita identificar conquistas, potencialidades, talentos, limitações, dificuldades, resistências entre
outros aspectos. Sob essa ótica é uma estratégia para a análise do processo de ensino e da aprendizagem uma vez que mostra o percurso do estudante, certifica suas competências profissionais e regula as ações de formação e promove as proposições necessárias mediante a composição do diagnóstico do curso.
Os critérios de avaliação da aprendizagem, baseados nas competências a serem desenvolvidas, precisam ser conhecidos pelos envolvidos no processo que é o objeto de avaliação - dirigentes, coordenadores, professores e estudantes.
As avaliações são desenvolvidas paralelamente ao processo de ensino-aprendizagem, acompanhando e redimensionando as ações pedagógicas a partir dos objetivos do curso, das competências, dos critérios, dos conteúdos e atividades previstas no planejamento didático-pedagógico e adotarão além das tradicionais provas teóricas-práticas, mas também outros procedimentos tais como: produção e apresentação de textos, seminários, elaboração de pequenos projetos de estudos, de pesquisa e de extensão; experimentos envolvendo teste de hipóteses; relatórios orais e/ou escritos dos projetos desenvolvidos, dos estágios, das apresentações e da participação em seminários, em congressos e similares, de pesquisa bibliográfica, de laboratório, de campo, de entrevistas e de outras atividades.
- Observar e registrar - a avaliação é contínua e não deve situar-se em momentos específicos (ao final de cada trabalho/aula, ou semestre). As avaliações são desenvolvidas paralelamente ao processo de ensino-aprendizagem, acompanhando e redimensionando as ações pedagógicas a partir dos objetivos do curso, das competências, dos critérios, dos conteúdos e atividades previstas no planejamento didático-pedagógico.
- Elaborar ficha de acompanhamento da aprendizagem - a avaliação vista como processo deve incluir registros que incentivem o desenvolvimento global do aluno, de forma que: - o positivo seja valorizado; - os erros possam ser identificados e trabalhados na perspectiva de vê-los enquanto elementos indicadores de dificuldades a serem sanadas; - as tarefas incompletas ou com deficiências possam ser reconstruídas e aperfeiçoadas, permitindo que o aluno atinja os objetivos do curso ou se aproxime o mais que puder deles, pois mais importante que atribuir uma nota, normalmente classificatória, é alcançar as competências profissionais.
- Utilizar instrumentos e procedimentos variados - a avaliação deve mudar seu foco, adotando não só as provas tradicionais teóricas-práticas, mas também outros procedimentos tais como: produção e apresentação de textos, seminários, elaboração de pequenos projetos de estudos, de pesquisa e de extensão;
experimentos envolvendo teste de hipóteses; relatórios orais e/ou escritos dos projetos desenvolvidos, dos estágios, das apresentações e da participação em
seminários, em congressos e similares, de pesquisa bibliográfica, de laboratório, de campo, de entrevistas e de outras atividades.
É importante, ainda que os procedimentos, as habilidades e as atitudes sejam avaliados por meio das observações diretas e registros sistematizados. Portanto a avaliação não se limita aos aspectos cognitivos (saber-conhecer e saber-fazer), mas inclui atitudes e comportamento (saber-ser e saberconviver) tais como:
interesse, criatividade, participação, responsabilidade pessoal, social e ambiental, organização, pontualidade, assiduidade, respeito às diferenças, entre outros a serem definidos pelos professores e alunos.
- Aperfeiçoar instrumentos e procedimentos - a avaliação inclui um processo cíclico, de forma que há sempre que necessário, o aperfeiçoamento dos instrumentos e procedimentos utilizados. Serão recomendas estratégias de avaliação que possibilitem o envolvimento de conjuntos de disciplinas. Como o professor possui liberdade para definir os procedimentos de avaliação que pretende adotar, é indispensável à integração multidisciplinar. Para isso os professores contarão com o coordenador de curso, além do apoio de outros profissionais da instituição.
- Utilizar processos superiores: a avaliação enfatiza aspectos como capacidade de organização do pensamento, de identificação de idéias básicas, de análise crítica, de síntese, de julgamento e não a simples reprodução de conteúdos. Dentro desta visão justifica-se a consulta bibliográfica, a utilização de fórmulas e de instrumentos auxiliares, como, tabelas, máquina de calcular, computador, e outros, durante o processo de avaliação.
- Utilizar trabalho de grupo: para avaliar o trabalho de grupo, os objetivos, os procedimentos, as atitudes e os comportamentos devem estar claros e o trabalho adequadamente orientado afim de que não se desvirtuem suas finalidades.
Considerando a avaliação como um processo que envolve todas as atividades realizadas pelos alunos, bem como a sua postura nos encontros teóricos e teórico-práticos, os acadêmicos do Curso de Terapia Ocupacional serão avaliados não apenas através dos resultados de exames ou trabalhos escritos. Seu desempenho durante a realização de tarefas, sua capacidade de criar e raciocinar, sua capacidade de análise e reflexão acerca da realidade em que se encontra, serão elementos básicos a serem considerados na avaliação.
Tendo esta necessidade e a fim de obtermos dimensões mais apuradas, precisas e específicas do processo ativo ensino-aprendizado-ensino; inserimos em nossa matriz curricular a disciplina “Educação Integrada em Terapia Ocupacional” cujo principal objetivo foi o aprofundamento da idéia de integralidade das disciplinas do período, através da experiência vivida e problematizada, no entanto, observou-se
que dinâmica avaliativa desta disciplina nos daria a dimensão da integralidade efetiva do conteúdo entre si, que aliada à avaliação docente e a auto-avaliação, nos possibilitará conhecer, acompanhar, dimensionar e interpretar as necessidades do curso em um processo dinâmico na construção dos saberes. Aliado a isso, cada professor e aluno deverá considerar os aspectos legais acerca da avaliação, propostos no Regimento da Universidade Federal do espírito Santo - UFES.
RESOLUÇÃO Nº 20/2010
O CONSELHO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO, no uso de suas atribuições legais e estatutárias,
CONSIDERANDO o que consta do Protocolado nº 723.628/2010-88 – CENTRO DE ARTES (CAr);
CONSIDERANDO o que dispõe o Art. 22 do Estatuto desta Universidade;
CONSIDERANDO, ainda, a aprovação da Plenária, por unanimidade, na Sessão Ordinária realizada no dia 10 de maio de 2010,
RESOLVE:
Art. 1º. Prorrogar o mandato dos Conselheiros José Francisco Bernardino Freitas e Paulo Sérgio de Paula Vargas como representantes do Centro de Artes neste Conselho.
Parágrafo único. A prorrogação descrita neste Artigo ocorrerá até a data em que o Centro de Artes definir o nome dos novos representantes, ficando estabelecido o prazo máximo de 60 (sessenta) dias.
Art. 2º. Revogam-se as disposições em contrário.
SALA DAS SESSÕES, 10 DE MAIO DE 2010.
RUBENS SERGIO RASSELI PRESIDENTE
RESOLUÇÃO Nº 21/2010
Estabelece normas específicas para o Processo Seletivo Simplificado da Universidade Federal do Espírito Santo para ingresso no semestre letivo 2010/2 nos cursos de graduação do REUNI.
O CONSELHO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO, no uso de suas atribuições legais e estatutárias;
CONSIDERANDO o que consta do Processo nº 5.505/2010-61 – COMISSÃO ESPECIAL DE REESTRUTURAÇÃO DOS PROCESSOS SELETIVOS DA UFES;
CONSIDERANDO o Parecer da Comissão de Ensino de Graduação e Extensão;
CONSIDERANDO, ainda, a aprovação da Plenária, por unanimidade, na Sessão Ordinária realizada no dia 10 de maio de 2010,
RESOLVE:
Art. 1º. O Processo Seletivo Simplificado da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) para ingresso no semestre letivo 2010/2 nos cursos de graduação do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), denominado PSS/UFES, será regido de acordo com esta Resolução.
Art. 2º. O PSS/UFES será realizado pela Comissão Coordenadora do Vestibular da UFES (CCV).
Art. 3º. O PSS/UFES será um processo que consistirá da utilização dos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) de 2009 conforme estabelecido nesta Resolução para classificação dos candidatos de acordo com o limite de vagas estabelecido por meio de Resolução do Conselho Universitário desta Universidade.
DAS INSCRIÇÕES
Art. 4º. O processo de inscrição no PSS/UFES será aberto por edital publicado no Diário Oficial da União (DOU) e na imprensa local.
Art. 5º. As inscrições serão realizadas somente via internet de acordo com os procedimentos estabelecidos em edital.
§ 1º Para inscrição nas vagas reservadas ao Sistema de Inclusão Social, o candidato deverá ter enviado à Secretaria de Inclusão Social (SIS/UFES) a documentação exigida nas Resoluções nos 23 e 25/2009 deste Conselho, de acordo com o estabelecido no edital publicado pela SIS/UFES para este fim.
§ 2º A SIS/UFES divulgará, após análise da documentação, a relação dos candidatos que tiveram solicitação deferida no Sistema de Inclusão Social. No caso de indeferimento o candidato concorrerá as demais vagas do curso pretendido.
§ 3º Será considerada apenas a última inscrição enviada caso o candidato tenha realizado mais de uma inscrição.
Art. 6º. No ato da inscrição, o candidato deverá optar por apenas um curso.
Parágrafo único. O candidato que desejar concorrer às vagas reservadas ao Sistema de Inclusão Social deverá indicar esta opção no formulário de inscrição.
Art. 7º. No ato da inscrição, o candidato deverá preencher corretamente o número de inscrição do ENEM 2009 no formulário de inscrição.
Parágrafo único. É de inteira responsabilidade do candidato fornecer o número correto de inscrição do ENEM 2009.
Art. 8º. Será indeferida a inscrição no PSS/UFES do candidato que seja aluno da UFES, em curso idêntico ao que já esteja cursando.
Parágrafo único. A qualquer instante em que for constatada a situação descrita neste artigo serão cancelados os efeitos da inscrição e, portanto, da matrícula decorrente.
Art. 9º. Somente será considerado inscrito o candidato que tiver preenchido corretamente as informações contidas no formulário de inscrição.
Parágrafo único. A CCV divulgará, após o processamento das inscrições, a relação dos protocolos de inscrição com irregularidades no número do ENEM. Caberá ao candidato, dentro dos prazos estabelecidos no edital, regularizar a sua inscrição, sob pena de ter a mesma indeferida.
Art. 10. Ao se inscrever, o candidato estará aceitando, de forma irrestrita, as condições estabelecidas nesta Resolução, bem como nos editais publicados pela UFES.
DA PONTUAÇÃO
Art. 11. Atribuir-se-á ao candidato a pontuação PT, que será calculada da seguinte forma: 75% (setenta e cinco por cento) da soma dos pontos nas provas objetivas mais 25% (vinte e cinco por cento) dos pontos obtidos na Redação, ambos do ENEM/2009.
Parágrafo único. Para o valor final de PT, adotar-se-á uma subdivisão decimal múltipla de 0,01 (um centésimo) obtida por truncamento do seu cálculo.
Art. 12. O PSS/UFES classificará os candidatos em ordem decrescente do total de pontos (PT), respeitando-se o disposto no Artigo 11 desta Resolução e o limite de vagas estabelecido por meio de Resolução do Conselho Universitário desta Universidade.
§ 1º Havendo empate no total de pontos do candidato (PT), o desempate será efetuado com base no critério de maior pontuação obtida na soma dos pontos da prova objetiva do ENEM/2009. Persistindo o empate, o candidato que tiver a maior pontuação na prova objetiva de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias.
§ 2º Havendo sobras de vagas em um dos grupos (reserva de vagas e não reserva de vagas), estas serão preenchidas por candidatos do outro grupo, dentro do mesmo curso.
DA ELIMINAÇÃO
Art. 13. Será eliminado o candidato que incorrer em qualquer uma das situações discriminadas abaixo:
obtiver pontuação inferior a 200 (duzentos) pontos na prova de redação;
obtiver pontuação total (PT) inferior a 1.200 (Hum mil e duzentos) pontos;
usar de qualquer meio fraudulento.
DO CADASTRAMENTO
Art. 14. O PSS/UFES somente será válido para cadastramento e matrícula para o ano letivo definido no edital, nas datas estabelecidas pela Pró-reitoria de Graduação da Universidade Federal do Espírito Santo (PROGRAD/UFES).
Art. 15. A PROGRAD/UFES publicará, por meio da imprensa local, os editais para convocação dos candidatos selecionados para a efetivação de seu cadastramento e matrícula.
Parágrafo único. Os candidatos selecionados serão convocados para cadastramento e matrícula por meio de edital, e os que não requererem seu cadastramento e matrícula no período estabelecido pela PROGRAD/UFES perderão o direito ao ingresso.
Art. 16. Vencidos os prazos para cadastramento e matrícula, se ainda houver vagas, estas serão preenchidas de acordo com os critérios estabelecidos no Artigo 12 desta Resolução.
Art. 17. No ato do cadastramento e da matrícula, os candidatos deverão apresentar os documentos abaixo relacionados, que serão retidos para a formação do prontuário e do cadastro do aluno:
I. original do histórico escolar do Ensino Médio completo ou curso equivalente;
II. fotografia 3x4 cm, recente;
III. fotocópia do documento de identificação;
IV. fotocópia do certificado de quitação com o serviço militar, quando for o caso;
V. fotocópia do título de eleitor e da prova de quitação com a Justiça Eleitoral, para maiores de 18 (dezoito) anos;
VI. fotocópia do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).
§ 1º A não apresentação dos documentos relacionados nesta Resolução e em resoluções específicas desta Universidade, tornará sem efeito o cadastramento do candidato no curso para o qual foi selecionado neste PSS/UFES.
§ 2º O candidato selecionado deverá apresentar os originais dos documentos solicitados nos incisos III a VI deste Artigo, para conferência.
Art. 18. O candidato selecionado no PSS/UFES que já se encontrar com vínculo acadêmico em um dos cursos desta Universidade deverá solicitar, por escrito, à PROGRAD/UFES, o cancelamento do seu vínculo anterior, a fim de possibilitar a efetivação de novo cadastro, caso opte pelo cadastramento e matrícula no novo curso para o qual ingressou por meio deste PSS/UFES.
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 19. Os documentos relativos ao PSS/UFES serão guardados por um período de 12 (doze) meses após a divulgação do resultado final.
Art. 20. Os casos não previstos nesta Resolução serão analisados e decididos pela CCV e pelos órgãos competentes da UFES.
Art. 21. Revoga-se a Resolução nº 24/2009 deste Conselho.
SALA DAS SESSÕES, 10 DE MAIO DE 2010.
RUBENS SERGIO RASSELI