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Dos Procedimentos, das decisões proferidas e dos recursos

No documento SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE (páginas 35-40)

Artigo 66 – O NRPP competente notificará o proprietário ou possuidor do imóvel rural para adotar as medidas necessárias ou apresentar as suas justificativas, quando se constatar:

I- a existência de informações incompletas ou de incorreções nas declarações feitas no CAR, na Adequação Ambiental, no PRADA ou no PAA apresentado, mesmo que o TCPRA ou o TCA já tenha sido firmado; ou

II- o descumprimento das obrigações estabelecidas no TCPRA ou no TCA, ou, na hipótese em que não houver a celebração de Termo de Compromisso, alguma irregularidade na Adequação Ambiental.

§ 1º - As inconsistências referentes às informações prestadas pelo proprietário ou possuidor do imóvel rural e as medidas a serem adotadas serão apontadas em parecer elaborado pelo agente incumbido da análise do CAR, da Adequação Ambiental, do PRADA ou do PAA, do acompanhamento da execução do TCPRA ou do TCA, ou, quando não houver a celebração de Termo de Compromisso, da Adequação Ambiental do imóvel rural.

§ 2º – Na notificação, na qual se fará remissão ao parecer mencionado no § 1º deste artigo, o agente indicará:

1. o prazo para a adoção das medidas solicitadas pelo NRPP competente ou para a apresentação das devidas justificativas, que será de 90 dias, ou outro maior, a critério do NRPP, conforme a complexidade da matéria; e

2. as consequências pela ausência de adoção das medidas solicitadas, de justificativas ou em que aquelas apresentadas não sejam aceitas, conforme o Capítulo

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IX, com destaque para a alteração das situações do CAR do imóvel rural, da Adequação Ambiental, do PRADA ou do PAA e do TCPRA ou do TCA firmado, quando elas implicarem prejuízo ao proprietário ou possuidor do imóvel rural, o que ocorrerá na hipótese de as situações indicarem irregularidades nos termos do artigo 58 desta Portaria.

§ 3º- O órgão competente poderá conceder prazo adicional de 30 dias ou outro maior, se necessário, para a adoção das medidas solicitadas, caso o proprietário ou possuidor do imóvel não realize as providências requeridas naquele originalmente estipulado.

§ 4º - Os proprietários ou possuidores de imóveis rurais poderão apresentar laudos técnicos acompanhados da ART do responsável pela sua elaboração para demonstrar condições específicas de imóveis de sua titularidade que divirjam das informações constante das bases oficiais a que se refere o Capítulo II.

§ 5º - Eventuais alterações nas situações do CAR, da Adequação Ambiental, do PRADA ou do PAA, do TCPRA ou do TCA, previstas no Capítulo VIII, que não gerem prejuízos ao proprietário ou possuidor poderão ser efetuadas pelo agente responsável pela análise ou pelo SICAR-SP sem a necessidade de comunicação prévia ao interessado.

§ 6º- Observarão, respectivamente, as regras previstas nos artigos 71 e 72, e, no que couber, as demais normas estabelecidas neste Capítulo, os procedimentos referentes: 1. à disponibilização do TCPRA e do TCA ao titular do imóvel rural para assinatura; e 2. à apresentação de nova proposta de regularização de Reserva Legal instituída por mecanismo temporário.

Artigo 67 – Transcorridos o prazo a que se refere o item 1 do § 2º do artigo 66 e eventual prazo adicional, estipulado no § 3º do citado artigo:

I- caso não sejam adotadas as providências solicitadas, oferecidas justificativas ou aquelas apresentadas não sejam acolhidas, o técnico responsável proferirá decisão de forma motivada, inserida na aba “Iniciar/Concluir Análise” do CAR, na qual deliberará pela aplicação das sanções previstas no Capítulo IX, com destaque para a alteração das situações do CAR, da Adequação Ambiental, do PRADA ou do PAA e do TCPRA ou do TCA, conforme as situações descritas no Capítulo VIII desta Portaria, atentando- se para os efeitos atribuídos a eventual recurso interposto pelo interessado, nos termos do artigo 70; ou

II- se as medidas solicitadas forem adotadas ou as justificativas apresentadas pelo proprietário ou possuidor do imóvel rural forem acolhidas, será dada continuidade à análise do CAR, do PRADA ou do PAA, ou, ainda, ao acompanhamento da execução do TCPRA ou do TCA, e da Adequação Ambiental do imóvel rural.

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Parágrafo único - O agente público poderá fundamentar sua decisão por meio de remissão ao parecer no qual tenham sido analisadas as medidas adotadas ou as justificativas apresentadas pelo proprietário ou possuidor do imóvel rural ou apresentar a motivação no corpo da própria decisão.

Artigo 68 - A decisão de que trata o inciso I do artigo 67 ou o parecer a que ela fizer remissão deverá indicar:

I- o motivo fático e os dispositivos da Lei federal 12.651, de 25-05-2012, e da legislação estadual infringidos;

II- o modo como o agente público entende que deve ser o CAR, a Adequação Ambiental, o PRADA ou PAA, e a execução do TCPRA ou do TCA;

III- as sanções impostas e as demais consequências pela ausência de retificações ou complementações solicitadas; e

IV- o prazo de 15 dias para a interposição de recurso ou a adoção das medidas solicitadas pelo NRPP competente.

Artigo 69 - O recurso contra a decisão a que alude o inciso I do artigo 67 será endereçado ao agente público que a proferiu e juntado na aba “Anexos” do CAR correlato.

§ 1º - A petição de recurso conterá:

1. a indicação do nome, qualificação e endereço do recorrente; e 2. a exposição clara e completa das razões da inconformidade.

§ 2º - A autoridade competente que proferiu a decisão poderá reconsiderá-la.

§ 3º - Na hipótese de que trata o § 2º deste artigo, mantida a decisão ou reformada parcialmente, o recurso será submetido ao superior hierárquico da autoridade para julgamento.

Artigo 70 - Eventual recurso interposto contra a decisão exarada pelo agente público do NRPP competente terá efeito suspensivo, não gerando a referida decisão qualquer consequência adversa ao titular do imóvel rural até o julgamento final.

Parágrafo único - Quando não houver a apresentação de recurso, as consequências adversas e as sanções apenas incidirão após o transcurso do prazo para a sua interposição.

Artigo 71 - Na formalização do TCPRA ou do TCA, o órgão competente disponibilizará o Termo ao interessado para assinatura, concedendo-lhe prazo de 90 dias para subscrevê-lo e inseri-lo digitalizado como anexo no SARE.

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§ 1º - Na disponibilização do Termo, o proprietário ou possuidor será informado sobre as consequências a que estará sujeito, previstas no Capítulo IX, caso não o insira devidamente assinado no SARE, com destaque para as situações que indiquem irregularidades, especificadas no Capítulo VIII, que passarão a ser as seguintes, nos termos do § 4º:

1. do CAR, “Suspenso”;

2. da Adequação Ambiental, “Suspensa” ou “Cancelada”; 3. do PRADA ou do PAA, “Suspenso”; e

4. do TCPRA ou do TCA, “Cancelado”.

§ 2º- Caso o Termo não venha ser assinado e inserido no SARE no prazo de 90 dias: 1. as situações do CAR, da Adequação Ambiental, do PRADA ou do PAA e do TCPRA ou do TCA serão mantidas ou alteradas para uma daquelas intermediárias previstas no Capítulo VIII que indicam que tal prazo expirou, a saber:

a) do CAR, “Analisado - Aguarda Assinatura de termo”;

b) da Adequação Ambiental, “Não iniciada - expirado prazo para assinatura de Termo”; c) do PRADA ou do PAA, “Homologado”; e

d) do TCPRA ou do TCA, “Suspenso - expirado o prazo para assinatura de termo”; 2. o técnico competente proferirá decisão em que deliberará pela imposição das consequências cabíveis, reiterando que as situações do CAR, da Adequação Ambiental, do PRADA ou do PAA e do TCPRA ou do TCA serão alteradas para aquelas especificadas nos incisos do caput deste artigo, e notificará o interessado da decisão, concedendo-lhe o prazo de 15 dias para a interposição de recurso, que terá efeito suspensivo, ou para que assine o Termo e o insira no SARE.

§ 3º - A própria comunicação ao interessado equivalerá à decisão a que se refere o item 2 do § 2º se ela contiver os elementos suficientes para tanto.

§ 4º- Esgotado o prazo a que se refere o item 2 do § 2º sem que haja a inserção no SARE do Termo devidamente assinado pelo proprietário ou possuidor do imóvel rural ou a apresentação de justificativas ou quando aquelas ofertadas não sejam acolhidas, serão efetivamente aplicadas as sanções pertinentes e alteradas as situações do CAR, da Adequação Ambiental, do PRADA ou do PAA e do TCPRA ou do TCA para aquelas elencadas no § 1º deste artigo, que indicam irregularidades.

Artigo 72 - Quando se tratar de regularização de Reserva Legal instituída por mecanismo temporário, o SICAR-SP notificará o proprietário ou possuidor do imóvel rural para que apresente nova proposta de Reserva Legal 6 (seis) meses antes da vigência do mecanismo utilizado expirar, sob pena da incidência das consequências previstas no Capítulo IX desta Portaria, uma vez esgotados todos os prazos concedidos pelo NRPP para a regularização da Reserva Legal, com destaque para as situações que indiquem irregularidades, especificadas no Capítulo VIII, que passarão a ser as seguintes:

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I- do CAR, “Suspenso”;

II- da Adequação Ambiental, “Suspensa ” ou “Cancelada”; III- do PRADA ou do PAA, “Suspenso”; e

IV- do TCPRA ou do TCA, ”Descumprido”.

§ 1º - Caso o proprietário ou o possuidor do imóvel rural não apresente nova proposta de regularização de Reserva Legal nos 6 meses anteriores ao fim do prazo de vigência do mecanismo temporário de compensação de Reserva Legal utilizado: 1. as situações do CAR, da Adequação Ambiental, do PRADA ou do PAA e do TCPRA ou do TCA serão mantidas ou, se for o caso, alteradas para uma daquelas intermediárias previstas no Capítulo VIII, que indicam que não houve nova proposta de regularização da Reserva Legal antes do fim da vigência do mecanismo de compensação utilizado, a saber:

a) do CAR, “Analisado com déficit de Reserva Legal”; b) da Adequação Ambiental, “Pendente”;

c) do PRADA ou do PAA, “Homologado”; e d) do TCPRA ou do TCA, “Firmado”;

2. o técnico competente proferirá decisão em que deliberará pela imposição das consequências cabíveis, reiterando que as situações do CAR, da Adequação Ambiental, do PRADA ou do PAA e do TCPRA ou do TCA serão alteradas para aquelas especificadas nos incisos do caput deste artigo, e notificará o interessado da decisão, concedendo-lhe prazo de 15 dias para a interposição de recurso, que terá efeito suspensivo, ou a apresentação de nova proposta de regularização da Reserva Legal.

§ 2º - A própria comunicação ao interessado equivalerá à decisão a que se refere o item 2 do § 1º, se ela contiver os elementos suficientes para tanto.

§ 3º- Transcorrido o prazo a que se refere o item 2 do § 1º sem que haja a apresentação de nova proposta de regularização de Reserva Legal ou a interposição de recurso ou, ainda, em que eventual recurso ofertado não seja acolhido, serão aplicadas as sanções pertinentes e efetivada a alteração das situações do CAR, da Adequação Ambiental, do PRADA ou do PAA e do TCPRA ou do TCA para aquelas elencadas nos incisos do caput deste artigo.

Artigo 73 – As notificações dos proprietários ou possuidores de imóveis rurais ou de seus procuradores serão realizadas por meio de carta com aviso de recebimento ou, por opção do titular do imóvel rural, por meio do envio de mensagens por correio eletrônico com confirmação de leitura, no SICAR-SP.

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§ 1º - Na hipótese em que o titular do imóvel rural escolher ser notificado por correio eletrônico, caso não haja a confirmação de leitura do e-mail enviado, será encaminhada carta com aviso de recebimento para a comunicação do ato ao interessado.

§ 2º - Se a notificação por meio de carta com aviso de recebimento a que se referem a primeira parte do caput e o § 1º deste artigo vier a ser frustrada, a intimação será efetivada por meio de publicação no Diário Oficial do Estado de São Paulo.

§ 3º - A intimação de procurador constituído dispensa a notificação do proprietário ou do possuidor do imóvel rural.

Artigo 74 – As comunicações por e-mails com conteúdo padronizado, no âmbito do SICAR-SP, equivalerão para todos os fins a notificações ou, se for o caso, a decisões expedidas pela autoridade competente.

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