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GRUPOS DPPH (mmol/L)

3.4 DOSAGENS CEREBRAIS

3.4.1 Substâncias Reativas ao Ácido Tiobarbitúrico

Na figura 25, observa-se o comportamento dos diferentes grupos quanto ao nível das TBARS no cérebro de camundongos infectados ou não pelo P. berghei. Para a elaboração do gráfico foram utilizados os valores discriminados na tabela 14.

Figura 25: Concentração de Subtâncias Reativas ao Ácido Tiobarbitúrico (TBARS) por tempo de infecção no cérebro de camundongos, de acordo com o tratamento empregado. Grupo A = Animais que receberam tratamento com Apocinina e foram infectados com Plasmodium berghei. Grupo B = Animais que receberam o tratamento com Apocinina e não foram infectados com P.

berghei. Grupo C = Animais que não receberam o tratamento com Apocinina e foram infectados

com P. berghei. Grupo D = Animais que não receberam o tratamento com Apocinina e não foram infectados.

Observa-se que o grupo D, o qual abrangia animais que não receberam tratamento com Apocinina e não foram infectados, apresentou valores de TBARS entre 106 a 231 nmol/mL, de maneira que os níveis diminuíram com diferença estatística significante especialmente entre o

80 120 160 200 240 280 1 5 10 15 20

TBARS

A D C B

Tempo de Infecção (Dias)

TBARS (nm o l/ m l)

15º e o 20º dia (p<0,001; Tabela 15). Foram encontradas ainda diferenças estatísticas significantes temporais entre 1 dia vs. 20 dias (p<0,001), 5 dias vs. 20 dias (p<0,001) e 10 dias vs. 20 dias (p<0,001).

Tabela 14: Concentração das Substâncias Reativas ao Ácido Tiobarbitúrico (TBARS) no cérebro de camundongos de acordo com o tratamento recebido

N= Número de amostras por grupo por dia; d= tempo de infecção do grupo. Valores apresentados como média ± desvio padrão.

A = Grupo de animais tratados com Apocinina e infectados com Plasmodium berghei. B = Grupo de animais tratados com Apocinina e não infectados com P. berghei. C = Grupo de animais não tratados com Apocinina e infectados com P. berghei. D = Grupo de animais não tratados com Apocinina e não infectados com P. berghei.

No grupo B foram encontradas diferenças estatisticamente siginificantes temporais quando comparados os valores de TBARS de 1 dia de infecção vs. 20 dias (p< 0,001), 5 dia vs. 10 dias (p= 0,001), de 5 dias vs. 20 dias de infecção (p< 0,001) e 15 dias vs. 20 dias (p= 0,002) entretanto, essas variações (95 a 226 nmol/mL) ocorreram dentro da faixa de normalidade apresentada pelos animais do grupo D (106 a 231 nmol/mL).

Quando comparados os grupos B vs. D não foram encontradas diferenças estatisticamente siginificantes (Tabela 16). GRUPOS TBARS (nmol/mL) N 1 d N 5 d N 10 d N 15 d N 20 d A 10 210 ± 19 10 191 ±14 10 199 ± 10 12 212 ± 15 1 115 B 9 213 ± 18 10 226 ± 30 10 155 ± 43 10 186 ± 57 8 95 ± 39 C 10 203 ± 13 8 199 ±10 12 211 ±18 11 181 ± 16 3 153 ± 60 D 10 196 ± 28 9 233 ± 8 9 205 ± 45 10 231 ± 90 9 106 ±75

O grupo C, o qual abrangia camundongos infectados com P. berghei e não tratados com Apocinina, não apresentou variações nos níveis (153 a 211 nmol/mL) de TBARS fora faixa de valores apresentados pelos animais do grupo D (106 a 231 nmol/mL) e não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes.

O mesmo comportamento foi observado no grupo A, de animais tratados com Apocinina e Infectados com P. berghei, que mostrou valores entre 115 e 212 nmol/mL, encontrando-se dentro da faixa de normalidade encontrada nos animais controle do grupo D (106 a 231 nmol/mL). De mesmo modo, não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes nos diferentes tempos de infecção. Mesmo quando comparados os grupos A vs. C não foram encontradas diferenças significantes que mostrem alguma alteração entre os animais tratados ou não tratados com Apocinina.

Tabela 15: Valores de p* para as comparações de tempo de cada grupo para a técnica de Substâncias Reativas ao Ácido Tiobarbitútico (TBARS) em amostras de cérebro

Comparação Grupos A B C D 1 dia vs. 5 dias 0,862 0,784 0,989 0,444 1 dia vs. 10 dias 1,000 0,060 0,991 1,000 1 dia vs. 15 dias 1,000 0,858 0,812 0,346 1 dia vs. 20 dias 0,196 <0,001 0,367 <0,001 5 dias vs. 10 dias 0,921 0,001 0,881 0,380 5 dias vs. 15 dias 0,774 0,204 0,981 1,000 5 dias vs. 20 dias 0,411 <0,001 0,591 <0,001 10 dias vs. 20 dias 0,223 0,223 0,200 <0,001 10 dias vs. 15 dias 0,998 0,455 0,487 0,290 15 dias vs. 20 dias 0,169 0,002 0,793 <0,001

A = Grupo de camundongos tratados com Apocinina e infectados com Plasmodium berghei. B = Grupo de animais tratados com Apocinina e não infectados com P. berghei.

C = Grupo de animais não tratados com Apocinina e infectados com P. berghei. D = Grupo de animais não tratados com Apocinina e não infectados com P. berghei. *Obtido por teste de Tukey

Tabela 16: Valores de p* para as comparações entre grupos de acordo com, para a técnica de Substâncias Reativas ao Ácido Tiobarbitúrico (TBARS) em amostras de pulmão

Comparação

Tempo de Infecção (Dias)

1 5 10 15 20 A vs. B 0,993 0,246 0,025 0,468 1,000 A vs. C 0,986 0,999 0,992 0,349 0,857 A vs. D 0,890 0,207 0,909 0,722 0,996 B vs. C 1,000 0,342 0,009 0,999 0,507 B vs. D 0,969 1,000 0,151 0,079 0,966 C vs. D 0,982 0,296 0,775 0,043 0,314

A = Grupo de camundongos tratados com Apocinina e infectados com Plasmodium berghei. B = Grupo de animais tratados com Apocinina e não infectados com P. berghei.

C = Grupo de animais não tratados com Apocinina e infectados com P. berghei. D = Grupo de animais não tratados com Apocinina e não infectados com P. berghei. *Obtido por teste de Tukey

3.4.2 Capacidade Antioxidante Equivalente ao Trolox

A figura 26 mostra o comportamento do TEAC no cérebro de camundongos de acordo com tratamento empregado em cada grupo. O gráfico foi construído utilizando os valores expressos na tabela 17. Nas tabelas 18 e 19 estão descritos os valores de p para o TEAC por grupo e por tempo, respectivamente.

Analisando o comportamento do grupo D, o qual abrangia os animais não foram tratados com Apocinina e não foram infectados, encontrou-se que os valores de TEAC para os animais controles variaram de 5 a 7 mM. Foi encontrada diferença estatística significante quando comparados os níveis de TEAC nos animais de 1 dia vs. 20 dias (p= 0,001).

Figura 26: Capacidade Antioxidante Equivalente ao Trolox (TEAC) por tempo de infecção, no cérebro de camundongos, de acordo com o tratamento empregado. Grupo A = Animais que receberam tratamento com Apocinina e foram infectados com Plasmodium berghei. Grupo B = Animais que receberam o tratamento com Apocinina e não foram infectados com P. berghei. Grupo C = Animais que não receberam o tratamento com Apocinina e foram infectados com P.

berghei. Grupo D – Controle = Animais que não receberam o tratamento com Apocinina e não

foram infectados 0 5 10 15 1 5 10 15 20

TEAC

A Tempo de Infecção (Dias) D C B

TE

AC

(m

M

O grupo B de animais tratados com apocinina, mas não infectados, apresentou variações nos níveis de TEAC de 4 a 8mM ao longo do período de estudo.

Houve um aumento significante entre 1º e o 5º dia de infecção (p=0,048), seguido de diminuição estatisticamente significante entre o 5º e o 10º dia (p<0,001), o 5º e o 15º dia (p=0,040) e entre o 15º e o 20º dia (Tabela 18). A despeito disso, essas diferenças não mostram significância, pois ao compararmos os grupos B vs. D não são encontradas diferenças estatisticamente significantes que justifiquem diferenças entre os grupos (Tabela 19).

Tabela 17: Capacidade Antioxidante Equivalente ao Trolox (TEAC) em amostras cerebrais de camundongos de acordo com o tratamento recebido

N= Número de amostras por grupo; d= tempo de infeção do grupo. *Valores apresentados como média ± desvio padrão.

A = Grupo de animais tratados com Apocinina e infectados com Plasmodium berghei. B = Grupo de animais tratados com Apocinina e não infectados com P. berghei. C = Grupo de animais não tratados com Apocinina e infectados com P. berghei. D = Grupo de animais não tratados com Apocinina e não infectados com P. berghei.

Ao analisar o comportamento do grupo C encontrou-se que os valores de TEAC foram mais altos (7 a 9 mM) do que os valores apresentados pelo grupo D (5 a 7 mM) com um aumento estatisticamente significante nos níveis de TEAC entre o 1º e o 5º dia de infecção (p=0,045). Entretanto, essa diferença foi a única encotrada na análise temporal, não havendo diferenças estatisticamente significantes importantes na análise entre grupos.

O grupo A apresentou comportamento semelhante ao grupo C com os níveis de TEAC variando entre 8 e 10 mM. Em comparação ao grupo D, chamado grupo controle, esses níveis foram mais altos do que a faixa de normalidade encontrada pelos animais controles (5 a 7 mM), ainda assim, essa alteração não mostrou diferenças estatísticas significantes. Mesmo que tenha havido uma diferença estatisticamente significante na comparação temporal dos valores de 5 vs.

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