TÍTULO IV AÇÕES EXTERNAS
DOTAÇÕES ADMINISTRATIVAS
Artigo 201. o
Disposições gerais
1. As partes I e III aplicam-se às dotações administrativas, salvo disposição em contrário prevista no presente título.
2. A Comissão fica habilitada a adotar atos delegados nos termos do artigo 210. o no que diz respeito às regras de execução aplicáveis ao
âmbito das dotações administrativas e às garantias locativas.
Artigo 202. o
Autorizações
1. As despesas de gestão corrente podem, a partir de 15 de outubro de cada exercício, ser objeto de autorizações antecipadas, imputáveis às dotações previstas para o exercício seguinte. No entanto, estas autoriza ções não podem exceder um quarto das dotações decididas pelo Parla mento Europeu e pelo Conselho para a rubrica orçamental correspon dente no exercício em curso. Não podem incidir sobre novas despesas cujo tipo ainda não tenha sido aprovado em princípio no último orça mento regularmente adotado.
2. As despesas que, por força de disposições legais ou contratuais, são pagas antecipadamente, tais como as rendas, podem ser objeto de pagamento a partir de 1 de dezembro, a imputar às dotações previstas para o exercício seguinte. Nesse caso, não se aplica o limite referido no n. o 1.
Artigo 203. o
Disposições específicas relativas às dotações administrativas
1. As dotações administrativas são dotações não diferenciadas. A Comissão fica habilitada a adotar atos delegados nos termos do artigo 210. o no que diz respeito às regras de execução aplicáveis às
dotações administrativas específicas, incluindo o imobiliário e adianta mentos ao pessoal das instituições.
2. As despesas administrativas resultantes de contratos que abranjam períodos superiores à duração do exercício, quer em conformidade com os usos locais, quer relativas ao fornecimento de equipamento, são imputadas ao orçamento do exercício durante o qual são efetuadas. 3. As instituições apresentam ao Parlamento Europeu e ao Conselho, até 1 de junho de cada exercício, um documento de trabalho sobre a sua política imobiliária que deve incluir as seguintes informações:
a) Para cada edifício, a despesa e as áreas abrangidas pelas dotações das rubricas orçamentais correspondentes;
b) A evolução esperada da programação global das áreas e dos locais nos próximos anos, com uma descrição dos projetos imobiliários já identificados em fase de planeamento;
c) As condições finais e os custos, bem como informações relevantes sobre a execução de novos projetos imobiliários previamente apre sentados ao Parlamento Europeu e ao Conselho pelo procedimento estabelecido nos n. o s 4 e 5, e não incluídos nos documentos de
trabalho do exercício anterior.
4. Relativamente a cada projeto imobiliário suscetível de ter uma incidência financeira significativa no orçamento, a instituição informa o Parlamento Europeu e o Conselho, o mais cedo possível, sobre a área edificável requerida e o planeamento provisório antes de qualquer pros peção do mercado local, no caso de contratos imobiliários, ou antes da publicação dos concursos, no caso de trabalhos de construção.
5. Relativamente a cada projeto imobiliário suscetível de ter uma incidência financeira significativa no orçamento, a instituição apresenta o projeto imobiliário, incluindo uma estimativa detalhada dos custos e respetivo financiamento, bem como uma lista dos projetos de contrato a utilizar, e solicita a aprovação do Parlamento Europeu e do Conselho antes da celebração dos contratos. A pedido da instituição, os documen tos apresentados referentes ao projeto imobiliário são objeto de trata mento confidencial.
Salvo em casos de força maior, o Parlamento Europeu e o Conselho deliberam sobre o projeto imobiliário no prazo de quatro semanas a contar da data de receção do projeto por ambas as instituições. O projeto imobiliário é considerado aprovado no termo do prazo de quatro semanas, a menos que o Parlamento Europeu ou o Conselho tomem uma decisão contrária à proposta dentro desse prazo.
Se o Parlamento Europeu e/ou o Conselho suscitarem objeções devida mente fundamentadas nesse prazo de quatro semanas, este pode ser prorrogado uma vez por duas semanas.
Se o Parlamento Europeu ou o Conselho tomarem uma decisão contrária à proposta relativa ao projeto imobiliário, a instituição em causa retira a sua proposta e pode apresentar uma nova.
6. Em casos de força maior, a informação prevista no n. o 4 pode ser
apresentada juntamente com o projeto imobiliário. O Parlamento Euro peu e o Conselho deliberam sobre o projeto imobiliário no prazo de duas semanas a contar da data de receção do projeto por ambas as instituições. O projeto imobiliário é considerado aprovado no termo do prazo de duas semanas, a menos que o Parlamento Europeu e/ou o Conselho tomem uma decisão contrária à proposta dentro desse prazo. 7. São considerados projetos imobiliários suscetíveis de ter uma in cidência financeira significativa no orçamento:
i) As aquisições de terrenos,
ii) A aquisição, venda, renovação estrutural, construção de edifícios ou de qualquer projeto que conjugue esses elementos a executar no mesmo quadro temporal de valor superior a 3 000 000 EUR, iii) Todos os novos contratos imobiliários (incluindo o usufruto, o ar
rendamento a longo prazo e a renovação, em condições menos favoráveis, de contratos imobiliários existentes) não abrangidos pela subalínea ii) que impliquem um encargo anual de, pelo menos, 750 000 EUR,
iv) A prorrogação ou renovação de contratos imobiliários existentes (incluindo o usufruto e o arrendamento a longo prazo) em condições iguais ou mais favoráveis que impliquem um encargo anual de, pelo menos, 3 000 000 EUR.
O presente número aplica-se igualmente a projetos imobiliários de na tureza interinstitucional, bem como às delegações da União.
8. Sem prejuízo do artigo 17. o , um projeto de aquisição de um imó
vel pode ser financiado mediante a contração de um empréstimo sujeito a aprovação prévia do Parlamento Europeu e do Conselho.
Os empréstimos são contraídos e reembolsados de acordo com o prin cípio da boa gestão financeira e tendo em conta o melhor interesse financeiro da União.
Quando a instituição proponha financiar a aquisição mediante a con tração de um empréstimo, o plano de financiamento a apresentar, jun tamente com o pedido de aprovação prévia da instituição em causa, especifica, em particular, o nível máximo, o período, o tipo e as con dições de financiamento, e a poupança relativamente a outros tipos de disposições contratuais.
O Parlamento Europeu e o Conselho deliberam sobre o pedido de aprovação prévia no prazo de quatro semanas, prorrogável uma vez por duas semanas, a contar da data de receção do pedido por ambas as instituições. A aquisição mediante a contração de um empréstimo é considerada rejeitada se o Parlamento Europeu e o Conselho não a tiverem expressamente aprovado nesse prazo.
TÍTULO VII PERITOS
Artigo 204. o
Peritos externos remunerados
A Comissão fica habilitada a adotar atos delegados nos termos do artigo 210. o no que diz respeito às regras de execução aplicáveis a
peritos externos, incluindo um procedimento específico para a seleção de pessoas singulares enquanto peritos externos remunerados, incumbi das de assistir as instituições na avaliação de pedidos de subvenção, projetos e propostas, e de prestar assessoria e aconselhamento em ins tâncias específicas.
Esses peritos são remunerados com base numa quantia fixa anunciada antecipadamente e são escolhidos com base na sua capacidade profis sional. A seleção é efetuada com base em critérios de seleção que respeitam os princípios da não discriminação, da igualdade de trata mento e da inexistência de conflitos de interesses.
▼M2
Os peritos ficam sujeitos ao disposto no artigo 105. o -A, no artigo 106. o ,
n. os 1 a 3 e 7, com exceção da alínea b) do primeiro parágrafo e do
segundo parágrafo desse número, n. os 8 a 10, n. o 11, alínea a), e n. os 13
a 17, e nos artigos 107. o e 108. o .
▼B
PARTE III