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Área de drenagem da incremental Três Marias – São Romão (Inc1), São Romão – São Francisco (Inc2) e São Francisco – Sobradinho (Inc3)

No documento LUANA FERREIRA GOMES DE PAIVA (páginas 123-140)

SUMÁRIO

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

4.4 CORREÇÃO DA CHUVA MENSAL DO MODELO CFS

4.4.2 Área de drenagem da incremental Três Marias – São Romão (Inc1), São Romão – São Francisco (Inc2) e São Francisco – Sobradinho (Inc3)

Da mesma forma que foi feito para o reservatório de Três Marias, foi feito para as incrementais 1, 2 e 3.

a) Clima corrigido por PDF

Da mesma forma, foram elaboradas as curvas de frequência e efetuada a correção da precipitação, através da substituição desses valores pelo valor verificado, ambos na mesma frequência. As Figuras 66 a, b e c mostram as curvas de frequência obtidas para as incrementais 1, 2 e 3, respectivamente.

Figura 66 - Curva de frequência da chuva verificada e prevista pelo modelo CFS com 1 mês de antecedência, para os períodos úmido e seco, clima corrigido pelo método PDF, para as incrementais 1

(a), 2 (b) e 3 (c)

(úmido - a) (seco - a)

(úmido - b) (seco - b)

Fonte: A Autora (2020).

As Figuras 67 a, b e c mostram a chuva prevista e verificada, separadamente para os períodos úmido e seco, bem como a chuva corrigida pelo método PDF, para as incrementais 1, 2 e 3, respectivamente. Analisando as figuras citadas, observa-se que a metodologia proposta não corrige perfeitamente todos as previsões do CFS, esta simplesmente melhora alguns meses de previsão. Destaca-se que a correção para a período seco da incremental 3 melhorou bastante a previsão bruta do modelo.

Figura 67 - Chuva verificada e prevista pelo modelo CFS com 1 mês de antecedência, para os períodos úmido e seco, clima corrigido pelo método PDF, para as incrementais 1 (a), 2 (b) e 3 (c) (úmido - c)

(úmido - a)

(seco - c)

(seco - a)

Fonte: A Autora (2020).

As Tabelas 20 a, b e c e a Figura 68 a, b e c mostram uma comparação entre os resultados previstos e verificados pelo Modelo CFS, para as incrementais 1, 2 e 3, respectivamente. Para a Inc1, em termos médios anuais, pode-se observar que os valores previstos brutos (105,3 mm – desvio de 48,8 mm) têm valores bem mais altos que os observados (64,2 mm). A primeira etapa, que correspondeu a correção de clima, já proporcionou uma melhora significativa aos resultados previstos pelo CFS (65,0 mm – desvio de 32,4 mm). A segunda etapa, que correspondeu à correção por períodos úmidos e seco, com a metodologia PDF, levou a resultados um pouco superiores aos obtidos apenas com a correção de clima (64,2 mm – desvio de 31,8 mm).

(úmido - b)

(seco - b)

(úmido - c) (seco - c)

Para a Inc2, em termos médios anuais, pode-se observar que os valores previstos brutos (83,3 mm – desvio de 36,40 mm) têm valores bem mais altos que os observados (66,9mm). A primeira etapa, que correspondeu a correção de clima, não proporcionou uma melhora nos resultados previstos pelo CFS (43,2 mm – desvio de 37,7 mm). A segunda etapa, que correspondeu à correção por períodos úmidos e seco, com a metodologia PDF, levou a resultados superiores aos obtidos apenas com a correção de clima (66,9 mm – 34,7 mm).

Para a Inc3, em termos médios do período de maio/2011 a dez 2016 observou-se que os valores previstos brutos (51,9 mm – desvio de 48,2 mm) têm valores mais baixos que os observados (58,1 mm). A primeira etapa, que correspondeu a correção de clima, não proporcionou uma melhora aos resultados previstos pelo CFS (35,0 mm – desvio de 48,1 mm).

A segunda etapa, que correspondeu à correção por períodos úmidos e seco, com a metodologia PDF, levou a resultados superiores aos obtidos apenas com a correção de clima (58,1 mm – 46,4 mm), bem como a previsão prevista bruta.

Tabela 20 - Análise dos desvios do Modelo CFS, clima corrigido método PDF, para as incrementais 1 (a), 2 (b) e 3(c)

(a)

(b)

Fonte: A Autora (2020).

Figura 68 - Comparação da precipitação prevista, prevista corrigida pelo método PDF e observada, para as incrementais 1 (a), 2 (b) e 3(c)

(a)

(b) (c)

Fonte: A Autora (2020).

Também foi feita a correção para o período úmido e seco para todos os 25 membros do Modelo CFS. As Figuras 69 a, b e c e 70 a, b e c mostram os resultados obtidos. Mais uma vez observa-se, em todos as figuras, a variação da previsão para um mesmo membro previsto e que as previsões dos membros do período úmido têm uma variabilidade grande, em alguns momentos. Já as previsões dos membros do período seco têm uma variabilidade bem menor, quando comparada com o período úmido.

Figura 69 - Chuva corrigida pelo método pdf, 25 membros do modelo CFS, período úmido, para as incrementais 1 (a), 2 (b) e 3(c)

(a)

Fonte: A Autora (2020).

(c) (b)

Figura 70 - Chuva corrigida pelo método pdf, 25 membros do modelo CFS, período seco para as incrementais 1 (a), 2 (b) e 3(c)

(a)

(b)

Fonte: A Autora (2020).

b) Clima corrigido por método coeficiente Linear

Conforme estabelecido na metodologia, foram elaboradas as curvas de frequência e efetuada a correção da precipitação, através da substituição desses valores pelo valor verificado, ambos na mesma frequência. As Figuras 71 a, b e c mostram as curvas de frequência obtidas para as incrementais 1, 2 e 3, respectivamente.

Figura 71 - Curva de frequência da chuva verificada e prevista pelo modelo CFS com 1 mês de antecedência, para os períodos úmido e seco, clima corrigido pelo método Linear, para as incrementais

1 (a), 2 (b) e 3(c)

(úmido - a) (seco - a)

(c)

Fonte: A Autora (2020).

As Figuras 72 a, b e c mostram a chuva prevista e verificada, separadamente para os períodos úmido e seco, bem como a chuva corrigida pelo método coeficiente linear. Analisando as figuras citadas, observa-se que a metodologia proposta não corrige perfeitamente todos as previsões do CFS, esta simplesmente melhora alguns meses de previsão.

(úmido - b)

(seco - b)

(úmido - c) (seco - c)

Figura 72 - Chuva verificada e prevista pelo modelo CFS com 1 mês de antecedência, para os períodos úmido e seco, clima corrigido pelo método coeficiente Linear, para as incrementais 1 (a), 2 (b) e 3(c)

Fonte: A Autora (2020).

(úmido - a) (seco - a)

(úmido - b) (seco - b)

(úmido - c) (seco - c)

As Tabelas 21 a, b e c e as Figuras 73 a, b e c mostram uma comparação entre os resultados previstos e verificados pelo modelo CFS para as incrementais 1, 2 e 3, respectivamente. Como mostrado no item anterior, para a Inc1, em termos médios anuais, pode-se observar que os valores previstos brutos (105,3 mm – desvio de 48,8 mm) têm valores bem mais altos que os observados (64,2 mm). A primeira etapa, que correspondeu a correção de clima, já proporcionou uma melhora significativa aos resultados previstos pelo CFS (66,2 mm – desvio de 31,7 mm). A segunda etapa, que correspondeu à correção por períodos úmidos e seco, com a metodologia Linear, levou a resultados inferiores aos obtidos apenas com a correção de clima (64,2 mm – desvio de 33,0 mm).

Para a Inc2, em termos médios anuais, pode-se observar que os valores previstos brutos (83,3 mm – desvio de 36,4 mm) têm valores bem mais altos que os observados (66,9 mm). A primeira etapa, que correspondeu a correção de clima, já proporcionou uma melhora significativa aos resultados previstos pelo CFS (52,2 mm – desvio de 33,4 mm). A segunda etapa, que correspondeu à correção por períodos úmidos e seco, com a metodologia Linear, levou a resultados levemente inferiores aos obtidos apenas com a correção de clima (66,9 mm – 33,8 mm).

Para a Inc3, em termos médios de maio/2002 a dez/2016, pode-se observar que os valores previstos brutos (51,9 mm – desvio de 48,2 mm) têm valores mais baixos que os observados (58.1 mm). A primeira etapa, que correspondeu a correção de clima, não proporcionou uma melhora significativa nos resultados previstos pelo CFS (média de 36,8 mm – desvio de 41,5 mm). A segunda etapa, que correspondeu à correção por períodos úmidos e seco, com a metodologia Linear, levou a resultados inferiores aos obtidos apenas com a correção de clima (58,1 mm – 50,2 mm).

Tabela 21 - Análise dos desvios do modelo CFS, clima corrigido método Linear, para as incrementais 1 (a), 2 (b) e 3(c)

(a)

Fonte: A Autora (2020).

Figura 73 - Comparação da precipitação prevista, prevista corrigida pelo método Linear e observada, para as incrementais 1 (a), 2 (b) e 3(c)

(a) (b)

(c)

Fonte: A Autora (2020).

As Tabelas 22 a, b e c mostram um resumo dos resultados da correção do modelo CFS.

Para todas as áreas das incrementais 1, 2 e 3, a melhor previsão média obtida foi a que teve a correção de clima Linear.

Tabela 22 - Resultados obtidos com a correção da precipitação, área da incremental 1 (a), 2 (b) e 3 (c) (a)

Desvio (mm) Previsto bruto Previsto corrige clima

Desvio (mm) Previsto bruto Previsto corrige clima

Também foi feita a correção para o período úmido e seco para todos os 25 membros do Modelo CFS. As Figuras 74 a, b e c e 75 a, b e c mostram os resultados obtidos para as incrementais 1, 2 e 3, respectivamente. Mais uma vez observa-se, em todos as figuras, a variação da previsão para um mesmo membro previsto. Destaca-se tamém que as previsões dos membros do período úmido têm uma variabilidade grande, em alguns momentos. Já as previsões dos membros do período seco têm uma variabilidade bem menor, quando comparada com o período úmido.

Figura 74 - Chuva corrigida pelo método Linear, 25 membros do modelo CFS, período úmido para as incrementais 1 (a), 2 (b) e 3(c)

(a)

Fonte: A Autora (2020).

(b)

(c)

Figura 75 - Chuva corrigida pelo método Linear, 25 membros do Modelo CFS, período seco

Fonte: A Autora (2020).

(a)

(c) (b)

4.5 ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE VARIÁVEIS CLIMÁTICAS, A CHUVA MÉDIA

No documento LUANA FERREIRA GOMES DE PAIVA (páginas 123-140)