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Drogarias com coleta de medicamentos vencidos

No documento CADERNOS DE PESQUISA (páginas 60-64)

Faculdade Metropolitana de Anápolis | https://www.faculdadefama.edu.br | Cadernos de Pesquisa | v.1, n.1, 2018ISBN: 978-85-69676-08-9 59 Figura 8. Distribuição dos alunos entrevistados sobre haver local

de coleta de resíduos medicamentosos nas drogarias.

Na Resolução n° 44 de 17 de agosto de 2009, a ANVISA dispõe no artigo 93 concede às farmácias e drogarias associar-se a projetos de coleta de medicamentos a serem descartados pelas pessoas com o sentido de proteger a saúde pública e a qualidade do meio ambiente. No entanto, não possui legislação exclusiva para exigir desses estabelecimentos à realização destas campanhas, concedendo então o compromisso para as pessoas em fazer a devolução dos medicamentos em desuso a esses lugares. Conforme a legislação brasileira, as farmácias e drogarias não têm a obrigação de acolher os medicamentos que não serão mais aproveitados. Os órgãos de saúde tem o total conhecimento da existência do problema, porém poucos fazem para solucioná-lo. As diretrizes presentes expressam atenção aos estabelecimentos de serviços de saúde, no entanto, ainda não foram reproduzidas diretrizes que incluam o consumidor final com conhecimento sobre o descarte de medicamentos, visto que os estados e municípios possuem total liberdade para elaborar as próprias leis que determinam a forma correta de se descartar os medicamentos. Uma prática a ser seguida seria desempenhar a incineração, já que os compostos gerados ficam inertes, ou melhor, não reagem e dessa maneira não provocam riscos ao meio ambiente. Afim de que esta fosse uma solução, os medicamentos descartados precisariam ser destinados a instituições conceituadas pela vigilância sanitária, ainda que, de acordo com Ueda (2009), os problemas da forma incorreta de descarte de medicamentos vencidos pelas pessoas ocorrem pela falta de publicação sobre os danos que causam ao meio ambiente e também da falta de postos de coleta. Lamentavelmente ainda são limitados nas cidades brasileiras e algumas unidades de saúde ainda não estão aptas para resolver essa situação.

24%

76%

Drogarias com coleta de

Faculdade Metropolitana de Anápolis | https://www.faculdadefama.edu.br | Cadernos de Pesquisa | v.1, n.1, 2018ISBN: 978-85-69676-08-9 60 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os resultados comprovam que os acadêmicos apresentam o hábito de fazer o descarte dos medicamentos de forma incorreta e em locais inadequados, mesmo que alguns afirmaram ter conhecimento em relação às decorrências do descarte inadequado, talvez pelo fato de não haver nenhum conhecimento evidente sobre o assunto por parte dos órgãos qualificados em relação ao descarte correto de medicamentos vencidos.

Além dos variados tipos de normatizações existentes sobre o descarte de medicamentos no Brasil, podemos compreender que os resíduos de medicamentos ainda não são tratados de maneira adequada, tornando-se acessíveis ao homem através da água, do solo e do ar e, consequentemente, produzindo impactos ambientais e na saúde pública.

A confirmação da ausência de orientação e a má aprovação por parte dos usuários ressaltam a relevância da formação de programas de recolhimento de medicamentos em desuso e campanhas de conscientização tendo em vista à orientação da população quanto ao uso e ao correto descarte dos medicamentos.

Consequentemente, concluiu - se que mesmo perante aos resultados positivos, maior parte da amostra dispõe de hábitos que prejudicam essa temática em questão. Portanto é indispensável uma rigidez maior acerca do conhecimento dos usuários e desenvolvimento de campanhas explicativas através da atenção básica.

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