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DROGAS: SAIBA COMO PREVENIR E COMBATER

Drogas Licitas e ilícitas

DROGAS: SAIBA COMO PREVENIR E COMBATER

Drogas são todas e quaisquer substâncias naturais ou artificiais que ao serem introduzidas no organismo, são capazes de alterar o comportamento e afetar a saúde das pessoas. Várias substâncias são consideradas drogas, como remédios ou alimentos. Aqui iremos tratar daquelas drogas que causam dependências e são nocivas para a saúde.

Estas drogas são divididas em dois tipos:

Drogas legalizadas cigarro e bebida alcoólica.

Drogas ilegais maconha, cocaína, crack, ecstasy entre outras.

Mas o que leva uma pessoa a usar drogas?

Geralmente o primeiro contato com as drogas ocorre já na adolescência, ali mesmo na roda de amigos. Várias são as causas que estão relacionadas com o início da utilização das drogas:

Autoafirmação; Baixa autoestima;

Problemas familiares

Aliviar dores, tensões, angústias, depressões;

Ajuda a esquecer ou fugir dos problemas familiares ou profissionais;

A facilidade de acesso e obtenção;

Buscas de novas sensações e satisfações;

Influência de amigos, traficantes e propagandas;

Para estar na moda;

Barato que sai caro

Dificilmente uma pessoa que é dependente de drogas consegue abandonar o vício sem ajuda. Por isso é importante identificar as pessoas que usam drogas o mais cedo possível para poder ajudá-las. Mesmo no começo do uso de drogas, já ocorrem algumas mudanças no comportamento e atitudes desta pessoa.

Como identificar possíveis situações de uso de drogas?

Queda no rendimento escolar ou abandono dos estudos;

Queda na qualidade do trabalho ou abandono;

Abandono das amizades (fica trancado no quarto ou desaparece por várias horas);

Perda de interesses pelas atividades favoritas. Esportes e passatempos são deixados de lado;

Inquietação, irritabilidade e insônia;

Como identificar possíveis situações de uso de drogas?

Mudanças de turma. O jovem afasta-se dos antigos amigos para procurar um grupo da “pesada” ou estreita o vínculo com

poucos amigos;

Brigas em casa. Aumentam as hostilidades com os familiares;

Olhos avermelhados ou dilatados (arregalados) frequentes;

Atitudes furtivas ou impulsivas. Uso de óculos escuros mesmo sem excesso de luz, camisas de manga longa mesmo no calor;

Desaparecimento de objetos de valor em casa ou no local de trabalho.

O consumo de drogas por adolescentes vem crescendo de forma assustadora. De acordo com um levantamento realizado pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID) entre 1987 e 1997, em várias capitais brasileiras, houve uma tendência alarmante do consumo de drogas entre adolescentes em idade escolar (GALDURÓZ et al., 2005)27 . Assim, esse problema tem sido o centro das atenções para diversas áreas do conhecimento e setores da sociedade. A universidade não fica, então, como expectadora, ela vai a campo tentar estabelecer vínculos que auxiliem na prevenção de um problema que tem crescido de forma descontrolada.

Nesse sentido, ao promover o debate e a reflexão sobre as consequências do uso de drogas, a universidade pode favorecer a apreensão e troca de conhecimentos com a sociedade, minimizando o consumo dessas substâncias, pois a prevenção ainda é a melhor forma de combate ao uso de entorpecentes.

Pensando nas estratégias para prevenção, estabelecidas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em 1970, a escola passou a ser considerado o melhor local para a abordagem preventiva (MOREIRA;

SILVEIRA; ANDREOLI, 2006) 28. Um relato de experiência sobre a prevenção contra as drogas por meio da extensão na uesb 215 Ao incluir a escola como espaço de conscientização e de

27 GALDURÓZ, J. C. F.; NOTO, A. R.; FONSECA, A. M.; CARLINI, E. A. V levantamento nacional sobre o consumo de drogas psicotrópicas entre estudantes do ensino fundamental e médio da rede pública de ensino nas 27 capitais brasileiras: 2004. São Paulo: Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, Universidade Federal de São Paulo, 2005.

28MOREIRA; SILVEIRA; ANDREOLI, 2006

promoção à saúde, esse projeto procurou proporcionar conhecimentos que possibilitassem ao educando fazer uma releitura das informações recebidas por intermédio dos meios de comunicação, da escola, da família e de sua própria vivência. A escola é um dos locais privilegiados na contribuição para o desenvolvimento de posturas e atitudes saudáveis na construção do comportamento dos indivíduos. Ao articular educação e saúde, possibilita-se em um só local (a escola), abranger indivíduos em fase de formação física, mental e social (SANMARTÍ, 1988)29 . De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), é necessária a implementação de temas transversais no Ensino Fundamental e Médio, com o objetivo de proporcionar a formação de atitudes que promovam a cidadania. A saúde, então, destaca-se como um viés para a aplicação da transversalidade. Assim, a saúde não deve ser abordada somente como a ausência de uma patologia e, em relação às drogas, não deveria enfatizar somente a dependência química. Contudo, a compreensão da repercussão da utilização dessas substâncias, em aspectos físico, psíquico e social, é considerada essencial para a formação de discentes-cidadãos. Tiba (1998)30 corrobora com esse pensamento ao afirmar que o processo de discussão dessa temática é contínuo e envolve a coletividade escolar, reafirmando a necessidade de uma prática educativa que facilite a informação atrelada à formação pessoal de cada aluno. É na prevenção que a escola precisa agir. E é com esse intuito que o projeto atua; a universidade vai até a escola, por meio dos docentes e

29SANMARTÍ, 1988

30Tiba (1998

discentes, para propiciar reflexões sobre as consequências e as alterações provocadas pelo uso dessas substâncias, para preparar a comunidade escolar para as futuras escolhas, bem como, para contribuir com a compreensão dessa temática pouco discutida. Não há um modelo, uma fórmula, uma metodologia apropriada para abordar a questão das drogas.

Tratar a diversidade de ideias sobre essa problemática de forma dinâmica, na sala de aula, é um caminho interessante para evitar 216 Matheus Souza Campos Costa, Cláudia Ferreira da Silva Luz e Ana Lúcia Santos Souza os estigmas e preconceitos que emergem desse tema. A discussão das particularidades de cada realidade, criando formas diferenciadas de abordagem, permite estratégias mais duradouras e eficazes, que suscitam outros temas relacionados, como violência e desemprego, o que é essencial para a abordagem sobre a associação entre consumo de drogas e tecido social (DIAS, 2002)31 .

O que as principais drogas causam no corpo?

31DIAS, 2002

Prevenção

O primeiro passo para prevenir o uso de drogas ilegais é saber que qualquer droga, em qualquer dose, faz. DIGA NÃO A DEPENDENCIAS

Faz mal para a saúde. A informação é a melhor arma para combater as drogas. O que você pode fazer para evitar as drogas na sua família?

Bom diálogo familiar: o bom relacionamento familiar entre pais e filhos, marido e Organizar na sua empresa, escola ou comunidade, atividades que abordem temas mulher, gera confiança suficiente para conversar sobre drogas; relacionados às drogas ou que diminuam as causas que levam as pessoas a usarem drogas;

Informando e denunciando.

Os traficantes de drogas são muitas vezes protegidos pela

“lei do silêncio”, por isso existem formas denúncia anônima;

Conversando com o usuário de drogas, geralmente são os familiares ou amigos que percebem que a pessoa está usando drogas. Neste momento o principal é saber o que fazer e o que não fazer.

O que fazer

Acolhimento e apoio mesmo nos momentos mais difíceis;

redução de danos: evitar que o usuário coloque sua vida em risco; diálogo com usuário sobre drogas e os danos que esta lhe causa - primeiro passo para ajudar o usuário é fazer com que ele aceite ajuda.

O que não fazer

Bater, surrar, trancar ou acorrentar, não resolve o problema. Em casos mais graves procure ajuda médica.

Posturas autoritárias e violentas só vão piorar as coisas;

medidas salvadoras e milagrosas só complicam a situação;

humilhação do usuário, só irá reforçar sua dependência;

O que fazer então?

De acordo com o grau de dependência, as medidas a serem tomadas são diferentes. Variam desde consultas e terapias até internamentos em casos mais graves, por isso o acompanhamento de um profissional é fundamental 32.

32Fonte: drfranciscobravim.site.med.br

Iv

- TRATAMENTO DO DEPENDENTE QUIMICO (Álcool, cigarro e outras drogas).

O tratamento é de suma importância, todo dependente químico precisa ser tratado, por mais que o mesmo se negue necessita ser convencido a fazer um tratamento, que lhe será o caminho de volta para uma vida saudável e um convívio harmônico em a sociedade.

Lembrando sempre que, dependência de bebida alcoólica, cigarro e outras drogas não tem cura, mas tem tratamento.

Tratar Drogas e Abuso de Álcool

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