Atividade proposta:
Aulas 6 e 7: Experimentos em laboratório
Tempo estimado:
2 aulasMetodologias e estratégias:
Antes de iniciar as atividades no laboratório, o professor explicará as regras de segurança, com auxílio da mediação do intérprete. Em seguida
na aula experimental e explicará cada um deles. Após a explicação, os alunos deverão desenvolver a atividade sozinhos e escrever um resumo do que entenderam das aulas teóricas e experimental. É interessante pedir aos alunos o feedback da SD que participaram.
Experimento 1: Estouro de balão
Material Dois balões de festa, vela, fósforo e cronômetro
Objetivo Observar a influência de diferentes substâncias na absorção de energia pelo balão que influenciam o tempo de rompimento do balão
Procedimento
Encher um balão com ar e dar um nó na boca. Ao colocar o balão sobre a vela acesa, o cronômetro deve ser acionado, parar o cronômetro no momento em que o balão estourar. Anotar o tempo
Encher um balão com aproximadamente 400 ml de água e dar um nó na boca. Ao colocar o balão sobre a vela acesa, o cronômetro deve ser acionado; parar o cronômetro no momento em que o balão estourar. Anotar o tempo
Discussão do resultado
O professor pode fazer os seguintes questionamentos para iniciar uma discussão dos conceitos envolvidos no experimento realizado e facilitar a anotação dos alunos: – por que um balão estourou mais rápido que o outro? – as substâncias diferentes influenciaram o tempo de rompimento do balão?
– a absorção de calor é das substâncias ou do balão?
Experimento 2: Reação entre vinagre e bicarbonato de sódio
Material e
reagentes Vinagre, recipiente de vidro (copo), bicarbonato de sódio, colher, vela e fósforo
Objetivo Observar a liberação de energia que ocorrerá durante a reação entre o vinagre e o bicarbonato de sódio próximo à vela acesa
Procedimento
Acender a vela e colocá-la em um local no qual os alunos não se queimarão com a chama. No recipiente de vidro, acrescentar aproximadamente um dedo de vinagre e adicionar meia colher de bicarbonato de sódio. Posicionar a vela sobre o copo. Observar o que acontece com a vela e sentir a variação de temperatura no copo
Discussão do resultado
O professor pode fazer os seguintes questionamentos para iniciar uma discussão dos conceitos envolvidos no experimento realizado e facilitar a anotação dos alunos: – por que a vela apagou?
– quais foram as substâncias liberadas na reação? – o que aconteceu com a temperatura do copo? – liberou ou absorveu calor?
Experimento 3: Influência da temperatura inicial da substância na mudança do estado físico
Material Dois copos de alumínio, água, termômetro, cronômetro e congelador
Objetivo Entender por que a água quente congela mais rapidamente que a água a temperatura ambiente
Procedimento
Identificar os copos com uma etiqueta de quente e frio. Em seguida, no copo com etiqueta frio, colocar 200 ml, de água a 15 ºC e, no copo com identificação quente, acrescentar 200 ml de água a 40 ºC. Com cuidado para evitar queimaduras, os copos devem ser colocados no congelador. Cronometrar o tempo. Verificar como estão os líquidos a cada 10 minutos, até atingir 30 minutos. Observar o que acontece com a água nos dois copos
Discussão do resultado
O professor pode fazer os seguintes questionamentos para iniciar uma discussão dos conceitos envolvidos no experimento realizado e facilitar a anotação dos alunos: – por que a vela apagou?
– quais foram as substâncias liberadas na reação? – qual substância produzida apagou a vela? – o que aconteceu com a temperatura do copo?
Recursos didáticos:
Laboratório de química, materiais para o experimento e roteiro impresso em língua portuguesa com imagens.
Avaliação:
O professor pode analisar pelas anotações dos alunos se compreenderam a diferença entre calor e temperatura, as fases de mudança física da água no experimento 3 e realizar novo questionamento, como: Em relação a acontecimentos do dia a dia, você seria capaz de identificar uma transformação endotérmica e exotérmica?
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esta SD envolve experimentos e métodos diversificados de aprendizagem para auxiliar o professor, TILS, e alunos na compreensão de conceitos químicos por alunos surdos. Dessa forma é preciso compreender que o conhecimento por alunos surdos bem como a escrita se dá de forma diferente da dos alunos ouvintes, de modo que é papel do professor corrigir as escritas do surdo de forma diferenciada, levando em consideração sua língua materna, a libras e considerando a língua portuguesa como segunda, uma vez que, em sua expressão escrita em português, o surdo tende a transferir para a estrutura da libras que possui uma estrutura gramatical diferente da língua portuguesa.
Vale ressaltar que se trata de uma proposta, portanto, o professor detém a autonomia para analisar e adequar às atividades conforme suas reais situações de trabalho e necessidades. Almeja-se que esta unidade didática venha favorecer o trabalho docente e contribuir para o processo de construção de conceitos químicos.
REFERÊNCIAS
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