F. ESPECIFICAÇÃO DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS
F.1. E SPECIFICAÇÃO DE M ATERIAIS E E QUIPAMENTOS
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T
UBAGEM EA
CESSÓRIOSAs tubagens das instalações de Gás Natural podem ser dos seguintes materiais:
• De AÇO segundo EN-10208-1 ou outra tecnicamente equivalente;
• De COBRE segundo NP EN-1057 ou outra tecnicamente equivalente;
• De AÇO GALVANIZADO segundo EN-10208-1 ou outra tecnicamente equivalente.
É interdito o uso de tubos não metálicos em edifícios.
C
ARACTERÍSTICASD
OST
UBOSD
EP
OLIETILENOOs tubos serão de polietileno (PE) e com espessura nominal correspondente à série SDR 11, devendo obedecer aos requisitos das normas NP EN 1555, NP-2301 e NP-2914.
O fabricante dos tubos de PE deve certificar a correspondência da matéria-prima (resinas derivadas da polimerização do etileno, devidamente estabilizadas) e do tubo à norma de fabricação.
Cada lote de tubos deve ainda ser acompanhado das seguintes indicações:
a) Qualidade do material, precisando o tipo e a massa volúmica da resina utilizada;
b) Características mecânicas e dimensionais, por amostragem estatística;
c) Resultado dos ensaios e das provas, mencionando o tipo, a norma aplicada, o método e o número de ensaios efectuados.
Todos os tubos de PE devem ser marcados de acordo com a norma aplicada.
A
CESSÓRIOSP
ARAT
UBAGENSD
EP
OLIETILENOTodos os acessórios para a construção da rede devem ser de polietileno e compatíveis com as pressões de serviço previstas na tubagem em que estão instaladas de acordo com a norma NP EN 1555.
As resinas usadas no fabrico dos acessórios devem ser compatíveis do ponto de vista da soldabilidade, com o material dos tubos, o que será declarado pelo respectivo fabricante.
Os acessórios devem ser de modelo oficialmente aprovado.
As válvulas e outros acessórios devem ser fabricados com materiais que garantam características de funcionamento e segurança adequadas às condições de utilização e que obedeçam aos requisitos das normas aplicáveis. Devem também ser tidas em consideração as possíveis solicitações mecânicas e os efeitos químicos, internos e externos, sempre que haja ligação de tubagens de diferentes materiais.
Na utilização de tomadas em carga só devem ser usados os modelos do tipo sela, electro soldáveis, não sendo permitida a interposição de juntas elásticas, nomeadamente anilhas ou tóricos, entre aquela e o tubo.
Só é admissível o uso de tomadas em carga com dispositivo de obturação incorporado. O orifício de ligação da tomada em carga ao tubo não pode constituir um ponto de enfraquecimento da tubagem, pelo que a relação entre o diâmetro do orifício e o diâmetro externo no tubo não deve exceder 0,4.
L
IGAÇÕESNão são permitidas ligações roscadas nas tubagens de polietileno, sendo admissíveis os seguintes métodos de ligação:
a) Soldadura topo a topo, com o auxílio de um elemento de aquecimento - em tubos de diâmetro igual ou superior a 90 mm;
b) Acessórios electro soldáveis com resistência eléctrica incorporada - obrigatório nos diâmetros inferiores a 90 mm;
c) Flanges que devem ser da classe PN 10, devendo a junta utilizada ser de qualidade aprovada.
As ligações por juntas flangeadas devem ser limitadas ao mínimo imprescindível.
S
OLDADURASAs soldaduras dos tubos de polietileno devem ser executadas por soldadores devidamente qualificados, credenciados nos termos do disposto no art. 10 do anexo I ao Decreto-Lei 263/89, de
200320-LG-MD-0 Os procedimentos de soldadura, os controlos visíveis e os ensaios, destrutivos ou não destrutivos, relativos à qualidade das soldaduras devem obedecer aos códigos de boa prática aplicáveis.
Deve ser verificada a ovalização das extremidades dos tubos e eventualmente corrigida, sempre que a diferença entre os valores mínimo e máximo do diâmetro exterior em relação ao diâmetro nominal do tubo exceda 2 % do valor desta.
Nos tubos de diâmetro igual ou superior a 90 mm deve proceder-se à inspecção das soldaduras topo a topo por meios não destrutivos, no mínimo a 10 % do número de soldaduras.
P
ROTECÇÃOC
ONTRAA C
ORROSÃOOs revestimentos protectores dos componentes metálicos da rede não devem ser quimicamente agressivos para o polietileno nem aplicados a quente.
C
OLOCAÇÃOE
MO
BRAA
BERTURA DEV
ALASOs trabalhos relativos à instalação dos tubos e acessórios compreenderão essencialmente as seguintes fases:
a) Abertura de vala;
b) Instalação das tubagens.
A abertura de vala consiste na execução de todos os trabalhos necessários desde o levantamento do pavimento até à escavação da vala e regularização do leito de assentamento.
A profundidade das valas é função das condições locais, do tráfego, do diâmetro da tubagem a instalar e da natureza do material utilizado.
As tubagens devem ter um recobrimento mínimo de 0,6 m acima da geratriz superior do tubo.
O fundo das valas deve ser regularizado com eliminação de qualquer saliência de rochas, pedras ou outros materiais que possam causar danos à tubagem ou ao seu revestimento, quando exista.
Em casos excepcionais a tubagem pode ser instalada a uma profundidade inferior à indicada desde que não colida com outras tubagens e fique adequadamente protegida contra cargas excessivas, nomeadamente pelo recurso à sua instalação no interior de uma manga de protecção, de modo a garantir condições de segurança equivalentes às de uma colocação normal.
As mangas de protecção metálicas devem estar protegidas:
a) Contra a corrosão, interna e externamente;
b) Com isolamento eléctrico, em relação à tubagem que envolvem;
c) Com protecção catódica, sempre que necessário.
I
NSTALAÇÃO DAST
UBAGENSA instalação das tubagens consiste na execução de todos os trabalhos necessários desde a colocação do tubo na vala até ao seu envolvimento total com areia neutra. Os troços de tubagem, quando colocados nas valas, devem ser obturados provisoriamente com tampões, os quais serão retirados aquando das ligações desses troços de tubagens, devendo verificar-se também, a inexistência de corpos estranhos no interior das tubagens. Deve ser colocada a 0,30 m acima da geratriz superior da tubagem uma banda avisadora de cor amarela, contendo os termos
"ATENÇÃO GÁS", bem visíveis e indeléveis, inscritos a intervalos não superiores a 1 m.
Nos casos especiais de atravessamento de vias ferroviárias ou rodovias de tráfego intenso, as tubagens enterradas serão protegidas com uma manga. O espaço anelar entre a tubagem e a manga envolvente deverá ser convenientemente ventilado de modo a que eventuais fugas de gás sejam conduzidas até aos extremos da manga, os quais devem descarregar essas fugas de forma a não constituírem perigo.
As tubagens de polietileno emergentes do solo devem ser protegidas, antes da sua penetração no edifício, por uma manga ou bainha metálica obedecendo aos seguintes requisitos:
a) Ser cravada no solo até uma profundidade mínima de 0,20 m;
b) Ser convenientemente fixada;
c) Acompanhar a tubagem de gás até uma altura de 0,60 m acima do solo, a menos que a
200320-LG-MD-0 Quando a tubagem de polietileno penetrar na parede do edifício e nela ficar embebida deve ser protegida por uma manga de acompanhamento que resista ao ataque químico das argamassas.
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ISTANCIASE
NTRE TUBAGENSA distância mínima da tubagem em relação às edificações deve ser, sempre que tal seja possível, de:
1,30 m no caso de instalação de tubagem sob calçada com largura superior a 1,90 m;
1,10 m nos restantes casos.
A distância entre geratrizes das tubagens de gás e as de quaisquer outras, quer em percursos paralelos quer nos cruzamentos, não pode ser inferior a 0,20 m.
Quando não for possível respeitar a distância referida no parágrafo anterior, devem as tubagens ficar separadas entre si por um dispositivo adequado.
A distância entre geratrizes das tubagens de gás e as dos cabos eléctricos, telefones e similares, quer em percursos paralelos quer em cruzamentos, também não pode ser inferior a 0,20 m com excepção das "ligações à terra".
Nos troços em que não for possível respeitar a distância mínima mencionada no parágrafo anterior deve a tubagem de gás ser protegida por uma manga electricamente isolante, de fibrocimento, betão ou outro material incombustível, cujas extremidades distem pelo menos 0,20 m dos cabos eléctricos, telefónicos ou similares.
A distância mínima entre as geratrizes das tubagens de gás e das redes de esgotos, quer em percursos paralelos, quer nos cruzamentos, não deve ser inferior a 0,50 m. Nos troços em que não for possível respeitar esta distância, a tubagem de gás deve ser envolvida por uma manga cujas extremidades distem, pelo menos 0,50 m da rede de esgoto. A posição relativa das tubagens de gás em relação a outras tubagens deve ter em conta a densidade do gás.
Nos casos em que as tubagens de polietileno cruzam ou seguem em traçados paralelos com condutas de fluidos a temperaturas elevadas, devem ter-se em conta a distância e o isolamento térmico necessários para que a temperatura da tubagem de gás não atinja valores elevados.
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C
AIXA DEE
NTARDASerá uma caixa fechada, ventilada, acessível pelo exterior, e construída em material incombustível. Deverá estar identificada com a palavra gás em caracteres indeléveis e legíveis do exterior.
A manga protectora embebida na parede exterior, tem diâmetro interior mínimo de 50 mm, raio de curvatura mínimo de 30 x D e extremidade exterior ao imóvel enterrada a uma profundidade de dispositivo de encravamento só rearmável pela empresa distribuidora, terá ligações por juntas esferocónicas segundo norma NFE 29-536 e rosca macho cilíndrica segundo NP EN ISO 228.
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ÁLVULA DES
ECCIONAMENTO200320-LG-MD-0 As válvulas deverão ser da classe de pressão MOP 5 e não podem possuir qualquer dispositivo de encravamento na posição de abertura.
As que se localizam a montante do contador deverão ser seláveis na posição de fecho.
O movimento dos manípulos de actuação das válvulas deve ser limitado por batentes fixos e não reguláveis, de forma a que os manípulos se encontrem:
• perpendicularmente à direcção do escoamento, na posição de fecho;
•com a direcção do escoamento do gás, na posição de abertura.
V
ÁLVULA DES
ECCIONAMENTOD
OSA
PARELHOS DEQ
UEIMASerão válvulas próprias para gás de ¼ de volta, com obturador de macho esférico.
R
EDUTOR DAC
AIXA DEE
NTRADA- a ligação de entrada será feita por junta esfero-cónica conforme NFE 29-536 e rosca fêmea segundo NP EN ISO 228, G 3/4”;
- a ligação de saída por junta plana conforme NP EN ISO 228;
- classe de regulação RG 5 ou 10 e classe de pressão de fecho SG 10 ou 20 conforme DIN 3380;
- os dispositivos de segurança requeridos são:
- corte de passagem de gás em caso de excesso ou perda de pressão à saída com encravamento manual;
- limitação de pressão à saída - válvula de segurança.
- corte de passagem de gás em caso de excesso ou perda de pressão à saída com rearme manual;
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Q
UALIDADED
OSM
ATERIAISTodos os materiais aplicados deverão ser próprios para utilização de Gás Natural, serem isentos de defeitos, incombustíveis e obedecer ao determinado nas respectivas especificações, documentos de homologação e Normas em vigor.
As válvulas, tubagem e ligações deverão ser adquiridos com o certificado de qualidade segundo a EN 10204, type 3.1.
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