Tabela 5 - Valor do pH do concreto e coloração, com adição a fenoftaleína. Cascudo (1992, p76).
4.5-Cálculo da velocidade de carbonatação
X = K√ t
Onde X será a capa carbonatada em mm, t será o tempo em anos e meses e K será a constante. Sendo que o valor de K pode ser determinado pela espessura da capa carbonatada ou idade da estrutura. Conhecendo K pode-se dizer qual a velocidade de avanço da frente de carbonatação e o tempo em que demorará chegar até a armadura, desde que não tenha já alcançado. K é uma variável difícil de definir, pois depende de fatores como a porosidade do concreto, espessura de recobrimento, velocidade da difusão dos gases através do concreto e atmosfera agressiva que envolve o concreto.
Resultado dos ensaios de profundidade de carbonatação
Tabela 6 - Resultado dos ensaios de profundidade de carbonatação. Cascudo (1992, p76).
A média aritmética deu menor que nove, isso significa que as amostras estão carbonatadas.
Figura 38 - Resultados dos ensaios de profundidade de carbonatação.
4.6-Ensaio de difusão de cloretos
A corrosão induzida por cloretos é considerada, por muitos autores, a forma mais perigosa de ocorrência desta manifestação patológica. Porém, sabe-se que apenas os cloretos livres na solução dos poros de concretos e argamassas atacam as armaduras.
Em 1970, um método colorimétrico para determinação de cloretos livres e combinados havia sido desenvolvido por Collepardi et al., sendo o mesmo, subseqüentemente, normalizado na Itália. Este método é baseado na aspersão de uma solução fluorescente (1g/l em 70% de álcool etílico) seguida por uma solução de nitrato de prata (0,1 M AgNO3) em uma área superficial recém fraturada de concreto ou argamassa.
Teor limite de cloretos proposto por diversas normas
Tabela 7 - Teor limite de cloretos proposto por diversas normas. ANDRADE (1992,p.21).
4.8-Potenciais de corrosão
O potencial eletroquímico de corrosão é uma grandeza que indica aproximadamente a situação de corrosão ou passividade das armaduras. Fornece também informações qualitativas que devem ser utilizadas como complementação de outros ensaios e nunca de forma isolada ou absoluta. OLIVEIRA (2005).
A medida determina a diferença de potencial elétrico entre as armaduras e um eletrodo de referência, onde se coloca em contato com a superfície do concreto. Essa medida tem como vantagem de ser uma técnica não destrutiva e fácil aplicação, sendo que o equipamento é de baixo custo. LIMA (2000) prescreve a norma A ASTM C – 876 (1991), o método de ensaio para obter potenciais de corrosão em concreto, podendo ser ensaiado no laboratório ou “in loco”.
Figura 39 – Esquema do método de ensaio para medir o potencial de corrosão.
O critério de avaliação destes valores obtido na medida de potencial de corrosão está descrito conforme a norma A ASTM C – 876 (1991), e indica a probabilidade de ocorrência da corrosão.
Resultado dos ensaios para medir o potencial de corrosão
Tabela 9 – Resultado dos ensaios de corrosão.
De acordo com a norma ASTM C – 876 (1991) os corpos de prova estão
com 50% de probabilidade de estarem com corrosão.
5 - Resultados e discurssão
Os resultados referentes ao programa experimental são expressos em estimativas de porcentagens de área branca. Estes resultados foram tomados após criteriosa avaliação visual das amostras.
Na Figura 40, observa-se que mesmo nas amostras de referência, sem cloretos incorporados à mistura, o método colorimétrico indicou a presença de área branca quando se utilizou o CP III-32. Entretanto, as outras amostras não apresentaram tais indicações, mesmo em idades prematuras, permanecendo com 0% de área branca.
Figura 40 – Indicações das percentagens de área branca nas amostras de referência (0%
de cloretos incorporados). MONTEMOR (2000).
Nas amostras que continham 0,2% de cloretos incorporados à mistura (Figura 41) pode-se observar que o CP III-32 apresentou maior dificuldade para combinar os cloretos incorporados. Nas amostras confeccionadas com CP I-S-32, o método indicou 0% de área branca à partir dos 14 dias. Por outro lado, as amostras confeccionadas com CP II-F-32, CP IV-32, e CP V-ARI não apresentaram indicações de área branca, ou seja, cloretos livres.
Figura 41 – Indicações das percentagens de área branca nas amostras com 0,2% de
cloretos incorporados à mistura .MONTEMOR (2000).
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 3 6 9 12 15 18 21 24 27 30 33 36 39 42
Idade dos corpos-de-prova (dias)
Á re a b ra n c a ( % ) CP I CP II CP III CP IV CP V-ARI 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 3 6 9 12 15 18 21 24 27 30 33 36 39 42
Idade dos corpos-de-prova (dias)
Á re a b ra n c a ( % ) CP I CP II CP III CP IV CP V-ARI
Na Figura 42 nota-se nitidamente que o teor de 0,4% de cloretos incorporados à mistura pode ser combinado por alguns tipos de cimento, porém para que isto aconteça é necessário tempo para que as reações de hidratação ocorram. As amostras confeccionadas com CP I-S-32 e CP III-32 apresentaram, a idades prematuras (7 dias), indicações de 60% e 70% de área branca, respectivamente. Porém, aos 14 dias as mesmas amostras apresentaram baixas percentagens de área branca (30% e 15%, respectivamente), mostrando a capacidade dos cimentos CP I-S-32 e CP III-32 em combinar os cloretos livres. Já as amostras confeccionadas com CP IV-32 e CP V-ARI, no início dos ensaios de aspersão apresentaram cerca de 35% de área branca, porém, nas idades mais avançadas, ambos cimentos apresentaram diminuições de área branca, mostrando também, a capacidade destes cimentos em combinar cloretos livres.
Figura 42 – Indicações das percentagens de área branca nas amostras com 0,4% de
cloretos incorporados à mistura .MONTEMOR (2000).
A Figura 43 deixa claro que o teor de 1,0% é tão alto que nenhum tipo de cimento foi capaz de fixá-lo totalmente. No entanto, o melhor desempenho, no que tange ao método colorimétrico, foi obtidos com o CP III-32 e CP V-ARI, que apresentaram aproximadamente 30% de área branca aos 28 dias e 20 % de área branca aos 42 dias, respectivamente.
0 10 20 30 40 50 60 70 80 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45
Idade dos corpos-de-prova (dias)
Á re a b ra n c a ( % ) CP I CP II CP III CP IV CP V-ARI 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 Á re a b ra n c a ( % ) CP I CP II CP III CP IV CP V-ARI
Figura 43: Indicações das percentagens de área branca nas amostras com 1,0% de
cloretos incorporados à mistura. MONTEMOR (2000).
Nas amostras com 2,0% de cloretos incorporados à mistura, observou-se que tal teor de cloretos é muito elevado para ser combinado por quaisquer dos cimentos utilizados no programa experimental. Todas as indicações de área branca são tão elevadas que se as amostras fossem armadas, certamente, que estariam com suas armaduras em avançado processo de corrosão.
Figura 44: Indicações das percentagens de área branca nas amostras com 2,0% de
cloretos incorporados à mistura. MONTEMOR (2000).
Será utilizado também o IGS-CHIORID-TEST-SET,que consiste na medida quantitativa de cloretos no concreto.
5.1-Ensaio de Carbonação: (requer certos cuidados)
Deverá ser aplicada uma solução de 1g de fenolftaleína dissolvida e 50g de álcool e 50g de água imediatamente após quebra-se uma pré do corpo de prova.
5.2-Ensaio de perda de Massa
0 1 0 2 0 3 0 4 0 5 0 6 0 7 0 8 0 9 0 1 0 0 0 3 6 9 1 2 1 5 1 8 21 24 27 3 0 3 3 3 6 3 9 4 2 Id a d e d o s co rp o s -d e -p ro va (d ias ) Á re a b ra n c a ( % ) C P I C P II C P III C P IV C P V -A R I
Consistem na limpeza das barras e pesagem para comparação do peso antes do experimento e o peso após a corrosão da mesma.
As barras são retiradas do concreto dos corpos de prova que foram induzidos a corrosão.
Em seguidos e retirada à camada de ferrugem resultante corrosão através de escova de aço.
As barras são pesadas e comparam-se os pesos iniciais e os finais para a avaliação da deterioração que as barras de aço sofreram.