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Edifício da Ex – Coop Flor do Tejo (Refª. G – 02)

CAPÍTULO 4 – ANÁLISE E DISCUSSÃO DE RESULTADOS

4.1. Método de GRETENER – Amostra A

4.1.2. Edifício da Ex – Coop Flor do Tejo (Refª. G – 02)

Hugo Miguel C. P. Oliveira Gomes Página | 44

ES TU D O Av al ia çã o d o R is co de Incê n dio - A pli ca çã o n o n úcle o a nti go d a vi la d a M oit a

R ≤ Ru

Para concluir, a verificação do grau de segurança contra incêndio (𝛄) resulta do valor encontrado no quociente entre o risco de incêndio admissível e o risco de incêndio efetivo que é dado pela seguinte equação:

γ =𝑅𝑢 𝑅 =1.30

2.39= 0.54 Equação 9 - Cálculo de γ

O valor apresentado por ƴ (0.54) é inferior a 1, devendo este valor ser de (ƴ ≥1), constata-se assim que o edifício não garante as condições de segurança contra incêndio, sendo necessário melhorar este critério através da introdução de medidas nesta área, para assegurar a satisfação da referida condição, (ƴ ≥1).

4.1.1.9. Considerações finais sobre a avaliação do edifício da C.M. Moita

Na avaliação realizada às condições de segurança contra incêndio do edifício da C.M. Moita pelo método GRETENER, não se obteve um valor igual ou superior a 1, tendo-se encontrado um valor de ƴ = 0.54, significando que o edifício não garante as condições mínimas em caso de incêndio.

É por isso necessário introduzir algumas melhorias para que ƴ atinja um valor igual ou superior a 1, nomeadamente com a instalação de mais bocas de incêndio armadas (carretéis) até ao seu número suficiente, e garantir a existência, no posto de segurança, de um telefone e que esse posto seja guarnecido por duas pessoas.

Considerando a introdução destas melhorias e realizado um novo cálculo foi possível obter um valor superior a 1. O novo valor é de ƴ = 1.43 (estes cálculos apresentam-se, detalhadamente, no apêndice 5 deste trabalho).

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A sua estrutura interior, pavimentos e divisões interiores, mesmo tendo sido sujeitos ao longo dos

anos às referidas sucessivas alterações, estas não contemplaram nenhuma compartimentação corta-fogo, podendo suceder no caso de surgimento no edifício de um incêndio, a propagação a todo o edifício. Desta forma, o edifício é considerado como um único compartimento para efeito de aplicação do método de cálculo de GRETENER.

Considerando o que foi referido e para aplicação do referido método, o edifício é considerado do

“tipo V”, com desenvolvimento em volume e sem separação corta-fogo, com o comprimento (l) de 22.50 m e uma largura (b) de 12.50 m (vide quadro 11).

Quadro 11 - Parâmetros referentes ao compartimento de incêndio

4.1.2.1. Cálculo do perigo potencial (P)

Quadro 12 - Valores dos perigos inerentes ao conteúdo

Perigos inerentes ao conteúdo

Carga de incêndio mobiliária (Qm), fator q 1.50

Combustibilidade, fator c 1.20

Perigo de fumo, fator r 1.20

Perigo de corrosão/toxicidade, fator k 1.20 Carga de incêndio imobiliária, fator i 1.10 Nível do andar ou altura útil, fator e 1.30 Amplidão da superfície, fator g 0.40

Fórmula de cálculo do perigo potencial (P):

𝑃 = (𝑞 . 𝑐 . 𝑟 . 𝑘) 𝑋 (𝑖 . 𝑒 . 𝑔)

𝑃 = (1.50 × 1.20 × 1.20 × 1.20) × (1.10 × 1.30 × 0.40) P = 1.48

Equação 10 - Cálculo de P

Parâmetros Valor

Tipo de Construção V

Comprimento característico (l) 22.50 Largura característica (b) 12.50

Área (m2) 281.25

Relação l/b 2:1

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4.1.2.2. Cálculo das medidas de proteção normais (N)

Quadro 13 - Valores das medidas de proteção normais

Medidas de proteção normais

Extintores portáteis, n1 0.90

Bocas de incêndio armadas, n2 0.80

Fiabilidade de abastecimento de água para extinção, n3 0.25 Comprimento da conduta de transporte, n4 1.00 Instrução do pessoal na extinção de incêndios, n5 1.00

Fórmula de cálculo das medidas de proteção normais (N):

𝑁 = 𝑛1 . 𝑛2 . 𝑛3 . 𝑛4 . 𝑛5

𝑁 = 0.90 × 0.80 × 0.25 × 1.00 × 1.00 N = 0.18

Equação 11 - Cálculo de N

4.1.2.3. Cálculo das medidas de proteção especiais (S)

Quadro 14 - Valores das medidas de proteção especiais

Medidas de proteção especiais

Deteção de fogo. s1 1.00

Transmissão do alarme, s2 1.00

Capacidade de intervenção exterior e interior do estabelecimento, s3 1.40 Tempo de intervenção dos socorros exteriores, s4 1.00

Instalações de extinção, s5 1.00

Instalações de evacuação de calor e de fumo, s6 1.00

Fórmula de cálculo das medidas de proteção especiais (S):

𝑆 = 𝑠1 . 𝑠2 . 𝑠3 . 𝑠4 . 𝑠5 . 𝑠6

𝑆 = 1.00 × 1.00 × 1.40 × 1.00 × 1.00 × 1.00 S = 1.40

Equação 12 - Cálculo de S

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4.1.2.4. Medidas inerentes à construção (F)

Quadro 15 - Valores das medidas inerentes à construção

Medidas inerentes à construção

Resistência da estrutura, f1 1.20

Resistência da fachada, f2 1.10

Separação entre pisos, f3 1.00

Células corta-fogo, f4 1.00

Fórmula de cálculo das medidas inerentes à construção (F):

𝐹 = 𝑓1 . 𝑓2 . 𝑓3 . 𝑓4

𝐹 = 1.20 × 1.10 × 1.00 × 1.00 F = 1.32

Equação 13 - Cálculo de F

4.1.2.5. Fator de exposição ao perigo (B)

O fator de exposição ao perigo de incêndio é definido como o produto de todos os fatores de perigo, dividido pelo produto de todos os fatores de proteção.

𝐵 = 𝑃

𝑀 =(q . c . r . k) × (𝑖 . 𝑒 . 𝑔)

𝑁 × 𝑆 × 𝐹 = P

𝑁 × 𝑆 × 𝐹 = 1.48

0.18 × 1.40 × 1.32 = 4.46 Equação 14 - Cálculo de B

4.1.2.6. Determinação do perigo de ativação (A)

O perigo de ativação (A) quantifica a probabilidade de ocorrência de um incêndio num edifício.

Este edificado é de utilização com predominante administrativa, tendo ainda algumas pequenas áreas de arquivo e arrecadações, pelo que o perigo de ativação é normal (A = 1.00).

4.1.2.7. Risco de incêndio

a) Risco de incêndio efetivo (R)

O risco efetivo de incêndio é dado pelo produto dos fatores de exposição ao perigo e do perigo de ativação, e traduz a possibilidade de ocorrência de incêndio.

𝑅 = 𝐵 × 𝐴 = 4.46 × 1.00 = 4.46 Equação 15 - Cálculo de R

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b) Risco de incêndio admissível (Ru)

Em situações em que o risco das pessoas se encontra acrescido, o fator de risco normal (Rn) deve ser multiplicado por um fator de correção (P H,E), em função do nível de andar e do número de ocupantes, sendo encontrado assim o valor de Ru.

Risco de incêndio normal (Rn); este parâmetro tem sempre como valor 1.30.

Ru = Rn x PH,E = 1.30 x 1.00 = 1.30 Equação 16 - Cálculo de Ru

4.1.2.8. Critério de segurança contra incêndio

Este critério apura-se, comparando o risco de incêndio efetivo (R), com o risco de incêndio admissível (Ru); para que o edifício seja considerado em segurança é necessário garantir a seguinte condição:

R ≤ Ru

Para concluir, a verificação do grau de segurança contra incêndio (ƴ) , resulta do quociente entre o risco de incêndio admissível e o risco de incêndio efetivo que é dado pela seguinte equação:

γ =𝑅𝑢 𝑅 =1.30

4.46= 0.29 Equação 17 - Cálculo de γ

O valor apresentado por ƴ (0.24) é inferior a 1, devendo este valor ser de (ƴ ≥1), constata-se assim que o edifício não garante as condições de segurança contra incêndio, sendo necessário melhorar este critério através da introdução de medidas nesta área, para assegurar a satisfação da referida condição, (ƴ ≥1).

4.1.2.9. Considerações finais sobre avaliação do edifício Ex-coop Flor do Tejo

Na avaliação às condições de segurança contra incêndio do edifício da Ex-coop Flor do Tejo utilizando o método de GRETENER não se obteve um valor igual ou superior a 1, logrando-se apenas um valor de ƴ = 0.29, significando isto que o edifício não garante as condições mínimas em caso de incêndio.

Por conseguinte é necessário introduzir algumas melhorias para que ƴ atinja um valor igual ou superior a 1. As melhorias propostas são a colocação de mais extintores no edifício, a colocação de bocas de incêndio armadas (carretéis) em todo o edifício, a instalação de um sistema automático de

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deteção de incêndio e criação de um posto de segurança, no qual deve estar instalado um telefone e

ser guarnecido por dois elementos.

Consideradas a introdução destas melhorias e realizado o respetivo cálculo foi possível obter um valor superior, sendo este novo valor de ƴ = 1.29 (estes cálculos apresentam-se, detalhadamente, no apêndice 5 deste trabalho).