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Publicação Nº 45789 EDITAL Nº. 01/2016 - COMDICAVI

Dispõe sobre o chancelamento de projetos das en- tidades não governamentais e órgãos governamen- tais de atendimento à criança e ao adolescente, para financiamento com recursos do Fundo Municipal da Infância e Adolescência – FIA.

CAPÍTULO I

DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º – O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e

do Adolescente de Viana – COMDICAVI convoca as enti- dades não governamentais e órgãos governamentais que atuam no atendimento a criança e ao adolescente, para participarem do processo de chancelamento de projetos para financiamento com recursos do Fundo Municipal da Infância e Adolescência - FIA, obedecendo aos seguintes critérios:

§ 1º - Serão aceitos os projetos das entidades não gover- namentais e órgãos governamentais devidamente inscri- tos e regularizados no COMDICAVI;

§ 2º - Os projetos deverão seguir o modelo do COMDICA- VI, conforme disposto no Art. 2º;

§ 3º - Poderão receber financiamento as instituições não governamentais que, para o processo de conveniamento no ano de 2016, que apresentarem toda a documentação exigida no Capítulo III, artigo 3º e que atendam integral- mente ao disposto no Manual de Convênios da Prefeitura Municipal de Viana.

CAPÍTULO II

DA DOCUMENTAÇÃO PARA CHANCELAMENTO Art. 2º - Para o processo de chancelamento deverá ser

apresentada a seguinte documentação:

I. Ofício de encaminhamento ao COMDICAVI (Anexo I); II. Projeto Técnico (Anexo II);

III. Planilhas de Aplicação de recursos com informação dos itens e seus respectivos valores, separados por natureza de despesa, conforme Manual de Convênios da PMV (Ane- xo III). Os valores dos itens podem ser mensurados de acordo com valores de mercado;

IV. Cópia do comprovante de inscrição no Conselho Mu- nicipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Viana – COMDICAVI

CAPÍTULO III

DA DOCUMENTAÇÃO PARA CELEBRAÇÃO DO CON- VÊNIO – ANO 2016

Art. 3º – Para o processo de conveniamento as entidades

não-governamentais deverão apresentar à Secretaria Mu- nicipal de Assistência Social, Renda e Cidadania -SEMARC a seguinte documentação:

I. Ofício de encaminhamento com proposta de celebração de convênio (original datado e assinado, encaminhado a SEMARC, indicando claramente o objeto a ser executado); II. Projeto Técnico seguindo o modelo do COMDICAVI (via impressa e meio digital);

III. Planilha de Aplicação de recursos com itens detalhados (modelo do Manual de Convênios da PMV);

IV. Plano de Trabalho preenchido e assinado em uma via (modelo do Manual de Convênios da PMV);

V. Cópia do Estatuto da Entidade; VI. Histórico da Entidade com fotos;

VII. Cópia do Cartão de CNPJ da Entidade emitido há, no mínimo, 3 (três) anos;

VIII. Cópia da Ata de Eleição e Posse da Diretoria Atual; IX. Comprovante de endereço e telefone de contato co- mercial e residencial do responsável;

X. Cópias dos documentos do responsável pela Entidade, com competência estatutária para firmar Convênios com órgãos públicos. No caso de Procurador, deverão ser en- caminhadas, também, cópias da procuração e dos docu- mentos deste;

XI. Cópia da Declaração de inscrição no Conselho Munici- pal dos Direitos da Criança e do Adolescente;

XII. Declaração de que a Entidade se encontra em pleno e regular funcionamento, cumprindo as suas finalidades estatutárias, assinada pelo representante legal;

XIII. Certidão Conjunta Negativa de Tributos Federais; XIV. Certidão Negativa de Débito da Receita Estadual; XV. Certidão Negativa de Débito do INSS;

XVI. Certificado de Regularidade do FGTS; XVII. Certidão Negativa Municipal;

XVIII. Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas;

XIX. 3 (três) cotações de preços dos produtos/serviços a serem adquiridos devidamente assinadas, identificadas com carimbo do CNPJ;

XX. Comprovante de abertura de conta corrente especifica para o convênio com extrato zerado (após a comunicação da aprovação do projeto a instituição terá 10 dias para apresentar o número da conta corrente, assim como o ex- trato zerado)

CAPITULO IV

DAS ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DOS PRO- JETOS

Art. 4º – Os projetos apresentados para chancelamento

deverão priorizar os seguintes programas:

I. Apoio socioeducativo para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e risco social (Serviço de Con- vivência e Fortalecimento de Vínculos);

II. Acolhimento institucional (Ações do Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária);

III. Atendimento a crianças e adolescentes com deficiên- cia;

IV. Capacitação dos operadores do sistema de garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes;

Art. 5º - Para orientar a elaboração dos projetos de aten-

dimento por parte do poder público municipal e das or- ganizações sociais que atuam em Viana, o COMDICAVI definiu algumas características fundamentais que devem ser observadas na formatação das propostas que serão submetidas ao processo de chancelamento e seleção de projetos:

a) Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vín-

culos

• Atendimento em, pelo menos, três dias da semana com duração não inferior a três horas diárias;

• A proposta pedagógica deve incluir oficinas culturais e esportivas e a atividades voltadas à educação em valores (ética, cidadania, educação ambiental, educação em saú- de, relações interpessoais, projeto de vida, etc.);

• Promover a valorização da educação formal (atividades de motivação e estímulo para a permanência na escola e o sucesso escolar);

• Promover o acesso às novas tecnologias de comunicação (cursos específicos, informática educativa, etc.);

• Garantir a segurança alimentar e nutricional (forneci- mento de alimentação em caráter suplementar e realiza- ção de atividades educativas sobre o tema);

• Desenvolver ações de proteção e desenvolvimento das crianças e adolescentes e fortalecimento dos vínculos fa- miliares e sociais;

• Possibilitar o acesso a experiências e manifestações ar- tísticas, culturais, esportivas e de lazer, com vistas ao de- senvolvimento de novas sociabilidades;

• Favorecer o desenvolvimento de atividades intergeracio- nais, propiciando troca de experiências e vivências, forta- lecendo o respeito, a solidariedade e os vínculos familiares e comunitários.

b) Programas de Acolhimento Institucional

• As propostas deverão estar em consonância com o que está previsto no Plano Nacional de Convivência Fa- miliar e Comunitária, Guia de Orientações Técnicas e Lei 12.010/2009 e suas alterações;

• Promover capacitação para a equipe técnica do projeto visando qualificar seu trabalho com crianças/adolescentes/ família, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECRIAD) e Lei 12.010/2009 e suas alterações;

c) Atendimento a crianças e adolescentes com defi- ciência

• As propostas deverão incluir ações especiais, principal- mente as de apoio sócioeducativo, não cobertas por outras fontes de financiamento público;

• Promover capacitação para a equipe técnica do projeto visando qualificar seu trabalho com crianças/adolescen- tes/família.

d) Capacitação dos operadores do sistema de garan- tia dos direitos das crianças e dos adolescentes

• Priorizar ações de capacitação para integrantes dos Conselhos Tutelares, membros do Conselho de Direitos da Criança e do Adolescente, Educadores Sociais e demais Operadores do Sistema de Garantia de Direitos;

• Atividades de assessoria e/ou orientação técnica aos programas de atendimento às crianças e adolescentes, especialmente nas áreas pedagógica e de promoção dos direitos humanos de crianças e adolescentes.

§1º - Cada entidade não-governamental e/ou órgão go- vernamental poderá apresentar um projeto por modalida- de, e concorrer no máximo em uma modalidade.

CAPÍTULO V

DAS ETAPAS DO PROCESSO

Art. 6º - As atividades previstas no Edital seguirão as se-

guintes etapas e as diretrizes anuais da Política Municipal de Atendimento a Crianças e Adolescentes:

I. Até 05 de maio de 2016, de 09h30min. as 17h. na Casa dos Conselhos de Direitos – Entrega da documentação para chancelamento, conforme art. 2º;

II. 11 de maio de 2016 – Parecer parcial da Comissão Especial instituída pelo COMDICAVI para análise dos pro- jetos. O resultado da análise será enviado às entidades/ serviços por ofício, indicando a necessidade de esclareci- mentos e adequações;

III. 17 de maio de 2016– Prazo final para entrega da ver- são final dos projetos;

IV. 19 de maio de 2016 – Reunião Ordinária do COMDICA- VI para apresentação do parecer final da Comissão e de- liberação da plenária sobre chancelamento dos projetos; V. 24 de maio de 2016 – Prazo final para recurso sobre a deliberação da plenária;

VI. 31 de maio de 2016 – Reunião extraordinária do COM- DICAVI para reapresentação dos projetos que foram alvo de recurso;

VII. A listagem final dos projetos chancelados será divul- gada no site da Prefeitura Municipal de Viana e Diário Ofi- cial.

CAPÍTULO VI DO JULGAMENTO

Art. 7º – Todos os projetos serão analisados pela Comis-

são que poderá visitar a entidade para verificar a viabilida- de de sua realização.

Art. 8º – A Comissão emitirá o parecer tendo como base

os seguintes critérios:

a) A relação direta do projeto com o Plano de Ação e a política de atendimento voltada à criança e ao adolescente definidos pelo ECRIAD;

b) Existência de equipe técnica qualificada na entidade ou profissional a ser contratado pelo projeto que garanta o seu desenvolvimento;

c) Se os itens descritos na planilha de aplicação de recur- sos tem relação direta com o projeto apresentado, viabili- zando a sua execução.

CAPÍTULO VI

DAS FORMAS DE DOAÇÃO/DESTINAÇÃO Art. 9º - O doador dos recursos poderá optar por uma das

seguintes formas de contribuição ao Fundo da Infância e Adolescência:

a) destinar a sua doação, indicando o projeto para o qual pretende contribuir, dentre os previamente chancelados; b) indicar, dentre os programas priorizados no Plano de Ação 2016, aquele para o qual deseja direcionar sua doa- ção;

c) doação sem indicação, remetida ao fundo comum, permi- tindo que os recursos sejam destinados pelo COMDICAVI.

CAPÍTULO VII

DO FINANCIAMENTO DOS PROJETOS

Art. 10 – Para fins de financiamento dos projetos chance-

lados pelo presente Edital serão considerados os recursos existentes na conta do FIA até 31 de dezembro de 2015. § 1º - Para os projetos que obtiverem destinação de re- cursos suficiente para a execução das ações propostas, o COMDICAVI providenciará a instrução de processo de conveniamento.

§ 2º - Os projetos que obtiverem destinação inferior ao necessário à sua total execução poderão apresentar uma proposta de adequação financeira com redução das metas propostas.

§ 3º- No caso de projetos que obtiverem destinação su- perior ao aprovado no chancelamento, a diferença será mantida no fundo comum e utilizada para financiamento de outras atividades previstas no Plano de Aplicação 2014.

Art.11 – Os projetos chancelados em 2016 serão financia-

dos, de acordo com a captação realizada até 2015

Art. 12 - Os projetos serão financiados por período de até

doze meses.

CAPÍTULO VIII

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