As abordagens de comunicação e organização baseadas em estruturas
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novas tecnologias pela sociedade no seu dia a dia por meio dos mais variados dispositivos móveis e pelas redes sociais torna necessário abordar novos ambientes e abordagens para a promoção da aprendizagem, utilizando técnicas distintas e inovadoras.
Com a evolução das TIC acelerada pelas necessidades do mercado e também pelas necessidades individuais, os paradigmas da sociedade estão tempo a tempo sendo alterados. Um destes paradigmas é o educacional. É comum nos depararmos de forma constante com modelos educacionais emergentes que fornecem prioridades para a aprendizagem mediada de forma digital. Nos capítulos anteriores já discutimos sobre diversos destes modelos.
Entretanto, uma das formas com que a educação tem sido alterada é com relação ao acesso à mesma. As formas de distribuição de conteúdos educacionais de forma aberta, colaborativa e compartilhada transpõem as barreiras de acesso outrora aplicadas aos meios educacionais, permitindo a construção do conhecimento de modo cooperativa e colaborativo. Estas premissas aplicamos ao que é chamado no momento de educação aberta (TORRES, 2017).
O livro gratuito Como Implementar uma Política de Educação Aberta (2017) do Instituto Educadigital em parceria com o Comitê Gestor da Internet (CGI.br) busca trazer um guia para gestores desenvolverem iniciativas livres, de educação aberta em suas instituições.
Disponível em: <https://issuu.com/educadigital/docs/guia_rea_online__
para_issuu_>.
A educação aberta acaba beneficiando de forma significativa os indivíduos que até o momento não tiveram condições de iniciar seus estudos formais, visto que estas iniciativas de educação possuem foco nas necessidades específicas e pontuais de cada mercado, buscando meios necessários para atender estes mercados. Desta forma, deve haver um compromisso maior por parte do aluno, para que este atinja significativamente o seu papel para construir seu próprio conhecimento (SEGENREICH, BUSTAMANTE, 2013).
Segundo as professoras Lucena e Lucini (2017) a Educação Aberta não é unicamente uma forma de educação, uma modalidade, Segundo as
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um momento ou uma moda, é na verdade uma ação educacional que visa abrir os meios educacionais em vários sentidos.
Visando resgatar o lugar de ação real do aluno, a educação aberta encontra seus objetivos na ação de transformar o aluno no sujeito que se relaciona, que se comunica, que age e que participa. A abertura é proposta em seu sentido mais amplo possível, onde este meio deve estar apto a desenvolver novas ideias, novas propostas inovadoras e criativas. Compreende o conceito de “aberta”
também aos formatos múltiplos, às diversas concepções de métodos e materiais, às modalidades articuladoras e às diferentes tecnologias envolvidas.
No conceito de educação aberta, esta, primariamente busca desenvolver seus processos inclusivos, seja na acessibilidade, na conectividade e na mobilidade. Esta abertura proposta, é ligada com as atitudes dos envolvidos, sejam eles os gestores do programa, os professores, ou os alunos, que devem alterar suas formas de interagir com a sociedade, fazendo com que esta mudança altere também suas interações e relações com o outro (LUCENA;
LUCINI, 2017).
A educação aberta remete à remoção dos obstáculos para que os indivíduos tenham acesso à educação, sendo que um destes obstáculos seria a própria admissão ao curso. Na educação aberta, o acesso ao material é livre de amarras curriculares ou pré-requisitos. O conceito de educação aberta está diretamente ligado com a educação a distância, visto que as ferramentas tecnológicas da EAD se demonstram as melhores alternativas para prover uma educação aberta ao grande público, dada as suas capacidades de compartilhamento de salas e arquivos em ambientes digitais baseados na internet (MOORE; KEARSLEY, 2011).
É comum que as pessoas almejem a liberdade de estudar e trabalhar onde quer que estejam e quando queiram, estes comportamentos estão sendo contemplados pela ascendência constante da disponibilidade de acesso à internet com alta velocidade, alterando, assim, as formas com que os indivíduos aprendem e pesquisam. Sendo assim, o próprio papel dos professores e estudantes acaba sendo repensado, dada a pluralidade com que os recursos estão disponíveis na internet. Neste sentido, iniciativas híbridas, que combinam métodos assistidos por tecnologias devem ser o foco dos gestores educacionais, visto que o foco da aprendizagem, hoje, deve estar no indivíduo, dada a expansão da cultura de formação digital (DURALL et al., 2012).
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A nomenclatura “Educação Aberta” também é aplicada para denominar iniciativas necessariamente de educação superior a distância em países onde o acesso aos cursos de graduação era extremamente fechado e elitista, sendo denominando assim de acordo com a liberdade de acesso que a EAD traria (MOORE;
KEARSLEY, 2011).
Os processos de acesso em uma iniciativa de educação aberta tendem a ser mínimos, envolvendo o menor nível de constrangimento possível. Em geral, espera-se que nestes projetos não haja rígidos processos de seleção. Se a ideia é de uma educação aberta, este atributo também é aplicável ao ingresso neste tipo de programa.
A base da execução de uma educação aberta é a existência de recursos educacionais que obviamente, devem ser abertos. Neste sentido, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) no Fórum sobre o Impacto do Open Courseware para a Educação Superior em Países em Desenvolvimento, realizado em 2002, propôs o termo Open Educational Resources, para denominar iniciativas de criação e compartilhamento de materiais educacionais, em português traduzido para Recursos Educacionais Abertos (REA). Estes recursos devem ter visão de aprendizagem aberta, focada na abertura do próprio material para o reuso, permitindo alterações, redistribuições e remix do seu conteúdo (LUCENA; LUCINI, 2017).
Para conhecer um pouco mais sobre os Recursos Educacionais Abertos, assista ao vídeo do projeto REA Brasil explicando sobre a iniciativa.
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=MTrUZfTwy_c>.
Os REA podem ser classificados como materiais de ensino, aprendizagem e pesquisa, baseados em mídias que possuam licença baseada em domínio público, ou de outra maneira aberta, livre dos direitos autorais e que permitam o uso e adaptação. Eles devem utilizar formatos de arquivos abertos, softwares livres e permitir a edição de forma aberta, facilitando a reutilização dos recursos e o seu acesso, publicado de forma digital. A granularidade dos REA pode ser
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mínima, compreendendo apenas pequenos vídeos e testes, ou podem abranger módulos ou cursos completos, livros didáticos digitais, ou qualquer outro material digital que sirva como apoio ao processo de construção do conhecimento (ROSSINI; GONZALEZ, 2012).
Os Recursos Educacionais Abertos - REA - não devem ser confundidos com os Objetos de Aprendizagem tratados no Capítulo 1. Enquanto os objetos de aprendizagem são materiais desenvolvidos para o uso educacional livre ou restrito, os REA, em sua gênese permitem a distribuição e redistribuição livre, possibilitando adaptações e alterações de forma aberta. Sendo assim, a principal distinção entre ambos é que os REA são necessariamente de formato aberto.
Segundo Alves (2011), podemos organizar os recursos educacionais abertos em quatro naturezas distintas, voltadas ao formato e distribuição:
1- Conteúdo de Aprendizado: cursos completos ou materiais parciais de cursos, tópicos relacionados a um determinado conteúdo, temas de aprendizagem, coleções, periódicos etc.
2- Softwares: programas e aplicativos de autoria e publicação de conteúdos de forma aberta e livre, softwares livres voltados à gestão de conteúdo e aprendizagem.
3- Websites e Portais: sistemas de busca on-line, indexadores de conteúdos educacionais, ambientes virtuais de aprendizagem abertos, ferramentas de trabalho e aprendizagem colaborativa.
4- Licenças: regras, padrões, orientações, processos e demais resoluções disponibilizadas de forma aberta para a criação de novos recursos educacionais abertos.
Os REA são baseados nas novas formas de compreender os indivíduos e na nova ação de educar. O aluno, como um todo, não deve ser compreendido como um ser passivo, mas sim, como um indivíduo ativo, capaz de participar e de possuir responsabilidades suficientes pela sua própria formação (LUCENA;
LUCINI, 2017).
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No Brasil, a Portaria nº 451 de 16 de Maio de 2018 do Ministério da Educação define os critérios e procedimentos para a produção, recepção, avaliação e distribuição de recursos educacionais abertos ou gratuitos voltados para a educação básica em programas e plataformas oficiais do Ministério da Educação.
Acompanhe a seguir o artigo 2º da portaria que define a nomenclatura dos recursos disponíveis:
I- recurso educacional: recurso digital ou não digital, que pode ser utilizado e reutilizado ou referenciado durante um processo de suporte tecnológico ao ensino e aprendizagem;
II- recursos educacionais digitais: os materiais de ensino, aprendizagem, investigação, gestão pedagógica ou escolar em suporte digital, inclusive e-books, apostilas, guias, aplicativos, softwares, plataformas, jogos eletrônicos e conteúdos digitais;
III- recursos educacionais abertos: aqueles que se situem no domínio público ou tenham sido registrados sob licença aberta que permita acesso, uso, adaptação e distribuição gratuitos por terceiros.
Sempre que tecnicamente viável, os recursos educacionais abertos deverão ser desenvolvidos e disponibilizados em formatos baseados em padrões abertos; e
IV- recursos educacionais gratuitos: aqueles que, não obstante disponibilizados nas modalidades fechadas de propriedade intelectual, permitam acesso sem restrições técnicas e sem custos, por tempo ilimitado.
Parágrafo único. Os recursos educacionais de que trata esta Portaria devem ser voltados para estudantes, professores, gestores escolares, conselheiros escolares, escolas, sistemas de ensino, instituições de educação superior e outros atores que tenham papel destacado na educação básica.
Disponível em: <http://portal.imprensanacional.gov.br/materia/-/asset_
publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/14729210/do1-2018-05-17-portaria-n-451-de-16-de-maio-de-2018-14729206>. Acesso em:18 nov. 2018.
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Sobre a portaria do MEC, note que há uma clara distinção entre os recursos educacionais gratuitos e os abertos. Os recursos abertos permitem a clara viabilidade técnica para o reuso, alteração, adaptação e distribuição, enquanto os recursos gratuitos são os que não possuem custos ou demais restrições para o seu uso no meio educacional.
Faz parte do papel do educador participar ativamente das iniciativas de REA. Não apenas os professores, como também os alunos e demais envolvidos no meio educacional podem contribuir com a construção dos REA. A participação da comunidade é essencial na criação e na sustentabilidade destes recursos, pois em um ambiente de criação, propício a novas ideias tende a ser um espaço de construção coletiva do conhecimento, onde as experiências baseadas na pluralidade dos indivíduos, de outras escolas, de outras regiões, ou com outras formações contribuem para o aperfeiçoamento continuo do saber (TORRES, 2017).
Para conhecer um pouco mais sobre a produção de um REA, leia o artigo científico dos professores Alan Ricardo Costa e Vilson José Leffa publicado na Revista Científica em Educação a Distância tratando da Produção Colaborativa de REA para o Ensino de Línguas.
Disponível em: <http://eademfoco.cecierj.edu.br/index.php/Revista/
article/view/550>. Acesso em 18 nov. 2018.
Existem basicamente três estratégias que podem ser aplicadas para a potencialização do impacto e do alcance das REA de acordo com a Declaração da Cidade do Cabo para Educação Aberta (2007):
a) Motivar professores e alunos para a criação, utilização e adaptação de recursos educacionais abertos, onde coletivamente seria possível que todos fizessem parte desta construção.
b) Fazer com que os recursos desenvolvidos por instituições, editoras, ou demais autores estejam disponíveis e licenciados em formatos abertos para alunos e professores.
c) Tratar a educação aberta como prioridade, com recursos públicos destinados à produção e compartilhamento de recursos educacionais abertos.
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Conheça um pouco mais sobre a implantação prática de Recursos Educacionais Abertos a partir desta entrevista com as professoras Valdenice Minatel e Verônica Cannata do tradicional Colégio Dante Alighieri, em São Paulo.
Disponível em: <http://aberta.org.br/livrorea/artigos/a-experiencia-rea-em-um-colegio-tradicional-da-cidade-de-sao-paulo>. Acesso em: 21 nov. 2018.
Agora que já sabemos do que se tratam os REA, vamos conhecer como utilizá-los, lembrando que em se tratando de recursos abertos, não tratamos da simples utilização, mas também da sua criação e compartilhamento. De qualquer forma, o primeiro passo, obviamente seria o de encontrar um REA.
Antes de surfar pela internet procurando pelas inúmeras fontes de recursos educacionais abertos, dê uma olhada nos planos de aula, lições, vídeos (entre outros) desenvolvidos ao longo dos anos na sua casa e na escola, e que estão guardados em gavetas, pastas e nos computadores. [...] Esses recursos têm a vantagem de já terem sido criados para o seu contexto de uso, e em muitos casos foram práticas de sucesso em sala de aula.
O recurso encontrado pode atender as suas necessidades ou ser um bom começo para um REA. Você pode começar compartilhando esse material ou fazendo uso de material criado por outros. Um bom plano de aula, uma atividade para explicar um conceito complexo, ou qualquer outro conteúdo que você criou pode beneficiar outros professores (EDUCAÇÃO ABERTA, 2013).
Conforme exposto no Caderno REA (2013), é possível que no seu fazer docente, você já tenha desenvolvido ou se envolvido no desenvolvimento de recursos educacionais próprios, que possibilitam o seu uso já no seu próprio contexto educacional. Mas, não havendo esta possibilidade, é possível buscar entre os REA disponíveis na internet. O caminho mais simples, sem dúvida, seria utilizar buscadores de páginas internet, como o Google. Entretanto, é importante ter em mente que para ser um REA, este deve permitir o uso, a alteração e a distribuição. Sendo assim, nas configurações de busca, é necessário definir os
“direitos de uso”, como filtro da sua busca (EDUCAÇÃO ABERTA, 2013).
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Para conhecer sobre os processos de busca, produção, alteração e distribuição de recursos educacionais abertos, conheça a iniciativa Caderno REA.
Disponível em: <http://educacaoaberta.org/cadernorea>. Acesso em:
19 nov. 2018.
Se na sua busca, você procura por imagens ou fotos relacionadas com o seu tema de aula, é possível efetuar a busca em sites especializados em imagens como o “pixabay.com”, o “flickr.com” ou até mesmo o próprio Google Imagens. No entanto, o mesmo cuidado é necessário, você precisa buscar por recursos que estejam disponíveis para uso e reutilização, garantindo, assim, que você não terá problemas com direitos de uso.
FIGURA 8 - BUSCA NO FLICKR PELO TERMO “TEOREMA DE PITÁGORAS”
FONTE: Disponível em: <https://www.flickr.com/search/?l=commderiv&q=teorema%20 de%20pit%C3%A1goras>. Acesso em: 19 nov. 2018.
Para garantir os direitos de uso, existem ferramentas como o Creative Commons Search (<http://search.creativecommons.org>), um agregador de diversas outras ferramentas de busca de mídia que aceitam o licenciamento
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você pode encontrar mídias em diversas outras fontes, sendo que sempre com o licenciamento para uso correto.
Creative Commons é uma iniciativa que visa difundir o licenciamento livre de recursos ao redor do mundo, por meio da internet.
O projeto contempla a atribuição de autoria e possui várias formas de licenciamento diferentes. É comum encontrar este licenciamento quando há um ícone com “CC” no material.
No âmbito do Creative Commons, há ainda o portal Wikimedia Commons (<http://commons.wikimedia.org>), uma iniciativa baseada em wiki, que agrega diversos formatos de mídia disponíveis para busca e utilização.
FIGURA 9 - BUSCA NO PORTAL SEARCH CREATIVE COMMONS Creative Commons
FONTE: Disponível em: <https://search.creativecommons.org>. Acesso em: 21 nov. 2018.
Estes exemplos citados são para buscar recursos livres na internet, porém, há ainda a opção de buscar por recursos que já foram desenvolvidos com o propósito de servirem como REA, uma destas opções é utilizando o portal REA Brasil (<http://www.rea.net.br>). Neste site você pode buscar por apresentações, áudios, cursos on-line, imagens, softwares, textos e vídeos em repositórios brasileiros e internacionais com recursos abertos (Figura 10).
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Para conhecer na prática ferramentas para pesquisas avançadas na busca por recursos educacionais, assista ao vídeo passo a passo da professora Viviane Vladimirschi, no Youtube. Este próprio vídeo foi desenvolvido pela professora como sendo um REA, visto que foi desenvolvido sob a licença Creative Commons.
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=LuH8G9svdOE>.
Acesso em: 17 nov. 2018.
FIGURA 10 - BUSCA DE REA NO PORTAL REA BRASIL
FONTE: Disponível em: <http://www.rea.net.br>. Acesso em: 19 nov. 2018.
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A partir do Portal REA Brasil é possível acessar recursos abertos dos vários projetos educacionais que criam e compartilham REA no pais, como os repositórios de universidades, projetos socioeducacionais, iniciativas governamentais e instituições internacionais como o OpenCourseWare, BBC, MIT edX, FGV etc.
Há ainda o Banco Internacional de Objetos Educacionais (Figura 11), uma iniciativa brasileira do Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia que conta com milhares de recursos educacionais para a Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação Profissional e Superior, desenvolvidos por instituições brasileiras e internacionais. Nem todos os recursos disponíveis no banco podem ser classificados primariamente como REA, sendo assim é importante filtrar na pesquisa de acordo com a abertura de uso de cada material.
FIGURA 11 - BUSCA POR RECURSOS EDUCACIONAIS DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
FONTE: Disponível em: <http://objetoseducacionais2.
mec.gov.br>. Acesso em: 23 nov. 2018.
Em nível mundial, existe o OER World Map (Figura 12) ou o “Mapa Global de REA”, uma iniciativa mundial que mapeia os recursos do padrão REA (OER) disponíveis no mundo, permitindo diversos tipos de buscas.
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FIGURA 12 - BUSCA DE REA PELO MUNDO NO OER WORLD MAP
FONTE: Disponível em: <http://oerworldmap.org>. Acesso em: 28 nov. 2018.
O Mapa Global de REA destina-se a fornecer informações necessárias para o apoio à auto-organização dos processos do movimento REA. Além de mapeamento de serviços, projetos, pessoas e organizações relevantes, a plataforma fornece uma rede social, permite a identificação de coleções de REA e oferece suporte a tomada de decisão. Tomado em conjunto, o Mapa Global REA pode ser visto como uma espécie de “sala de operações” para a comunidade de educação aberta (OER WORLD MAP, 2018).
Agora discutiremos um pouco sobre a criação de REA. Como já estudamos, desde a sua concepção, a ideia é que este recurso seja livre e aberto. Sendo assim, é importante que ele seja baseado em conteúdos já livres de direitos e que utilize ferramentas abertas e simples, permitindo assim sua futura alteração e redistribuição.
Caso o seu REA seja baseado em texto, como um livro didático, apostila, manual ou artigo, é importante utilizar formatos editáveis, como os criados com editores de texto livres, tal qual o Google Docs, ou BR Office, uma ferramenta parecida com o Microsoft Office, porém, gratuita. Caso o seu recurso seja uma imagem, é possível editá-la ou desenvolvê-la utilizando ferramentas gratuitas,
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(Figura 13), um aplicativo disponível para celulares e também para navegadores de simples operação, onde há templates de artes disponíveis para fácil edição.
FIGURA 13 - TEMPLATES DO APLICATIVO CANVA
FONTE: Disponível em: <http://www.canva.com>. Acesso em: 30 nov. 2018.
Se o seu recurso for um vídeo, é possível utilizar editores simples de vídeo como o Windows Movie Maker, disponível para usuários do sistema operacional Windows ou também ferramentas mais leves, como o VideoLan Movie Creator (<https://www.videolan.org>). Há ainda, uma opção mais simples, baseada no navegador de internet que é o uso da própria ferramenta interna do YouTube para criar vídeos. Agora, se o seu recurso educacional for baseado em áudio, como uma música, uma entrevista, um podcast, ou algo do gênero, há o software gratuito Audacity (<https://www.audacityteam.org>), um editor de áudio completo, de fácil operação, que permite a exportação do arquivo como MP3.
Para conhecer mais sobre como criar o seu próprio REA em vídeo utilizando a ferramenta gratuita de edição de vídeos do YouTube, acesse ao vídeo da professora Viviane Vladimirschi, que compartilha um passo a passo para o uso da ferramenta.
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=cGrPIgwg5Wg>.
Acesso em: 24 nov. 2018.
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Agora que já estudamos sobre a busca e criação de REA, chegou o momento
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