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Gráfico 19 – Taxa de mortalidade infantil por região (óbitos de menores de um ano de idade, por mil nascidos vivos)
Fontes:
MS/SVS - Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos - SINASC MS/SVS - Sistema de Informações sobre Mortalidade – SIM Elaboração: Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
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Visando à universalização do acesso e à melhoria da qualidade em todas as etapas da educação básica e ao alcance das metas do PNE, o Governo Federal tem promovido um conjunto de políticas em parceria com estados e municípios. Entre as políticas voltadas aos primeiros anos de escolarização, o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa - que tem o objetivo de assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade - contou, em 2015, com a participação como cursistas de 301.388 professores alfabetizadores e 14.686 orientadores de estudo em 39 IES participantes, atendendo aproximadamente 6,3 milhões de alunos.
Em relação à ampliação e ao fortalecimento da educação infantil, as construções de creches e pré-escolas, no âmbito do Proinfância, têm propiciado claros benefícios à vida escolar na infância, além de impacto positivo no processo de empoderamento e ampliação da autonomia das mulheres. Até dezembro de 2015, foi aprovada a construção de 8.802 creches e pré-escolas e foram contratados 6.187 empreendimentos, com investimento da ordem de R$ 8,48 bilhões (3.088 creches já tinham sido concluídas até o final de 2015).
Outra política de destaque, o Programa Mais Educação, que busca a melhoria da aprendizagem por meio da ampliação do tempo de permanência, do reforço escolar e da oferta de conteúdos complementares, teve, até 2015, investimentos de R$ 1,2 bilhão e a adesão de 58,7 mil escolas, 46% das quais são compostas em sua maioria por estudantes cujas famílias são beneficiárias do Programa Bolsa Família e mais de 30% são escolas rurais.
A implementação da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva resultou no crescimento do número de matrículas de estudantes público-alvo da educação especial. Considerando somente as matrículas de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação em idade escolar obrigatória, observa-se que em 2011, havia 576.309 matrículas, sendo 82% em inclusão escolar. Em 2014, este número subiu para 691.665, com 87% de inclusão.
Quanto ao combate ao analfabetismo, o Governo Federal conduz o Programa Brasil Alfabetizado – PBA desde 2003, voltado para a alfabetização de jovens, adultos e idosos. O PBA é desenvolvido em todo o território nacional, com o atendimento prioritário a municípios que apresentam alta taxa de analfabetismo, visando garantir a continuidade dos estudos aos alfabetizandos. Ressalta-se que a taxa de analfabetismo da população de 15 anos ou mais de idade caiu de 11,5% em 2004 para 8,3% em 2014.
Na educação profissional e tecnológica, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego - Pronatec tem ampliado significativamente a oferta de matrículas, qualificando a força de trabalho e facilitando a inserção de jovens e adultos no mercado de trabalho. Desde sua criação em 2011 até 2015, o Programa atendeu 9,4 milhões de brasileiros, sendo que 8,6 milhões de matrículas foram realizadas no período do PPA 2012-2015. Somente o Bolsa-Formação, principal instrumento do Pronatec, realizou 4,6 milhões de matrículas de 2012 a 2015, das quais 3,6 milhões em cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) e cerca de 1 milhão em cursos técnicos de nível médio.
Outra aposta fundamental tem sido a continuidade da expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, conforme demonstrado na figura XX. Até o ano de 2003, existiam 140 unidades federais de educação
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profissional e tecnológica. O início da expansão deu-se no período entre 2003 e 2010, no qual foram implantadas 214 novas unidades, expandindo a rede federal em 153%. Esta política teve continuidade entre os anos de 2011 e 2015, tendo sido construídas, conforme previsto, 208 novas unidades, sendo que todas já entraram em funcionamento. Atualmente, a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica totaliza 562 unidades em 508 municípios, representando um crescimento de mais de 300%.
Figura 06 – Expansão da rede federal de educação profissional e tecnológica no Brasil
A estratégia de ampliação do acesso ao ensino superior tem resultado em uma maior qualificação dos brasileiros, maior produção de conhecimento e inovação tecnológica.
Uma das medidas que refletem esta estratégia é a expansão do número de campi das Universidades Federais, apoiada em critérios regionais de distribuição e organização das novas unidades. Até o ano de 2003, haviam 148 unidades em todo o território nacional. O processo de expansão ganhou ímpeto no período entre 2003 e 2010 com a implantação de 126 novas unidades, ampliando o número de campi para 274 (um crescimento de 85%).
Entre 2011 e 2015, houve continuidade na ampliação do número de unidades, que passou de 274 para 331 câmpus em 63 Universidades Federais.
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Gráfico 20 – Expansão de câmpus de Universidades Federais por região, entre 2002 e 2015
Fonte: Simec/MEC.
Elaboração: Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
Ainda no âmbito da ampliação do acesso, destacam-se o Programa Universidade para Todos - Prouni, que já atendeu quase 1,75 milhão de estudantes até 2015, sendo 904 mil estudantes negros e indígenas; o novo Fundo de Financiamento Estudantil - Fies, com 2,18 milhões de financiamentos concedidos entre 2010 e 2015; e a publicação da Lei 12.711/2012, que prevê cotas em instituições federais de ensino superior para estudantes oriundos de escolas públicas e também a negros e indígenas.
Já o Programa Ciência sem Fronteiras, que promove o intercâmbio de alunos de graduação e pós-graduação, tem sido um importante instrumento na cooperação internacional, com relevante impacto na internacionalização da educação, ciência e tecnologia do Brasil. Até 2015, o programa concedeu mais de 62 mil bolsas, com investimentos de R$ 3,8 bilhões.
Os esforços empreendidos nos últimos anos para a ampliação das oportunidades educacionais refletem-se em indicadores, como a taxa de frequência à escola.
24 30 29 46
19
148
59 93
66 83
30
331
146%
210%
128%
88%
58%
124%
0%
50%
100%
150%
200%
250%
Norte Nordeste Sul Sudeste Centro-Oeste Brasil
2002 2015 variação
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Gráfico 21 – Taxa de frequência à escola, por faixas de idade - Brasil (2001 / 2012 / 2013 / 2014)
Fonte: PNAD/IBGE.
Elaboração: Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
Obs: Dados Harmonizados: Brasil sem Norte Rural.