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EFECTIVIDADE DA AUTO-AVALIAÇÃO DAS ESCOLAS

AVALIAÇÃO DAS ESCOLAS

O PROJECTO: EFECTIVIDADE DA AUTO-AVALIAÇÃO DAS ESCOLAS

2. EFECTIVIDADE DA AUTO-AVALIAÇÃO DAS ESCOLAS

A aferição da Efectividade da Auto-Avaliação das Escolas é uma actividade da Inspecção-Geral da Educação e decorre de imperativos de natureza normativa que regulamentam o sistema de avaliação da educação e do ensino não superior. Surge num quadro de desenvolvimento da autonomia das escolas e dos seus princípios orientadores, em que a auto-avaliação assume carácter obrigatório (Lei n.º 31/2002, de 20 de Dezembro).

2.1. Enquadramento da Actividade

Criar expectativas para a Auto-Avaliação em cada escola.

Enquadramento Aferição da Enquadramento

Normativo Auto-Avaliação Metodológico Das Escolas

2.1.1. Enquadramento Normativo

O Sistema de Avaliação da Educação e do Ensino Não superior, aprovado pela Lei n.º 31/2002, se 20 de Dezembro, determina que:

- Artigo 5º - Estrutura da Avaliação

“A avaliação estrutura-se com base na auto-avaliação, a realizar em cada escola ou agrupamento de escolas, e na avaliação externa”;

-Artigo 6º - Auto-Avaliação

“A auto-avaliação tem carácter obrigatório, desenvolvendo-se em permanência, conta com o apoio da administração educativa e assenta nos termos de análise seguintes:

b) Nível de execução de actividades ...

c) Desempenho dos órgãos de administração e gestão ... d) Sucesso Escolar ...

e) Prática de uma cultura de colaboração entre os membros da comunidade educativa.

O Decreto-Lei n.º 208/2002 – Lei Orgânica do Ministério da Educação – no seu artigo 17.º Inspecção-Geral da Educação, no n.º 8 determina:

“Cabe à IGE, (...) exercer a auditoria e controlo nas vertentes técnica, pedagógica, administrativa, financeira e patrimonial, em termos da aferição da legalidade, de aferição da eficiência de procedimentos e da eficácia na prossecução dos objectivos e resultados fixados e na economia de utilização dos recursos, bem como de aferição da qualidade da prestação do sistema educativo.”

2.1.2. Enquadramento Metodológico

O ensino tem que ser orientado para a incerteza, sendo este ponto de visão essencial para as inspecções.

A avaliação permanente, partindo da auto-avaliação como pedra basilar, encoraja a área da criatividade do processo educativo e garante a liberdade dos professores na arte de educar (aprender a ensinar para a incerteza). Para além disso, sabemos que a renovação/inovação é uma condição de saúde de uma organização.

Os três pilares essenciais da Educação são: - os alunos;

- os professores (nenhuma melhoria é possível em educação se não mobilizarmos os professores);

- as escolas.

Objectivos:

- Dar mais atenção/carinho às escolas mais vulneráveis; - Estimular os alunos e reclamar o seu esforço;

2.1.3. Génese do Projecto

A conferência Internacional das Inspecções de Educação (SICI) promoveu entre 2001 e 2003 um projecto de avaliação da auto-avaliação das escolas – Projecto ESSE (Effective School Self-Evaluation).

ESSE - Effective School Self-Evaluation

Questão orientadora:

Qual a efectividade da auto-avaliação que a escola faz da qualidade do seu funcionamento e dos serviços que presta, por forma a desenvolver acções que contribuam para reforçar os seu pontos fortes e superar os pontos fracos?

O modelo que foi elaborado e acordado estava mais centrado na observação e apreciação da qualidade com que a escola desenvolvia o seu projecto de auto-avaliação e o utilizava como estratégia de melhoria, do que na avaliação directa do seu trabalho global. Nesta perspectiva, o projecto ESSE foi concebido para ser aplicado como Meta-Avaliação e não como avaliação de vários aspectos do serviço prestado pela escola. Especificaram-se Indicadores de Qualidade em Quatro Áreas –Chave.

Para proporcionar um enquadramento comum para a recolha de evidências e para a formação de juízos, foi produzido um conjunto de Indicadores de Qualidade. Assim, através da aplicação de um conjunto de indicadores comuns, pretendeu-se criar um conjunto de avaliações de auto-avaliação de escolas, de forma a permitir comparar as características e eficácia da auto-avaliação da escola, constituindo uma fonte rica para o trabalho prático de campo.

A questão fundamental a que este modelo procura responder é: EM QUE MEDIDA É QUE A AUTO-AVALIAÇÃO QUE A ESCOLA DESENVOLVEU PRODUZIU MELHORES RESULTADOS?

Ao procurar resposta para esta questão, o conjunto de indicadores tenciona ajudar os inspectores a elaborar uma imagem sistemática de uma série de aspectos chave para

validar a qualidade e as estratégias de aperfeiçoamento das escolas, e o alcance do seu impacto na prática.

Este conjunto de indicadores incide num nível diferente de muitos conjuntos de indicadores actualmente utilizados pelos inspectores e pelas próprias escolas. Enquanto os conjuntos de indicadores são tradicionalmente para ser aplicados directamente na avaliação de uma variedade de aspectos chave da oferta escolar a ser posta em prática, este conjunto de indicadores do ESSE está concebido para ser utilizado ao nível da Meta-Avaliação, isto é, está focalizado na avaliação da eficácia do próprio processo de avaliação.

O conjunto de IQ (Indicadores de Qualidade) do ESSE adopta uma distinção entre “inputs”, “processos” e “ouyputs”, que é cada vez mais dominante e que está a ser utilizado em modelos de aperfeiçoamento da qualidade.

2.1.4. Estratégia orientadora

Para cada indicador, desenvolveu-se um referente de boa prática a ser utilizado na aferição da qualidade educativa conducente à demonstração dos resultados conseguidos e das melhorias a introduzir.

QUALIDADE RIGOR

EXIGÊNCIA

3. Objectivos

Com a actividade de aferição Efectividade da Auto-Avaliação das Escolas pretende-se:

• Contribuir para o desenvolvimento de uma cultura de aperfeiçoamento institucional focalizado e estratégico;

• Acompanhar o desenvolvimento de dispositivos externos de suporte à auto- avaliação nas escolas;

• Desenvolver uma metodologia inspectiva de meta-avaliação, tendo em conta a diversidade dos modelos possíveis de auto-avaliação das escolas, utilizando como referência metodologias já utilizadas e testadas;

• Identificar aspectos-chave a partir da aferição da auto-avaliação, recolhendo experiências de avaliação interna desenvolvidas pelas escolas, por forma a obter uma panorâmica do estado actual das dinâmicas de auto-avaliação enquanto actividade promotora do desenvolvimento das escolas;

• Promover nos estabelecimentos de educação e ensino uma cultura de qualidade, exigência e responsabilidade, mediante uma atitude crítica de auto-questionamento, tendo em vista o incremento da qualidade dos processos e dos resultados.

(IGE, 2005: 4 e 5)