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Sadar et al. (2014) em estudo que teve como objetivo examinar o efeito do exercício aeróbio sobre aspectos psicossociais (saúde mental, sintomas físicos, ansiedade e insônia, função social e depressão) em 53 pacientes do sexo masculino, diabéticos tipo 2, com idades entre 40 e 50 anos, divididos em dois grupos (treinamento

aeróbio e controle), verificaram que um programa exercícios aeróbios com duração de oito semanas realizado de 45 a 60 min/dia, três vezes por semana proporcionou efeitos significativos sobre a saúde mental (p=0,002), subescala dos sintomas físicos (p=0,006), ansiedade e insônia (p=0,001).

Em estudo que procurou verificar se o exercício melhora a qualidade de vida em indivíduos com diabetes tipo 2 e, quais modalidades de exercício estão envolvidas com essa melhora, Myers et al. (2013), estudaram 173 indivíduos de ambos os sexos divididos em quatro grupos (controle, aeróbio, resistência e combinado), e verificaram que o componente físico e o de saúde geral da subescala de qualidade de vida tiveram seus escores aumentados nos três grupos de exercício em comparação ao grupo controle (resistência: componente físico, p=0,005; saúde geral, p=0,003 - aeróbio: componente físico, p= 0,001; saúde geral, p= 0,024 - combinado: componente físico, p= 0,015; saúde geral, p= 0,024). O treinamento de resistência teve maiores benefícios em relação à dor no corpo (p= 0,026), enquanto a função física teve melhoria superior nos grupos aeróbio e combinado (p= 0,025 e p= 0,03, respectivamente). As mudanças no componente mental não diferiram entre os grupos. Por outro lado, o grupo combinado teve maiores ganhos em comparação ao aeróbio nos subescores dos componentes mental (p= 0,004), vitalidade (p= 0,031), e saúde mental (p= 0,008) e grandes ganhos em vitalidade comparado com o grupo controle (p= 0,021).

Em outro estudo que procurou verificar o efeito do exercício físico sobre a qualidade de vida, Liu et al. (2013), aplicaram um programa de Tai Chi com duração de 12 semanas, realizado três vezes por semana por uma hora e meia, que foi comparado com um grupo controle que recebia cuidados médicos, onde foram estudados 41 indivíduos com nível glicêmico elevado ou diabéticos que não utilizavam medicação para controle glicêmico, os autores identificaram mudança significativa no grupo Tai Chi em relação à subescala da função física do SF36 (diferença média= 5,5, IC95 %= 1,4–9,6; p<0,05), papel físico (diferença média = 18,6, IC95%= 2,2–35,1; p<0,05), dores no corpo (diferença média= 9,9, IC95 %= 2,1–17,7; p<0,05) e vitalidade (diferença média = 9,9, IC95 %= 0,8–19,2; p<0,05).

Nicolucci et al. (2012), verificaram a relação entre mudanças na qualidade de vida medida pelo SF-36 e o volume da atividade/exercício físico (METs por hora/semana) em diabéticos tipo 2 participantes de um ensaio clínico randomizado multicêntrico. Os participantes (n=606) foram divididos em dois grupos, o que realizava exercícios e recebia aconselhamento para atividade física e o que apenas recebia aconselhamento para atividade física, a intervenção durou 12 meses. Após a intervenção, os autores verificaram que houve tendência de melhoria na qualidade de vida com o aumento do volume de exercício, com significativa melhora do componente físico apenas após 17,5 METs h−1 semana−1 e uma clara relação do volume com o componente mental. A relação

com o volume da AF/exercício também foi observada no grupo controle, apesar da redução de todos os escores. A melhoria dos escores físico e mental do SF-36 estiveram correlacionados com o volume do exercício, braço do estudo e inversamente com o escore da linha de base.

Em outro estudo de Nicolucci et al. (2011), os autores procuraram verificar o efeito do exercício físico combinado (aeróbio/resistência) realizado sob supervisão e do aconselhamento estruturado sobre exercício, comparado apenas com o aconselhamento, sobre a QV relatada em diabéticos tipo 2 participantes do Italian Diabetes Exercise Study (IDES). Na linha de base o escore do SF-36 não diferiu entre os grupos, exceto para o maior escore nos domínios de energia/vitalidade no grupo exercício (p=0,03). Após 12 meses de acompanhamento a QV melhorou em todas as áreas investigadas exceto na função física no grupo exercício, enquanto todos os escores pioraram no grupo controle. Isto aponta diferenças em todos os escores do SF-36 entre os grupos, a relevância foi documentada pelo tamanho de efeito, se aproximando ou sendo superiores a 0,8 para medidas de saúde física (0,9 para o componente físico sumarizado) e amplamente excedendo valores de 0,50 para todas as medidas de saúde mental (0,6 para o componente mental sumarizado).

Ng et al. (2011), compararam o efeito do treinamento progressivo de resistência e do treinamento aeróbio de volumes e duração similares sobre o estado de saúde em diabéticos tipo 2 de meia idade (n=60) em um programa que teve duração de oito semanas. Após este período, o estado geral de saúde e vitalidade foram aumentados

significativamente em ambos os grupos. As mudanças nos escores foram em média de 12,2±11,5 e 10,5±18,2 para o treinamento progressivo de resistência e, 13,3±19,6 e 10,0±13,1 para o aeróbio, e excedeu minimamente uma importante diferença de cinco pontos. O grupo resistência também melhorou a função física e a saúde mental com escores médios de 9,0±22,6; p<0,05 e 5,3±12,3; p<0,05, respectivamente, resultado não observado no grupo aeróbio. Entretanto, não houve diferença significativa entre os grupos.

Em estudo realizado por Reid et al. (2010), os autores verificaram o efeito do exercício aeróbio, do de resistência e combinado sobre o estado de saúde e o bem-estar de diabéticos tipo 2 (n=218) em intervenção com duração de 6 meses e perceberam que após este período o exercício de resistência levou a uma melhoria clínica, porém não significativa no componente físico do SF-36 comparado com o exercício aeróbio (Δ=2,7 pontos; p=0,048) e controle (Δ=3,3 pontos; p=0,015). Para o componente mental, houve melhoria significativa no grupo que não se exercitou em comparação ao grupo resistência (Δ=7,6 pontos; p<0,001) e combinado (Δ=7,2 pontos; p<0,001). Não houve efeito no escore do questionário de bem-estar.

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