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Sua efetividade inclui no setor de emergência aeroportuária, emergência médica, emergência por materiais perigosos assim como, emergência por desastres naturais ou até mesmo por incêndio em instalações e edificações, que serão mencionados abaixo:

Emergência Aeroportuária- “Situação em que o aeroporto sofre uma interferência parcial ou total em suas atividades normais, provocada por motivos casuais ou intencionais requerendo providências urgentes para sanar as consequências adversas de tais situações.’’ (BRASIL,2018, p5)

Emergência Aeronáutica- Situação em que uma aeronave e seus ocupantes “se encontrem sob condições de perigo, latente ou iminente, decorrente de sua operação, ou tenha sofrido as consequências de um acidente ou incidente aeronáutico, ou esteja sob efeito de ato ilícito. ’’ (BRASIL, 2018, p5)

Emergência Médica- Situação em que os passageiros ou tripulantes, a bordo de aeronave ou na área do aeroporto, “venham a necessitar de socorro médico em decorrência de mal súbito, mal-estar, ou em consequência de acidentes/incidentes aeronáuticos.’’ (BRASIL, 2018, p5)

Emergência por Materiais Perigosos- tais como produtos radioativos, inflamáveis, corrosivos, tóxicos e outros)- “situação de perigo, latente ou iminente, causada por mercadorias capazes de colocar em risco a saúde de pessoas e/ou segurança da propriedade, em consequência de acidentes/incidentes aeronáuticos.’’ (BRASIL, 2018, p5)

Emergência por Desastres Naturais- Caracterizada pela restrição à operacionalidade do Aeroporto, em “decorrência de intempéries, tais como: vendavais, inundações e outros fenômenos.’’ (BRASIL, 2018, p6)

Emergência por Incêndio em instalações/Edificações- “caracterizada pela situação de perigo causada por incêndios nas instalações aeroportuárias e nas demais edificações relacionadas com a infraestrutura aeronáutica’’. (BRASIL, 2018, p6)

2.4.1. Elementos constitutivos do plano de resposta à emergência

O Plano de Resposta à Emergência em Aeródromo Civil inclui a relação de telefones dos elementos envolvidos no planejamento de emergência e principalmente as responsabilidades e ações de cada elemento envolvido para cada tipo de emergência

prevista. Esse documento estabelece procedimentos básicos de ação e coordenação, a serem executados para responder a emergências que surjam em um aeródromo específico.

Por meio do PLEM, o operador de aeródromo pode criar um planejamento adequado para cada tipo de emergência aeroportuária, ocorrências com aeronaves nas condições de urgência e socorro, “dentro e fora da área patrimonial do aeródromo, assim como emergências médicas em geral, incêndios no terminal aeroportuário e outras emergências a critério do operador.’’ (BRASIL, 2018, p65). Caso os riscos não sejam mitigados e não exista um plano de emergência para cada ocasião, pode ser que um simples sinistro gere impactos significativos.

O PLEM contém o fluxograma no qual define os envolvidos na resposta à Emergência e o escopo dessas ações “devem considerar os critérios de preservação do local do acidente ou de evidências que possam contribuir para futuras investigações, observando, que esses procedimentos não se sobreponham à necessidade de salvamento de vidas.’’ (BRASIL, 2018, p66). Assim, no PLEM, além do operador detalhar as ações previstas e seus tempos estimados, é necessário a “relação das empresas aéreas que operam no aeródromo e das demais empresas que prestam serviços de rampa, com os contatos para acionamento dos seus responsáveis a qualquer hora.’’ (BRASIL,2018, p70).

a) Acionamento do Plano de Emergência: Em aeródromo civil controlado, a responsabilidade pelo acionamento do PLEM é da Torre de Controle (TWR), através do acionamento do centro de operações de emergência, porém “a comunicação de uma emergência poderá se dar por qual qualquer pessoa que faça parte da comunidade aeroportuária, ao observar uma anormalidade que caracterize uma emergência.’’ (BARBOSA, Israel, 2018, pag14).

b) O SAMU(Serviço de atendimento móvel de urgência) “funciona 24 horas por dia com equipes de profissionais de saúde e realiza o atendimento de urgência e emergência em qualquer lugar.’’ (BRASIL, 2016, p2). Ao ser acionado, fica responsável pelo atendimento médico e locomoção das vítimas para hospitais e regiões, mas independente da ocorrência, “o operador de aeródromo deve prever em seu PLEM a disponibilidade de um serviço médico de Emergência e Remoção de Vítimas.’’ (BRASIL, 2011, p5), assim, o operador deve implantar um posto de atendimento pré-hospitalar com vistas a efetuar o primeiro atendimento.

c) O operador de aeródromo também é responsável pela instalação da Central de Rádio Comunicação. “É uma base instalada com o propósito de melhorar a comunicação dos envolvidos no salvamento, seja interno como externo.’’ (BRASIL, 2011,

p8) E possui a finalidade de definir providências seguras, rápidas e eficientes de acordo com a realidade de cada aeródromo ou nas dependências do aeroporto. Assim, através do plano de resposta à emergência é possível inserir um fluxograma de acionamento específico para cada tipo de ocorrência, incluindo mapas de grades internos e externos para melhorar o atendimento da equipe conforme figura abaixo.

Figura 9 – Mapa de Grade Externo

Fonte: – ANAC, de 10 de Julho de 2013

De acordo com o RBAC 153, “O mapa de grade externo deve ser elaborado em escala adequada à visualização das informações nele contidas e permitir fácil manuseio por seus usuários.’’ (BRASIL, 2018, p69). Isso é necessário porque facilita a utilização de recursos externos.

Os recursos externos são: “Bombeiros Urbanos, Polícia, Hospitais e postos de atendimento médico, Defesa Civil, Instituto Médico Legal (IML), Defesa Civil, Autoridades de trânsito e Helipontos.’’ (BRASIL, 2018, p68).

O mapa de grade interno, conforme estabelece o RBAC 153, define “o ponto de encontro dos órgãos envolvidos na resposta à emergências aeroportuárias, localização

da SCI, (Seção Contra incêndio), portões e rotas para acessos dos recursos externos’’. (BRASIL, 2018, p68).

Figura 10 – Mapa de Grade Interno

Fonte: Resolução nº 279 – ANAC, de 10 de Julho de 2013.

2.4.2. Plano de Assistência às Vítimas de Acidente Aeronáutico e Apoio a seus familiares PAFAVIDA

Com o desenvolvimento da aviação e a busca incessante por melhorias, além do PLEM e outros documentos essenciais, também foi criado o PAFAVIDAS. Nele consta ideias formuladas com base nas orientações da circular OACI nº 285- AN/166. Tal documento visa padronizar procedimentos a serem adotados no caso de algum acidente aeronáutico. Há pessoas que desconhecem ou até mesmo negligenciam informações pessoais para companhias aéreas no momento do embarque, porém, é necessário mencionar que dados pessoais e opções para contatos são fundamentais porque a “empresa aérea poderá utilizá-los, em benefício do passageiro no caso de uma emergência pessoal, sendo vedado o uso das informações para quaisquer propósitos.’’ (BRASIL, 205, p.8). De acordo como ICA200-1001, “As empresas Aéreas deverão elaborar seus respectivos Planos Corporativos de Assistência às vitimas de acidente aeronáutico e apoio a seus familiares onde serão estabelecidas as ações de sua responsabilidade para prover assistência.’’ (BRASIL, 2015, p8).

“O Plano de ação a ser elaborado pelas Empresas Aéreas, deverá ser norteado pelas ideias básicas contidas na IAC (200/100_1001), a qual foi formulada com base nas orientações da Circular OACI nº 285-NA/166, visando padronizar os procedimentos a serem adotados’’. (BRASIL, 2005, p5).

2.4.2.1. O Porta-voz

Um dos aspectos vitais de um efetivo PRE é assegurar um controle consistente das mensagens para as entidades externas, em especial para a mídia. (ICAO, 2015, 4.0, tradução nossa). É essencial uma pessoa apta para lidar com esse tipo de atividade, dando instruções claras e do que deve ou não ser dito para as mídias, quais informações serão divulgadas e quem pode ou não comunicar detalhes sobre as ocorrências.

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