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4.2 DEFINIÇÕES DE PRODUTO (DP)

4.2.3 ELABORAR A ESTRUTURA DE CUSTOS DO PRODUTO

São denominados direitos aduaneiros de importação os tributos aplicados às mercadorias que adentram o território nacional.

Os tributos de importação incidem cumulativamente, nua ordem sequencial, sobre o valor resultante da aplicação do tributo anterior, provocando o chamado efeito “cascata” no resultado final. (CORTIÑAS E GAMA, 2005).

Segundo Vieira (2015) "O conhecimento prévio dos custos de importação de uma determinada mercadoria ou serviço reveste-se de suma importância para a tomada de decisão por parte dos profissionais que atuam nas empresas."

Os cinco tributos para realizar a importação empresarial são:

II (Imposto de Importação);

IPI (Impostos de Produto Industrializado); PIS (Programa de Integração Social);

COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) ICMS (Imposto sobre Circulação e Mercadorias e Serviços).

4.2.2.1 IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO – II

O Imposto de Importação (II) é um imposto federal, cuja finalidade é puramente econômica (regulatória) e de proteção. Ele age taxando produtos trazidos do exterior para que não haja concorrência desleal com os produtos brasileiros.

Incide sobre as mercadorias estrangeiras e possui como fato gerador a entrada da mercadoria no território nacional, que se considera ocorrida na data do registro da declaração de importação na repartição aduaneira. (BIZELLI; BARBOSA,1997).

O Imposto de Importação é seletivo, pois varia de acordo com o país de origem das mercadorias (devido aos acordos comerciais) e com as características do produto. Suas alíquotas estão definidas na Tarifa Externa Comum (TEC), que é a tarifa aduaneira utilizada pelos países do Mercosul e é baseada na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). A base de cálculo do imposto de importação é o valor aduaneiro da mercadoria. O Imposto de Importação é calculado pela aplicação das alíquotas fixadas na TEC sobre essa base de cálculo, II = TEC (%) x Valor Aduaneiro. (RECEITA FEDERAL DO BRASIL, 2017).

4.2.2.2 IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI

Segundo Cortiñas e Gama (2005). Incide sobre o resultado da soma do valor aduaneiro com o valor do imposto de importação.

Para Bizelli e Barbosa (1997) o IPI sobre produtos importados é calculado mediante aplicação da alíquota do produto, constante na tabela de incidência do IPI - TIPI, sobre o valor que servir de base para cálculo para o imposto de importação, por ocasião do despacho aduaneiro de importação, acrescido do montante desse tributo e dos encargos cambiais efetivamente pagos pelo importador ou dele exigíveis.

O IPI é calculado pela aplicação das alíquotas fixadas na TIPI sobre a base de cálculo. Na quase totalidade dos casos, a alíquota do IPI é ad valorem e o imposto devido é igual a: IPI = TIPI (%) x (Valor Aduaneiro + II). (RECEITA FEDERAL DO BRASIL, 2017)

4.2.2.3 O IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIA E PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS — ICMS

Incide sobre o valor resultante da aplicação do IPI, isto é, valor aduaneiro mais I.I mais IPI, adicionando-se o imposto sore operações de câmbio, assim como quaisquer outros impostos, taxas, contribuições e despesas aduaneiras, ou seja, PIS e Cofins integram a sua base de cálculo (Lei Complementar nº87/96, com redação dada pela Lei Complementar nº 114/02). Compõe a sua própria base de cálculo, de forma que essa base [e integrada pelo montante do imposto.

Possui alíquota variável produto a produto ou até entre Estados para um mesmo produto, que pode ser:

 Desde 7% até 25%, ressaltando-se que os valores extremos são aplicáveis a grupos restritos de mercadorias;

 De 17% a 19%, para a maioria dos produtos, de acordo com a Unidade de Federação onde esteja localizado o importador (destino final da mercadoria).

Em virtude de que o total exato das despesas aduaneiras só é conhecido após a chegada da mercadoria no País, só é possível fazer uma estimativa desse valor e,

consequentemente, do ICMS a ser pago, que é encontrado pelo produto da alíquota definida em cada legislação estadual e a base de cálculo, conforme discriminado abaixo:

ICMS = Alíquota ICMS(%) x (VA + II + IPI + ICMS + outros tributos + despesas aduaneiras). (RECEITA FEDERAL DO BRASIL, 2017).

4.2.2.4 PROGRAMAS DE INTEGRAÇÃO SOCIAL E FORMAÇÃO DO PATRIMÔNIO DO

SERVIDOR PÚBLICO (PIS/PASEP) E CONTRIBUIÇÃO PARA

FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL (COFINS)

A COFINS-Importação e o PIS-Importação são contribuições sociais de competência federal para financiamento da seguridade social, incidentes sobre a importação de produtos estrangeiros. Essas contribuições dão tratamento tributário isonômico entre os bens produzidos no País, que sofrem a incidência dessas contribuições, e os bens importados, que são tributados às mesmas alíquotas dos bens nacionais. (SISCOMEX)

Tais contribuições sociais atendem também ao princípio da não-cumulatividade e, assim, os valores pagos no momento da importação podem ser creditados pelo importador para posterior compensação com as contribuições por ele devidas. (SISCOMEX)

Na quase totalidade das importações, a alíquota aplicável do PIS é de 1,65% e a da Cofins é de 7,6%. A base de cálculo para ambas as contribuições é o valor aduaneiro das mercadorias importadas, acrescido do valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), incidente sobre a importação, e do valor das próprias contribuições, pois elas são incluídas no preço final das mercadorias (cálculo “por dentro”). Assim as contribuições devidas são iguais a:

PIS = Alíquota PIS x (VA + ICMS + PIS + Cofins)

Cofins = Alíquota Cofins x (VA + ICMS + PIS + Cofins). (RECEITA FEDERAL DO BRASIL, 2017).

4.2.2.5 OUTROS CUSTOS

Além dos impostos apresentados o importador ainda arca com custos de outros encargos como apresenta Bizelli e Barbosa (1997):

 AFRMM — Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante — constitui um dos recursos do Fundo da Marinha Mercante destinado a prover a renovação,

ampliação e recuperação da frota mercante nacional. No que concede a importação é um adicional calculado sobre o frete internacional, A. razão de 25%;

 Capatazia — considera-se serviço de capatazia nos portos o realizado com a movimentação de mercadorias por pessoal da administração do porto, no caso de importação por via portuária, e referente ao serviço realizado por pessoal do Terminal de Carga Aérea quando por meio de aeroporto. Este serviço é remunerado por unidade (tonelagem, cubagem ou quantidade de volume). Já nos aeroportos, a tarifa de

Capatazia será quantificada em função do peso bruto por embalagem ou por unidade, quando desembalada, e pela natureza da mercadoria.

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