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elementos-chave da proposta de financiamento

No documento A gestão administrativa e financeira no SUS (páginas 120-124)

PLANO PLURIANUAL PPA

4 InvestImentos no sus

4.2 Gestão de convênios: solicitação, celebração, execução e prestação de contas

4.2.1 elementos-chave da proposta de financiamento

Fase I – Credenciamento/cadastramento do proponente – direto no Sistema de Con- vênios – Siconv.

Fase II – Preenchimento do plano de trabalho – o plano de trabalho deverá ser elabo- rado pela área técnica do proponente, precedido de um rascunho com uma memória de cálculo da execução física de cada meta, etapa/fase do plano e também de discussão com a área financeira e de prestação de contas.

Fase III – Elaboração do Projeto Básico/Termo de Referência. Os elementos de um Projeto Básico/Termo de Referência são: » Sumário executivo.

» Apresentação.

» Metas e objetivos do programa. » Metodologia/atividades. » Avaliação. » Continuidade/contrapartida do financiamento. » Orçamento. » Anexos.

a. sumário executivo: seu objetivo é fazer um resumo sucinto, porém convincente, da proposta. Deve ser claro e específico e não deve ultrapassar uma página. O conteúdo deve espelhar o da proposta como um todo e deve ser escrito levando em consideração que as pessoas que tomam as decisões podem apenas ler o sumário e não a proposta in- teira. Deve ser redigido após a conclusão da proposta.

b. apresentação: nesta parte da proposta, apresenta-se a organização como candidata a recursos. Aqui deve ser tratada a questão da credibilidade da instância solicitante. Algu- mas das questões que podem ser abordadas nesta seção incluem:

» Como conheceu o programa a ser financiado – objetivos e metas aplicáveis ao Es- tado.

» Há quanto tempo existe e como tem sido desenvolvido.

» Aspectos particulares à região do Estado onde o programa será desenvolvido. » Realizações significativas do Governo Estadual no que tange a programas seme-

lhantes.

» Benefícios alcançados pela comunidade.

c. descrição da situação-problema: descreve-se o problema que o Estado pretende ame- nizar por meio do projeto. Por que este projeto tornou-se necessário? Quem está sendo afetado pelo problema e como? É preciso estabelecer a ligação lógica entre o trabalho da Secretaria de Saúde e o problema objeto do projeto. Provas estatísticas da gravidade do problema sempre ajudam, assim como avaliações independentes.

d. metas e objetivos do projeto no contexto do programa: as metas são enunciados am- plos que proporcionam ao leitor uma compreensão do propósito geral de um programa. Por exemplo: aumentar o grau de resolutividade do sistema estadual de saúde na perife- ria de regiões metropolitanas ou criar ambientes favoráveis que facilitem o acesso à rede de serviços.

Os objetivos definem os resultados específicos e mensuráveis do programa, com prazo determinado. Expressam a melhoria esperada em relação à situação-problema. Exemplo: ao fim da intervenção no mês de novembro, 25 postos de saúde serão dotados de equi- pamentos de pronto atendimento clínico, consistente de determinados equipamentos.

Os objetivos devem ser realistas e alcançáveis. Eles não devem ser confundidos com as atividades do projeto (a metodologia). O objetivo de um programa não deve ser propor- cionar aconselhamento, treinamento ou serviços, e sim reduzir ou eliminar o problema. Há uma seção específica da proposta para apresentar a metodologia.

e. metodologia/atividades: este componente da proposta deve descrever, com certo grau de detalhe, as atividades que serão realizadas para alcançar os resultados esperados. Também deve indicar por que foram selecionadas em preferência a todas as demais me- todologias que poderiam ter sido utilizadas. Falar de metodologias alternativas é impor- tante porque demonstra familiaridade com a área de atuação e indica credibilidade. f. avaliação: a avaliação do programa pode ter dois propósitos. Primeiro para analisar o quão efetivo o programa está sendo no alcance dos objetivos. Isso se chama avaliação de resultados a partir de objetivos claros e mensuráveis. Se a organização tem dificuldade em determinar quais critérios utilizar na avaliação do programa, é provável que os objeti- vos não estejam específicos o suficiente. A avaliação também pode servir para identificar e implantar as mudanças apropriadas ao programa, na medida em que for executado. Isso se chama avaliação de processo. A fim de tornar mais objetivas as avaliações de programas ou projetos, às vezes é prevista a participação de avaliadores externos. Isso também pode acrescentar credibilidade.

É essencial incluir na proposta a maneira como a avaliação se dará e também é funda- mental começar o processo de avaliação desde o início da implementação do projeto ou programa. No caso de querer avaliar mudança em um determinado período de tempo, é essencial documentar a situação no início do projeto para poder comparar eventuais mudanças que possam ocorrer como resultado deste.

g. continuidade/contrapartida do financiamento: nenhum organismo financiador deseja simplesmente apadrinhar uma organização. As fontes de financiamento querem saber como o programa continuará a funcionar depois de terminado seu apoio. Qual a contra- partida do recebedor de recursos. Aqui, o captador deve demonstrar como isso será pos- sível. Se, ao elaborar esta seção da proposta, fica claro que o financiamento futuro não é garantido, pode-se reavaliar até que ponto é prudente ir adiante com o projeto.

apresentação do orçamento. Contudo, de modo geral, o orçamento deve estar dividido em três seções:

» Despesas com recursos humanos. » Despesas com investimentos de capital. » Despesas correntes.

Certifique-se de que o orçamento inclua contrapartida.

i. anexos: os documentos a serem anexados variam de acordo com cada proposta. Em geral, alguns dos seguintes documentos são anexados a propostas:

» Balanços e orçamentos conforme solicitados.

» Documentação que comprove a habilitação do proponente e do responsável legal. » Cartas de apoio ou recomendação.

» Termos de referência para os integrantes-chave do projeto.

O convênio será proposto pelo interessado ao titular do Ministério, órgão ou entidade responsável pelo programa, mediante a apresentação do plano de trabalho, que conterá, no mínimo, as seguintes informações:

I. razões que justifiquem a celebração do convênio; II. descrição completa do objeto a ser executado;

III. descrição das metas a serem atingidas, qualitativa e quantitativamente; IV. etapas ou fases da execução do objeto, com previsão de início e fim;

V. plano de aplicação dos recursos a serem desembolsados pelo concedente e a contrapar- tida financeira do proponente, se for o caso, para cada projeto ou evento;

VI. cronograma de desembolso;

VII. declaração do convenente de que não está em situação de mora ou de inadimplência junto a qualquer órgão ou entidade da Administração Pública Federal Direta e Indireta; e VIII. comprovação do exercício pleno da propriedade do imóvel, mediante certidão de registro no cartório de imóvel, quando o convênio tiver por objeto a execução de obras, ou benfeitorias no mesmo.

Da análise destes componentes nota-se a semelhança entre esta concepção de plano de trabalho e a da proposta de financiamento.

cação completa do bem a ser produzido ou adquirido e, no caso de obras, instalações ou serviços, o projeto básico, entendido como tal o conjunto de elementos necessários e suficientes para caracterizar, de modo preciso, a obra, instalação ou serviço objeto do convênio, sua viabilidade técnica, custo, fases, ou etapas, e prazos de execução, devendo conter os elementos discriminados no Inciso IX do Art. 6º da Lei n. 8.666, de 21 de junho de 1993.

A celebração do convênio ocorre com sua assinatura e publicação do seu extrato no Diário Oficial da União, sob a responsabilidade do Ministério da Saúde. O objetivo é dar eficácia e transparência ao ato, bem como permitir a transferência dos recursos financeiros.

O Ministério da Saúde fará sua divulgação pela internet (<www.fns.saude.gov.br>) para viabilizar acompanhamento dos processos de liberação de recursos. A Assembleia Legislativa e o Conselho Estadual de Saúde serão informados do convênio e da efetivação dos respectivos pagamentos.

A vigência é o período necessário à execução das metas propostas, fixado de acordo com o tempo programado. A fixação deste prazo deve levar em conta as variáveis que possam interferir na execução do objeto.

No documento A gestão administrativa e financeira no SUS (páginas 120-124)