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CAPÍTULO 4 ANÁLISE DO DESEMPENHO DO PROGRAMA GOVERNO NOS MUNICÍPIOS

4.2 ELEMENTOS DE COMPROVAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Os elementos do PGM de comprovação do desenvolvimento regional, selecionados a partir do estudo de Putnam (2002) para a Itália, estão apresentados ao lado das diretrizes formuladas, quando da concepção do PGM. Assim, cria-se uma matriz com possibilidade de avaliar os avanços e os limites do modelo de planejamento adotado desde 1999 e responder aos questionamentos: A regionalização proposta no PGM apóia o desenvolvimento local em Pernambuco? Ela só é suficiente para promover a interiorização do desenvolvimento?

Quadro 4.2

Diretrizes Estratégicas e Elementos do PGM Identificados

Elementos de Putnam para Itália (1970-

1990) Elementos do PGM (1999 /2005)

Diretrizes Estratégicas do PGM (1999) I - Perfil da Política Regional I - Perfil da Política Regional - Planos

Plurianuais Estatuais

II - Gastos por setor II - Gastos por setor e Investimentos estaduais por RDs

III - 12 indicadores de Desempenho Institucional: III – 06 Indicadores do Desempenho Regional

• Estabilidade do Gabinete • Presteza orçamentária

• Serviços estatísticos e de informática • Legislação reformadora

• Inovação legislativa • Creches

• Clínicas familiares

• Instrumentos de política industrial

• Capacidade de efetuar gastos na agricultura • Gastos com unidades sanitárias local • Habitação e desenvolvimento urbano • Sensibilidade da burocracia

A – Evolução do PIB das 12 Regiões de Desenvolvimento (04 estudos).

B - Evolução do crescimento populacional (1998-2003)

C - Rede de Proteção Social

D - Rede de Atuação Local: Trabalho e Qualificação

E - Rede de Atuação Local: Formação Técnica e Superior

F - Inovação legislativa: Lei de criação das Regiões de Desenvolvimento; Lei de Consórcios, federal e estadual , Lei Ambiental Estadual (Anexo B).

(1) Planejar de forma participativa e descentralizada: valorização dos fatores ambientais,

características de produção e cultura local e regional. (2) Priorizar as ações estratégicas regionais, focalização em projetos supramunicipais e estruturadores do desenvolvimento regional e de grande impacto nas atividades produtivas. (3) Ampliar a rede de proteção social para todos os municípios. IV- Comunidade Cívica IV – Comunidade Cívica

• Participação cívica • Igualdade política

• Solidariedade, confiança e tolerância • Associações:estruturas sociais de

cooperações

• Vida social e política na comunidade cívica Sindicatos: (1) Igreja e religiosidade Partidos; (2) Atitudes cívicas(3)Tradições de

participação cívica

 Força dos partidos de massa:(1) Quantidade de cooperativas; (2)Afiliação a sociedade de mútua assistência;(3) Comparecimento às urnas; (4) Associações locais fundadas antes de 1860

A - Fóruns PGM por RDs B - Conselhos Municipais de

Desenvolvimento Sustentável (Evolução 1998-2006)

C - Modelos associativos supramunicipais em Pernambuco, por RD

(1) Planejar de forma participativa e descentralizada: valorização dos fatores ambientais,

características de produção e cultura local e regional.

(4) Favorecer o ambiente propício a uma cultura regional

V. Outros Instrumentos metodológicos V. Outros Instrumentos metodológicos

• Sondagem de conselheiros regionais,líderes comunitários,

• Sondagem via postal de líderes comunitários; Sondagem de opinião pública

• Estudos de caso institucional-política /Análise Legislativa

• Estudos de caso sobre planejamento regional; Estudo especial Friuli-Veneza Giulia

A - Estudo do impacto socioeconômico de obras âncoras estratégicas. Exemplo: Agreste Central

B - Planejamento Regional Territorial e Municipal

C – Fortalecimento Municipal: Gestão de Municípios.

(5) Fortalecimento dos municípios com

capacitação dos gestores locais e

(6) Apoio à elaboração dos Planos Territoriais, Regionais e Municipais Fonte: Putnam (2002, p.79-199) e PGM

Os itens apresentados a seguir avaliam, a partir dos elementos identificados (Itens I a V), o desempenho do PGM quanto às diretrizes formuladas em 1999:

– (Item I) - Perfil da Política Regional: demonstra-se, pela concepção, metodologia e formulação dos PPAs, responde à diretriz (1) Planejar de forma participativa e descentralizada tem como prova o resultado da inclusão de 53,39% das propostas regionais no PPA. (Tabela 4.1).

– (Item II) – Gasto por Setor, é apresentado pelo acompanhamento dos investimentos regionais por setor, no período de 1999 a 2003; persegue-se o atendimento à diretriz (2) Priorizar as ações estratégicas regionais com focalização em projetos supramunicipais e estruturadores do desenvolvimento regional.

– (Item III) – 06 Indicadores de Desempenho Regionais, que pretendem demonstrar, a partir de algumas evidências, sinais da interiorização do desenvolvimento e da descentralização das ações públicas promovidas pelos Governos Federal e Estadual, com o apóio dos municípios e do setor privado, indicadores relacionados às diretrizes (1) Planejar de forma participativa e descentralizada: valorização dos fatores ambientais, características de produção e cultura local e regional. (2) Priorizar as ações estratégicas regionais, focalização em projetos supramunicipais e estruturadores do desenvolvimento regional e de grande impacto nas atividades produtivas e (3) Ampliar a rede de Proteção Social para todos os municípios.

– (Item IV) – Comunidade Cívica, é tratado neste TCM a partir do demonstrativo e espacialização dos Fóruns Regionais do PGM, do avanço da criação de Conselhos Municipais de Desenvolvimento e os Consórcios Regionais, os indicadores selecionados pretendem comprovar as diretrizes (1) Planejar de forma participativa e descentralizada: valorização dos fatores ambientais, características de produção e cultura local e regional e (4) Favorecer o ambiente propício a uma cultura regional. – (Item V) – Outros Instrumentos Metodológicos, nomeia uma série de iniciativas, estudos e planos, com a pretensão de demonstrar o esforço do atendimento às diretrizes (5) Favorecer o ambiente propício a uma cultura regional e (6) Apoio à elaboração dos Planos Territoriais, Regionais e Municipais.

- Síntese da análise e comprovação dos elementos selecionados com resultados regionais.

4.2.1 Perfil da Política Regional - Planos Plurianuais Estaduais

Os dois últimos Planos Plurianuais do Estado de Pernambuco: (2000-2003) – Mudança e Desenvolvimento e (2004-2007) – Desenvolvimento com Inclusão Social, foram elaborados numa perspectiva da construção de uma nova proposta de gestão pública, com base em um modelo de desconcentração dos investimentos e de descentralização da ação de Governo, que se consolidaram como estratégia geral de Governo, dando início a um novo ciclo administrativo em Pernambuco (SOARES, 2005).

Assim, o desafio consiste em aproveitar uma conjuntura política favorável para inovar fortemente na construção de um novo modelo de formulação e execução de políticas públicas. A Lei nº 11.725, de 23 de dezembro de 1999, do Plano Plurianual (2000-2003), estabelece a regionalização do Estado de Pernambuco e formula a estratégia de desenvolvimento local. Na aprovação do PPA (2004-2007) é instituída a 12ª região, para atendimento da demanda regional de desmembrar a RD Pajeú-Moxotó em duas unidades: RD Pajeú e RD Moxotó.

A tabela 4.1 demonstra como ocorreu o aproveitamento das propostas priorizadas nos Fóruns Regionais que configuram o PPA (2000-2003). Em muitas regiões, mais do que a inclusão de uma lista de prioridades para o orçamento, considera-se relevante o envolvimento público-privado e as propostas que têm abrangência e impacto regional, o que fortalece o conceito de região. Para Soares (2005, p.63-65), o grande diferencial desse processo, além da inclusão das propostas prioritárias nos PPAs estaduais, foi ter conseguido concluir e aprovar os Planos de Ação Regional ( PPA-2000-2003) e os Planos de Inclusão Social (PPA 2004-2007), o que significa um Plano Plurianual para cada região. Assim, torna-se evidente que a estratégia de desenvolvimento local proporciona mais transparência para o acompanhamento das ações acordadas. Os Planos regionais são distribuídos aos atores locais de todas as regiões do Estado e passam a ser instrumento de trabalho da equipe do Governo Estadual.

Tabela 4.1

Número de Propostas Incluídas no PPA (2000-2003)

PROPOSTAS INCLUIDAS NO PPA