2.4 Balanço hídrico qualitativo: qualidade da água
2.4.6 Elementos Nitrogenados (Nitrogênio Amoniacal, Nitrito e Nitrato)
Nitrogênio Amoniacal
Para avaliação da situação dos rios inseridos na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba
do Sul, criou-se uma subdivisão da Classe 1, tendo em vista que a grande maioria dos
trechos de rios está caracterizada nessa classe para o nitrogênio amoniacal, de acordo com
a Resolução CONAMA nº 357/2005. O verde mais claro representa concentrações de
nitrogênio amoniacal de até 0,05 mg/L e o verde mais escuro representa concentrações até
0,1 mg/L. Alguns pequenos afluentes do Rio Paraíba do Sul foram caracterizados como
Classe 4. Isso ocorre devido a esses trechos serem muitos difíceis de simular, pois há muita
incerteza devida a baixa vazão e se existem cidades que lançam efluentes.
Analisando os Mapas 29 e 30, é possível observar que, utilizando a vazão de
referência Q95, toda a calha principal do Rio Paraíba do Sul permanece caracterizada como
Classe 1, com concentrações até 0,05 mg/L. Verificando a situação da amônia na vazão
Q7,10, ocorre o aparecimento de concentrações mais elevadas (até 0,1 mg/L) no Rio
Paraíba do Sul entre os municípios de São José dos Campos e Taubaté, situados na UP
Paraíba do Sul (Trecho Paulista).
Observa-se também que na vazão de referência Q95, os afluentes do Rio Paraíba
do Sul em sua maioria, caracterizam-se como Classe 1, com concentrações até 0,1 mg/L,
mas também ocorre o surgimento da Classe 3, principalmente nos afluentes situados entre
os municípios de Jacareí e Guaratinguetá, situados na unidade paulista, próximo aos
municípios de Juiz de Fora, Volta Redonda, Teresópolis e Ubá situados nas UPs Preto
Paraibuna, Médio Paraíba do Sul, Piabanha e COMPÉ, respectivamente. Já na vazão
Q7,10 há um aumento significativo dos afluentes com concentração de até 0,1 mg/L (verde
escuro), bem como os caracterizados como Classe 3, de acordo com a referida Resolução.
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Nitrito
Também para a análise do nitrito, criou-se uma classe especial para a avaliação, já
que a os trechos dos rios estão caracterizados como classe 1, de acordo com a Resolução
CONAMA nº357/2005. Para concentrações de nitrito até 0,05 mg/L a representação é feita
com o verde mais claro, o verde intermediário representa concentrações de até 0,1 mg/L e
o verde escuro de até 1 mg/L.
Ao analisar o Mapa 31 do cenário atual na vazão de referência Q95, é possível
observar após as zonas urbanas os trechos de verde intermediário e escuro, com
concentração de 0,1 e 1 mg/L. A calha principal do Rio Paraíba do Sul apresenta
concentrações de nitrito de até 0,1 mg/L (verde intermediário), somente entre os municípios
de São José dos Campos e Guaratinguetá, situados na UP Paraíba do Sul (Trecho
Paulista).
Analisando à vazão de referência Q7,10 (Mapa 32) observa-se que, a calha principal
do Rio Paraíba do Sul apresenta concentrações de nitrito de até 0,1 mg/L (verde
intermediário) a partir do município de São José dos Campos até o Reservatório de Funil.
Nessa vazão há um considerável aumento de pequenos afluentes que apresentam
concentração de nitrito de até 1 mg/L (verde escuro). Próximo aos municípios de Resende
e Volta Redonda (UP Médio Paraíba do Sul), Juiz de Fora (Preto Paraibuna), Ubá
(COMPÉ), a jusante dos municípios Petrópolis e Teresópolis (Piabanha), bem como de
Nova Friburgo (Rio Dois Rios) também há um aumento de afluentes com concentração de
até 1 mg/L. Em praticamente todo curso do rio Muriaé, situado na UP Baixo Paraíba do Sul,
apresenta concentração de até 1 mg/L de nitrito.
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Nitrato
Para a análise do nitrato, necessitou-se de uma nova subdivisão, já que todos os
trechos de rios estão caracterizados como Classe 1, de acordo com a Resolução CONAMA
nº357/2005. Concentrações de nitrato de até 0,05 mg/L é representada por verde mais
claro, o verde intermediário representa concentrações de até 0,1 mg/L e concentrações até
1 mg/L são representadas com o verde escuro.
Tanto na vazão Q95 como na Q7,10, representadas nos Mapas 34 e 35, a calha
principal do Rio, desde o município de Taubaté até a sua foz, apresenta concentrações de
nitrato de até 1 mg/L, mas seus afluentes apresentam concentrações de 0,05 mg/L e de
até 0,1 mg/L.
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3 DEMANDAS E USOS MÚLTIPLOS
O CNARH (Cadastro Nacional dos Usuários de Recursos Hídricos) é parte
integrante do Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH) e tem
como objetivo principal registrar e sistematizar informações referentes aos usuários das
águas superficiais e subterrâneas em uma determinada região ou bacia hidrográfica.
Foi desenvolvido pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) em
parceria com autoridades estaduais gestoras de recursos hídricos, vindo a se tornar a base
de dados que reflete o conjunto de usuários de recursos hídricos, sobre a qual estarão
alicerçados alguns dos principais instrumentos de gestão.
O seu conteúdo inclui informações sobre a vazão utilizada, o local de captação, a
denominação e a localização do curso d'água, o empreendimento do usuário, e sua
atividade ou a intervenção que pretende realizar, como derivação, captação e lançamento
de efluentes. O preenchimento do cadastro é obrigatório para pessoas físicas e jurídicas,
de direito público e privado, que sejam usuárias de recursos hídricos, sujeitas ou não à
outorga (Resolução ANA nº 317, de 26 de agosto de 2003, que instituiu o CNARH).
O processo de regularização de usos de recursos hídricos da Bacia Hidrográfica do
Rio Paraíba do Sul teve início por meio da publicação da Resolução nº 210 da Agência
Nacional de Águas e Saneamento Básico – ANA, de 11 de setembro de 2002. Esta
resolução dispõe sobre o processo de regularização de usos na bacia, apoiado pelo
cadastramento declaratório de usos de recursos hídricos, pela outorga de direito de uso
destes recursos e pela cobrança pelo uso da água.
Diante da necessidade de conhecer e dispor de informações atualizadas sobre a
captação e o uso dos recursos hídricos na Bacia do Rio Paraíba do Sul, será explicitado
neste capítulo a situação atual das demandas dos recursos que constam em cada uma das
áreas de abrangência dos comitês integrantes, bem como os pontos de captação sujeitos
a outorga.
No documento
2020 RELATÓRIO DE SITUAÇÃO
(páginas 79-87)