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Elementos presentes na matriz de avaliação da AdNorte

7. Metodologia de trabalho

7.4. Elementos presentes na matriz de avaliação da AdNorte

Com foco na atividade realizada nos momentos de captação, tratamento, distribuição, serviços auxiliares; considera-se os aspetos impactes ambientais relacionados a cada aspeto.

10 Diretiva SEVESO está “presente no Decreto-lei n° 150/2015 de 5 de agosto estabelece o regime de prevenção e controlo de acidentes graves que envolvem substâncias perigosas e limitação das suas consequências para a saúde humana e o ambiente” (Associação Portuguesa de Certificação, 2020a).

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Primeiramente, há três momentos a serem “retratados” na utilização da matriz utilizada na AdNorte, seriam os momentos de Identificação, Avaliação e Reavaliação. Depois de organizados, são adicionados os aspetos inseridos na matriz, os quais tem como característicos os campos descritos a seguir (consultar também o Anexo J onde estão mais detalhes sobre o conteúdo presente na Matriz de avaliação de aspetos ambientais).

IDENTIFICAÇÃO

Tipo: Controláveis, para ISO 14001:2015, esse tipo de aspeto está diretamente relacionado às atividades da entidade em questão e seus respetivos produtos ou serviços; influenciáveis, apesar de não estar diretamente relacionado com a entidade, o padrão de produção, distribuição, etc. alteram na intensidade e tipos de aspetos gerados;

Aspeto Ambiental: Positivo, contribuições positivas que os aspetos podem contribuir na economia, ambiente, sociedade, qualidade do produto etc.; negativo, interferência de caráter negativo que podem gerar danos ambientais ou outro (os aspetos analisados estão presentes no anexo K).

Operação/atividade com distinção da Etapa do Ciclo de vida: Operação/atividade pode ser qualquer ação que esteja relacionada a um aspeto ambiental e que possa produzir um impacte ambiental, assim como, estar presente no ciclo de vida do produto. Na análise do Ciclo de vida, a Operação/Atividade é distinta em o qual “momento” é realizada (matéria-prima, transporte produção, utilização e destino final);

Impacte ambiental relacionado é determinado pelos seguintes aspetos: Depleção de Recursos naturais, Ocupação do Solo, Poluição Atmosférica, Contaminação do Solo, Contaminação da água, Efeito Estufa, Incomodidade, Alteração Fauna e Flora;

Tipo de Impacte ambiental: Positivos - contribuições positivas que os aspetos podem contribuir na economia, ambiente, sociedade, qualidade do produto, etc.; negativos - possuem interferência de caráter negativo, que podem gerar danos ambientais ou em outro âmbito socioeconómico espacial.

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Condições da Atividade: Condição da Atividade em períodos de Rotina, momento comum a ser produzido ou consumido; período de Não Rotina, oscilação de uma matéria-prima ou mercado;

momento de emergência, caracterizado como período excecionais.

Período: Podem ser divididos no tempo passado, presente ou futuro;

Observações: Campo para serem inseridas informações sobre o momento de identificação, para que possam contribuir com a etapa a seguir, a avaliação dos aspetos.

AVALIAÇÃO

Cumprimento de requisitos (cumpre ou não cumpre): Esse campo é uma ligação entre os trabalhos de campo e de escritório, algo que pode diretamente ser direcionado para a significância. A falta de cumprimento pode gerar uma inconformidade, algo grave na avaliação dos aspetos, enquanto que o cumprimento tem de ser analisado e saber se apresenta um importante risco ambiental ou se apresenta um baixo risco ambiental. A segunda situação, é a de maior segurança na dinâmica empresarial.

Severidade: Representa o quão “rigoroso” é o aspeto. Possui três classificações, as quais podem variar de acordo com cada tipo de aspeto, o de maior severidade receberá o valor “3” e o de menor severidade receberá o valor “1”.

Frequência: Periodicidade de ocorrência do aspeto ambiental na dinâmica empresarial. Varia na escala de 1 a 4, em que os menos frequentes recebem o valor “1”, enquanto os mais frequentes, recebem o valor “4”.

Risco de impacte ambiental: É um valor gerado pelo produto da severidade pela frequência, varia de 2 a 12. Quanto maior o valor atribuído ao aspeto, mais destaque é dado ao ser avaliado.

Medidas de controlo existentes: São medidas de resposta atribuída ao aspeto após ser identificado e avaliado. Atualizar alguma autorização, ativar/desativar, desativação de estrutura(s), entre outros; são alguns exemplos de medidas de controlo.

Controlo Ambiental: Possui um carater classificatório o qual varia de 1 a 4. Na classificação 1 o controlo existe, é eficiente/suficiente; já a classificação 4, não existe controlo ambiental.

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Grau de Impacte Ambiental: Um resultado entre o produto do valor de controlo ambiental x risco ambiental, varia numa escala de 2 a 16.

Significância: É um resultado classificatório, os aspetos se tornam significantes quando não cumprem algum requisito Legal/Normativo ou quando apresentam valores maiores que “6”, no Grau de Impacte Ambiental. Um aspeto pode ser significativo ou não significativo.

Ações recomendadas: intervenções feitas ou a serem feitas, de forma a tornar o aspeto na regularidade legal/normativa.

REAVALIAÇÃO

A etapa de reavaliação é executada quando é identificado um aspeto ambiental com significância classificada como “significativa” na matriz de avaliação. São implementadas ações corretiva, “ação para eliminar a causa de uma não conformidade” (Norma Portuguesa, 2016) ou ação do tipo correção, ação de resposta imediata, em geral, paliativa e contribui para conter o problema (Associação Portuguesa de Certificação, 2016).

O campo que compõe essa secção da matriz é semelhante ao de avaliação, sendo alterada a

“frequência” pela “probabilidade”. Essa coluna pode apresentar o valor 0, 4 ou 6 e representa o quão provável o evento pode acontecer novamente.

Em todo o momento é realizada a comunicação intra setores envolventes da AdNorte, de forma a estar presente a lógica do SGA, respeito à constante monitorização e manutenção dos possíveis “problemas” para seguir no planeamento, ação, verificação e continuar no ciclo PDCA

das normativas ISOs.

Todos os campos da matriz e suas informações complementares estão presentes no Anexo L.

8. Resultados

Para um correto planeamento do SGA é necessário conhecer as estruturas, atividade a ser avaliada e exigências atribuídas a estes dois pontos, após esse domínio, será possível identificar

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todos os aspetos ambientais associados à situação em estudo e a avaliação correta dos seus respetivos impactes.

Desta forma, após o trabalho inicial de conhecimento da AdNorte (estrutura e atividade), pesquisa da legislação aplicável à mesma e identificação de outros normativos igualmente importantes, junto com a certificação ISO 14001, constituíram a parte correspondente ao trabalho desenvolvido em escritório. Após este primeiro desenvolvimento, e no momento de aplicação no terreno, foram realizadas visitas de campo para conhecimento mais próximo e aprofundado das instalações a avaliar, para futuramente organizar as informações obtidas e serem trabalhadas em escritório.

As visitas às instalações foram feitas em cinco dias na semana, compreendidos na semana de 10 a 14 de fevereiro de 2020, de forma a serem visitadas 40 instalações. Entre as instalações visitadas foi possível ter contacto com estações elevatórias e reservatórios, existentes nos Concelhos de Barcelos, Esposende, Póvoa de Varzim e Vila do Conde. No dia 18 de fevereiro 2020 foi feita uma visita guiada à ETA de Areias de Vilar, para perceber como as estruturas complementares são recarregadas, junto com elementos e agentes relacionados ao processo.

8.1. Visitas realizadas

A. Captação E Tratamento De Água Para Abastecimento

O Subsistema de Abastecimento de Areias de Vilar começa na captação de água bruta no Rio Cávado que depois é tratada na ETA de Areias de Vilar.

No dia 18 de fevereiro de 2020, foi realizada uma visita para conhecer o processo de captação e tratamento realizado nesta instalação. Este acompanhamento foi orientado pelo “Chefe de Operação da ETA” e foi feita a apresentação das etapas presentes no processo de tratamento hídrico, recolhidas informações sobre os principais equipamentos e produtos utilizados ao longo do processo e nas instalações da ETA. O percurso teve o seu início no ponto de captação de água no Rio Cávado e concluído na zona com as bombas as quais inserem pressão na água a ser introduzida no sistema de distribuição. A visita correu ao longo de cinco horas,

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aproximadamente um dia de trabalho laboral. A Figura 18 ilustra as estruturas e o espaço percorrido ao longo da vistoria realizada na ETA de Areias de Vilar.

Figura 18: Imagem de satélite correspondente a área da ETA de Areias de Vilar (Fonte: adaptado de Google Earth Pro, imagem do satélite CNES/Airbus produzida em 3/05/2019 e acedida em julho de 2020).

B. Adução de Água Para Abastecimento

O deslocamento totalizou entre 350km - 400km e foi feito com dois colaboradores da operação e veículo da AdNorte, da direção de exploração. A visita foi enquadrada no âmbito da realização de trabalhos de rotina dos colegas, os quais integram a realização dos testes de equipamentos, leitura de medidores, avaliação das estruturas que constituem o complexo externo à ETA e medição paramétrica da água transportada nas aduções dessas estruturas complementares.

Todas as estruturas têm como função o armazenamento temporário de água para abastecimento público. As estruturas são recarregadas periodicamente, conforme a demanda de consumo pela população.

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Foram percorridas estruturas como: aduções; conectores (conhecidos como “nós”) com esse dispositivo é possível unir aduções de dois subsistemas da empresa ou sistemas da ADN a outros sistemas, seja industrial seja para o abastecimento municipal (sistemas em baixa).

Na ronda realizada também foram vistas a 39 Estações Elevatórias (EE) e Estações Reservatórios (ER), do total das 106 que fazem parte do subsistema. Apesar de pertencerem à mesma Empresa e desempenharem funções semelhantes, as estruturas podem possuir particularidades, pois foram construídas em períodos distintos ou foram cedidas à responsabilidade da ADN, todavia, como elementos básicos, ambas possuem células de armazenagem hídrica e sala com equipamentos para o controle do fluxo hídrico. Nos dias de vistoria foi visualizada a configuração do ambiente interno e externo dessas estações e analisado outros fatores em que cada um delas é constituída (no que teria relevância para avaliação dos aspetos ambientais).

Estes acompanhamentos tiveram como objetivo a realização de um diagnóstico inicial, sendo metodologia da STE o preenchimento dos relatórios de visita, onde constam vários pontos importantes para a identificação dos aspetos ambientais da atividade de abastecimento.

8.2. Identificação de Aspetos Ambientais

A. Captação e Tratamento de Águas Para o Abastecimento

O primeiro aspeto e que está presente em todo o processo é o significativo consumo energético nas instalações. Desde o momento de captação ao restante, passando pelo tratamento e distribuição da energia está presente; o que mostra como a água é um dos recursos elementares na atividade desenvolvida. O consumo energético de 362.656,00 kWh11 é garantido pela presença de uma subestação no complexo da ETA (Fig. 19), o que assegura o funcionamento das máquinas com maior consumo e variedade de equipamentos com menor voltagem que venha a ser utilizado pelos colaboradores que exerçam suas atividades na área em questão.

11 Valor de energia consumido pela ETA Areias de Vilar no primeiro trimestre do ano de 2020.

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Figura 19: Subestação de energia elétrica localizada nas instalações da ETA.

Outro componente básico para que as atividades procedam é a recarga do volume hídrico a ser tratado e distribuído. A proximidade com o Rio Cávado e a do RAB, garantem o funcionamento de toda a estação e constituem os dois elementos fundamentais para segurança e economia no abastecimento. Caso não houvesse o RAB, a produção seria fragilizada (ficaria mais vulnerável a dinâmica hidrológica do rio), assim como, se não ocorresse esta proximidade com o rio, mais energia e espaço seria necessário para fazer a transferência do corpo hídrico à secção de tratamento. A figura 20 ilustra a proximidade da estação de tratamento de águas com o Rio Cávado.

Figura 20: Ponto de captação hídrica da ETA Areias de Vilar.

As duas estruturas precisam de manutenção para preservar as suas estruturas e não ocorra comprometimento na linha de produção. Para o reservatório, a medida mais regular a ser realizada seria a de retirar sedimentos fluviais acumulados nas células, uma vez por ano,

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enquanto que no ponto de captação, a manutenção mais frequente é a lubrificação e substituição de peças dos equipamentos.

Após a captação, o próximo segmento inspecionado foi o início do tratamento hídrico, pelo que foram percorridos os tanques de pré-ozonização, câmara de chegada (Fig. 21a), tanque de contacto de CO2, tanque de mistura rápida, decantação, filtração e reservatório de contacto de cloro. Apesar de diferentes funções, foram aglutinados nesse momento descritivo, pois a contribuição nos aspetos ambientais tem em comum o consumo de gás cloro, cal, gás carbônico, gás nitrogênio e utilização de polímeros (poliacrilamida aniónica, fórmula química:

C3H5NO). Dos compartimentos referidos, o que diverge em relação ao consumo de químicos seriam os tanques de filtração (Fig. 21b), nestes locais não há predomínio de consumo de químicos, o que contribui com a geração de produto, a lama após limpeza dos filtros de areia, a qual é direcionada para o tratamento sólido.

Figura 21: a) Câmara de chegada (imagem da esquerda); b) Uma das células que realiza a filtração da água em tratamento (imagem da direita).

Os químicos utilizados nesses tanques, assim como os sedimentos sólidos nas diferentes etapas dos reservatórios e filtros, tem seus sítios de armazenagem. O polímero é mantido em sala sobre bacias de retenção, os gases CO2, O2 e N2 em cilindros em parte externa nas instalações da ETA, o Cl2 possui uma sala especial para armazenagem e o tanque de lamas. Esses compartimentos passam pelo cuidado do entendimento ambiental e da segurança do trabalho, já que uma falha na segurança dessas estruturas pode gerar um expressivo dano ambiental ou colocar a vida dos colaboradores em risco.

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Os gases Cl2 e CO2 são utilizados na aplicação direta na água, porém o O2 é utilizado na produção de O3 (Fig. 22a, b), o qual será utilizado na etapa de Ozonização. O ozono é produzido na própria instalação da ETA, gerado a partir de gás Oxigênio (O2), energia elétrica e com o gás nitrogénio (N2) como catalisador dessa reação. A sua aplicação deve ter um rigor diferenciado para que não haja fuga de O3, o compartimento onde ocorre sua aplicação possui equipamento responsável pela quebra do ozono produzido, assim não apresente fuga do gás na atmosfera e contribuir com o acúmulo de O3 troposférico.

Figura 22: a) Imagem do equipamento onde é produzido o Ozono utilizado na ETA (imagem da esquerda) (Fonte: Grupo JMR, 2018); b) Ecrã de monitorização do Ozono produzido (imagem

da direita).

Ao dar continuidade às instalações da ETA foi percorrido o local da oficina, onde é realizado o armazenamento de diversos equipamentos e peças para manutenção ou reposições do que é utilizado. Apesar de não haver manutenção de veículos no local da ETA, tem a necessidade da oficina e almoxarifado na instalação para os equipamentos presentes na ETA e nas aduções.

O almoxarifado é um espaço onde não há relevante ligação com a análise aspetos ambientais, os itens de maior relevância seriam os óleos e lubrificante, que estejam em condições adequadas de armazenagem para que não haja derrame desses fluidos. Contudo, a oficina já deve ter mais cuidado com sua análise, com a utilização de peças e manutenção há o descarte de diversas embalagens, pode apresentar resquícios de óleos, peças e ferramentas para descarte e o consumo de itens mais descartáveis como: luvas, panos, entre outros. A geração desses elementos possui um grande “volume produtivo”, pois são encaminhados para o lixo

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comum ou são depositados em outro espaço, destinados a diferentes tipos de resíduos, para posteriormente serem recolhidos por coleta seletiva agendada.

O resíduo proveniente da filtragem e outras etapas do tratamento de águas, as lamas, são centrifugadas ou prensadas (atualmente essa etapa se encontra em transição, da filtração por meio de centrifugação para a aplicação da prensa mecânica). Na centrifugação, o equipamento trata um volume elevado e tem como ponto negativo o alto consumo energético; enquanto que as prensas possuem uma eficiência energética maior, consumindo cerca de um terço da energia utilizada pela centrífuga. Essa relação possui reflexo na análise ambiental, na medida que mais água é retirada das lamas, maior é o volume hídrico retornado ao tratamento e distribuição;

por outro lado, se diminuído o volume e peso das lamas, contribuirá no transporte e terão menos gastos com combustíveis e menor geração de GEE. Os sedimentos são encaminhados para a empresa que realiza o tratamento e a água retorna para o processo de tratamento.

Outra componente que diverge das outras estruturas seria a parte de escritório e serviços auxiliares como o laboratório, sala de comando e cantina. Nesse complexo é concentrada a maior parte dos colaboradores da empresa, o que demanda uma variedade de recursos e isso resulta em resíduos com diferentes classificações e um planejamento adequado para equilibrar esse balanço.

No edifício dos escritórios está localizada a cantina utilizada pelos colaboradores, o laboratório para verificação da água produzida, o escritório onde estão colaboradores de diversos setores da ADN e complementar a isso, a sala de comando.

A relevância da sala de comando na gestão do ambiental se dá no acompanhamento dos processos dentro e fora da ETA, isso contribui na análise de desempenho de eficiência energética, químicos consumidos e deteção de fugas nas aduções e em outros momentos. Com o sistema de telegestão é possível controlar equipamentos e comunicar com o operador para prevenir riscos, realizar testes, acompanhar procedimentos realizados no subsistema, o que torna o espaço e a equipa ativa nos mais diferentes âmbitos na função da AdNorte.

No mesmo edifício encontra-se o laboratório de análises, contribui na avaliação de qualidade hídrica ao longo do tratamento que será encaminhada às aduções distribuidoras. No laboratório

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há manipulação e descarte de elementos químicos, utilização de descartáveis como luvas e toalhetes (alguns contaminados ou outras substâncias que verão ter um destino diferenciado), o que torna esse local de produção de resíduos a ser analisado com mais cautela dentro dos aspetos ambientais. Pois, a gestão desse espaço tem critérios a serem obedecidos para que a AdNorte continue na conformidade de leis e das certificações (como a ISO 14001). Na perspetiva de resíduos e análise do ciclo de vida, essas particularidades devem ser respeitadas e não venham a comprometer a cadeia produtiva e o destino de cada um desses elementos.

O escritório apresenta-se como o local onde abriga o maior número de colaboradores, os quais desempenham as mais variadas funções empresariais, o que demanda um significativo consumo energético para que o trabalho seja desenvolvido. Os escritórios produzem resíduos como tinteiros, lâmpadas, produtos para limpeza e o descarte de papéis estão constantemente presentes nas atividades dos trabalhadores inseridos nesse espaço; há produção de resíduos nas casas de banho e a utilização de produtos químicos para a limpeza de todo o edifício. Os descartes produzidos nesse local devem atender à legislação e certificação pertinente.

Por último, uma das principais parcelas que constituem o prédio do escritório do subsistema de Areias de Vilar, a cantina. Apesar de não ser gerida pela AdNorte, a empresa pode influenciar na atividades e recursos utilizados na mesma. Nesse espaço há produção de resíduos orgânicos, embalagens, óleos alimentares e também utensílios descartáveis, como luvas e toucas pelos funcionários da cozinha. O espaço também contribui para o consumo energético e produção de esgoto.

O número de pessoas que contribuem para o trabalho possa ser executado, apesar de não ser um aspeto ambiental, como o trabalho é executado e o tipo de trabalho executado vai refletir nessa temática. Assim como o investimento em máquinas eficientes e económicas é importante investir e valorizar funcionários eficientes e económicos.

Dessa forma, a visita realizada pelas instalações empresa foi uma mais-valia para articular o conhecimento teórico adquirido ao longo do período de estágio com sua aplicação no cotidiano na prática corporativa, a fim de que a empresa e o ambiente sejam beneficiados com suas medidas.

51 B. Adução de água para abastecimento

O ambiente externo é composto basicamente por relva, drenagens a direcionar o fluxo de águas pluviais ao sistema municipal, espaço para estacionar veículos e cerca ou muro ao redor da instalação (Fig. 23). O local onde cada estrutura está possui diferente influência na relação com os vizinhos, fauna e flora local, sendo estes os principais agentes de interação constante com as instalações.

Figura 23: Fotografias da parte externa de duas estações da AdNorte.

Na parte interna, em algumas estruturas há doseadores para complementar o nível de cloro na água a ser distribuída, há casa de banho, o que altera na análise da avaliação dos aspetos ambientais, e um conjunto de aduções, aduções e bombas para contribuírem com a transferência hídrica pelo subsistema. Em situações de comprometimento no abastecimento de energia pela empresa fornecedora, as instalações são abastecidas por geradores alimentados por gasóleo e dessa forma suprir a variação no abastecimento energético até que as condições retornem ao regular.

Uma informação de contexto legal sobre a temática de utilização desse abastecimento complementar, seria que as instalações apesar de poderem fazer uso de geradores a gasóleo, não é necessário que seja feito monitorização dos efluentes oriundos desses equipamentos. A

Uma informação de contexto legal sobre a temática de utilização desse abastecimento complementar, seria que as instalações apesar de poderem fazer uso de geradores a gasóleo, não é necessário que seja feito monitorização dos efluentes oriundos desses equipamentos. A