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Elementos que tornam um Dashboard atrativo

No documento Sónia Rocha (páginas 73-78)

3.1 Business Intelligence aplicado à saúde

3.2.7 Elementos que tornam um Dashboard atrativo

O processo que permite a escolha do gráfico certo, bem como a gestão da sua informação e respetivo design pode ser garantido cumprindo 6 passos. O primeiro passo passa por identificar a mensagem que se pretende transmitir, segue-se a escolha do gráfico ideal, seguidamente a identificação dos dados que podem constar nos dados, posteriormente a identificação dos dados que merecem ser destacados, depois parametrizar os elementos de suporte no gráfico e por último aplicar o design (Caldeira 2010).

O design de um dashboard é bastante importante para destacar informação relevante e por vezes a cor é usada em excesso. É necessário criar uma harmonia entre captar a atenção sem distrair e transmitir a informação certa, nesse sentido existem várias formas que permitem chamar atenção sem exagerar nas cores (Few 2006):

 Uma simples marca, como um círculo, um quadrado, um asterisco ou um X realça sem a necessidade de utilização de cor;

 A utilização de uma cor de preenchimento suave por trás do conteúdo ou um limite de linhas. Pode ser visualizada este efeito na Figura 3.2.

Figura 3.2 – Exemplo de preenchimento de fundo ou limite de linhas Fonte: (Few 2006, p.76)

 Alterar a espessura das linhas pode ser utilizada para chamar atenção de determinada informação;

 O tipo de letra deve ser legível para que o leitor não seja sujeito a um grande esforço, as escolhas do tipo de letra devem ser: Times New Roman; Arial; Tahoma. É importante não misturar tipos de letras diferentes, evitando assim a distração na leitura do dashboard.

 Alterar o tamanho dos títulos pode ser associado à importância dos dados, o tamanho da letra aconselhado é entre 10 a 12.

 O realce da letra permite destacar a informação com mais relevância, por exemplo utilizar o negrito ou itálico;

 A utilização de diferentes símbolos pode indicar diferentes níveis de importância, sem variar nas cores, mas alterando apenas a intensidade da cor, pode ser visualizado este efeito na Figura 3.3.

Figura 3.3 - Exemplo do efeito alterar a intensidade da cor Fonte: (Few 2006, p.100)

 As alterações na intensidade da cor asseguram que os utilizadores daltónicos possam ver também as distinções. O autor Caldeira (2010) acrescenta que no caso da visão acromática usar símbolos conjugados com as cores é uma opção que permite a todos os utilizadores perceber a distinção da relevância da informação, este efeito pode ser observado na Figura 3.4.

 O mesmo autor ainda refere que apesar de contido num único ecrã, o dashboard pode apresentar um vastíssimo conjunto de informação, nesse sentido importa perceber qual a informação que deve ser transmitida em primeiro lugar. O destaque da informação mais relevante pode ser feito de várias maneiras, pela utilização de cores ou sinais específicos que chamem atenção ou através do posicionamento da informação em locais privilegiados no layout do dashboard (Caldeira 2010). Refere que a maioria das pessoas tem a tendência de olhar em primeiro lugar para a parte superior do lado esquerdo, e depois para o centro, pode-se observar pela Figura 3.5 as zonas mais a verde, número 1 e 2 são as áreas identificadas como as primeiras a serem focalizadas, enquanto que as restantes áreas 3, 4, 5 e 6 são os locais menos privilegiados.

Figura 3.5 – Para onde é que a maioria das pessoas olha em primeiro num ecrã Fonte: (Caldeira 2010, p.51)

Considera-se assim que “a cor é uma poderosa ferramenta de comunicação” que permite rotular, agrupar, contrastar, destacar e mostrar quantidades, no entanto se a cor for mal utilizada poderá gerar confusão e desvalorizar a informação (Caldeira 2010, p.87). Torna- se evidente que “o principal aspeto na utilização das cores nos instrumentos de informação é de poder distinguir um elemento do outro” (Caldeira 2010, p.88).A Figura 3.6 exibe um mapa de cores, as cores análogas estão sempre próximas, assumindo pequenas variações, enquanto as cores de contraste estão posicionadas no lado aposto (Caldeira 2014).

Figura 3.6 - Mapa de cores Fonte: (Caldeira 2014, p.162)

Preferencialmente devem-se evitar cores quentes e não naturais, como vermelho, laranja e utilizar cores frias e naturais num dashboard, tais como azul, verde, podem ser visualizadas na Figura 3.7 as cores naturais, não naturais, frias e quentes. Se possível utilizar a luminosidade ou saturação de uma cor de modo a conseguir diferenciar diversos elementos.

Figura 3.7 – Cores Naturais, Não naturais, Frias e Quentes Fonte: (Juiceanalytics 2009, p.33)

É fundamental perceber o que se pretende transmitir e aplicar a cor de modo ajudar nessa tarefa. Quando se está a parametrizar um gráfico para a apresentação de um conjunto de dados, as cores podem ser utilizadas para auxiliar a definição de quatro tipos de aspetos dessa informação (Caldeira 2010). Segue-se a Tabela 3.3 com a representação visual associada à informação.

Tabela 3.3 – A cor associada aos tipos de informação  Informação sequencial

Quando se está a trabalhar com o mesmo tipo de dados e se pretende ordenar os seus valores. Requer que se utilize a mesma cor, mas com pequenas variações. Quando se trata com a mesma variável deve-se manter a cor.

 Informação divergente

Quando se pretende distinguir informação usam-se cores de contraste.

 Informação sobre categorias Quando se pretende caraterizar diferentes tipos de categorias, usam-se cores que contrastem.

 Informação relevante

Quando se pretende destacar uma determinada informação, usa-se o contraste da cor para destacar certo elemento dos outros elementos.

Fonte: (Caldeira 2010, p.90)

A Tabela 3.3 apresenta quatro tipos de informação com a sua respetiva representação, de salientar o primeiro exemplo apresentado, a informação sequencial. Neste caso, quando se pretende organizar os dados, não é necessário colocar diversas cores para diferenciar, basta usar uma única cor e aplicar luminosidade ou saturação, criando assim vários tons num só gráfico.

No documento Sónia Rocha (páginas 73-78)