Reunião pública de 10/10/60 Questão nº279 Quando à frente do companheiro que sofre, determina a verdadeira
superioridade moral, te imagines no lugar dele, a fim de que a tua palavra lhe sirva de refrigério e lição.
Excetuando as criaturas deliberadamente enfurnadas na ignorância ou bestializadas no crime, que reclamam a compaixão da Providência Divina, ninguém se aprisiona em armadilhas do erro, agindo de própria vontade.
Aqui, alguém abraçou a delinqüência, admitindo que afeto seja capricho. Ali, há quem padeça escárnio na praça pública, por haver acreditado cegamente naqueles que lhe zombaram da confiança.
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Perante os que lutam e choram nas conseqüências das próprias quedas, sejam encarnados ou desencarnados, arma-te de humildade e entendimento se aspiras a auxiliar.
Convence-te, sobretudo, de que o necessitado é o primeiro a conhecer-se. O doente sabe em que ponto do corpo se lhe encrava a enfermidade e não aguarda acusações porque se desgoverna nos momentos de crise.
Pede socorro e medicação.
O mutilado sabe que peça lhe falta no carro orgânico e não aguarda acusações porque exibe forma imperfeita.
Pede auxilio e recurso.
O faminto sabe que tem o estômago torturado e não aguarda acusações porque se aflige em descontrole.
Pede um prato de pão.
O sedento sabe que carreia consigo o tormento da secura e não aguarda acusações pelos esgares que mostra.
Pede um copo de água fria.
Assim também, os que tombaram na culpa conhecem, por si mesmos, o labirinto de sombra em que jazem situados e não aguardam acusações maiores que as da própria consciência, em se vendo dementados e cegos, humilhados e infelizes.
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Diante, pois, do irmão que caiu em remorso e rebeldia, azedume ou desespero, não lhe batas nas chagas.
Se queres efetivamente reajustá-lo, deixa que o teu amor apareça e lhe tanja as cordas do coração.
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Expliquemos
Reunião pública de 14/10/60 Questão nº 301 - Parágrafo 4º Não desconheces que a Doutrina Espírita é a revivescência do Cristianismo em sua pureza.
Nos primeiros tempos do Evangelho, os apóstolos da idéia edificante eram os médiuns da Boa-Nova, espalhando-lhe os ensinos.
Hoje, o Espiritismo é a palavra que os complementa. *
Disse Jesus: “Necessário vos é nascer de novo.” Apontemos que o Mestre não se refere apenas ao renascimento simbólico pela atitude, valioso mas insuficiente, e, sim, à reencarnação, em que o Espírito se aprimora de corpo em corpo.
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Disse Jesus: “Enquanto não vos tornardes quais crianças, não entrareis no Reino de Deus.”
Esclareçamos que o Mestre não aprova a inexperiência, e sim nos convida à simplicidade, a flui de que possamos viver sem tabus e sem artifícios.
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Disse Jesus: “Considerai os lírios do campo que não fiam e nem tecem e, entretanto, Salomão, com toda a sua glória, jamais conseguiu vestir-se como um deles.”
Registremos que o Mestre não apóia a preguiça, em nome da fé, e, sim, dá ênfase justa ao dever cumprido, no qual ninguém precisa assaltar os recursos dos outros, a pretexto de garantir a própria felicidade, porqüanto o lírio do campo, onde medre, atende à função que lhe cabe na economia da Natureza.
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Disse Jesus: “Quem se humilhar será exaltado.”
Anotemos que o Mestre não encoraja os que se fazem de tolos para senhorear o melhor quinhão na mesa do oportunismo, e, sim, estimula os que se sustentam leais à reta consciência, prosseguindo, sem perturbar os próprios irmãos, no labor que a Providência Divina lhes concede realizar.
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Disse Jesus: “Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos fazem mal e orai pelos que vos perseguem e caluniam.”
legião de louvaminheiros dos delinqüentes importantes da Terra, e sim nos aconselha a respeitar os adversários pela sinceridade que demonstrem, dando- lhes campo de ação para que façam, melhor que nós, a tarefa em que nos criticam, continuando, de nossa parte, na execução dos compromissos que nos competem, cultivando a paciência praticada por ele mesmo, quando ajudou aos próprios persegUidOreS, através do exemplo silencioso, sem aplaudir-lhes a crueldade.
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Disse Jesus: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo que meu Pai vos enviará em meu nome, vos esclarecerá em todas as coisas e vos fará Lembrar tudo quanto vos tenho dito.”
Mostremos que o Mestre não se reporta a acontecimento cósmico em desacordo com as leis naturais, e sim à Doutrina Espírita, pela qual os EspíritOS santificados na evolução voltam ao mundo, aclarando as sendas da vida e reafirmando O que ele próprio nos ensinOU.
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Não faças de tua convicção incenso à idolatria.
Recorda que, em Doutrina Espírita, é preciso estudar e aprender, entender e explicar.
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Imã
Reunião pública de 17/10/60 Questão nº232 Perto, muito perto de ti, estão todos aqueles que já te precederam na viagem da morte.
Aqueles que subiram para o alto dos montes se referem à luz; no entanto, os que desceram para as furnas do vale agitam-se na sombra.
Quantos se sublimaram, no suor do serviço, mostram que vale a pena lutar e padecer, para que o bem se faça, e apelam para o bem, porque Deus é amor. Contudo, os que se agarram às paixões inferiores mergulham-se nas trevas, como seres do lodo, e, em largo desespero, convidam para o mal, a que se prendem, fracos, em tremenda ilusão.
Todos os que marcharam no extremo auxílio aos outros ensinam-te, pacientes, a converter espinhos em roseirais eternos, mas quantos desprezaram as criaturas irmãs, no apego desvairado à posse de si mesmos, induzem-te a fazer de rosas passageiras duros espinheirais.
Não afirmes: — “Sou pedra.” Nem digas: — “Não percebo.”
No lar do pensamento, estamos todos juntos. Cada Espírito escolhe a força em que se inspira. O raciocínio manda.
O sentimento guia.
Trazes, assim, contigo, o leme do destino escondido na mente, ocultando no peito o impulso que o dirige, porque tudo prospera aos golpes do desejo, e o imã do desejo chama-se coração.