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A tipificação molecular foi realizada pela técnica de eletroforese em gel sob campo pulsado (Pulsed-field gel electrophoresis - PFGE) conforme descrito por Gautom (1997). Colônias isoladas foram cultivadas em TSB (Oxoid, Inglaterra) e incubadas a 37ºC overnight. As células foram lavadas em tampão SE (NaCl 75mM, (Sigma-Aldrich, Alemanha) pH 8.0; EDTA 25mM, pH 8.0 (USB, Germany)), e ressuspensas no mesmo tampão de forma que a suspensão resultante correspondesse a escala 3 de McFarland, equivalente a aproximadamente 9 x108 bactérias/mL. Duzentos microlitros da suspensão de células foram adicionados a 200L de agarose de baixo ponto de fusão a 1,5% (Sigma-Aldrich, Alemanha) em tampão TE (Tris 10mM (Promega, EUA), EDTA 0,1mM (USB, Germany)) a 55C. A mistura foi homogeneizada e distribuída em moldes de discos com 20L. A suspensão de células foi inserida no disco de agarose, que foi então transferido para tubos contendo 1 mL de solução de lise (Tris 50mM pH 8,0 (Promega, EUA); EDTA 50mM pH 8,0 (USB, Germany); sarcosina 1% (Sigma-Aldrich, Alemanha); proteinase K 1mg/mL (Thermo Scientific, EUA) e incubado a 55C overnight. A solução de lise foi removida e os discos foram lavados 10 vezes com tampão TE (Tris 10mM (Promega, EUA); EDTA 0,1mM pH 8,0 (USB, Germany)) a 37C por pelo menos 30 minutos. Um a dois discos foram removidos e tratados com 10U da endonuclease de restrição XbaI (Thermo Scientific, EUA) overnight a 37C. Os fragmentos de restrição foram separados em gel de agarose a 1,2% preparado em tampão TBE 0,5x (Tris 44,5mM (Promega, EUA); ácido bórico 44,5mM (Vetec, Brasil); EDTA 12,5mM (USB, Germany); tiouréia 200µM; pH 8,0) por eletroforese de campo alternado usando o aparelho CHEF-DR III (Bio-Rad, Richmond, EUA). As seguintes condições para a eletroforese foram utilizadas: tempo de pulso crescente de 2,2 a 54,2 segundos, por 22 horas a 6V/cm, na temperatura de 14C, com ângulo de 120. A separação dos fragmentos de DNA foi visualizada em um transiluminador após tratamento com brometo de etídio 1 μg/mL (GAUTOM, 1997).

O dendrograma com o perfil de bandas dos géis foi gerado com o software Gelcompar II (Applied Maths, Bélgica), utilizando o coeficiente de Dice com tolerância de 1,5% pelo método UPMGA (Unweighted Pair Group Method with Arithmetic Mean) para produzir os agrupamentos entre as amostras.

4.3 PCR

4.3.1

EXTRAÇÃO DO DNA TOTAL

O ácido desoxirribonucleico (DNA) total foi obtido coletando-se uma colônia bacteriana isolada e crescida por 24h em TSA (Oxoid, Inglaterra) a 37°C, a qual foi suspensa em 100µL de água MiliQ estéril e homogeneizada em agitador tipo vórtex por 1 minuto. Após centrifugação a 2000 x g por 1 minuto, 20L do sobrenadante foram armazenados a -20°C para as reações em cadeia da polimerase (PCR).

Os iniciadores e as condições das reações de PCR estão descritos na tabela 1. Como controle interno das reações de PCR, foi utilizado o iniciador para determinar a presença do gene que codifica o RNA ribossômico 16S (AHN et al., 2006).

4.3.2

CONDIÇÕES REACIONAIS DAS PCR

4.2.2.1 Tipificação Filogenética

Foi realizada de acordo com Clermont, Bonacorsi e Bingen (2000). Foi realizada uma PCR multiplex com o conjunto de iniciadores descritos na tabela 1. Todos os reagentes utilizados nas reações de PCR foram fornecidos pelo mesmo fabricante (Thermo Scientific, EUA). As condições utilizadas: 5 min a 94°C; 30 ciclos de 30 seg a 94°C, 30 seg a 55°C e 30 seg a 72°C; e uma etapa final de extensão de 7 min a 72°C. As reações foram realizadas em um volume total de 25µL, contendo tampão de reação 1 vez concentrado, 1,5 mM de MgCl2, 1,25U de enzima Taq DNA polimerase (10U/µL), mistura de dNTPs (200 μM, concentração final de cada), 20 pmol de cada iniciador e 3 μL do preparado contendo DNA bacteriano.

4.2.2.2 Detecção dos genes de virulência iucC, fyuA, hlyC e cnf1

A reação de PCR foi realizada em um volume final de 25 μL, contendo tampão de reação 1 vez concentrado, 1,5mM de MgCl2, 1,25U de enzima Taq DNA

polimerase, mistura de dNTPs (200 μM, concentração final de cada), 10pmol para os iniciadores iucC e cnf1 e 20pmol para fyuA e hlyC e 5 μL do preparado contendo DNA bacteriano. Os iniciadores utilizados neste experimento estão descritos na tabela 1 e foram anteriormente descritos por Bonacorsi et al. (2006) e Bingen-Bidois et al. (2002). Na reação de amplificação, foi realizada a técnica de “touchdown” em um termociclador programado para desnaturação inicial de 95ºC por 5 min, seguido de 10 ciclos de 94ºC por 30 seg, 60ºC (Δ = - 0,5°C) por 90 seg e 72ºC por 90 seg, em seguida 20 ciclos de 94ºC por 30 seg, 55°C por 90 seg e 72ºC por 90 seg, e extensão final de 72ºC por 10 min.

4.2.2.3 Detecção dos genes qnrA, qnrB e qnrS

A detecção dos genes qnrA, qnrB, e qnrS foi realizada usando os iniciadores apresentados na tabela 1, em uma PCR uniplex “touchdown” com as condições: 95°C durante 3 min, 12 ciclos de 94°C durante 1 min, 60°C (Δ = - 0,5°C) durante 30seg, 72°C durante 1 min, 23 ciclos de 94°C durante 1 min, 54°C durante 30 seg, 72°C durante 1 min, e 72°C durante 5 min (CHRISTIANSEN et al, 2011).

A PCR foi realizada em um volume final de 25μL, contendo tampão de reação 1 vez concentrado, 1,5mM de MgCl2, 1,25U de enzima Taq DNA polimerase, mistura de dNTPs (200 μM, concentração final de cada), 20pmol de cada iniciador e 3μL do preparado contendo DNA bacteriano.

4.2.2.4 Detecção do gene variante aac(6’)-Ib-cr

A detecção do gene de aac(6’)-Ib foi realizada nas seguintes condições: 94°C por 3 min, 35 ciclos de (94°C por 45 seg, 55°C por 45 seg, 72°C por 45 seg), e 72°C por 3 min (PARK et al, 2006; CHRISTIANSEN et al, 2011).

A PCR foi realizada em um volume final de 25μL, contendo tampão de reação 1 vez concentrado, 1,5mM de MgCl2, 1,25U de enzima Taq DNA polimerase, mistura de dNTPs (200 μM, concentração final de cada), 20pmol de cada iniciador e 3μL do preparado contendo DNA bacteriano.

Os produtos de PCR foram purificados e digeridos com 10U da enzima de restrição NdeI (Thermo Scientific, EUA) para identificar a variante aac(6’)-Ib-cr, que possui este sítio de restrição (ausente na forma original da aac(6’)-Ib), gerando assim dois fragmentos de 453 e 66 pares de base, respectivamente (JONES et al., 2008). Assim, volume de 30µL da mistura contendo 10µL do produto de amplificação, 1µL de enzima NdeI (10U), 2µL de tampão de reação e 17µL de água estéril, foi incubado a 37°C por 16 horas.

4.2.2.5 Detecção do gene qepA

A detecção do gene qepA, que codifica para uma bomba de efluxo, foi realizada de acordo com Cattoir, Poirel e Nordmann (2008).

As condições utilizadas foram: 3 min a 94°C; 30 ciclos de 30 seg a 94°C, 30 seg a 55°C, e 30 seg a 72°C; e uma etapa final de extensão de 3 min a 72°C.

A PCR foi realizada em um volume final de 25μL, contendo tampão de reação 1 vez concentrado, 1,5mM de MgCl2, 1,25U de enzima Taq DNA polimerase, mistura de dNTPs (200 μM, concentração final de cada), 20pmol de cada iniciador e 3μL do preparado contendo DNA bacteriano.

4.3.3

ELETROFORESE DO PRODUTO DA AMPLIFICAÇÃO

Todos os fragmentos de DNA amplificados foram submetidos à eletroforese convencional, em gel de agarose a 2% (p/v) (Sigma-Aldrich,). Uma alíquota de 2μL do padrão de corrida DNA Ladder (100 pb; Invitrogen) foi adicionada a 4μL de tampão de amostra [azul de bromofenol a 0,25% (p/v; Dinâmica, Brasil); glicerol a 30% (p/v; Vetec, Brasil)] e o volume total aplicado em uma canaleta do gel. Alíquotas de 8μL do produto da reação de PCR foram acrescidas de 3μL do mesmo tampão de amostra e aplicadas em diferentes canaletas. Em seguida, o gel foi submetido à eletroforese em tampão TBE 0,5x (Tris 44,5mM (Promega, EUA), ácido bórico (Vetec, Brasil), 44,5mM, EDTA 12,5mM (USB, Germany) pH 8,0, por 90 min a 90 volts. Após a eletroforese, o gel foi tratado com brometo de etídio,1 μg/mL e os

amplicons visualizados em transiluminador de luz ultravioleta. O registro do padrão de bandas produzido pela eletroforese foi realizado por fotografia.

4.4 INVESTIGAÇÃO

DO

MECANISMO

DE

RESISTÊNCIA:

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