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5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 104 6 REFERÊNCIAS

1.2 O processo ensino aprendizado com o uso da simulação virtual

1.2.2 Eletronic-learning e mobile-learning: uma proposta inovadora de ensino

O crescimento e a popularização da internet tornaram cada vez mais possível a utilização de novas estratégias e ferramentas para apoiar a aprendizagem oferecendo desta forma a possibilidade para o aparecimento de novos processos de ensino-aprendizagem permitindo que professor e aluno estejam distantes um do outro. As primeiras formas do ensino a distância, utilizavam os meios de comunicação, nomeadamente, a imprensa escrita, a televisão e o rádio. Contudo a evolução das tecnologias de informação possibilitou a criação de redes informatizadas que vieram fomentar o e-learning (FERNANDES et al., 2014).

Há um amplo e diversificado leque de definições e conceitos em torno do

eletronic-learning, e na defesa da adoção do termo e-learning mais próximo do

potencial pedagógico decorrente do uso das tecnologias de redes no desenho de situações de formação a distância baseada na interação e na colaboração, no sentido da construção de aprendizagens significativas (GOMES, 2003).

No entanto o e-learning é um processo de aplicação do potencial das tecnologias da informação no desenvolvimento da aprendizagem. É uma metodologia caracterizada pelo uso da internet, onde os estudantes têm acesso a conteúdos em formato de texto, áudio, vídeo. Ele permite flexibilidade tanto em relação ao tempo como ao espaço, mas sempre ligado a uma rede, é através da internet que são transmitidos os conteúdos e onde pode ser feito o acompanhamento pelo professor, permitindo ao aluno aprender

ao seu próprio ritmo e desenvolver as suas competências individuais no menor tempo possível (BLAKE, 2010).

O e-learning tem algumas vantagens como a inovação nos processos de formação; redução de recursos; flexibilidade tanto no ensino como na aprendizagem; flexibilidade temporal; fácil interatividade; rápida distribuição de conteúdos; personalização do ritmo de aprendizagem (CAIADO, 2014).

Diante desse contexto, e dos avanços tecnológicos, bem como da disseminação dos dispositivos móveis com acesso à internet, muitas tecnologias que foram pensadas para o universo corporativo, hoje estão favorecendo o processo de ensino-aprendizagem para muitos profissionais. Uma dessas novas tendências compreende as tecnologias da informação móveis e sem fio que consistem em dispositivos computacionais portáteis tais como palmtops, laptops, smartphones, telefones celulares, dentre outros que utilizam redes sem fio (GRAZIOLA JUNIOR, 2009).

Surge, então, o mobile learning, o m-learning tornando-se muito mais acessível aprender utilizando a internet, há uma maior portabilidade, mobilidade, interatividade e conectividade. O processo de ensino/aprendizagem pode realizar-se a qualquer hora e em qualquer lugar, havendo por isso uma reduzida limitação temporal e espacial (BUCÃO, 2009).

O m-learning pode ser considerado como um desdobramento do e-learning, permitindo uma extensa gama de oportunidades, aprender em qualquer lugar e em movimento, bastando para isso portar um dispositivo móvel pessoal.

Muitas possibilidades têm sido visualizadas com o m-learning no dia a dia das pessoas, entre elas uso de dicionários, atlas, quizzes, simulações, jogos,

podcasting, fóruns, mensagens instantâneas, vídeos e fotografias, havendo

necessidade de investigar como os estudantes têm utilizado os dispositivos móveis para as situações pedagógicas e que estratégias didáticas têm sido percebidas nesse público (HERRINGTON, 2009).

Pensando no potencial de uso de TI disponibilizada em e-learning e m-

learning e na simulação virtual, realizada por meio de serious game, foram

desenvolvidas duas etapas da série e-Baby e m-Baby avaliação clínica do pré-termo, a primeira etapa trabalha a avaliação clínica da necessidade humana da oxigenação do bebê pré-termo para auxiliar na formação e educação permanente de enfermeiros (FONSECA et al., 2012), e seus resultados foram muito positivos quando utilizados

em associação com momentos de simulação robótica utilizando-se manequins bebês (FONSECA et al., 2013). A segunda etapa da simulação virtual, a avaliação clínica da necessidade de circulação foi desenvolvida em parceria com o presente estudo sendo também avaliado o impacto emocional de estudantes de enfermagem durante o uso das duas fases desenvolvidas, demonstrando resultados bastante favoráveis quanto às emoções positivas evocadas no uso da simulação virtual e-

Baby o que pode auxiliar na motivação e aprendizagem (FONSECA, 2015).

Explorando o potencial de jogos por computador para o ensino, os serious

game têm sido utilizados. Porém é sabido que as TI usadas de forma isolada não

apresentam o mesmo potencial de auxiliar no processo ensino-aprendizagem com o uso de diferentes ferramentas e técnicas de forma associada, assim nosso interesse apresenta-se no uso do serious game em ambiente virtual de aprendizagem, em conjunto com a simulação robótica em centros de simulação.

Pensando na experiência positiva de uso de ferramentas tecnológicas no ensino, não de forma isolada, mas em conjunto com outras, ensejamos criar estratégias que congregue momentos de navegação dos estudantes de enfermagem na simulação virtual o serious game e-Baby oxigenação e circulação e momentos na simulação robótica como formas de aprendizado da avaliação clínica do pré-termo.

A simulação robótica, apesar de ser, ainda, considerada uma técnica de aprendizagem inovadora, apresenta-se no ensino há muito tempo. No ano de 1949, nos EUA, professores de enfermagem usaram ossos de galinha e mandíbula de um cordeiro, para ensinar os alunos a aplicar tração para pacientes com fraturas na enfermaria ortopédica. Em uma edição de 1957 do American Journal of Enfermagem, uma enfermeira descreve como ela e seus colegas modificaram um boneco de pano, removendo o recheio abdominal de modo que pudesse ser usado para ensinar os alunos a realizar enemas. Nas décadas seguintes a simulação robótica foi ganhando espaço e a utilização de manequins de simulação no ensino foi sendo cada vez maior, e juntamente com o uso da tecnologia, os simuladores tornaram-se mais realistas e sofisticados. Homens, crianças e bebês se juntaram à família manequim. Um salto enorme no valor educativo ocorreu quando a integração com outras tecnologias, como câmeras de vídeo e computadores, tornou-se possível. Os principais motivadores da simulação no ensino têm sido a segurança do paciente e poucas oportunidades nos cenários sociais para praticar todas as situações clínicas necessárias para se tornar enfermeiro (QUIRÓS; VARGAS, 2014).