5 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
5.1.5 Em que estágio de desenvolvimento a startup de encontra?
Gráfico 31 - Estágio de desenvolvimento
Fonte: Dados da pesquisa, 2018.
O levantamento mostra que houve varias startups informando que o seu produto se encontra em mais de um estágio, por exemplo, Piloto (MVP) e Lançado (Mercado) ou Lançado (Mercado) e em processo de Escalada. Porém, em sua maioria tem-se startups que estão com o seu produto no mercado, seja de forma mais consolidada
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Não"tenho"esta"informação"
ou ainda em versão mais simplificada mas que já agrega valor ao usuário (Produto Mínino Viável – MVP).
5.1.6 Qual o estágio de investimento atual?
Gráfico 32 - Estágio de ivestimento
Fonte: Dados da pesquisa, 2018.
Na grande maioria dos casos, o início de uma startup ocorre com o investimento de recursos próprios ou provenientes de familiares e amigos. Utilizando uma estrutura enxuta e sem desperdícios, visam se manter com os recursos vindos dos primeiros clientes. Esta é a idéia por traz do bootstrapping utilizado por pelo menos 63% (38 ocorrências) das startups deste estudo.
Algumas startups optam por progredir apenas com o capital produzido pela startup, sem ajuda de programas de investidores que muitas vezes cobram uma participação na empresa. Porém, geralmente, isso pode atrasar o seu progresso. Segundo matéria da Revista Exame (2011), esta modalidade pode levar no mínimo o dobro do tempo para lançar a startup. Também pode não ser benéfico: em mercados muito dinâmicos, não vale a pena aguardar demais e deve-se buscar capital de risco para ser um first-mover; em outros casos, o empreendedor pode não ter condições financeiras de se auto-alavancar.
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Não"tenho"esta"informação"
Para diminuir os riscos e pensando numa rápida alavancada, cerca de 45% (27 ocorrências) das startups participantes obtiveram sucesso na obtenção desde recurso adicional ingressando numa das várias modalidades de investimento:
investidor anjo, pré-aceleradora, aceleradora, incubadora, dentre outros. Porém, o número de startups que ainda buscam recursos externos, certamente é muito maior.
5.2 Desenvolvimento técnico do produto
5.2.1 Quais são as plataformas cobertas pela solução?
Gráfico 33 - Plataformas cobertas pela solução
Fonte: Dados da pesquisa, 2018.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2018) divulgou este ano dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) de 2016 em que aponta que 64,7% das pessoas de 10 anos ou mais utilizam internet e destas 94,6% fazem por meio do telefone móvel celular, 63,7% por microcomputador e 16,4% por tablet. Estes dados justificam a estratégia das startups em investir no desenvolvimento de suas soluções para smartphones.
Soluções para os sistemas Android (36 ocorrências) e IOS da Apple (29 ocorrências) ganham o mercado por resultarem numa taxa de conversão de vendas maior, além de uma melhor usabilidade e performance, mesmo sendo o projeto de um aplicativo nativo usualmente mais oneroso.
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Soluções desenvolvidas para o Microsoft Windows (28 ocorrências) e Linux (20 ocorrências), popularmente associados a microcomputadores, também obtiveram uma relevante pontuação. Isso se deve ao fato de serem desenvolvidas como sites responsivos para que sejam propriamente visualizados tanto em microcomputadores quanto em tablets e smartphones. Essa abordagem com visualização através de navegadores (browsers) possui um menor custo de desenvolvimento sendo amplamente utilizado.
5.2.2 Quais as principais ferramentas e framework utilizados para construção de website/landing page?
Gráfico 34 - Construção de website/landing page
Fonte: Dados da pesquisa, 2018.
Devido a enorme quantidade de ferramentas disponíveis no mercado, não seria viável criar uma listagem, nem mesmo para as “principais”. Portanto, foi apresentada uma questão dissertativa de resposta opcional.
Para as 28 startups que responderam, 19 apresentaram respostas que se enquadravam no teor da questão. Houve uma predominância de 58% (11 ocorrências) para o uso do Wordpress frente a 3 ocorrências para o Bootstrap e 1 ocorrência para JOOMLA e demais.
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Express"
O Wordpress é o mais utilizado sistema de gerenciamento de conteúdo (Content móveis, diversos plug-ins, grande comunidade de apoio e tudo indica que continuará a expandir por um longo tempo.
5.2.3 Quais as principais ferramentas e framework utilizados para construção de apps?
Gráfico 35 - Construção de apps
Fonte: Dados da pesquisa, 2018.
Assim como a questão anterior, devido a enorme quantidade de ferramentas disponíveis no mercado, não seria viável criar uma listagem, nem mesmo para as
“principais”. Portanto, foi apresentada uma questão dissertativa de resposta opcional.
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DialogFlow"Kotlin"
Para as 21 startups que responderam, 16 apresentaram respostas que se enquadravam no teor da questão. Houve um destaque para o Ionics com 31% (5 ocorrências). Xamarin, Angular e Xcode constaram com 2 ocorrências e os demais com apenas uma.
O Ionic é um dos mais populares frameworks de desenvolvimento para smartphones. Por ser gratuíto e permitir a criação de apps multiplataforma (iOS e Android, por exemplo) e híbridos – mescla de web app (acessado via navegador) com app nativo (baixado via App Store/Play Store) – vem frequentemente sendo utilizado pelas startups.
Outras características (MOBILOUD)(MOBILUNITY, 2016) que incentivam a sua adoação são: a possibilidade de se criar algo usável o mais rápido possível e que gere valor ao usuário, um MVP; a possibilidade de verificar se o cliente realmente baixará e usará a sua solução validando o MVP; apresenta uma única base de código a ser gerenciada reduzindo custo; permite acesso aos recursos nativos do smartphone e profissionais tendem a ser mais baratos se comparados com aqueles de soluções nativas. Apesar das disvantagens nos quesitos performance e experiência do usuário dentre outros, se comparado aos aplicativos nativos, vem sendo uma alternativa economicamente viável à realidade de uma startup.
5.2.4 Quais são as linguagens de programação front-end (interface com usuário)?
Gráfico 36 - Linguagens de programação front-end
Fonte: Dados da pesquisa, 2018.
A maioria das startups informaram a utilização de mais de uma linguagem de programação para front-end (interface) de seus softwares. A maior concentração está na tríade básica de todas as interfaces web: HTML, CSS e Javascript, considerando suas respectivas evoluções e frameworks existentes. Esses dados são um indicativo de que, se não todas, parte expressiva das startups está produzindo software direcionado para ambiente web e aplicativos móveis.
Isso leva a concluir que as startups estão seguindo uma tendência mundial que está alinhada ao Nexus das Forças do Gartner: Social, Mobile, Cloud e Information. O Nexus das Forças é a convergência do móvel, social, núvem e informação como plataforma para negócios digitais. O negócio digital é a criação de novos designs de negócios, desfocando os mundos físico e digital (GARTNER, 2014).
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Ac-onscript"
5.2.5 Quais são as linguagens de programação back-end (servidor)?
Gráfico 37 - Linguagens de programação back-end
Fonte: Dados da pesquisa, 2018.
O PHP corresponde a 21% das linguagens de programação back-end utilizadas pelas startups, superando Java e C# (ambos com 11%) e Python (10%).
Segundo o TIOBE Index, desde 2003, o PHP vem sendo classificado entre as 10 linguagens mais utilizadas no mundo. No levantamento de maio/2018, ocupa a 7ª posição (TIOBE, 2018).
Acompanhando a evolução da internet, a linguagem PHP tornou-se popular devido à baixa curva de aprendizado, facilidade de uso, grande versatilidade de integração com outras tecnologias e suporte a diversos sistemas de bancos de dados. A adoção de servidores LAMP (Linux + Apache + MySQL + PHP) como principal plataforma de desenvolvimento de websites e sistemas em ambiente web consolidou essa posição no mercado. Alguns dos principais serviços na web como Facebook,
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C"
5.2.6 Quais são os bancos de dados utilizados?
Gráfico 38 - Bancos de dados
Fonte: Dados da pesquisa, 2018.
Presente em 31% das respostas, o MySQL foi a principal escolha em tecnologia de sistemas de gerenciamento de bancos de dados (DBMS) pelas startups, seguido por MongoDB (12%), Microsoft SQL Server (9%) e PostgreSQL (6%).
Essa resposta está alinhada com o levantamento realizado em maio de 2018 pela DB-Engines. No estudo, os 5 DBMS mais utilizados no mundo são, respectivamente, Oracle, MySQL, Microsoft SQL Server, PostgreSQL e MongoDB. (DB-ENGINES, 2018)
As tecnologias de DBMS existentes no mercado são amplamente variadas. Os critérios para a adoção de um DBMS podem estar relacionados ao custo com licenças e suporte especializado, o tipo de tecnologia envolvida, a facilidade de uso, a aplicabilidade, a abrangência da comunidade e as plataformas suportadas.
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Access"
5.2.7 Utiliza infrastrutura de Cloud?
Gráfico 39 - Infrastrutura de Cloud
Fonte: Dados da pesquisa, 2018.
A utilização de infraestrutura em nuvem (cloud) pelas startups está concentrada nos principais fornecedores: Amazon Web Services - AWS (20%), Microsoft Azure (9%), Google Cloud Plataform (6%). Entretanto, um número significativo de startups respondeu não utilizar infraestrutura em nuvem (18%), possivelmente, devido à utilização de datacenters próprios ou de terceiros, localmente, ou restrições quanto à alocação de dados fora do Brasil, custos iniciais dos serviços ou, até mesmo, planos inexistentes ou ainda embrionários para migração da infraestrutura de software do negócio para uma plataforma em nuvem.
Segundo estudo da Forrester Consulting (FORRESTER, 2018), a utilização da nuvem já é parte de empresas de todos os tamanhos, setores e regiões geográficas.
Em 2018, aproximadamente 50% das empresas já utilizam serviços em nuvem pública ou privada, concentrando a infraestrutura nos principais fornecedores do mercado: Amazon Web Services (AWS), Microsoft Azure, Google Gloud Plataform.
Em 2018, essas três empresas deverão concentrar 76% da receita arrecadada por
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todas as plataformas em nuvem no mundo, alcançando 80% até 2020 (FORRESTER, 2018).