5.2 TÉCNICAS
5.2.2 Entrevista
5.2.2.1 Fontes da pesquisa
5.2.2.1.3 Emanuele Roberta Nicola
Emanuele Roberta Nicola é formada em Comunicação Social, habilitação em Jornalismo, pela Universidade de Caxias do Sul (2013), com pós-graduação em Gestão Pública (Unisasselvi), e em fase de conclusão de pós-graduação em Marketing Digital (Uniasselvi).
Iniciou na área da comunicação na UCS FM 89.9, atuando no veículo de comunicação entre os anos de 2005 e 2012. Depois, ingressou na Comunicação Pública, e desde 2013 atua na Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Bento Gonçalves. No ano de 2018 assumiu a Coordenadoria de Comunicação. Em 2019, conquistou o 2º Lugar no prêmio Boas Práticas da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (FAMURS), e em 2020, figurou entre os cinco finalistas da região Sul da Premiação Top Mega Brasil.
P: Como foi o processo de construção da comunicação estratégica para divulgação da 16ª edição da Festa Nacional do Vinho?
Emanuele Nicola (EN) (coordenadora da Assessoria de Comunicação Social da Prefeitura de Bento Gonçalves): Então, essa questão da Fenavinho, ela começou bem antes, ainda em 2013, na primeira administração do prefeito Guilherme Pasin, que junto com o Secretário Jovino Nolasco, que fez parte da diretoria das primeiras Fenavinhos, eles decidiram que esse evento precisava ser retomado em Bento Gonçalves. Eles começaram lá um trabalho, ainda em 2013, com os membros natos da Fenavinho e já foi iniciada lá a comunicação desse retorno da Fenavinho para a população. O que precisava ser feito? Que a população entendesse que a Fenavinho tinha que voltar para o Município, né. Então, o que começou a ser feito? Começaram as reuniões com os membros natos e a comunicação começou ali. Já começou aos poucos sendo incluído na Comunicação da Prefeitura, com matérias dizendo que poderia haver esse retorno. Isso foi acontecendo ao longo dos anos, foi crescendo esse envolvimento, tanto da comunidade, como do poder público e o poder privado,
para que acontecesse a edição da Fenavinho que foi feita, né. É um trabalho que começou lá atrás ainda, não é um trabalho que culminou agora com a comunicação em massa que foi feita, mas ele iniciou aos poucos já com essas matérias e começando a colocar na comunidade que a Fenavinho poderia ter esse retorno.
Então, acho que aí foi o maior e agora na 16ª edição, então houve o envolvimento do poder público e as entidades, que ele foi capitaneado pelas entidades. O poder público teve todo o envolvimento para que voltasse, né, e as entidades assumiram a festa, assumiram toda a questão. Então a nossa questão de poder público para a divulgação, a gente fez a divulgação tanto em redes sociais, como nos meios de comunicação, e o privado também fez essa divulgação em massa, né, para todos os meios de comunicação. A gente teve um trabalho de comunicação no início do ano ainda, que foi feito em Brasília. Comunicação feita lá dentro, tanto para a Presidência, quanto para os deputados, para que isso não fosse só um sentimento de retorno para Bento, mas para que todos se envolvessem nesse retorno da festa, né.
P: Isso em 2019, né?
EN: Sim, isso já em 2019. Então foi feito todo esse trabalho de comunicação que estava vindo, ele culminou com as ações em Brasília, ações com deputados, para que viesse de fora e a comunidade também assumisse esse sentimento, né. Mas o trabalho de comunicação, ele envolveu não só a questão de matérias Prefeitura, mas foi feito toda a comunicação em redes sociais, foi feito o trabalho com veículos de comunicação de todo o país, né, explicando o que era a Fenavinho, tendo esse retorno histórico da Fenavinho, também foi feito esse trabalho com eles, para que eles divulgassem. Então, ele assumiu todos os meios de comunicação, rádio, televisão, jornal, assessorias de comunicação também se envolveram nisso, né. Não era um trabalho só nosso Prefeitura, ele abrangeu outros meios e mais pessoas. A gente fez o trabalho de divulgação inicial e depois os outros meios de comunicação, com as entidades e assessorias de comunicação, fizeram esse trabalho externo também.
P: A retomada foi anunciada no final de 2018, foi um evento que foi feito, né?
EN: Isso, foi feito um evento de comemoração dos 50 anos da Fenavinho. Foi criado para esse evento de comemoração um selo e esse selo foi utilizado por todos os veículos e por todos os eventos realizados. Uma série de eventos culturais, artísticos, esportivos, todo mundo se envolveu nisso e todo mundo utilizava aquele selo dos 50 anos. A ideia era já ali marcar essa identidade, né, e que a população soubesse que estava retornando a Fenavinho, né. Esse selo e esses eventos culminaram com a realização da Fenavinho. E no meio disso foi anunciado o retorno das soberanas da Fenavinho também, que era algo que não acontecia mais há muito tempo e que a população cobrava se isso ia ser realizado. Então isso marcou o retorno da festa, né.
P: O que a Fenavinho representa para Bento Gonçalves?
EN: A Fenavinho representa o desenvolvimento de Bento. Foi com a Fenavinho que Bento Gonçalves começou a aparecer para o Brasil. Então, a Fenavinho ela representa - até foi uma questão que foi muito falada em 2013 quando começaram as discussões para esse retorno e era até um desejo do Pasin e do falecido Jovino Nolasco - que era de recuperar o orgulho do bento-gonçalvense. A gente desde pequenininho aprendia que tinha Fenavinho. Eu lembro que eu ia nas Fenavinhos e nossa tinha as soberanas, o vinho, o vinho encanado na Via Del Vino, né. Então a gente queria recuperar esse sentimento do bento-gonçalvense de pertencimento e de algo que demonstra a grandiosidade da cidade. Lá atrás ela iniciou com a união de muitos empresários, de muitas pessoas, que naquele ano se juntaram para trazer um Presidente para cá, para poder realizar a feira. Então, o que foi recuperado foi isso, o sentimento de orgulho, de demonstrar que Bento é uma cidade do turismo, de que Bento é a cidade do vinho. E foi a Fenavinho que nos deu o título de Capital Nacional do Vinho, né, que até hoje a gente carrega. Então eu acho que falar da Fenavinho, ela representa o orgulho. Então acho que esse retorno dela nos deu o brilho no olhar, sabe? Entrar lá e ver a Vila Típica, ver o vinho encanado. O vinho encanado na Via Del Vino foi o auge, né. E os desfiles típicos com o pessoal vestido, com aqueles vestidos típicos das senhoras, o pessoal cantando no meio da rua. Acho que aquele momento ele representou e foi que incutiu no bento-gonçalvense que estava retornando e que opa, espera aí, a gente tem algo que a gente se orgulha de novo, né. De estar na rua todo mundo junto. Eu lembro que teve um momento ali que a gente
se olhou e eu disse: espera aí, o pessoal cantando junto. Então eu acho que isso é o que fica bastante. Até quando eu acompanhei a comitiva que foi à Brasília para divulgar a Fenavinho, o que a gente ouvia muito dos jornalistas e dos próprios deputados e do Presidente, é que eles conhecem Bento por isso. Lembra de Bento por causa da Fenavinho, né. Então, isso faltava. Faltava o orgulho, a questão do desenvolvimento. Bento começou ali. Bento começou com a primeira Fenavinho.
Então, foi isso que, até na questão da comunicação, foi falado muito em orgulho, desenvolvimento, turismo, de celebrar a cultura, que era o que estava faltando. Então em toda a comunicação, se tu for olhar depois os materiais, toda a comunicação fala disso. E até a questão de criar um selo dos 50 anos e unir várias entidades em vários eventos, tanto de apresentação de quadros, apresentações artísticas, foi de demonstrar essa união e fazer com que todos trabalhassem em prol desse evento, né. Então, acho que é isso que foi trabalhado na linha de comunicação desde o início, foi a questão do orgulho e desenvolver isso na comunidade, que eu acho que foi o mais difícil de ser trabalhado, né. De tu fazer a comunidade entender que aquilo estava retornando porque era algo que simplesmente acabou. Então nisso a comunicação foi muito importante, de poder demonstrar que todos estavam trabalhando juntos nessa festa.
P: Qual foi o papel do poder público nesse planejamento comunicacional?
EN: O papel do poder público desde o início foi de organizar essa retomada, né.
Precisava reunir todos os players envolvidos na Fenavinho e começar a trabalhar essa retomada com eles para ver quem ia ser responsável pelo que, né. Então, o poder público já uniu as entidades, que elas lá na frente foram as responsáveis por esse retorno, mas o papel do poder público foi de iniciar esse trabalho de comunicação, esse trabalho de retorno da Fenavinho. A importância o poder público foi de juntar todos, fazer todo mundo se reunir, desde os primeiros presidentes até o pessoal que trabalhou nas últimas Fenavinhos, para entender o que queriam. Então, espera aí, vamos retornar, mas vamos retornar de que forma? E como a gente vai trabalhar isso com a comunidade? Tanto que a primeira reunião ela foi divulgada. Depois teve uma série de reuniões que elas foram realizadas e não foi feito comunicação disso. Há comunicação que foram realizadas reuniões. Então ali no início havia um cuidado para
não passar para a comunidade que iríamos realizar e depois não acontecer, né. Tanto que foram anos de trabalho para que alguém pegasse, depois o Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC-BG) assumiu essa responsabilidade.
Foram anos de trabalho e foi um trabalho realizado com muito cuidado. Foi um trabalho que foi crescendo. A comunicação ela vai crescendo. Em 2013 você vai ver que são poucas divulgações, ainda é largando a semente. Aí 2014 cresce um pouco mais. Em 2015 cresce, 2016, e em 2017 vem a comemoração dos 50 anos, né, então a comunicação aumenta ali. Tu precisa mostrar para a comunidade que sim, isso vai acontecer. Os meios de comunicação foram muito importantes nessa divulgação, tanto jornal, o rádio, depois as redes sociais vieram forte nessa divulgação. A rede ela foi crescendo, não foi algo que foi de uma hora para outra. O planejamento foi crescente.
P: Então o poder público, a gente pode dizer que o papel dele nesse planejamento foi de dar o start na comunicação?
EN: Isso aí, dar o start desse desenvolvimento do trabalho para esse retorno da Fenavinho. Unir todos os players envolvidos e já começar a demonstrar ali que isso deveria acontecer e qual era o sentimento do poder público e de quem estava lá dentro também, né. A gente escutava o Moysés Michelon, que foi o primeiro presidente, ele queria que isso acontecesse, mas não havia um start. Não havia alguém que começasse isso. Havia muito receio desse retorno também, né. Então o poder público deu esse start sim de iniciar a comunicação, de iniciar os trabalhos para a Fenavinho.
P: E como foi a atuação da iniciativa privada, ainda falando em comunicação, nessa parceria?
EN: A iniciativa privada, as entidades né, são elas que depois assumem junto esse retorno com a parceria do poder público, eles assumem toda a questão para a comunicação, a marca, como iria ser. Então isso foi tudo assumido por eles, né. Então essa divulgação foi massificada. Eles fizeram um trabalho nacional, não foi um trabalho só local, foi um trabalho de divulgar em diversos locais e demonstrar para a população que isso era a nossa grande festa, era o grande retorno, né. Foi um marco
para o Município o retorno da Fenavinho, como foi o início, então o trabalho das entidades foi de massificar isso. Eles fizeram um trabalho muito interessante de retomada da autoestima, tanto com a questão das soberanas - as soberanas elas foram a cara da divulgação -, então eles fizeram essa massificação da divulgação. Foi muito importante esse trabalho porque eles criaram a identidade. E tanto que a junção com a ExpoBento foi muito importante, porque nós tínhamos dois eventos e os dois eventos foram um sucesso. Dois eventos de sucesso. A nossa feira, maior feira multissetorial, e a Fenavinho retornando, elas foram realizadas juntas. Foi a tática deles para retomar e colocar o público ali, mas a comunicação ela foi massificada, não local, mas nacional.
P: Como foram definidos os recursos financeiros para investimento na comunicação do evento?
EN: A comunicação foi feita pelas entidades, então o envolvimento do poder público com investimentos não teve nesse quesito, né. Então ele foi feito todo pelas entidades.
Acredito que aqui o Elton vai poder te auxiliar, que foi o presidente do CIC na época, que assumiu a questão. O poder público fez a divulgação, mas a questão de recursos foi toda pelo poder privado.
P: Quais mídias foram utilizadas para divulgação do evento? Institucional, espontânea e publicitária? Qual a importância de cada uma delas para a visibilidade da festa?
EN: A publicitária tem a sua importância porque ela abrange os diversos meios. Eu sei que teve um forte desenvolvimento da questão publicitária na capital também, com eventos lá. Foram realizados eventos aqui, eventos na capital, eventos em Brasília também sobre isso. A publicitária ela tem sua importância por isso, mas também teve um forte trabalho na questão institucional, realizada pelo Município. O Município também foi parceiro da questão divulgando todas as matérias. Tudo que era realizado o Município era parceiro para essa divulgação, mas acho que teve um papel importante as redes sociais nisso, né. O que a gente não tinha lá no início da Fenavinho, a gente tinha agora, então além da comunicação institucional, além de
todo o trabalho publicitário muito bem feito pelas entidades de divulgar na capital, em Brasília e em diversas cidades a festa, eu acho que a gente teve um grande momento com as redes sociais. Porque todo mundo se torna um divulgador se eu tenho meu celular, então na festa do vinho encanado, todo mundo estava postando com a hashtag da Fenavinho, tanto marcando a Fenavinho ali. Então eles se tornaram os grandes divulgadores, né. Então a população foi muito importante nisso, porque todo mundo divulgou a festa. É muito importante tu abrir o jornal e estar ali, estar vendo numa grande mídia de TV falando da Fenavinho, isso atrai bastante gente, mas a quantidade de pessoas que estavam ali entrando, curtindo a página, a própria página da Prefeitura, o pessoal agradecendo esse retorno, falando disso, a quantidade de pessoas que publicavam, acho que essa foi a maior comunicação do evento. E isso demonstrou que o pessoal assumiu aquele orgulho de estar ali. Então, nem que fosse tomando uma taça de vinho, mas estava na Fenavinho. Então, acho que esse foi o grande diferencial da festa e de todos estarem envolvidos. Não era só a matéria da Prefeitura, mas a pessoa que estava aqui na frente ela tinha a divulgação dela e ela vai ter essa lembrança daqui uns anos. Isso acaba ultrapassando as fronteiras, né, porque uma publicação feita aqui, ela vai ser vista por diversas pessoas. E hoje com a utilização das hashtags isso abrange muita gente e a questão do turismo também ajuda nisso. Eu acho que a comunicação nas redes sociais, comunicação digital, foi o grande diferencial nesse momento e o que ajudou a todo mundo conhecer e ver o que estava acontecendo, né.
P: Quais aspectos culturais e turísticos que foram evidenciados na comunicação estratégica do evento?
EN: Acho que foi a questão da valorização cultural, né. A questão do vinho, tu evidencia o vinho com a Fenavinho, Capital Brasileira do Vinho, mas muito mais da cultura, da questão daquilo que os imigrantes trouxeram para cá. Acaba se perdendo com o tempo isso, né. A modernidade, a própria Internet que a gente falou antes que foi o diferencial para divulgar a feira, ela acaba fazendo com que uns costumes se percam, né. Tanto que a Fenavinho ela veio com uma Vila Típica. Tu entrava lá e se sentia nas casas antigas. O próprio chafariz do vinho, a retomada do vinho encanado na Via Del Vino, isso chamou a atenção de todo mundo né. E é uma cultura. Os mais
antigos lembram antigamente tinha o vinho encanado na Via Del Vino, então isso eram aspectos que precisavam ser recuperados. A tradição da nona fazendo a dressa27, isso aí a gente precisava recuperar, a gastronomia, isso aí vem junto com o orgulho, né. Então, no momento que tu coloca um desfile na Via Del Vino, com o pessoal cantando músicas italianas, cantando, dançando e relembrando o que eram os costumes dos imigrantes, as roupas antigas. Então ele veio com uma bagagem muito grande de espera aí, nós temos a modernidade, a Fenavinho vai voltar em um momento diferente, mas ela precisa recuperar o sentimento que tinha lá atrás. Nós não podemos fazer uma feira totalmente diferente. Tanto que os desfiles das soberanas, elas vieram com aqueles vestidos de época, vestidos lindos que eram feitos com as soberanas lá atrás. Então isso ficou ali, né. Isso fica na cabeça. Eu acho que esses foi um dos principais pontos, recuperar a cultura, a tradição, mostrar Bento Gonçalves, uma cidade turística, em crescimento, com um grande crescimento do turismo nos últimos anos. Uma cidade que recebeu 1,5 milhão de visitantes, mas que mesmo assim, mesmo recebendo um grande número de visitantes, ela tem os seus aspectos de tradição ainda, né. Então era preciso que isso ficasse claro também. Que estávamos recuperando uma Fenavinho, ela viria com esses aspectos junto. Esse é o grande diferencial, ela não veio como uma feira nova e esse é um dos grandes desafios, né. Tu apresentar para uma comunidade, uma população mais jovem, que festejar na rua com o vinho encanado, era o que era o auge na época. E eles assumiram isso, gostaram disso né. Então eu acho que se fosse colocar como desafios e o que foi realizado, foi a questão do orgulho, de resgatar a cultura, de demonstrar Bento Gonçalves como um destino turístico, com uma cidade que tem os seus eventos, como a Capital Brasileira do Vinho. Então esses foram os aspectos bem pensados e foram planejados desde o início. Isso foi planejado e dito para os membros natos que isso não iria ser perdido. Acho que isso foi o maior desafio e foi muito bem feita. Essa questão foi muito bem relembrada. De tu estar lá em Brasília, na capital, pessoal todo engravatado e as meninas com os vestidos da Fenavinho, o pessoal olhar e lembrar, espera aí, vinho é Bento. Isso chama atenção, né. De tu estar com o Presidente da República e entregar para ele um vinho. E ele também dar esse valor que é uma festa que mostra a nossa cultura. Tu não vai conseguir colocar uma
27 Dressa é uma trança em palha de trigo. Trazido pelos imigrantes italianos, esse trabalho artesanal
pode ser utilizado para a confecção de chapéus, esculturas, joias, entre outros.
Fenavinho em uma Porto Alegre de repente, a pessoa vai olhar e achar que não tem nada a ver, mas se tu fala em Fenavinho, o pessoal relembra, vê Bento ali. E eu acho que essa questão de tu olhar para a Fenavinho, olhar para a marca criada nessa nova gestão dela, olhar a forma como foi comunicada, a delicadeza que foi pensada, cada ponto da comunicação, tu vê Bento ali. Então te remete àquele orgulho e saber que a festa foi pensada para a cidade. Não é uma festa que voltou porque precisávamos voltar com a Fenavinho, porque tinha questões econômicas e outras questões no meio, não, é uma festa que retomou para Bento, por Bento, e demonstra o sentimento de ser bento-gonçalvense. Eu acho que essa questão da comunicação ela foi muito bem trabalhada nesse quesito. Elas nos remete a isso, então a importância de tu saber trabalhar cada elemento da comunicação. Tanto um texto de rádio, um trabalho que vai para o jornal, para a televisão, a própria rede social, tu não pode fazer meios diferentes, tu tem que trabalhar formas que te remetam ao que tu quer demonstrar, que no caso era o orgulho do bento-gonçalvense pela Fenavinho. E eu acho que a comunicação ela foi excepcional nisso. Foi fundamental, trabalho incrível. E eu acho que isso foi o que fez a festa ser um sucesso.
P: Quem eram os públicos-alvo da comunicação? Comunidade local, turistas?
EN: Ela foi focada na comunidade local. Ela foi trabalhada desde o início para a comunidade, que era um retorno que precisava acontecer. Então, ela foi trabalhada
EN: Ela foi focada na comunidade local. Ela foi trabalhada desde o início para a comunidade, que era um retorno que precisava acontecer. Então, ela foi trabalhada