4 LUBRIFICAÇÃO SUSTENTÁVEL E ECONÔMICA
4.5 EMBALAGEM, TRANSPORTE, ARMAZENAGEM E MANUSEIO
4.5.1 EMBALAGEM
Os principais tipos de embalagens que são encontradas no mercado são: Embalagens Plásticas
Tambor Tanques
4.5.1.1 EMBALAGEM PLÁSTICA
As embalagens plásticas são usualmente utilizadas para veículos leves e pesados, possuem capacidades de armazenagem variando de 1 litro (FIG. 4.2), normalmente utilizada em veículos leves, até as embalagens de 20 litros (FIG. 4.3), utilizada normalmente em veículos pesados, atendo com maior facilidade a capacidade do cárter de cada veículo.
FIG. 4.2 - Embalagem de 1 litro Fonte: Mobil
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FIG. 4.3 - Embalagem de 20 litros Fonte: Mobil
Com relação às embalagens plásticas utilizadas para os óleos lubrificantes, estas são compostas de Polietileno de Alta Densidade (PeAD), um exemplo de termoplástico. Os termoplásticos caracterizam- se como produtos de reações de polimerização completas com cadeias lineares ou ramificadas (FORLIN et al., 2002)
Atualmente existem diversos programas de logística reversa de embalagens de óleo lubrificante, sendo estas embalagens consideradas como material perigoso. O programa mais utilizado tem sido o Programa Jogue Limpo que é um sistema de logística reversa de embalagens plásticas lubrificantes pós-consumo, estruturado e disponibilizado pelos fabricantes e comerciantes de atacado e de varejo. É fundamentado na Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei 12.305 / 2010, e teve forte atuação dos distribuidores, fabricantes, importadores e seus respectivos sindicatos na sua estruturação.
A Petrobras estima que a não fabricação de 200 embalagens de 1 litro do óleo equivalem a menos 2,5 toneladas de CO2 emitidas na atmosfera.
4.5.1.2 TAMBOR
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utilizam os tambores de 200 litros como formato de embalagem. Os tambores para óleo são cilindros, conforme FIG. 4.4, normalmente de chapa 18, com anéis de reforço situados a 1/3 e 2/3 de sua altura e dois bujões de tamanhos diferentes na tampa superior.
FIG. 4.4 - Tambor Fonte: Mobil
Eventualmente os tambores se óleo ou graxa já usados são lavados com vapor, desamassados e soldados, se necessário são repintados e novamente aproveitados. Não se deve aceitar o fornecimento em tais tambores recondicionados, pois pode haver contaminação no óleo lubrificante que foi abastecido.
Este tipo de embalagem também gera impacto para o meio ambiente, em muitos casos sendo desviados do destino correto para diversos tipos de usos ilegais.
104 4.5.1.3 TANQUES
O fornecimento a granel é uma forma diferente de comercializar óleos lubrificantes, e vem se tornando cada vez mais comum no mercado automotivo. Tendo a sua qualidade garantida no fornecimento, em alguns casos o consumidor ainda apresenta resistência, optando pelas embalagens plásticas que apresentam psicologicamente uma maior confiabilidade. Porém esta é a melhor forma de armazenagem quando utilizada da forma correta, pois apresenta diversos benefícios diretamente ligados ao objetivo desta dissertação. São eles:
Melhor controle de estoque;
Eliminação do descarte de embalagens; Prático e seguro;
Otimização da área de armazenagem;
Possui selo de qualidade na entrega do produto; Evita imobilização de capital.
Diversos são os tipos de tanques para armazenagem, podendo ser estes fornecidos pelos diversos tipos de fabricantes de lubrificantes que utilizam do fornecimento a granel, como exposto na FIG. 4.5. Estes tanques normalmente são fornecidos com uma bacia de contenção a fim de evitar possíveis derramamentos de produto.
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FIG. 4.5 - Tanques de Granel Fonte: Mobil
Algumas empresas optam também por construir tanques estacionários para receber os produtos a fim de conferir uma maior capacidade de armazenagem. A empresa Visate, uma das empresas pesquisadas no levantamento de campo, apresentou uma estrutura de armazenagem bem completa deste caso, com tanques estacionários, plataformas de abastecimento e reservatório de contenção, conforme FIG. 4.6.
FIG. 4.6 - Tanques Estacionários Fonte: Visate (Autorizado pela empresa)
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Vale ressaltar que o fornecimento a granel do lubrificante possibilita um custo por litro mais baixo, visto que o mesmo dispensa o uso das embalagens e facilita o transporte, sendo sentido em alguns casos uma diferença de até 10% do preço.
4.5.2 TRANSPORTE
Normalmente, as despesas com transporte de óleos lubrificantes correm por conta dos consumidores. São geralmente encarregadas desse transporte firmas transportadoras rodoviárias nas quais as mercadorias são cobertas por seguro total.
Quando fornecidos em embalagens plásticas as mesmas vem acondicionada em caixas, o que facilita o transporte, podendo ser carregadas e descarregadas até manualmente.
Os tambores em geral, são perfeitamente resistentes, porém, às vezes, danificados por caírem bruscamente, descerem rampas sem proteção ou rolarem sobre terreno irregular, resultando em furos, amassaduras ou desaparecimento da identificação. Nesses casos devem ser rejeitados.
No caso do granel os lubrificantes são transportados em caminhões com compartimentos dedicados, evitando contaminação e seguem do tanque do distribuidor diretamente para o tanque instalado no cliente. O fornecimento do caminhão para o tanque do cliente ocorre por meio de mangueiras com bicos medidores, descarregando de forma rápida, eficiente e na quantidade exata do pedido. A inviolabilidade do sistema é garantida por lavres de segurança.
4.5.3 ARMAZENAGEM E MANUSEIO
4.5.3.1 ARMAZENAGEM
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lubrificantes. A contaminação pela água prejudica sensivelmente o óleo. Nos óleos que contêm aditivos ou óleos graxos, a água pode provocar a precipitação ou deterioração destes agentes. A presença de umidade em qualquer óleo é facilmente constatada pela turbidez.
Como visto anteriormente, no transporte dos tambores os mesmos podem sofrer algum tipo de avaria, permitindo a entrada de umidade. Porém a umidade pode entrar nos tambores de uma forma diferente, tanto os óleos como o ar que estão contidos nos tambores, expandem ou se retraem de acordo com as condições de temperatura em que estão armazenados, ocorrendo assim, o fenômeno conhecido como “respiração dos tambores”, podendo desta forma ocorrer pelos bujões do tambor a aspiração da água da chuva ou até mesmo orvalho. É possível que neste ato de aspiração dos tambores, algumas impurezas como areia, pó e outros contaminantes tenham contato com o lubrificante.
Nas empresas em que foram feitas as pesquisas de campo presencial, pôde- se observar que o local de armazenagem dos tambores ocorrem em locais sujeitos as intempéries do tempo. Para estes casos em que a armazenagem não ocorre em recintos fechados, devem ser observados os seguintes itens:
Manter os tambores sempre deitados sobre ripas de madeira, impedindo principalmente o contato direto com o chão e, assim, a corrosão. Nunca empilhar os tambores sobre aterros de escórias, pois estas atacam seriamente as chapas de aço. Em cada extremidade da fila, os tambores devem ser firmemente escorados por calços de madeira. Os bujões devem ficar em uma linha aproximadamente horizontal. São necessárias inspeções periódicas para verificar se as marcas dos tambores continuam legíveis e descobrir qualquer vazamento eventual. Esta forma de armazenagem está representada na FIG. 4.7.
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FIG. 4.7 - Armazenagem de tambores Fonte: CARRETEIRO, 2006
Caso não seja possível adotar o procedimento anterior e os tambores tiverem que ficar na posição vertical, devem ser encobertos por um encerrado, ou uma capa plástica, na falta destes itens o recurso é coloca-los ligeiramente inclinados, com o emprego de calços de madeira, de forma a evitar o acúmulo de água sobre qualquer dos bujões, conforme apresentado na FIG. 4.8.
FIG. 4.8 - Posição do tambor Fonte: CARRETEIRO, 2006
No caso da armazenagem em recintos fechados a armazenagem dos tambores pode ser feita em cima de pallets ou racks. Como alternativa auxiliar, também podem ser armazenados conforme a Figura 14.
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Para a armazenagem de caixas contendo embalagens plásticas, empilhar de acordo com a capacidade demostrada na caixa em local seco e longe do calor.
A validade do produto é outro fator que deve sofrer monitoramento. O prazo pode variar de uma marca para outra. Por exemplo, no caso da Petrobras o tambor deve ser esgotado em até seis meses. O óleo lubrificante da Mobil, por sua vez, pode durar até 60 meses. Já a Castrol afirma que o tempo deve ser verificado na etiqueta de cada granel, pois pode variar dependendo da fórmula.
4.5.3.2 MANUSEIO
A forma mais comum do manuseio de lubrificantes em tambores nas empresas de transporte coletivo urbano é a retirada do mesmo utilizando uma bomba de compressão manual, o produto é então colocado em jarras transparentes com as indicações de litragem, para posterior aplicação com funil na medida correta no veículo. Este sistema está representado na FIG. 4.9.
FIG. 4.9 - Sistema com bombeamento manual Fonte: Elaboração Própria (autorizado pela empresa)
Este sistema supracitado apresenta diversas ineficiências, pois ao retirar o lubrificante novo de um tambor ou tanque, dispondo-o em um recipiente e
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posteriormente em um funil, o mesmo pode sofrer algum tipo de contaminação que será levado diretamente para o motor. Outra observação é nunca utilizar o mesmo recipiente para tipos de lubrificantes diferentes.
Para uma lubrificação correta, recomenda-se o sistema de bombeamento a ar, que se faz necessário nas instalações da empresa possuir um compressor de ar, no caso estudado que são as frotas de ônibus, as empresas normalmente já o possuem, pois utilizam o mesmo para a calibração dos pneus dos seus veículos, assim como na pressurização da água para lavagem em alguns casos.
Outro equipamento necessário são as propulsoras pneumáticas (FIG. 4.10), que tem a responsabilidade de bombear o óleo de dentro dos tambores para fora. A quantidade de propulsoras pode variar de acordo com a quantidade de produtos, pois se faz necessária uma propulsora por tambor ou tanque.
FIG. 4.10 - Propulsora Pneumática
Fonte: LUPUS, revendedora do equipamento, 2014
Para completar o sistema sugerido, recomenda-se a utilização de um bico medidor (FIG. 4.11), pois o mesmo tem a função de garantir que o motor está recebendo a quantidade correta por meio do mostrador digital.
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FIG. 4.11 - Bico Medidor
Fonte: PIUSI, fabricante do equipamento, 2014
Este equipamento revela uma grande importância no sistema, pois cada modelo de ônibus apresenta uma quantidade diferente de capacidade de cárter, e muitas vezes os números não são arredondados para a embalagem de 20 litros, o que sempre faz sobrar um pouco de produto, ou no caso de um cárter de capacidade maior, faz-se necessária a abertura de uma nova embalagem para completar o restante, ocasionando em sobra também do produto, esta sobra por sua vez pode sofrer contaminação enquanto estiver guardada. Por exemplo, um cárter de um ônibus Mercedez-Benz modelo OF1418 tem capacidade média de 15,8 litros, com a embalagem de 20 litros teríamos uma sobra de 4,2 litros.
Outro ponto importante do bico medidor á a não utilização de recipientes para a transferência do óleo do tambor até o motor, ocorrendo por meio de mangueiras e o bico medidor descarregando o produto diretamente no motor, isento de qualquer tipo de contaminação no transporte do produto, o que garante uma qualidade superior na lubrificação. Pode-se utilizar também um bico antigotejante a fim de evitar desperdícios. Para as mangueiras, quando as mesmas apresentarem grandes extensões pode-se utilizar um carretel conforme apresentado na FIG. 4.12.
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FIG. 4.12 - Carretel
Fonte: SAMOA, fabricante do equipamento, 2014