NA GUERRA DO PARAGUAI (1867-1868) LIBERTADOS PARA GUERREAR
21. Embarcou em 13 de novembro [?] de 1867 22 <A margem esquerda do texto na vertical>
Por meio de cartas como esta, muitos cativos encontrou sua liberdade. Contudo os documentos expedidos deixa claro, que as cartas de liberdade eram expedidas com a seguinte advertência ―com o único fim‖ ―para o serviço da guerra‖ (carta nº 10, pertencente ao escravo Luis). Todavia, ingressar, no exercito era alternativa de liberdade, porém pesava para muitos cativos, sentar praça e, ― Entrar no Exército [...]
deixar pra trás os amigos, família e pessoas queridas (Castro, apud Hendrik Kraay.
2003 p. 01)
Inicialmente, as cartas segue um modelo peculiar, ou seja, reconhece no escravo uma posse, um bem possuído, peça tangível, passiva de vontade. Na linha 01, declara o documento: “que entre os demais bens que possuo, livres e desembargados,, e
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bem assim um escravo criolo de nome Benedicto” não necessita discutir o sentido
ideológico desta declaração, visto que nesses idos, a sociedade do oitocentos, estava esclarecida quanto a natureza divina dos pretos. O status da escravidão segundo o
“Direito Romano”. “ O homem é reduzido à condição de cousa, sujeito ao poder e domínio ou propriedade de um outro, é havido por morto, privado de todos os direitos, e não tem representação alguma‖. (Malheiros 1886 ed, 2008, p 13), para sair dessa
condição, não importava os meios, além daqueles já conhecidos, como fugas, suicídios e rebelião, muitos preferiam correr risco de morte, a permanecer sob o estigma da ewsravidão. Muito embora, o senhor Francisco Leal, dono do escravo Benedicto, declara publicamente, nesta carta, (linha 5 a 7) que o ―dito escravo me revelou o desejo
de marcharpara o exercito da guerra actual com o Paraguai, afim de ajudar a defesa da santa e justa causa do Brasil”, Benedicto, parece está bastante motivado, como se
não bastasse o espirito patriótico do cativo, também deixa claro ser um cristão. Talvez a declaração feita, foi um argumento usado pelo senhor para ganhar notoriedade diante da autoridade imperial. Não pode descartar a possibilidade de Benedicto reconhecer sua gratidão ao senhor Francisco Leal, que estendeu sua benevolência sobre o cativo.
O ritual de passagem. De escravo a praça. Longe de ser simplesmente um recibo de compra e venda, as cartas de liberdade expedida, se, se ao declarar dono de fato e de direito do bem, também era feita a declaração da maneira como aquele bem foi adquirido. Na carta de nº 30, o documento expõe a origem do bem, neste caso o cativo do Senhor Manuel Telles de Meneses, negociou o senhor Francisco de Barros Pimentel, a compra do Escravo cabra de nome José. A maneira formal diante de testemunhas, aparteada pelo estado, e com a presença das partes interessadas, menos os cativos, estes continuavam apáticos e ausentes das decisões que norteavam seu destino. O reconhecimento em cartório, dava a transação um caráter oficial e ao mesmo tempo publico. E a passagem do bem particular para a esfera publica do governo, verbalizada com a seguinte declaração: “dou e confiro plena liberdade, da qual pode gozar de hoje
em diante, como se de ventre livre tivesse nascido, pois por minha livre e espontânea vontade e por ter demittido de mim o domínio que nelle tinha ao Governo do País, para praça do Exercito” (Nº 04, Carta de Liberdade de Júlio) muito embora o documento
tenta preservar o discurso de conceder liberdade a um escravo, contudo, as restrições pautadas, coloca em xeque, a integridade física daquele cativo, ― com o único fim‖ não restava alternativa, a não ser, ir para a frente de batalha, e lutar pela sobrevivência sua e de seus companheiros de farda, fosse ele branco ou preto. Contudo mesmo em terreno
ISSN: 978-85-7822-205-5 Página 163 neutro, no que diz respeito as relações sociais, entre preto e branco, a condição de livre não impediu que a extensão senhorial reconhecesse tal fronteira. Ao ritualizar a passagem de escravo a praça do exercito, sacramentava e perpetuava o hibridismo dos pretos e condição paternalista senhorial no Brasil.
Senhores e cativos elementos do mesmo universo, e do mundo do trabalho. Essa simbiose, fortalecia a dependência de um em relação ao outro, Dona Maria do Sacramento, através de documento de Procuração, dispõe de um cativo filho de uma escrava sua, pronta vender para a coroa para o serviço da guerra. Caso bastante curioso, a carta (nº 23, Eusébio) concedida ao cativo, acompanhava o sobrenome de família de sua senhora. Sacramento. O escravo ao sair da condição serviu, alguns recebiam o sobrenome do seu senhor, todavia, o dito escravo que nasceu e cresceu sob a égide da família Sacramento, tenha o mesmo sobrenome. Provavelmente muitos dos cativos nasceram, cresceram sob a condição do manto senhorial, esse fato não minimizava o status quo de cativo. Podia ter Eusébio, recebido o sobrenome familiar por bondade de Dona Rosa, ou Eusébio, ter sido reconhecido como filho do senhor de sua mãe, já falecida. Donos de escravos durante a guerra, se reversavam entre, pessoas da elite sergipana, donos de terras, e pessoas desafortunadas, que dependia daquele cativo com fonte de renda e sobrevivência.
Um conto de Reis. O valor estabelecido pela coroa, por cada escravo contemplado com o serviço da guerra. Muito embora, os valores margeava ente 800 mil reis, a 1,400 contos de reis, contudo as cartas não deixam obvio por que essa discrepância nos números. Citemos dois casos, onde os preços oscilam. Primeiro, (carta nº 32, de Cicero), pertencente a Josepha, passada por meio de um instrumento de procuração, este o mais longo do conjunto de cartas, haja visto que, num mesmo documento é feita a declaração de Cicero, escravo de Josepha, libertado por Antônio da Silva Bezerra, (finado) completa o documento com a antiga condição serviu de Josepha, que além de justificar o direito sobre o bem, também teve que provar a autenticidade da sua liberdade perante o as autoridades e testemunhas. No documento consta que o escravo Cicero, deveria “acompanhar Josepha do Rosário enquanto viva fosse” porem, uma vez comprovada como dona legal do ―escravinho Cicero‖ Josepha, passava o direito ao ―Governo do País‖ para ―Prestar Serviço da Guerra. O documento diz que o valor recebido era uma ―compensação‖ de 800$000 rs, essa interpretação, afastava a possibilidade de compra e venda de escravo para suprir os esforços da guerra.
ISSN: 978-85-7822-205-5 Página 164 Sergipe e a amplitude do decreto de Zacarias de Gois, a lei libertava os escravos para a guerra, e se estendia também às suas companheiras dos praças do exercito. Nas cartas de liberdade concedida em Sergipe, não menciona nenhuma nota sobre haver mulheres servindo de companhia a seus maridos e companheiros, o decreto ao abrir esse precedente, permitindo a companhia de mulheres proporcionou o aumento de voluntários no serviço da guerra. Tanto as tropas paraguaias como as brasileiras eram acompanhadas por um verdadeiro exército de mulheres. (Pascal, p. 01).
Durante os anos de recrutamento de escravos para a guerra, (1867 a 1868) os recrutas, saiam das vilas e sítios sergipanos. São Cristóvão, Propriá, Laranjeiras, Estancia, vila de Itabaiana, até de região da província vizinha, Bahia. Os escravos sentavam praça, num lugar determinado, o tempo corrido como praça podia durar mês, mas impedia que no mesmo dia que sentava praça, ocorria também o embarque para a corte e logo em seguida marchava para frente da batalha. (O escravo Luís, Carta de nº 05) sentou praça no dia 18 de dezembro e embarcou no mesmo dia, essa disposição no alistamento, equivale dizer que esses combatentes não dispunham de nenhum treinamento militar apropriado, certamente que tal impotência, tirava as chances de retorno.
O livro de registro de cartas de liberdade, além de mencionar a importante participação de ex-escravos da província, lutando bravamente na guerra do Paraguai, também registra as transformações e hábitos da sociedade sergipana, ocasionada pela guerra. A breve explanação sobre as cartas, não cobre todos os aspectos pesquisáveis, sobre escravos libertos para sentar praça, haja vista que toda a sociedade, se organizava em torno do sistema serviu, mas serve de fonte pesquisáveis para eventuais pesquisas.
Espera-se que novos estudos sobre escravos sergipanos na guerra do Paraguai, venham surgir, enfatizando principalmente, os autores sociais como agentes diretos das transformações dos fatos históricos vivenciado por esta província.
Bibliografia
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ISSN: 978-85-7822-205-5 Página 165 MALHEIROS, Agostinho Marques Perdigão. A Escravidão no Brasil - Vol. I - Rio de Janeiro – Tipografia Nacional - Rua da Guarda Velha, 1866 - Agostinho Marques Perdigão Malheiros, 2008
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HTM. Publicação Original - Portal Câmara dos Deputados,/Decreto nº 3.725-A, de 6 de Novembro de 1866.
ISSN: 978-85-7822-205-5 Página 166 JUVENTUDE RURAL NO ENSINO SUPERIOR: POLÍTICAS PÚBLICAS E
ESTRATÉGIAS FAMILIARES
Autor: Bruna Silva de Souza Graduanda do curso de Pedagogia da Universidade Federal de Sergipe
Bolsista de iniciação cientifica pelo ( PIBIC/CNPq/UFS) [email protected] Participa de um grupo de pesquisa que estuda a seguinte temática Juventude Rural e Ensino Superior Orientadora: Profa. Dra. Ana Maria Freitas Teixeira (UFS/DED/NPGED/NPGECIMA)
Introdução
Este artigo tem como objetivo contribuir com os estudos relacionados a juventude, tendo como foco principal investigar e compreender os sentidos e significados que os jovens estudantes universitários de origem rural atribuem a escola, a família e ao trabalho em seus projetos de vida.
Tendo como referencia as diversas questões que fazem parte da vida dos jovens rurais, e em especifico daqueles que ingressam na Universidade Federal de Sergipe, é de fundamental importância identificar os percursos formativos que possibilitam aos jovens do meio rural o acesso e permanecia na universidade pública e analisar os impactos da experiência universitária em seus projetos de vida.
Nesse sentido, foram realizadas quatro entrevistas, com jovens oriundos da zona rural egressos da antiga Agrotécnica atua IFS ( Instituto Federal de Sergipe que ingressaram na UFS no campus de São Cristovão. Foram também utilizadas duas entrevistas com ex-alunos da Escola Família Agrícolas situada em Valente- BA (EFA- Valente) no intuito de ampliar as análises comparativas sobre trajetórias de jovens rurais. Essas duas entrevistas foram cedidas pela Profa. Dra. Alessandra Freixo (Universidade Estadual de Feira de Santana- Ba) que coordena o Projeto ‗Observatório de Juventudes Rurais na Região Sisaleira da Bahia‘ (MEC/SESU). A analise desse conjunto de dados possibilitou identificar os elementos que favorecem o ingresso da população rural no ensino superior, focando a estrutura familiar, trajetória escolar, projetos de vida, sua condição universitária e quais as representações que o estudante constrói sobre a universidade.
ISSN: 978-85-7822-205-5 Página 167 Paralelamente, diante do panorama que afeta a juventude rural no Brasil, fizemos um levantamento no site oficial da Secretaria Nacional da Juventude (SNJ) para identificar as políticas públicas criadas para atender a essa parcela da população.
Juventude(s)
A juventude é caracterizada por diversos aspectos tais como, as diferentes gerações e classes de idade e estilos de vida. Estes fatores nos permitem compreender que não há uma única forma, ou seja, um modo linear para conceituar o que é o jovem. Diversos elementos norteiam a vida dos jovens em suas trajetórias e na construção das suas identidades, influenciando a maneira de ser, agir, pensar e se relacionar com a sociedade a qual pertencem. A partir das relações sociais que estabelece o jovem vai construindo seus hábitos, referências culturais, suas preferências, prioridades e aversões.
Elementos sociais, históricos, culturais, fisiológicos e biológicos são de grande importância na construção da personalidade desses indivíduos, sendo a diversidade uma das principais características dos adolescentes e jovens. A diversidade se sobrepõe à padronização, à homogeneização trazendo a inovação no modo desses sujeitos atuarem no mundo.
Portanto, a categoria juventude é construída socialmente em um determinado tempo e espaço. No século XX segundo Áries ―a juventude aparece como depositária de valores novos, capazes de reavivar uma sociedade velha e esclerosada‖ (PAULO, 2011, p.58 apud ARIES, 1973, p.47).
Na sociedade moderna a juventude é caracterizada por um processo de transição para a vida adulta. Dentro dessa perspectiva ela é vista apenas como processo de transição, que precisa ser maturado, disciplinado para a vida adulta.
A categoria juvenil só ganha outro olhar a partir da metade da década de 1990, quando o debate sobre a juventude passa a considera-los como sujeitos históricos e de direitos, agentes transformadores da sociedade. Ser jovem é algo construído socialmente a partir dos significados atribuídos pelos agentes que estabelecem uma relação com a estrutura de uma sociedade, sendo vivenciada por cada jovem de maneira especifica. Porém, no Brasil parte dessa população jovem é vista como vulnerável tornando- a população alvo de programas que objetivam amenizar a exclusão social.
Entretanto, é importante destacar que há diferenças nos objetivos das políticas públicas direcionadas aos jovens e adolescentes. Os programas para adolescentes têm como objetivo combater e erradicar o trabalho infantil, enquanto para os jovens tem o objetivo de assegurar o direito ao trabalho. Esses programas tem a meta de atender as
ISSN: 978-85-7822-205-5 Página 168 expectativas desses adolescentes e jovens que, na maioria das vezes, encontram dificuldades para ter acesso aos bens educacionais, culturais, lazer, e qualificação para o mercado de trabalho.
Portanto, não há uma forma linear e única de caracterizar o que vem a ser a adolescência e a juventude, pois a visibilidade social, os fatos históricos, as formas culturais, as maneiras de se relacionar são das mais diversas, bem como os traços fisiológicos e biológicos. Todos esses aspectos vão possibilitar a construção das mais variadas personalidades, formas de ser e viver a condição da adolescência e da juventude.
Juventude Rural
A busca de visibilidade social tem sido uma das metas da juventude que está imersa no mundo globalizado e que a cada momento visa o desenvolvimento econômico, porém para fazer parte da relação capitalista é necessário ter capital econômico . E uma das reivindicações desses jovens são políticas públicas geradoras de emprego que possam lhe garantir uma renda, e que lhes dê o acesso ao capital econômico para que possam usufruir os bens da sociedade do consumo.
As mudanças sociais, políticas, culturais e econômicas tem causado profundas mudanças no meio urbano e principalmente no meio rural. Dois temas têm sido bastante discutidos pelos estudiosos que se debruçam sobre a temática da juventude rural, são eles: a tendência migratória dos jovens, benefícios, e problemas no meio rural. Uns dos principais motivos da migração dos jovens da zona rural para a zona urbana tem sido os atrativos da cidade, dificuldades no meio rural, ou seja aspectos negativos do campo como por exemplo: ausência de férias, fins de semana livres e horários irregulares de trabalho .
Esses aspectos contribuem de forma significativa para que muitos jovens não permaneçam no meio rural, principalmente porque buscam autonomia financeira e estabilidade que não alcançam no lugar onde moram. Porém, eles têm uma relação profunda com as pessoas e com o ambiente em que vivem e têm mais autonomia no processo de produção agrícola familiar. Segundo Brumer (2007, p.37): ―O aspecto positivo que os jovens salientam é a relativa autonomia do agricultor, que não depende de um patrão‘‘.
ISSN: 978-85-7822-205-5 Página 169 Além dos aspectos já apresentados acima, existem outras dificuldades para a permanência dos jovens e seus familiares no meio rural, tais como: falta de acesso a terras férteis, pois a maior parte das terras produtivas se encontra nas mãos dos grandes produtores, a existência de hierarquia para tornar-se o sucessor dos pais na produção agrícola; esses fatores causam a falta de incentivo para a permanência no campo e provocam o sentimento de invisibilidade.
―Chama-se atenção que a rejeição á atividade agrícola não significa necessariamente a rejeição á vida no meio rural‘‘. (BRUMER, 2007, p.38). Os rapazes e moças do meio rural buscam ter acesso a uma renda própria e autonomia financeira, e muitas vezes, vão para a cidade em busca de estabilidade financeira, porém muitos não obtém a autonomia desejada.
Apesar dessa migração do meio rural para o urbano os pais estabelecem expectativas sobre os futuros sucessores da agricultura familiar. Os principais sucessores dos pais na agricultura são os rapazes, já que as moças não têm muita visibilidade e não são muito valorizadas no trabalho agrícola. Segundo Brumer (2007), os motivos para a desistência dos jovens potencialmente ou efetivamente sucessores dos pais na produção agrícola não é uma questão apenas de uma escolha exclusivamente segundo os pais, mas diversos fatores culturais e situacionais influenciam de alguma maneira os sucessores. Alguns jovens desistem de assumir o estabelecimento agrícola antes mesmo da situação se concretizar, segundo os pais, por questões diversas como, por exemplo: os diferentes projetos de vida e a incerteza dos pais sobre quem deve ser seu futuro sucessor.
Portanto, podemos observar que as problemáticas dos jovens rurais estão intimamente ligadas a busca por um a renda própria que lhes garanta autonomia financeira e ascensão. As dificuldades de um futuro vinculado a agricultura resulta no desejo de alguns pais, que os filhos sigam outra profissão, e a educação é um dos principais caminhos de acesso a uma ocupação melhor renumerada e menos sofrida. Essa expectativa que os pais tem em relação a escola como forma de progresso financeiro mostra o porque da importância da educação com tanta relevância entre os jovens. Isso viabilizou o aumento do nível de escolaridade dos filhos em relação aos pais.
ISSN: 978-85-7822-205-5 Página 170 Nesse tópico tratarei, de modo geral, dos desafios e das políticas públicas, que o Governo Federal juntamente com a sociedade, os grupos juvenis, as escolas, as universidades, os municípios e os estados tem discutido em âmbito nacional.
Os jovens vêm ganhando espaço no cenário brasileiro, porém a maioria dos jovens não tem acesso aos elementos básicos para sobreviver como por exemplo: educação, saúde, emprego e lazer. No Brasil, as questões relacionadas a juventude foram incluídas recentemente na agenda de políticas pública, vindo a ganhar força no ano de 2005 quando a Política Nacional de Juventude foi implementada.
A juventude vive intensas experimentações em todos os âmbitos, procuram sempre a independência e a liberdade, não sendo apenas ―o futuro do amanhã‖ como alguns acham, mas sendo os protagonistas do presente .
Diante dessa realidade os governos, os sindicatos entre outros, tem procurado discutir a criação de projetos e políticas para diminuir a exclusão social e ampliar a participação dos jovens na sociedade. Entre eles estão: Pro jovem (Programa Nacional de Inclusão de Jovens) que visa ampliar o atendimento de jovens de 15 a 29 que estão fora da escola e sem formação profissional e funciona nas modalidades Pro jovem Adolescente, Pro jovem Urbano, Pro jovem Campo e Projovem Trabalhador. Pro Uni (Programa universidade para todos) Projeto Rondon (Recruta jovens universitários, durante as férias para fazer trabalho voluntário em diversos estados), Soldado Cidadão ( Oferece curso de capacitação e formação profissional para jovens recrutas prestado ao serviço militar), Escola Aberta (Oferece atividades educacionais, esportivas, culturais e de lazer em escolas públicas do ensino médio e fundamental), Pontos de Cultura (Implanta e moderniza espaços culturais).
Esses projetos e políticas são o resultado de reivindicações que visam melhor atender a população jovem, porém, na prática poucas políticas e projetos tem sido implementados, e também não há uma avaliação rigorosa para saber se os programas e projetos estão funcionando como de fato deveriam funcionar. Pode-se supor que se esses programas estivessem funcionando a contento não haveria tantas reclamações e protesto na nossa sociedade principalmente por educação.
A implementação dessas políticas públicas para a juventude no Brasil é algo que não se efetiva de fato, porém existem muitos sindicatos, associações e movimentos sociais que estão nessa luta política para obter melhores condições de vida.
Nossa Primeira Terra e Pronaf jovem ( Assegura crédito e financiamentos com
ISSN: 978-85-7822-205-5 Página 171 agregação do valor da agricultura familiar, para jovens que queiram permanecer no meio rural).
Existem muitas limitações na política do Pronaf, pois são poucos os jovens que conseguem acesso ao crédito para que possa compra suas terras e tirar lucro dela. Um fato que mostrar isso é a crescente migração dos jovens da zona rural para zona urbana. A maioria deles migrar em busca de emprego e estabilidade financeira, se essa política