SEÇÃO XXV Da Nota Fiscal Avulsa
DO EMISSOR DE CUPOM FISCAL ECF SEÇÃO
Disposições Gerais
Art. 201. Emissor de Cupom Fiscal (ECF) é o equipamento de automação comercial
operações de circulação de mercadorias ou a prestações de serviços, e compreende três tipos:
I - Emissor de Cupom Fiscal - Máquina Registradora (ECF-MR): ECF com
funcionamento independente de programa aplicativo externo, de uso específico, dotado de teclado e mostrador próprios;
II - Emissor de Cupom Fiscal - Impressora Fiscal (ECF-IF): ECF implementado na
forma de impressora com finalidade específica, que recebe comandos de computador externo;
III - Emissor de Cupom Fiscal - Terminal Ponto de Venda (ECF-PDV): ECF que
reúne em um sistema único o equivalente a um ECF-IF e o computador que lhe envia comandos.
Art. 202. O contribuinte fica obrigado a utilizar equipamento Emissor de Cupom
Fiscal (ECF) no estabelecimento em que ocorrer vendas a varejo de mercadorias ou prestações de serviços a não contribuintes do ICMS.
§ 1º A obrigatoriedade prevista no caput não se aplica às seguintes operações ou
prestações:
I - de serviços de comunicação, serviços de transporte de carga e de valores e
serviços de transporte aeroviário ou ferroviário de passageiros;
II - realizadas fora do estabelecimento;
III - destinadas à entidade da administração pública;
IV - promovidas por concessionárias de serviço público, relacionadas com o
fornecimento de água, energia elétrica e gás canalizado;
V - promovidas por fabricantes ou revendedores de veículos automotores, nas saídas
destes veículos;
VI - promovidas por instituições de assistência social ou de educação de que trata o
inciso XI do art. 265 deste Regulamento;
VII - promovida por contribuinte emissor de NF-e ou usuário de sistema de
processamento de dados para emissão de nota fiscal em operação de saída de mercadoria para entrega no domicílio do adquirente;
VIII - de serviço de transporte rodoviário ou aquaviário de passageiro que utilizar
sistema eletrônico de processamento de dados para emissão de bilhete de passagem;
IX - realizadas por contribuintes do ICMS cuja receita bruta anual não exceda a
R$180.000,00 (cento e oitenta mil reais).
§ 2º A obrigatoriedade de uso de ECF também não se aplica quando o total do valor
das vendas no varejo, realizadas no estabelecimento, destinadas a não contribuintes do ICMS, seja inferior a 5% do total das vendas.
§ 3º Os usuários de SEPD e NF-e também estarão obrigados ao uso do ECF a partir
do primeiro dia do ano civil subsequente:
I - ao ano de início ou reinício de atividade, quando a estimativa de notas fiscais a
serem emitidas para pessoas físicas não contribuintes do ICMS for superior a 5% (cinco por cento) do total de notas fiscais previstas para o ano civil;
II - ao ano em que tenham emitido, para pessoas físicas não contribuintes do ICMS,
mais de 5% (cinco por cento) do total de notas fiscais emitidas.
§ 4º Os contribuintes, cuja receita bruta anual ultrapassar pela primeira vez a
R$ 180.000,00 (cento e oitenta mil reais), ficarão obrigados a utilizar o ECF em todos os seus estabelecimentos, a partir de 1º de março do ano seguinte.
§ 5º Deverão ser observadas as normas constantes no Conv. ICMS 09/09 relativas ao
equipamento Emissor de Cupom Fiscal (ECF) e ao Programa Aplicativo Fiscal-ECF (PAF-ECF), aplicáveis ao fabricante ou importador de ECF, ao contribuinte usuário de ECF, às empresas interventoras e às empresas desenvolvedoras de PAF-ECF.
§ 6º Os fabricantes ou revendedores de veículos automotores poderão, mediante
autorização do inspetor fazendário de sua circunscrição fiscal, utilizar nota fiscal eletrônica para registro das operações com peças e demais produtos destinados a não contribuintes do ICMS em lugar da emissão de cupom fiscal.
§ 7º Revogado.
Nota: O § 7º do art. 202 foi revogado pela Alteração nº 10 (Decreto nº 14.295, de 31/01/13, DOE de 01/02/13), efeitos a partir de 01/02/13.
Redação originária, efeitos até 31/01/13:
“§ 7º A impressão de comprovante de pagamento efetuado com cartão de crédito ou de débito automático em conta corrente poderá ser realizada por equipamento POS (Point of Sale) ou qualquer outro equipamento não integrado ao ECF, desde que conste, impresso no comprovante de pagamento emitido, o número de inscrição no CNPJ do
estabelecimento usuário onde se encontre instalado o equipamento”.
§ 8º A emissão do comprovante de pagamento de operação ou prestação efetuado
com cartão de crédito, com cartão de débito automático em conta corrente ou outro meio de pagamento semelhante somente poderá ser feita por meio de ECF, devendo o comprovante estar vinculado ao documento fiscal emitido na operação ou prestação respectiva, observados os seguintes prazos:
Nota: O § 8º foi acrescentado ao art. 202 pela Alteração nº 10 (Decreto nº 14.295, de 31/01/13, DOE de 01/02/13), efeitos a partir de 01/02/13.
I - a partir de 1º de julho de 2013, os contribuintes com receita bruta no ano de 2012
igual ou superior a 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais);
II - a partir de 1º de outubro de 2013, os contribuintes com receita bruta no ano de
2012 igual ou superior a 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais) e inferior a 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais);
III - a partir de 1º de janeiro de 2014, todos os contribuintes aos quais a legislação
exija o uso de equipamento emissor fiscal.
§ 9º Os contribuintes não obrigados a emissão dos comprovantes de pagamento via
cartão integrado ao ECF, nos termos do § 8º deste artigo, poderão imprimir o comprovante de pagamento efetuado com cartão de crédito ou de débito automático em conta corrente em equipamento POS (Point of Sale) ou qualquer outro equipamento não integrado ao ECF, desde que conste, impresso no comprovante de pagamento emitido, o número de inscrição no CNPJ do estabelecimento usuário onde se encontre instalado o equipamento.
Nota: O § 9º foi acrescentado ao art. 202 pela Alteração nº 10 (Decreto nº 14.295, de 31/01/13, DOE de 01/02/13), efeitos a partir de 01/02/13.
§ 10º. Tratando-se de estabelecimento comercial varejista de combustível
automotivo, de restaurantes, churrascarias, pizzarias, bares, cafés, hotéis e motéis, a obrigatoriedade de emissão do comprovante de pagamento por cartão integrado ao ECF, prevista no § 8º, somente será exigida a partir de 01/07/2016, salvo para fruição do benefício previsto no § 1º do art. 267.
Nota: A redação atual do § 10 do art. 202 foi dada pelo Decreto nº 16.183, de 01/07/15, DOE de 02/07/15, efeitos a partir de 01/07/15.
Redação anterior dada ao § 10 do art. 202 pela Alteração nº 21 (Decreto nº 14.946, de 30/01/14, DOE de 31/01/14), efeitos a partir de 31/01/14 a 30/06/15:
“§ 10º. Tratando-se de estabelecimento comercial varejista de combustível automotivo, de restaurantes, churrascarias, pizzarias, bares, cafés, hotéis e motéis, a obrigatoriedade de emissão do comprovante de pagamento por cartão integrado ao ECF, prevista no § 8º, somente será exigida a partir de 01/07/2015, salvo para fruição do benefício previsto no § 1º do art. 267.”
Redação anterior dada ao § 10 tendo sido acrescentado ao art. 202 pela Alteração nº 20 (Decreto nº 14.898, de 27/12/13, DOE de 28 e 29/12/13), efeitos de 01/01/14 a 30/01/14:
“§ 10. Tratando-se de restaurantes, churrascarias, pizzarias, bares e cafés, a obrigatoriedade de emissão do comprovante de pagamento por cartão integrado ao ECF, prevista no § 8º, somente será exigida a partir de 01/07/2015, salvo para fruição do benefício previsto no § 1º do art. 267.”.
§ 11º. Não é permitido o uso de equipamento POS (Point of Sale) ou qualquer outro
equipamento para registro de pagamento efetuado com cartão de crédito ou de débito automático em conta corrente que não esteja vinculado ao número de inscrição no CNPJ do estabelecimento usuário.
Nota: O § 11º foi acrescentado ao art. 202 pela Alteração nº 24 (Decreto nº 15.371, de 14/08/14, DOE de 15/08/14), efeitos a partir de 15/08/14.
SEÇÃO II
Da Aprovação de Modelos de ECF e de Programas Aplicativos para Envio de Comandos ao Software Básico do ECF
Art. 203. A autorização para uso de modelo de ECF somente será concedida para
equipamento desenvolvido com base no Conv. ICMS 09/09 ou no Conv. ICMS 85/01 e aprovado em análise funcional nos termos do Conv. ICMS 137/06 e do Prot. ICMS 37/13.
Nota: A redação atual do caput do art. 203 foi dada pelo Decreto nº 16.151, de 16/06/15, DOE de 17/06/15, efeitos a partir de 17/06/15.
Redação originária, efeitos até 16/06/15:
“Art. 203. A autorização de modelo de ECF para uso como equipamento de controle fiscal somente poderá recair sobre equipamento devidamente registrado e analisado, nos termos do Conv. ICMS 137/06 e do Prot. ICMS 41/06 e desenvolvido com base no Conv. ICMS 09/09.”
§ 1º O Secretário da Fazenda poderá dispensar, restringir ou impedir a utilização de
equipamento ECF cujo modelo tenha sido aprovado na forma do “caput” deste artigo, bem como definir data a partir da qual a autorização de uso de ECF somente possa ser concedida a equipamento desenvolvido de acordo com o Conv. ICMS 09/09.
§ 2º Será vedada autorização de uso de modelo de ECF cujo processador da Placa
Controladora Fiscal execute rotinas contidas em Software Básico não desenvolvido pelo fabricante ou importador do modelo de ECF.
§ 3º Revogado.
Nota: O § 3º do art. 203 foi revogado pelo Decreto nº 16.151, de 16/06/15, DOE de 17/06/15, efeitos a partir de 17/06/15.
Redação originária, efeitos até 16/06/15:
“§ 3º Fica dispensado o uso de equipamento ECF contendo o dispositivo modem convencional de que trata o item 2.4.4 do Ato COTEPE/ICMS 16/09.”
Art. 204. O programa aplicativo utilizado para envio de comandos ao Software
Básico do ECF (PAF-ECF) deverá estar previamente cadastrado na SEFAZ e atender aos requisitos especificados em Ato COTEPE.
§ 1º Ato do Secretário da Fazenda estabelecerá requisitos para cadastramento e uso
do programa aplicativo (PAF-ECF).
§ 2º O programa aplicativo (PAF-ECF) deve ser instalado pela empresa
desenvolvedora no computador que estiver no estabelecimento usuário e interligado fisicamente ao ECF, sendo permitida sua utilização em equipamento do tipo lap top ou similar.
§ 3º Tratando-se de sistema de rede instalado em estabelecimento cuja atividade é o
fornecimento de alimentação e de bebida, poderá ser instalada impressora não fiscal, nos ambientes de produção, desde que o PAF-ECF ou Sistema de Gestão ou Retaguarda utilizado observe os requisitos específicos constantes na ER-PAF-ECF estabelecidos em Ato COTEPE.
Nota: A redação atual do § 3º do art. 204 foi dada pela Alteração nº 12 (Decreto nº 14.372, de 28/03/13, DOE de 29/03/13), efeitos a partir de 29/03/13.
Redação originária, efeitos até 28/03/13:
"§ 3º Tratando-se de sistema de rede instalado em estabelecimento cuja atividade é o fornecimento de alimentação e de bebida, poderá ser instalada impressora não fiscal, nos ambientes de produção, desde que o PAF-ECF ou Sistema de Gestão ou Retaguarda utilizado observe os requisitos específicos constantes na ER-PAF-ECF estabelecidos no Ato COTEPE/ICMS 06/08.".
§ 4º Tratando-se de estabelecimento comercial varejista de combustível automotivo,
os pontos de abastecimento, assim entendido cada um dos bicos da bomba de abastecimento, deverão ser integrados por meio de rede de comunicação de dados, devendo o PAF-ECF ou Sistema de Gestão ou Retaguarda utilizado pelo estabelecimento atender aos requisitos específicos constantes na ER-PAF-ECF estabelecidos em Ato COTEPE, sendo que a integração deverá ocorrer até 31 de junho de 2016.
Nota: A redação atual do § 4 do art. 204 foi dada pelo Decreto nº 16.183, de 01/07/15, DOE de 02/07/15, efeitos a partir de 01/07/15.
Redação anterior dada ao § 4º do art. 204 pela Alteração nº 20 (Decreto nº 14.898, de 27/12/13, DOE de 28 e 29/12/13), efeitos a partir de 01/01/14 a 30/06/15:
“§ 4º Tratando-se de estabelecimento comercial varejista de combustível automotivo, os pontos de abastecimento, assim entendido cada um dos bicos da bomba de abastecimento, deverão ser integrados por meio de rede de comunicação de dados, devendo o PAF-ECF ou Sistema de Gestão ou Retaguarda utilizado pelo estabelecimento atender aos requisitos específicos constantes na ER-PAF-ECF estabelecidos em Ato COTEPE, sendo que a integração deverá ocorrer até 30 de junho de 2015.”
Redação anterior dada ao § 4º do art. 204 pela Alteração nº 14 (Decreto nº 14.550, de 19/06/13, DOE de 20/06/13), efeitos de 20/06/13 a 31/12/13:
“§ 4º Tratando-se de estabelecimento comercial varejista de combustível automotivo, os pontos de abastecimento, assim entendido cada um dos bicos da bomba de abastecimento, deverão ser integrados por meio de rede de comunicação de dados, devendo o PAF-ECF ou Sistema de Gestão ou Retaguarda utilizado pelo estabelecimento atender aos requisitos específicos constantes na ER-PAF-ECF estabelecidos em Ato COTEPE, sendo que a integração deverá ocorrer até 31 de dezembro de 2013.”
Redação anterior dada ao § 4º tendo sido acrescentado ao art. 204 pela Alteração nº 12 (Decreto nº 14.372, de 28/03/13, DOE de 29/03/13), efeitos de 29/03/13 a 19/06/13:
“§ 4º Tratando-se de estabelecimento comercial varejista de combustível automotivo, os pontos de abastecimento, assim entendido cada um dos bicos da bomba de abastecimento, deverão ser integrados por meio de rede de
comunicação de dados, devendo o PAF-ECF ou Sistema de Gestão ou Retaguarda utilizado pelo estabelecimento atender aos requisitos específicos constantes na ER-PAF-ECF estabelecidos em Ato COTEPE, sendo que a integração deverá ocorrer até as datas indicadas a seguir:
I - 01 de julho de 2013, se a receita bruta auferida em 2012 tiver sido superior a R$3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais);
II - 01 de outubro de 2013, se a receita bruta auferida em 2012 tiver sido de R$360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) a até R$3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais);
01 de janeiro de 2014, os demais contribuintes do segmento.”.
SEÇÃO III
Do Uso de Equipamento ECF
Art. 205. O contribuinte deverá adotar código único para cada item de mercadoria ou
serviço.
§ 1º É vedada a utilização em um mesmo exercício fiscal, de um mesmo código para
mais de um item de mercadoria ou serviço.
§ 2º No caso de alteração do código, o contribuinte deverá anotar no RUDFTO a data
da alteração, o código anterior e o novo código, indicando a descrição da mercadoria ou do serviço.
Art. 206. Para emissão de documentos fiscais em ECF, o contribuinte deverá utilizar
bobina de papel que satisfaça aos critérios e requisitos estabelecidos no Conv. ICMS 09/09 e no Ato COTEPE ICMS 04/10.
§ 1º A bobina que contém a Fita-detalhe, no caso de utilização de ECF sem recurso
de Memória de Fita-detalhe - MFD, deverá ser armazenada inteira e em ordem cronológica em relação a cada ECF, pelo prazo decadencial.
§ 2º É permitido o acréscimo de informações no verso das vias da bobina de papel ou
do formulário utilizado em ECF, desde que não prejudique a clareza e legibilidade dos dados impressos no anverso das vias.
§ 3º No caso de utilização de ECF sem recurso de Memória de Fita-detalhe - MFD,
na hipótese de não impressão de Fita-detalhe, por erro no posicionamento da bobina de papel destinada à sua impressão, o fato deverá ser comunicado à inspetoria fazendária no prazo de 08 (oito) dias.
§ 4º Nos equipamentos emissores de Cupom Fiscal- ECF que possuem recurso de
Memória de Fita-detalhe - MFD, somente poderá ser utilizada bobina de papel térmico que atenda aos requisitos do Ato COTEPE ICMS 04/10.
SEÇÃO IV
Da Habilitação para Uso, da Manutenção, do Cancelamento da Habilitação e da Cessação do Uso de ECF
Art. 207. Para habilitação, manutenção ou cessação de uso de ECF, o contribuinte
deverá acessar via Internet o endereço eletrônico “http://www.sefaz.ba.gov.br”.
§ 1º A indicação da empresa credenciada a intervir no equipamento para habilitação,
manutenção ou cessação de uso poderá ser alterada pelo contribuinte, desde que os dados referentes à intervenção técnica ainda não tenham sido lançados na Internet.
§ 2º A empresa credenciada a intervir em equipamento ECF cuja indicação para
intervenção tenha sido a ela atribuída pelo usuário do equipamento deverá comunicar via Internet, se for o caso, que não efetuará intervenção em ECF, caso em que a informação efetuada pelo
contribuinte, no que se refere à credenciada, não produzirá efeitos.
§ 3º A empresa credenciada contratada para realizar intervenção para habilitação,
manutenção ou cessação de uso do ECF deverá informar os dados referentes à intervenção técnica, conforme o caso, até dez dias após a data da sua conclusão.
§ 4º A intervenção técnica será validada após o lançamento, pela credenciada, dos
dados referentes à mesma, no Sistema ECF, processado via Internet.
§ 5º A empresa que mantém inscrição centralizada neste Estado para apuração do
imposto poderá requerer habilitação de uso de ECF pelo estabelecimento centralizador e utilizar o ECF em outro estabelecimento da empresa.
§ 6º O contribuinte somente poderá disponibilizar o ECF para manutenção técnica
em empresa credenciada pela SEFAZ para intervir no equipamento.
Art. 208. O uso do ECF estará autorizado após o registro dos dados da intervenção
no sistema da SEFAZ.
§ 1º É vedada a utilização de equipamento em estabelecimento diverso daquele para
o qual tenha sido permitida a utilização do ECF, ainda que pertencente ao mesmo titular, exceto quando autorizado pelo inspetor fazendário do domicílio do contribuinte para uso em:
I - local considerado como extensão do estabelecimento, tais como stand ou barracas
em feiras e exposições ou quiosque em centros comerciais;
II - ponto de venda em estabelecimento de outro contribuinte do ICMS.
§ 2º No caso de intervenção para iniciação do ECF, a empresa credenciada somente
deverá entregar o mesmo ao contribuinte juntamente com a comprovação do registro dos dados da intervenção no sistema da SEFAZ, disponibilizado através da Internet.
§ 3º O contribuinte deverá requerer a cessação de uso do ECF quando este tiver sido
objeto de roubo ou furto, anexando o registro da ocorrência policial.
Art. 209. A autorização de uso de ECF será cancelada de ofício pela SEFAZ sempre
que:
I - tenha sido identificado qualquer tipo de alteração, modificação ou adulteração de
suas partes físicas internas, inclusive a adição de componente, eletrônico ou não, não previsto no projeto original;
II - o contribuinte usuário esteja desabilitado do CAD-ICMS por mais de 60
(sessenta) dias;
III - seja encontrado em funcionamento em estabelecimento diverso daquele para o
qual tenha sido autorizado, salvo nas hipóteses previstas na legislação.
Art. 210. Considera-se cessado o uso de equipamento depois de adotados os
seguintes procedimentos pela empresa credenciada:
I - remoção de lacre anteriormente colocado;
III - remoção de Memória de Fita-detalhe do ECF, se possível;
IV - informação dos dados referentes à intervenção técnica de cessação à SEFAZ. § 1º Na hipótese do inciso III do caput deste artigo, estando a Memória de Fita-
detalhe fixada com resina no gabinete do equipamento, a empresa credenciada deverá remover o gabinete onde se encontre a Memória de Fita-detalhe.
§ 2º Tratando-se de cessação de uso de ECF decorrente de cancelamento de ofício da
autorização de uso, a SEFAZ poderá encaminhar o ECF para a empresa credenciada que realizou a última intervenção ou para qualquer outra credenciada, caso aquela esteja descredenciada.
Nota: A redação atual do § 2º do art. 210 foi dada pela Alteração nº 10 (Decreto nº 14.295, de 31/01/13, DOE de 01/02/13), efeitos a partir de 01/02/13.
Redação originária, efeitos até 31/01/13:
"§ 2º Para os fins deste artigo, a SEFAZ encaminhará o ECF para a empresa credenciada que realizou a última intervenção ou para qualquer outra credenciada, caso aquela esteja descredenciada.".
Art. 211. No caso de aquisição de estabelecimento ou fundo de comércio,
transformação, incorporação, fusão ou cisão, bem como nos casos de transmissão a herdeiro ou legatário, o novo titular do estabelecimento deverá providenciar, no prazo de 10 dias da data da ocorrência, a alteração dos dados cadastrais programados em equipamento Emissor de Cupom Fiscal (ECF), se for o caso.
CAPÍTULO IV
DA ESCRITURAÇÃO FISCAL