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7. RESULTADOS OBTIDOS POR MEIO DE ANÁLISE DOCUMENTAL

7.7. EMPREENDIMENTO 7: TERMINAIS E SISTEMAS VIÁRIOS: CORREDOR CAPÃO REDONDO/

O empreendimento Terminais e Sistemas Viários é integrante do Programa Municipal de Investimentos e Ações para a Melhoria do Transporte Público Coletivo e do Trânsito para a Cidade de São Paulo. Trata-se de um programa de intervenções para a melhoria da mobilidade da população e a acessibilidade do território urbano. Dentre os principais benefícios esperados com a implantação do empreendimento citam-se a melhoria na qualidade de atendimento e maior conforto aos usuários; ampliação da capacidade atual dos eixos de transporte e dos terminais de ônibus da região; diminuição do tempo de percurso e aumento de oferta de lugares; melhoria no desempenho logístico dos deslocamentos dos passageiros, evitando o percurso negativo de parte das viagens e minimizando a concorrência com o trânsito urbano; priorização do transporte coletivo sobre o individual; garantia da acessibilidade aos meios de transporte e melhoria nas condições de transferências intermodais. Referente aos aspectos socioambientais para a execução das obras será necessária desapropriação e intervenção em áreas públicas. As desapropriações ocorrerão principalmente em zonas de comércios e serviços, seguido por uso misto. Estas áreas localizam-se principalmente em vias já consolidadas. Além das desapropriações, será necessário intervir em aproximadamente 80 imóveis irregulares. As famílias moradoras desses imóveis serão reassentadas, conforme diretrizes constantes do Programa de Indenização e Reassentamento.

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Quadro 8: Resumo do Processo de Licenciamento do Empreendimento 7

T ermo d e Ref erên ci a SIM NÃO Atendido

em parte Observação

Aspectos socioambientais

solicitados X

Solicitou consulta a população, dados de saúde, trabalho e renda antes da elaboração do EIA

Solicitou consulta a população

antes da elaboração do EIA X

 Organização social e

reivindicações dos movimentos populares e sociais.

 Identificar e mapear os

equipamentos sociais existentes na AID.

 Caracterizar a infraestrutura, os serviços e a capacidade de atendimento do sistema de saúde.  Identificar endemias que ocorram na AID, apresentar taxas/índices de incidência (inclusive Doenças Sexualmente Transmissíveis - DST’s) e a potencialidade de introdução de novas endemias pela presença dos trabalhadores.  Trabalho e renda - Apresentar os

dados gerais para a AID, indicando o rendimento médio total e por setor da população; uma análise do perfil de distribuição de renda; a população economicamente ativa; o número de postos de trabalho (emprego formal) oferecidos por setor econômico, incluindo os serviços públicos; perfil da atividade informal; número de trabalhadores absorvidos em atividades informais; o número dos desempregados.

Est u do d e I mpa ct o

A mbi en t al SIM NÃO

Atendido

em parte Observação Aspectos socioambientais

contemplados no EIA X

Quadro 8 (cont.): Resumo do Processo de Licenciamento do Empreendimento 7

Aud i ên ci a Pú bl i ca Observação

As solicitações de esclarecimentos pelos participantes da Audiência Pública foram em maior parte relativas a:

A maior parte das solicitações da comunidade referiu-se a esclarecimentos quanto a:

 Desapropriações.

 Remoção e Reassentamento da comunidade.

 Falta de reuniões com a comunidade.  Dificuldade de mobilidade.

 Atrasos recorrentes em obras anteriores na região.

 Problemas de empregabilidade na região, por conta do transporte público.

 Impermeabilização do solo. Aud i ên ci a Pú bl i ca SIM NÃO Atendido

em parte Observação

Os esclarecimentos solicitados pela população na Audiência Pública foram suficientes?

X

Referente a esclarecimentos percebeu-se insatisfação quanto as respostas oferecidas da Audiência Pública. Embora o Termo de Referência ter solicitado consulta a população, dados de saúde, trabalho e renda antes da elaboração do EIA, as pessoas presentes na Audiência Pública, relataram que não foram consultados ou informados sobre o Projeto.

Foi solicitada nova Audiência

Pública? X

Au di ên ci a Pú b l ica Individual Coletivo Observação Observou-se maior interesse

individual ou coletivo? X X

Não se discutiu a importância ou não do Projeto para a Cidade. Resol u ção CADES SIM NÃO Atendido

em parte Observação O que foi solicitado na

Audiência Pública foi acatado na Resolução CADES? X  Desapropriações.  Remoção e Reassentamento da comunidade.  Dificuldade de mobilidade.  Impermeabilização do solo. Li cen ça Ambi en t al

Prévi a SIM NÃO

Atendido

em parte Observação O que foi solicitado na

Audiência Pública e na Resolução CADES foi comtemplado na Licença Ambiental Prévia?

X Sim, e aspectos mais específicos.

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As solicitações de esclarecimentos pelos participantes da Audiência Pública foram em maior parte relativas a:

1. Desapropriação, Remoção e Reassentamento da comunidade

“A desapropriação, rapidamente, eu sou vice-presidente da Associação de moradia eu luto para gente ter na cidade uma moradia e quando a gente faz um projeto de desapropriação é gravíssimo, porque nós temos de colocar alguém e não tirar ...eu não saio daqui contente, porque eu não gostaria de estar discutindo um projeto desse modelo, nós estamos atrasados, essa que é a verdade, nós temos que estar aqui discutindo um projeto de solução não um projeto. (...) eu gostaria de fazer só uma perguntinha, vai ter desapropriação até agora ninguém passou para falar nada, eu queria a resposta, o que vai ser? Nossa preocupação é moradia”.

“(...) no momento nada se falava de desapropriar, quem ia desapropriar, então o que você tem hoje, o Prefeito junta os Secretários junta todo mundo para fazer a discussão, não sai”

“(...) se em oito anos não foi feito na área podemos fazer alguma coisa, mas não é a solução do problema, quando fala de desapropriação, eu sou da visão do projeto que soma, tem que somar, não tirar (...)”.

2. Falta de reuniões com a comunidade

“(...) ano passado nós fomos numa reunião na SPTRANS para assistir uma exposição do Terminal lá do Jardim Ângela e não foi nada mais do que um mapa aquele que foi apresentado aqui com risco em vermelho e azul e nada falava, então é muito diferente, o outro que me sucedeu falou de dúvidas, se vai começar ou não, é muito diferente quando você tem um sistema, um jeito que as equipes se reúnem para planejar e para executar as coisas, lá naquele momento nada se falava de desapropriar, quem ia desapropriar, então o que você tem hoje, o Prefeito junta os Secretários junta todo mundo para fazer a discussão, não sai. O que aconteceu aqui em oito anos? Não foi feito um metro sequer de nada! Porque é difícil fazer obra! Uma cidade que tem onze milhões não pode ficar sem nenhum dia sem fazer qualquer obra, ficou oito anos aqui na zona sul, porque moro aqui, mas na cidade não foi diferente sem fazer nenhuma obra (...)”

“(...) desde o começo deste ano de 2013 a gente não teve sequer uma reunião decente para discutir a região, isso é um absurdo (...)”

3. Dificuldade de mobilidade e atraso nas obras

“(...) por exemplo, o metrô, é uma solução que nós temos que lutar, brigar, para que aconteça na cidade de São Paulo”.

“(...) não adianta nos ficarmos aqui batendo palmas, sair daqui achando que vai resolver o problema que não vai resolver o problema! É lógico que resolve rapidamente, mas não resolve, é metrô! Como diz o metrô do Capão, Jardim Ângela, quantos anos tem que foi falado que vai fazer e nunca saiu do papel, escrever uma faixa no chão dizendo que vai resolver o problema, não vai!”

“Sou morador do M’ Boi Mirim, do Jardim Ângela, um trabalho muito bem feito a questão ambiental, eu só espero que esse projeto realmente comece e termine que a obra fique pronta de preferência e que não fique se arrastando como muitas obras na cidade e uma delas, um exemplo, é a própria duplicação da M’Boi Mirim que já virou até novela, já foi prometida, acho que só falta o Barack Obama prometer aquela duplicação porque os políticos do Brasil todos já prometerem. ...então que é importante a SPTRANS também se debruçar em dar mais agilidade a esses corredores, para que as pessoas possam chegar mais rápido em suas casas e nos seus trabalhos”.

4. Relação empregabilidade e desapropriação

“(...) com a desapropriação (...) é praticamente quase um ônibus que vai ter que levar de pessoas para o centro, para trabalhar no centro, então é uma questão para estar sendo pensada em trazer políticas públicas de empregabilidade, não só aqui no Campo Limpo, mas sim na periferia de São Paulo.

5. Impermeabilização

“A outra questão também é a da impermeabilização, aqui Campo Limpo, praticamente é uma Bacia, essa chuva que deu aí, apesar da obra do Pirajuçara ter sido feita, ela quase que transbordou”

“Com relação a impermeabilização, nós sabemos que a região onde vai ser implementado o empreendimento é uma região altamente densa, altamente ocupada, a impermeabilização já está comprometida, a proposta do projeto com a implementação de projeto paisagístico e o reaproveitamento das áreas remanescentes das desapropriações, nem toda a área vai ser ocupada pelo empreendimento, então essas áreas provavelmente poderão ser inseridas como uma medida compensatória na questão da impermeabilização (...). Quer dizer, cravar que a obra vai

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durar x meses é bastante complicado, mas nós estamos assumindo um compromisso e uma responsabilidade muito grande de dividir essa obra em trechos (...). Com relação ao valor, o contrato para a realização dessa obra do capão Redondo, é um contrato de duzentos e treze milhões de reais, o que temos nesse contrato é a construção do corredor, readequação de calçada, construção de parada de ônibus, desses 273milhoes (conforme falado) cento e setenta e seis milhões são recursos do PAC, são recursos do governo federal, trinta e sete milhões são recursos da Prefeitura de São Paulo, fora esse recurso para o desenvolvimento da obra do corredor nós temos reservado algo entorno a sessenta e oito milhões de reais para o Programa de Desapropriação.

(grifo nosso) (resposta do empreendedor)

Na Audiência Pública o que foi solicitado pelos presentes foi acatado na Resolução CADES:

 Apresentar a manifestação da Comissão de Avaliação de Empreendimentos Habitacionais de Interesse Social – CAEHIS quanto às intervenções previstas no empreendimento em Zonas Especiais de Interesse Social.

 Nos locais previstos para o reassentamento, identificar as áreas com potencial, suspeitas ou comprovadamente contaminadas.

 Apresentar o diagnóstico socioeconômico final e o cadastramento das famílias atingidas pelas intervenções previstas para a implantação do empreendimento, com o detalhamento do perfil destas famílias.

 Elaborar um Plano de Acompanhamento e Desenvolvimento Comunitário, a ser implantado em um prazo máximo de 12 meses após o reassentamento das populações afetadas.

 Apresentar a manifestação da Secretaria Municipal de Habitação - SEHAB/HABI quanto à remoção da população sujeita ao reassentamento em virtude da implantação do empreendimento.

 Apresentar a formação dos membros da equipe técnica que será responsável pelas desapropriações e reassentamentos durante as fases de planejamento, implantação e operação do empreendimento.

 Apresentar o Decreto de Interesse Social – DIS e planta, em escala compatível, das áreas definidas para Habitação de Interesse Social – HIS.

 Apresentar a Manifestação do Grupo Executivo da PMSP para Melhoramentos Cicloviários – Pró-Ciclista, vinculado à CET, em relação ao empreendimento projetado.

O que foi solicitado na Audiência Pública e na Resolução CADES foi comtemplado na Licença Ambiental Prévia solicitando:

 Apresentar a manifestação da Secretaria Municipal de Educação em relação à intervenção parcial na EMEF Mauricio Simão.

 Apresentar a manifestação da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social em relação à intervenção parcial na Associação Assistencial Lar Amor.

 Informar se as desapropriações serão totais ou parciais, assim como a destinação das áreas remanescentes, considerando a implicação dessas áreas no balanço de áreas permeáveis.

 Apresentar todos os Decretos de Utilidade Pública relativos às áreas a serem desapropriadas, necessárias para a implantação do empreendimento.

 Apresentar o diagnóstico socioeconômico final e o cadastramento das famílias atingidas pelas intervenções previstas para a implantação do empreendimento, com o detalhamento do perfil destas famílias.

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 Elaborar um Plano de Acompanhamento e Desenvolvimento Comunitário, a ser implantado em um prazo máximo de 12 meses após o reassentamento das populações afetadas.

 Apresentar a manifestação da Secretaria Municipal de Habitação - SEHAB/HABI quanto à remoção da população sujeita ao reassentamento em virtude da implantação do empreendimento.

 Apresentar a Manifestação do Grupo Executivo da PMSP para Melhoramentos Cicloviários – Pró-Ciclista, vinculado à CET, em relação ao empreendimento projetado.

 O projeto de implantação de ciclovias para o empreendimento, que foi apresentado até o momento de forma parcial, deverá considerar a compatibilização do mesmo com as propostas dos Planos Regionais Estratégicos da região, tendo em vista a importância de garantir a integração cicloviária do empreendimento como um todo.

7.8 EMPREENDIMENTO 8: CORREDOR DE ÔNIBUS CAPÃO REDONDO /