14.1 - Introdução.
O objetivo deste Capítulo é dispor ao responsável pela gestão de orçamentos e preços na indústria da construção civil de uma metodologia que facilite a definição de índices de encargos sociais.
Definidos esses índices será possível estabelecer o preço da mão de obra e a política de pessoal, ou seja, quais os salários a serem praticados por cada cargo integrante do orçamento de pessoal.
Sob o título encargos sociais é apropriada uma série de custos sociais e trabalhistas a serem suportados por patrões e empregados.
Os empregadores são responsáveis pelo cumprimento de obrigações sociais e trabalhistas.
Obrigações ou encargos trabalhistas são aqueles pagos aos empregados além do salário pactuado, mensalmente ou por motivo de rescisão contratual.
As obrigações sociais são devidas à seguridade social, o INSS, e ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, o FGTS.
Ao empregado cumpre, apenas, o pagamento da seguridade social, o INSS.
Alerta-se que os encargos sociais a serem recolhidos ou
pagos devem ser calculados para cada empregado
isoladamente.
Isto porque, numa mesma empresa, as condições de trabalho variam conforme: o local de atividade do indivíduo; do nível salarial; do número de horas extras realizadas; do turno de trabalho; do trabalho realizado em área de risco; da opção da empresa em adotar a contabilidade pelo lucro real ou ser optante do Simples; etc..
Assim sendo, dois trabalhadores que tenham o mesmo salário hora ou o mesmo salário básico mensal, podem receber importâncias distintas no final do mês.
Como rápido exemplo da assertiva acima, seja o caso de pagamento de periculosidade a trabalhadores que atuam em locais ou serviços considerados de risco e que percebem um adicional de 30% sobre o valor do salário.
Trabalhadores da mesma empresa que não atuem em área de risco, porém percebam o mesmo salário base, não fazem jus a este percentual.
14.2 – Cálculo dos Encargos.
14.2.1 – Os Tipos de Encargos.
Para o cálculo do custo da mão-de-obra, é necessário determinar o valor dos encargos sociais, dos encargos do trabalho e outras contribuições incidentes sobre a folha salarial, possíveis de serem reunidos em cinco grupos:
I - Encargos Sociais são recolhidos à previdência social ou ao governo e que são: o INSS, o FGTS, o salário educação; o SESI; o SENAI; o INCRA e o seguro acidente;
II – Encargos Trabalhistas: hora extra, hora noturna, hora extra cumprida em domingos e feriados, e a hora de sobreaviso; o salário família, o auxílio maternidade, os adicionais de periculosidade e insalubridade, o descanso semanal remunerado e comissões pagas por produção.
III – Os aprovisionamentos visam formar um fundo para quitar encargos e são calculados como um percentual incidente sobre o salário total de cada mês. São eles: as férias; o abono constitucional (⅓) de férias; o 13º salário; a indenização para a demissão sem justa causa (aviso prévio indenizado) e o auxilio doença.
IV – A reincidência de encargos. O INSS incide, também, sobre o valor das férias, do abono de férias, do 13º salário e do descanso semanal remunerado quando o trabalhador é horista.
Somente não ocorre reincidência do INSS sobre encargos considerados como verbas indenizatórias e procedentes de rescisão imotivada do contrato de trabalho quais sejam: o aviso prévio remunerado; a indenização relativa à dispensa sem justa causa e a indenização de férias.
V – Acordos e Liberalidades. Existem algumas despesas que são classificadas como encargos sociais provenientes de acordos sindicais ou mesmo liberalidades da empresa a exemplo de: vale transporte; o vale refeição; e as despesas com assistência médica complementar.
14.2.2 – Metodologia.
Sugere-se a seguinte metodologia ao se calcular o montante dos encargos sociais atribuídos a cada empregado:
1º) Definir o valor da hora normal e das extraordinárias; 2º) Calcular os encargos do trabalho – horas extraordinárias; 3º) Calcular os Encargos Sociais Básicos;
4º) Calcular o aprovisionamento de encargos do trabalho; 5º) Calcular o aprovisionamento dos Encargos Sociais;
6º) Calcular a reincidência de encargos sociais sobre os encargos trabalhistas;
7º) Somar as despesas oriundas de acordos sindicais ou liberalidades da empresa;
Recomenda-se efetuar o cálculo dos encargos do trabalho, dos aprovisionamentos, dos encargos sociais básicos e das reincidências dos encargos, partindo do valor unitário da hora normal, seja para o caso do trabalhador horista ou do mensalista.
14.2.3 – Índice de Encargos.
Havendo o interesse em estabelecer um índice único de encargos sociais para a empresa como um todo, especialmente quando se compõem orçamentos de mão de obra, este pode ser definido adotando o seguinte modelo:
nto hadePagame TotaldaFol osSociais arg c TotaldosEn IES =
No modelo acima, em numerador são agregados todos os encargos sociais incorridos o que corresponde à soma dos encargos pagos aos trabalhadores, sejam horistas ou mensalistas, e aqueles devidos à seguridade social. Em denominador, somente devem ser considerados a soma dos salários segundo o pactuado em carteira de trabalho, ou seja, o salário base do trabalhador. ( Avila & Jungles, 2006).
Ao ser calculado o total dos encargos sociais devidos pelo empregador quando este orça custos e preços, alerta-se que não se deve considerar a parte do assalariado, já que este montante é retido. Ao empregador cabe a obrigação legal do recolhimento e o repasse aos cofres da previdência social.
Como exemplo, seja uma empresa cuja folha básica de pagamentos (salários base) monte a 234 mil reais e os encargos sociais de sua atribuição montem a R$ 346.320,00. O índice de encargos sociais, neste caso, é de 1,48, pois:
48
1
00
000
234
00
320
346
,
,
.
,
.
I
ES=
=
Neste modelo, a folha básica de pagamentos corresponde o somatório dos salários base. Neste salário base não são computados: os demais encargos decorrentes do trabalho; os encargos sociais; os acordos sindicais; a reincidência dos encargos sociais sobre os encargos do trabalho; os provisionamentos; e outras despesas definidas como liberalidade da empresa.
Ao ser calculado o total dos encargos sociais devidos pelo empregador quando este orça custos e preços, alerta-se que não se deve considerar a parte do assalariado, já que este montante é retido do salário do empregado. Ao empregador cabe a obrigação legal do recolhimento e o repasse aos cofres da previdência social.
14.2.4 – Horas normais e extraordinárias.
O salário mensal ou total é calculado sobre o número de horas trabalhadas durante o mês, sejam elas computadas como horas normais ou horas extraordinárias, tanto no caso do empregado horista como no caso do mensalista.
Assim sendo, o salário total, ST, a ser pago mensalmente a um empregado é função do somatório das horas normais trabalhadas e das horas extraordinárias efetivamente realizadas.
As horas normais correspondem a uma carga de trabalho, diurna, constitucionalmente estabelecida em 44 horas semanais.
As horas extraordinárias são:
• Hora extra normal;
• Hora noturna normal;
• Hora extra cumprida em domingos ou feriados;
• E, as horas de sobreaviso.
Ao cumprir jornada de trabalho superior a carga semanal de 44 horas. Ou, conforme o caso, se cumprir jornada diária superior a 8 horas ou 8 horas e 48 minutos de trabalho, o empregado faz jus à hora extra, cujo valor é superior ao da hora normal.
E, também, se trabalhar em horário noturno e em finais de semana ou feriados.
Hora Diurna ou Hora Normal: entende-se como hora diurna àquela praticada entre as 05h00min e 22h00min.
Hora Noturna: A CLT preceitua no art. 73 § 2º que o horário noturno é aquele praticado entre as 22h00min horas e 05h00min. Alerta-se que a indústria da construção civil se enquadra neste horário, porém este fato não ocorre para todas as categorias profissionais.
Dado o acima exposto, a legislação definiu como período noturno uma jornada de 7 (sete) horas que correspondem a 8 (horas), o equivalente a 52 minutos e 30 segundos. Nesse caso um trabalhador só pode ter mais 1 (uma) hora acrescida à sua jornada, visando o período para descanso ou refeição.
I – Horas Normais.
a) Trabalhador Horista.
O valor da hora normal do horista é aquela registrada na carteira profissional.
Como previsão da carga de trabalho mensal de um trabalhador horista pode-se considerar uma carga semanal de 44 horas e um mês contendo 4,34 semanas. Então:
HH = = 44 x 4,34 = 191 horas por mês.
b) Trabalhador Mensalista.
A hora normal do mensalista é definida, também, em função do número mensal de horas trabalhadas. Porém, com uma metodologia que define o número de horas mensais em 220 horas, calculadas como abaixo. (18)
A jornada máxima legal é de 44 horas semanais. Dessa forma, se um empregado for admitido para laborar em jornada de 44 horas semanais, o divisor para se encontrar o salário-hora do empregado é de 220 horas. TEFLUS, 20008.
• Jornada de 44 horas semanais = 220 horas semanais
HM = 44 x 4 (jornada mensal) + 44 (repouso) = 220 horas
(18) CLT Art. 486 § 3º - Se pago por hora, a indenização apurar-se-á na base de 220 (duzentas e vinte) horas por mês.
Caso o mesmo seja admitido para laborar em jornada de 40 horas semanais, esse divisor deverá ser reduzido para 200 horas, que pode ser calculado da seguinte forma:
• Jornada de 40 horas semanais = 200 horas mensais
HM = 40 x 4 (jornada mensal) + 40 (repouso) = 200 horas
II – Horas Extraordinárias.
O valor das horas extraordinárias é calculado como um percentual de acréscimo no valor das horas normais seja o empregado horista ou mensalista.
São elas: a hora extra normal, a hora extra cumprida em domingos e feriados, a hora noturna e a hora paga por empregado em regime de sobreaviso.
Comentando a avaliação dessas horas:
a) A hora extra normal é realizada após uma jornada de trabalho num máximo de duas horas por dia, segundo reza a CLT.
b) A hora noturna é definida legalmente como um tempo inferior daquele cumprido na hora normal, correspondendo a uma duração de 52’ e 30“. Ver Art. 73 da CLT.
Como exemplo de calculo de remuneração de horas noturnas, seja o caso um indivíduo que trabalhe 2 horas relógio, o que corresponde a 120 minutos. E, que o valor de sua hora normal seja de 6,50 R$/hora.
O pagamento dessas horas, VH, corresponderá ao
equivalente de 2,25 horas normais, definidas como a seguir:
20% de acréscimo sobre 2 horas noturnas:... 105 minutos. 20% de acréscimo sobre 0,25 horas:... 15 minutos. Total ... 120 minutos.
VH = 1,2 × 2,25 × 6,50 = 17,55 R$
c) Se o indivíduo trabalhar em horário noturno realizando hora extra, além das duas horas extras normais, fará jus à soma das horas extras com as horas noturnas, o que perfaz um adicional de 70% ( 20% + 50%). (19).
d) Aquele que cumprir hora extra em domingos e feriados será remunerado cumulativamente. A remuneração das horas nessas condições é de 150% ( 100% + 50%) sobre o valor da hora normal.
(19) HORA EXTRA NOTURNA = Havendo prestação de horas extras no horário noturno, o empregado fará jus aos adicionais noturno e extra (20% + 50%), cumulativamente, conforme Enunciado II da Súmula nº 60 TST: "Cumprida integralmente a jornada no período noturno e prorrogada esta, devido é também o adicional quanto às horas prorrogadas. Exegese do art. 73, § 5º, da CLT." Do site: www.buchner.com.br. Em 30.09.2008
• Hora extra normal...50%
• Hora noturna normal ...20%
• Hora extra em domingos e feriados...100%
• Sobreaviso... 1/3 hora normal
e) Considera-se em "sobreaviso" o empregado que permanecer em sua própria casa, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço.
Cada escala de "sobreaviso" será, no máximo, de 24 (vinte e quatro) horas. As horas de "sobreaviso", para todos os efeitos, serão contadas à razão de 1/3 (um terço) da hora relativa ao salário normal.
14.3 – Definição dos Encargos (20). 14.3.1 - Contribuição ao INSS
A contribuição ao INSS é devida por empregados e empregadores.
A contribuição do empregado ao INSS é recolhida sobre o salário total e tem suas alíquotas o de 8, 9 e 11%, conforme a faixa salarial em que o mesmo estiver enquadrado.
O empregador, por sua vez, responde por uma contribuição de 20% sobre a soma dos salários de todos os empregados, independentemente de faixa salarial. Ver Tab. 14.1 – Contribuição ao INSS.
A alíquota do empregador foi instituída pela Lei n.º 8.212, de 24.07.1991, em seu Art. 22, que reza em seu no inciso I - vinte por cento sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas a qualquer título, durante o mês, aos segurados
(20) Este item é um excerto do site http://sindcontagem.com.br/index. Em 13.07.2008. Fonte: Guia Trabalhista.
Ver Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943. CLT - Consolidação Das Leis Do Trabalho.
empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem serviços, destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços, nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa. (Nova Redação dada pela Lei nº 9.876, de 1999).
Faixas Salariais & Alíquotas INSS - 2010
Contribuinte Faixa – R$ Alíquota - %
Assalariado
Até 1.024,97 8,00 1.024,99 a 1.708,27 9,00 1.708,28 a R$ 3.416,54 11,00 Empregador ≤ 3.416,54 20,00
Tab. 14.1 – Contribuição ao INSS.
14.3.2 - Encargos Previdenciários Básicos.
Os encargos previdenciários básicos são tributos devidos à Seguridade Social e a outras instituições especificadas em lei.
Integram estes encargos: a contribuição devida ao INSS; o FGTS – Fundo de garantia por Tempo de Serviço; o Salário Educação; os recolhimentos ao SESI, SENAI e INCRA; a contribuição ao SECONCI(21) no caso de empresas de construção civil, e, também o Seguro Acidente de Trabalho – SAT.
Os encargos acima relacionados incidem sobre o total da remuneração recebida pelo trabalhador, seja ele horista ou mensalista, a que título for.
Na Tab. 14.2 – Encargos Sociais Básicos estão demonstrados os encargos e as respectivas alíquotas suportados pelo empregador da construção civil.
Relação de Encargos Alíquota - %
Horistas Mensalistas 1. INSS 2. FGTS 3. Salário Educação 4. SESI 5. SENAI 6. INCRA
7. Seguro Acidente – SAT 8. Seconci 20,00 8,00 2,50 1,80 1,30 0,20 3,00 1,00 20,00 8,00 2,50 1,80 1,30 0,20 3,00 1,00 Total dos Encargos 37,80 37,80
Tab.14.2 – Encargos Sociais Básicos
Alerta-se que, na relação de encargos exposta na Tab.14.2, a alíquota do INSS corresponde apenas à contribuição do empregador.
O empregador, porém, tem a responsabilidade legal de recolher à seguridade social os encargos de sua competência e a dos empregados.
O Seguro Acidente de Trabalho, SAT, varia entre 1% e 3% segundo o ramo da indústria. O percentual de cada empresa depende do grau de periculosidade em que é enquadrada, conforme determinado pela legislação trabalhista. No caso da construção civil, a alíquota é de 3%.
Como já comentado, não recebem a incidência desses encargos previdenciários as seguintes verbas indenizatórias: o aviso prévio remunerado; a indenização relativa à dispensa sem justa causa e a indenização de férias. (22).
Ao Seconci é apropriada uma alíquota de 1% sobre o salário dos empregados.
Finalizando, no caso da indústria da construção civil. O total dos encargos sociais básicos incidentes sobre os salários de horistas e mensalistas monta a 37,80%.
14.3.3 – Descanso Semanal Remunerado - DSR.
O Descanso Semanal Remunerado – DSR é devido, apenas, ao empregado horista e incide sobre o somatório das horas normais (HN) e das horas extras trabalhadas (HE) no período. No caso do trabalhador mensalista, este encargo já integra o salário base.
∑
+
=
(HN
HE)
TH
O DSR, então, é calculado em função das horas totais, TH, do número de dias úteis trabalhados e do número de domingos e feriados. Há, porém, dois procedimentos adotados pelas empresas visando a sua determinação: i) por média mensal; ii) por fração de semana.
1º Procedimento: Por média mensal.
Neste caso é considerada a ocorrência de uma média mensal de 25 (vinte e cinco) dias úteis por mês e 5 (cinco) domingos/feriados também por mês. O DSR, então corresponde a 20% das horas pagas.
ês asUteisdoM NúmerodeDi Feriados / gos min TotalDo DSR= TH % 20 TH 25 5 DSR = ⇒
2º Procedimento: Por fração da semana.
Há empresas, porém, que estabelecem, apenas, o domingo como dia de descanso, já que o sábado também é considerado dia de trabalho.
Neste caso o DSR é calculado em base semanal. O DSR então é estabelecido como 1/6 do salário devido, ou seja, 16,67%. No entanto, a prática adotada pela maioria é aquela demonstrada no 1º procedimento. TH % 67 , 16 TH 6 1 DSR= ⇒
Muitas empresas incluem o valor do DSR no valor da hora pactuada com o empregado. Neste caso deve-se desconsiderar o percentual de acréscimo referente ao DSR no cálculo dos encargos sociais.
14.3.4 - Auxílio-doença.
O auxílio doença é um provisionamento efetuado pelo empregador visando cobrir os custos inerentes ao afastamento do empregado do trabalho, motivado por doença.
E, a recomendação do autor é que este provisionamento seja rateado sobre o total da folha de pagamentos.
No caso do auxílio doença se utiliza a mesma sistemática do aviso prévio indenizado, ou seja, é necessário que cada empresa saiba quantos dias/ano/empregado foram pagos aos empregados devido a afastamento do trabalho motivado por doença. E, com esta informação calcular, estatisticamente, qual o percentual mensal a ser atribuído a cada empregado.
Exemplo: No ano anterior, uma empresa pagou um total de 400 dias de atestados/auxílio doença/afastamentos, tendo desembolsado por este motivo um total de R$ 14.800,00 no exercício.
Trabalharam na empresa, no ano em pauta, 200 funcionários, ai considerado os que foram admitidos, os demitidos e aqueles que permaneceram na empresa. O total da folha salários, no ano, foi de R$ 1.530.000,00.
Salarial TotalFolha to mAfastamen Despesasco AD =
Então o "índice" de atestados sobre a folha de pagamentos foi de 0,96732%, que corresponde a dividir R$ 14.800,00 por R$ 1.530.000,00.
Deve-se, então, acrescer a este índice os respectivos encargos sociais e trabalhistas.
14.3.5 - Encargos mensais sobre 13º Salário.
Os encargos mensais incidentes sobre o 13º salário são calculados, diferentemente, para os casos de empregados mensalistas e horistas.
a) Trabalhador mensalista.
O 13º salário corresponde a 1/12 da remuneração total recebida durante o ano.
Assim sendo, a provisão para o 13º salário deve ser efetuada mensalmente sobre o salário recebido, segundo o modelo:
ST
%
33
,
8
ST
12
1
Salário
º
13
/
s
.
ov
Pr
=
×
⇒
b) Trabalhador horista.O calculo dos encargos incidentes sobre o 13º salário do trabalhador horista é efetuado do mesmo modo que o do mensalista, porém acrescido do percentual do DSR.
Como o DSR é calculado sob duas metodologias, o calculo do 13º deve ser compatível com o procedimento normalmente adotado.
1º Procedimento - média mensal:
ST
%
ST
)
,
,
(
ST
,
º
00833
00167
10
12
20
0
12
1
13
×
=
+
×
⇒
+
=
2º Procedimento – fração da semana:
ST
%
,
ST
)
,
,
(
ST
,
º
00833
00133
966
12
16
0
12
1
13
×
=
+
×
⇒
+
=
14.3.6 – Encargo sobre Férias.
Os encargos mensais incidentes sobre as férias são calculados, diferentemente, para os casos de empregados mensalistas e horistas.
Nos dois casos, os encargos sociais sobre férias são compostos por duas parcelas e incidem sobre: i) as férias; e, o abono constitucional sobre as férias correspondente a 1/3 do valor das mesmas.
a) Encargo Mensal sobre as férias - mensalista.
As férias do trabalhador horista correspondem a 1/12 do salário recebido durante o ano, acrescidas do abono constitucional correspondente a 1/3 do valor do salário de férias.
3 12 1 12 1 ST ST FM = +
FM = 0,0833 ST + 0,0277 ST = 0,1111 ST
FM = 11,11% x ST.
b) O encargo mensal sobre férias - horista.
O calculo deste encargo é efetuado do mesmo modo que o do mensalista, porém acrescido do percentual do DSR. Para este encargo também ocorrem duas situações:
1º Procedimento - média mensal
FH= {11,11% + 0,20 x 11,11% } x ST
FH = 13,33% x ST.
2º Procedimento – fração da semana
FH= {11,11% + 0,1667 x 11,11% } x ST
FH = 12,96% x ST.
14.3.7 - Reincidência de Encargos Previdenciários.
Os seguintes encargos trabalhistas recebem a incidência dos encargos previdenciários básicos devidos ao INSS e que são:
− O 13º salário,
− As férias;
− Adicional de férias;
− E, o DSR.
O total da reincidência dos encargos previdenciários, REC, segue, então, o seguinte modelo:
REC = 20% × Σ(13º Salário + Férias + ⅓ Férias + DSR ) ST
a) Caso de Horistas:
RECHOR = 0,20 x (10,00% + 13,33% + 20,00%) ST = 8,87% ST
b) Caso de Mensalistas: considerando que neste caso não existe DSR,
RECMEN = 0,20 x (8,33% + 11,11%) ST = 3,89% ST
14.3.8 - Multa FGTS – Rescisão sem justa causa.
A rescisão sem justa causa incorre, a partir de 2001, em uma multa calculada sobre o saldo do FGTS e correspondente a 50% (cinquenta por cento) deste saldo.
Considerando que o recolhimento ao FGTS é de 8% (oito por cento) tem-se, matematicamente:
Multa FGTS/Rescisão = percentual da multa x percentual mensal depositado.
Multa FGTS/Rescisão = 4% ST.
Para fazer frente a esta despesa, cabe ser efetuada uma provisão mensal sobre o salário de cada empregado.
A provisão é função do percentual de multa e do índice de rotatividade do pessoal na empresa, conforme apresentado no item 14.2.10. Então:
Provisão Multa FGTS = 4% x IRot
14.3.9 – Aviso Prévio Indenizado.
A provisão para o aviso prévio indenizado, API, é efetuada mensalmente sobre um percentual do salário do empregado em função do "índice de rotatividade" da empresa.
IRot ST API= ×
É interessante notar que no índice de rotatividade não devem ser considerados os casos de empregados que se aposentam ou pedem demissão. Nestes dois casos não cabe esta provisão, já que indevida.
O índice de rotatividade pode ser definido de dois modos: pelo número de demissões realizadas no período ou pelo tempo médio de permanência dos empregados na empresa.
a) Número de Demissões.
Neste caso considera-se o número de empregados demitidos com relação ao número de empregados da empresa.
Empregados º N Demitidos º N IRot=
Como exemplo, seja calcular a provisão para cobertura do aviso prévio indenizado incidente sobre o salário mensal total de R$ 970,00. O trabalhador em pauta atua em uma empresa que dispõe de 250 empregados e no ultimo ano demitiu 37. Então: a n o R 5 0 1 4 5 1 5 0 0 0 9 7 0 2 5 0 3 7 0 0 9 7 0 I R o t S T A P I = × = , × = , × , = , $/ b) Tempo de Permanência
Neste caso considera-se o tempo médio de permanência dos empregados na empresa.
dio manenciaMé MesesdePer
IRot= 1
Por exemplo: se a média de permanência dos