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O Programa Operacional Regional de Lisboa, para o período de programação 2007-2013, assenta nas grandes recomendações da política de coesão, no desígnio estratégico do QREN e ancora-se na Estratégia Regional, Lisboa 2020. O Programa estrutura-se em 4 áreas chave que se configuram nos seguintes objectivos gerais:

1.Reforçar e afirmar a competitividade apostando na posição de charneira da Região como agente valorizador do País e agente mediador face ao exterior;

2.Qualificar os recursos humanos e incentivar a coesão social por via do encontro harmonioso de culturas e da valorização dos espaços urbanos e suburbanos;

3. Promover o ordenamento do território numa perspectiva policêntrica e num quadro de sustentabilidade;

4. Garantir uma Governança mais eficaz e participada.

Figura 38.

 

Valores programados, aprovados e taxas de compromisso por eixo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Sistema de Informação do POR Lisboa

 

 

Nota: Estes valores respeitam ao FEDER dos projectos aprovados, ou seja, não incluem os valores totais dos Programas Estratégicos e dos Planos de Acção.

Eixos PROGRAMADO (€ FEDER) APROVADO (€ FEDER) TAXA COMPROMISSO Eixo 1 155.273.945 97.530.542 62,8% Eixo 2 70.723.914 30.397.066 42,9% Eixo 3 70.723.914 52.922.115 43,0% Eixo 4 9.967.398 4.294.167 74,8% Total PO 306.689.171 185.143.890 60,3%

Figura 39. Efeito de alavancagem do Fundo (€)

Fonte: Sistema de Informação do POR Lisboa

A 31 de Dezembro de 2010 o Programa tinha já aprovado um investimento total de 534.542.090 €, um investimento elegível de 402.966.173 €, uma despesa pública 331.296.448 € e um FEDER de 185.143.890 €. A taxa de compromisso, no mesmo período, atingiu os 60,3%. Do total de investimento aprovado, 71.669.725 € é proveniente de entidades privadas, com destaque para os valores do Eixo 1, onde a tipologia de beneficiários permite o financiamento dos mesmos. Estes dados permitem realçar que, para um fundo total aprovado de 185 milhões de euros, serão alavancados cerca de 71 milhões de euros de investimento privado.

Como apresentado na Figura 40, o município de Lisboa destaca-se dos restantes municípios da Região, com um FEDER aprovado de cerca de 57 milhões de euros e com uma execução na ordem dos 38%, destacam-se ainda os municípios de Almada, Oeiras e Palmela, com aprovações bastante significativas. Por outro lado, os municípios com menor investimento FEDER são os municípios do Montijo (que não atinge sequer os 500 mil euros), Alcochete, Moita e Sintra (sendo que os dois últimos já ultrapassam os 2 milhões de euros). As execuções financeiras do Fundo são, no entanto, ainda muito baixas, à data de 31 de Dezembro de 2010. A crise financeira actual, as dificuldades no acesso à banca e as restrições ao endividamento municipal são das principais explicações para este facto.

Eixos

Custo total Custo total elegível

Despesa

pública Privados Fundo

Eixo 1 293.499.423 224.448.478 157.198.770 67.249.708 97.530.542 Eixo 2 72.745.490 64.702.102 63.249.834 1.452.268 30.397.066 Eixo 3 160.225.454 107.681.069 104.713.319 2.967.749 52.922.115 Eixo 4 8.071.724 6.134.524 6.134.524 0 4.294.167 Total PO 534.542.090 402.966.173 331.296.448 71.669.725 185.143.890

Figura 40. Distribuição territorial de fundos (FEDER aprovado e executado, €) 31/12/2010

 

 

Fonte: Sistema de Informação do POR Lisboa

O investimento não regionalizável, que incide sobre a totalidade do território regional, apresenta um investimento aprovado muito significativo, correspondendo a cerca de 14% do total aprovado até à data no POR Lisboa (como se constata na figura seguinte), no entanto, são também os projectos não regionalizáveis que apresentam as taxas mais baixas de execução, apenas 12% dos cerca de 25 milhões aprovados.

Figura 41. % do FEDER aprovado por município face ao total do POR Lisboa

 

Nota: Valores arredondados, sem casas decimais (excepto Montijo). Fonte: Sistema de Informação do POR Lisboa

 

 

Figura 42. Aprovações e execução por NUTS III

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Sistema de Informação do POR Lisboa

 

 

Da NUTS III correspondente à Grande Lisboa, foram aprovados 307 projectos, com um total de FEDER de 102.966.769 €, enquanto na Península de Setúbal, foram aprovados 191 projectos, com um montante de 52.024.561 € de FEDER. Relativamente a projectos de carácter não Regionalizável, ou seja, cujos investimentos podem abranger mais do que uma NUTS ou mais do que 5 concelhos, foram aprovados 39 projectos, com um FEDER de 30.152.559€.

Continua a verificar-se uma diferença grande de investimento elegível e de correspondente FEDER entre as duas sub-regiões de Lisboa.

NUTS N. de projectos € Custo total elegível € fundo (FEDER) Grande Lisboa 307 233.746.636 102.966.769 Península de Setúbal 191 109.722.415 52.024.561 Não Regionalizável 39 59.497.122 30.152.559 Total 537 402.966.173 185.143.890

Fazendo uma análise de Fundo aprovado por habitante e considerando as estimativas da população residente em 2010, verifica-se que a situação se inverte sendo a Península de Setúbal a que detém maior aprovação de Fundo por habitante.

Figura 43.

Fonte: Sistema de Informação do POR Lisboa

Breve nota sobre os principais problemas na execução do POR Lisboa

As principais dificuldades observadas com o Programa Operacional no final de 2010, prendem-se com o atraso no arranque ou no ritmo de execução dos projectos, por parte de um número significativo de beneficiários e promotores, que apresentam uma acentuada dificuldade em garantir a contrapartida nacional do investimento aprovado, quer da parte pública quer da parte privada. As entidade públicas viram o seu problema agravar-se no final do ano de 2010 à medida que as restrições orçamentais do Estado se acentuavam, enquanto que as entidades privadas, para além de uma conjuntura económica cada vez mais austera, viram a sua situação piorar com o aumento das dificuldades no acesso ao crédito e à obtenção de garantias bancárias, o que prejudicou em particular os projectos enquadrados nos Sistemas de Incentivos.

Em termos da gestão do Programa, ressalta alguma incapacidade em estimular de forma mais rápida a execução dos projectos.

De destacar ainda, que algumas áreas estratégicas do Programa, em especial ao nível da mobilidade sustentável e da promoção da competitividade e inovação do território através de parcerias entre municípios, têm ficado muito aquém das expectativas, não tendo sido apresentadas candidaturas nos diversos concursos capazes de dar resposta a estes desígnios.

50,6 €

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