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4 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

RESFRIAMENTO DE TRECHOS DAS FERRAMENTAS

4.2 RESULTADOS COMPUTACIONAIS E EXPERIMENTAIS DO TRATAMENTO TÉRMICO DE TÊMPERA DIFERENCIAL

4.2.2 RESULTADOS EXPERIMENTAIS

4.2.2.2 ENSAIOS DE MICRODUREZA VICKERS E METALOGRAFIA

A Figura 55 apresenta o perfil de dureza do corpo-de-prova do aço DIN 22MnB5 tratado termicamente via têmpera diferencial, com altura de mergulho de 74 mm medida com relação à extremidade inferior da amostra, com destaque para a medida feita distante de 15 mm da base e sua respectiva metalografia. Os elevados valores de dureza encontrados entre 450 e 500 HV devem-se à provável formação do microconstituinte martensita, com morfologia de agulhas escuras com austenita retida (fase clara).

Figura 55. Perfil de dureza Vickers apresentado pelo corpo-de-prova do aço DIN 22MnB5 tratado termicamente via têmpera diferencial com 74 mm imersos em óleo. Destaque para a dureza e

metalografia apresentadas na região distante de 15 mm da extremidade inferior da amostra.

A Figura 56 apresenta o perfil de dureza do corpo-de-prova do aço DIN 22MnB5 tratado termicamente via têmpera diferencial, com altura de mergulho de 74 mm medida com relação à extremidade inferior da amostra, com destaque para a medida feita distante de 74 mm da base e sua respectiva metalografia. Novamente, os elevados valores de dureza encontrados

entre 470 e 520 HV devem-se à provável formação do microconstituinte martensita, com morfologia de agulhas escuras com austenita retida (fase clara).

Figura 56. Perfil de dureza Vickers apresentado pelo corpo-de-prova do aço DIN 22MnB5 tratado termicamente via têmpera diferencial com 74 mm imersos em óleo. Destaque para a dureza e

metalografia apresentadas na região distante de 74 mm da extremidade inferior da amostra.

A Figura 57 apresenta o perfil de dureza do corpo-de-prova do aço DIN 22MnB5 tratado termicamente via têmpera diferencial, com altura de mergulho de 74 mm medida com relação à extremidade inferior da amostra, com destaque para a medida feita distante de 85 mm da base e sua respectiva metalografia. Também nesse ensaio foram encontrados valores de dureza elevados entre 470 e 520 HV novamente devidos à provável formação do microconstituinte martensita, com morfologia de agulhas escuras com austenita retida (fase clara).

Figura 57. Perfil de dureza Vickers apresentado pelo corpo-de-prova do aço DIN 22MnB5 tratado termicamente via têmpera diferencial com 74 mm imersos em óleo. Destaque para a dureza e

metalografia apresentadas na região distante de 85 mm da extremidade inferior da amostra.

A Figura 58 apresenta o perfil de dureza do corpo-de-prova do aço DIN 22MnB5 tratado termicamente via têmpera diferencial, com altura de mergulho de 74 mm medida com relação à extremidade inferior da amostra, com destaque para a medida feita distante de 100 mm da base e sua respectiva metalografia. Neste caso, foram obtidos valores de dureza próximos de 350 HV que pode ser relacioando à provável formação do microconstituinte bainita associado à austenita retida nos contornos de grão.

Figura 58. Perfil de dureza Vickers apresentado pelo corpo-de-prova do aço DIN 22MnB5 tratado termicamente via têmpera diferencial com 74 mm imersos em óleo. Destaque para a dureza e metalografia apresentadas na região distante de 100 mm da extremidade inferior da amostra.

A Figura 59 apresenta o perfil de dureza do corpo-de-prova do aço DIN 22MnB5 tratado termicamente via têmpera diferencial, com altura de mergulho de 74 mm medida com relação à extremidade inferior da amostra, com destaque para a medida feita distante de 120 mm da base e sua respectiva metalografia. Foram encontrados valores relativamente menores de dureza, entre 230 e 300 HV, que podem ser explicados pela microestrutura provavelmente composta por bainita (fase escura) bem como ferrita e austenita retida (fases claras).

A Figura 60 apresenta o perfil de dureza do corpo-de-prova do aço DIN 22MnB5 tratado termicamente via têmpera diferencial, com altura de mergulho de 74 mm medida com relação à extremidade inferior da amostra, com destaque para a medida feita distante de 170 mm da base e sua respectiva metalografia.

Nesse caso, foram encontrados valores relativamente mais baixo de dureza, entre 210 e 270 HV, devidos a uma microestrutura provavelmente composta de ferrita-perlita com grãos alongados como resultado da deformação gerada pelo ensaio de tração.

Esses valores de dureza são pouco superiores dos normalmente encontrados para uma microestrutura ferrita-perlita, mas podem ser explicados pelo aumento da resistência mecânica causado pelo encruamento evidenciado nos resultados do ensaio de tração.

Figura 59. Perfil de dureza Vickers apresentado pelo corpo-de-prova do aço DIN 22MnB5 tratado termicamente via têmpera diferencial com 74 mm imersos em óleo. Destaque para a dureza e metalografia apresentadas na região distante de 120 mm da extremidade inferior da amostra.

Figura 60. Perfil de dureza Vickers apresentado pelo corpo-de-prova do aço DIN 22MnB5 tratado termicamente via têmpera diferencial com 74 mm imersos em óleo. Destaque para a dureza e metalografia apresentadas na região distante de 170 mm da extremidade inferior da amostra.

A Figura 61 apresenta o perfil de dureza do corpo-de-prova do aço DIN 27MnCrB5 tratado termicamente via têmpera diferencial, com altura de mergulho de 60 mm medida com relação à extremidade inferior da amostra, com destaque para a medida feita distante de 15 mm da base e sua respectiva metalografia. Nesse caso, novamente foram encontrados valores elevados de dureza compreendidos entre 450 e 500 HV, devidos à provável formação do microconstituinte martensita, com morfologia de agulhas escuras com austenita retida (fase clara).

Figura 61. Perfil de dureza Vickers apresentado pelo corpo-de-prova do aço DIN 27MnCrB5 tratado termicamente via têmpera diferencial com 60 mm imersos em óleo. Destaque para a dureza e

metalografia apresentadas na região distante de 15 mm da extremidade inferior da amostra.

A Figura 62 apresenta o perfil de dureza do corpo-de-prova do aço DIN 27MnCrB5 tratado termicamente via têmpera diferencial, com altura de mergulho de 60 mm medida com relação à extremidade inferior da amostra, com destaque para a medida feita distante de 60 mm da base e sua respectiva metalografia. Também nesse caso foram encontrados valores elevados de dureza entre 450 e 500 HV, também devidos à provável formação do microconstituinte martensita, com morfologia de agulhas escuras com austenita retida (fase clara).

Figura 62. Perfil de dureza Vickers apresentado pelo corpo-de-prova do aço DIN 27MnCrB5 tratado termicamente via têmpera diferencial com 60 mm imersos em óleo. Destaque para a dureza e

metalografia apresentadas na região distante de 60 mm da extremidade inferior da amostra.

A Figura 63 apresenta o perfil de dureza do corpo-de-prova do aço DIN 27MnCrB5 tratado termicamente via têmpera diferencial, com altura de mergulho de 60 mm medida com relação à extremidade inferior da amostra, com destaque para a medida feita distante de 70 mm da base e sua respectiva metalografia. Os valores intermediários de dureza entre 350 e 400 HV devem-se à provável microestrutura composta por bainita e austenita retida nos contornos de grão.

Figura 63. Perfil de dureza Vickers apresentado pelo corpo-de-prova do aço DIN 27MnCrB5 tratado termicamente via têmpera diferencial com 60 mm imersos em óleo. Destaque para a dureza e

metalografia apresentadas na região distante de 70 mm da extremidade inferior da amostra.

A Figura 64 apresenta o perfil de dureza do corpo-de-prova do aço DIN 27MnCrB5 tratado termicamente via têmpera diferencial, com altura de mergulho de 60 mm medida com relação à extremidade inferior da amostra, com destaque para a medida feita distante de 80 mm da base e sua respectiva metalografia. Como no caso anterior valores intermediários de dureza entre 300 e 350 HV foram obtidos e devidos à provável microestrutura composta por bainita e austenita retida nos contornos de grão.

Figura 64. Perfil de dureza Vickers apresentado pelo corpo-de-prova do aço DIN 27MnCrB5 tratado termicamente via têmpera diferencial com 60 mm imersos em óleo. Destaque para a dureza e

metalografia apresentadas na região distante de 80 mm da extremidade inferior da amostra.

A Figura 65 apresenta o perfil de dureza do corpo-de-prova do aço DIN 27MnCrB5 tratado termicamente via têmpera diferencial, com altura de mergulho de 60 mm medida com relação à extremidade inferior da amostra, com destaque para a medida feita distante de 120 mm da base e sua respectiva metalografia.

Nesse caso, foram encontrados valores relativamente mais baixos de dureza compreendidos entre 240 e 340 HV, devidos a uma microestrutura provavelmente composta de ferrita-perlita com grãos alongados como resultado da deformação gerada pelo ensaio de tração.

Esses valores de dureza são pouco superiores dos normalmente encontrados para uma microestrutura ferrita-perlita, mas podem ser explicados pelo aumento da resistência mecânica causado pelo encruamento evidenciado nos resultados do ensaio de tração.

Figura 65. Perfil de dureza Vickers apresentado pelo corpo-de-prova do aço DIN 27MnCrB5 tratado termicamente via têmpera diferencial com 60 mm imersos em óleo. Destaque para a dureza e metalografia apresentadas na região distante de 120 mm da extremidade inferior da amostra.

A Figura 66 apresenta o perfil de dureza do corpo-de-prova do aço DIN 27MnCrB5 tratado termicamente via têmpera diferencial, com altura de mergulho de 60 mm medida com relação à extremidade inferior da amostra, com destaque para a medida feita distante de 170 mm da base e sua respectiva metalografia. Como no caso anterior, valores relativamente baixos de dureza entre 250 e 300 HV foram obtidos e devem-se à microestrutura composta provavelmente de ferrita-perlita com grãos alongados como resultado da deformação gerada pelo ensaio de tração.

Também, como no caso anterior, esses valores de dureza são pouco superiores dos normalmente encontrados para uma microestrutura ferrita-perlita, mas podem ser explicados pelo aumento da resistência mecânica causado pelo encruamento evidenciado nos resultados do ensaio de tração.

Figura 66. Perfil de dureza Vickers apresentado pelo corpo-de-prova do aço DIN 27MnCrB5 tratado termicamente via têmpera diferencial com 60 mm imersos em óleo. Destaque para a dureza e metalografia apresentadas na região distante de 170 mm da extremidade inferior da amostra.

O tratamento térmico de têmpera diferencial em corpos-de-prova para ensaios de tração foi útil para caracterização mecânica de produtos com diferentes fases e microconstituintes ao longo de sua extensão, isto é, avaliou-se de maneira global o efeito de um conjunto de microestruturas sobre a tenacidade, limite de escoamento, limite de resistência à tração e ductilidade.