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no entanto, de justi9a real9ar que nem por isso Kramer, que aqui tomamos por

século XX seria dada por uma terceira formula, que já não as de fazer moner ou fazer viver, mas sim de fazer sobreviver, a qual constituiria a presta9ão decisiva do biopoder

em 43 indivíduos, dos quais 14 normais, 16 cirrôticos em vários graus, 9 com hepatite aguda e 4 com anemia hemolítica, sem que os respectivos resultados fa9am qualquer

E, no entanto, de justi9a real9ar que nem por isso Kramer, que aqui tomamos por

emblemático deste

processo, aprova toda

e

qualquer espécie

de

experimentacao; pelo contrário, mantém-se

atento o bastante para

denunciar

nos termos mais veementes um

"exemplo particularmente

inumano

daquilo

que se está a passar a nível cientlfico1,

(Kramer. 1994:268)

e que consistiu na

experimenta9ão

da

eficácia da imunoglobulina intravenosa,

como meio de

prevenir infec9ôes,

em

quatrocentas criancas,

de idades

entre os dezoito meses e os dois anos e quase todas negras ou

hispânicas. portadoras

do VIH ou doentes de

sida,

mas metade das

quais

recebem um

placebo;

a infiisão da

imunoglobulina

ou do

piacebo, feita

devinte eoito em vinte e oito dias porum

periodo

de dois anos, dura de

quatro

a oito

horas

durante as

quais

as

crian9as

são

obrigadas

a

permanecer

amarradas, além de

que se

provê

a que ambos os grupos de

crian9as fiquem igualmente sujeitas

a contrair as

infec9ôes hospitalares

que normalmente afectam este

tipo

de

pacientes.

Comenta Kramer: "Como se este

tipo

de

experimentalizacão refor9ada

nâo

fosse suficientemente cruel,

e como se

obrigar

metade dos bébés a receber um

placebo sob

as mesmas

circunstâncias

não

fosse

suficientemente

cruel,

acontece que não era de maneira nenhuma necessário usar

placebos.

Existem

resultados anteriores para serem utilizados para

compara9ôes

estatísticas.

Quando

esses anteriores estudos foram

apresentados

aos National

Insthutes

of Health, estudos

que teriam

salvo

duzentos bébés de uma inútil e

dolorosa prova9ão,

os Natwnal Insthutes

of

Health

optaram

mesmo

assim

por

levar

o estudo por

diante" (Kramer, 1994:269)

No inicio dos anos noventa,

também

os

quadrantes

da militância de luta contra a

investiga9ão

cientifica em

animais, sob

as

palavras

de ordem "Sim â

investiga9ão

sobre

a

sida,

Não â

experimenta9ão animal",

denunciaram a

experimenta9ão

sobre a sida em

macacos Rhesus. A

quando

da IX

Conferência

Internacional Sobre

Sida,

em

Berlim,

em

1993,

a

Associacão

de Berlim Contra a

Experimenta9ão

Animal

distribuiu propaganda

a denunciar não a

experimentacao

de medicamentos e o

desenvolvimento

de vacinas contra a sida em macacos, mas a

prôpria

procura

de

modelos animais

experimentais

para a sida. As traves mestras da denúncia assentavam na

ausência de

um modelo animal verdadeiramente

adequado

ao estudo da sida

humana,

no sucesso da

investiga9ão epidemiologica,

da

observacão

clínica dos doentes de

sida

e dos estudosin vitro de medicamentoscomo o

AZT,

e

extrapolam

do facto de

terem

sido efectuados

em

laboratorio

o

isolamento do

VĨH e do

desenvolvimento

dos

testes

de anticorpos

para ele a

inutilidade

e até o carácter

pernicioso

da

prossecu9ão,

em

animais,

das

investigacoes

de uma

terapêutica

eficaz e de uma vacina. No entanto,

por detrás

do argumento

de que a

experimentacão

animal é inútil no caso da

sida.

perfilam-se

outros

motivos,

aliás declarados: que

vai

contra as leis da

evo!u9ão

natural

a

criacão

deliberada de

espécies

mutantes para desenvolvimento

experimental

de

doencas,

como é o caso de ratos

geneticamente manipulados

para serem

susceptiveis

ã

infec9ão pelo

VIH e serem utilizados como um

sistema

barato

de experimentacâo,

sendo assim

reduzidos

a materiai

experimental descartável,

que a

experimentacão

de

vacinas,

como as efectuadas

pelo

médico francês Danieí

Zagury,

nele

prôprio

ou em

doentes,

é

alternativa desejável

a

igual experimenta9ão

em

chimpanzés,

sobretudo de

espécies amea9adas

de

extin9ão,

e.

sobretudo,

que a via a

seguir

é a

investiga9ão

clinica de uma

terapêutica

ou de uma

vacina, independentemente

das

garantias

de

seguran9a e

eficácia

para os

experimentados,

mas sem recurso a

experimenta9ão

animal,

tendo em atencão que não e muito mau o

prognostico

para os

pacientes depois

do

surgimento

da

doen9a plenamente declarada.

os

quais

não

podem

esperar

meses ou anos

pelos

dúbios resultados da

experimenta9ão animal,

como eles são de

qualquer

modo dotados da

capacidade

de dar o seu consentimento

informado,

contrariamenteao que acontece com os animais. Há que notar,

todavia,

que a denúncia da

experimenta9ão

em

animais,

nestes termos. não parece

poder

ser considerada solidária da acusacão

lan9ada

por Kramer contra a

experimenta9ão

em

crian9as.

Mas

as

águas

come9am a turvar-se, não tanto ao nível do sofrimento inútil que a

experimentacão pode

causar aos animais ou ãs

criancas,

mas

quando

se

chega

ao nível

da auséncia da

capacidade

de dar

consentimento,

que e comum a ambos

Crian9as

e animais avizinham-se estranhamente: å luz dos

princípios

de

Nuremberga,

que de

maneira clara colocavam os

animais

de

experimentacão

abaixo dos seres

humanos, exigindo

que a

investiga9ão animal precedesse

a

expenmenta9ão humana, fica

por

saber se agora serão os

animais

que, por via da sua

incapacidade

de

consentimento.

ascendem ao estatuto de

proteccao excepcional

que se

garante

âs

crian9as humanas,

ou

se são estas que, por essa mesma

via,

mas fazendo o percurso

inverso,

têm aberto o caminho para serem remetidas ao estatuto de

animais,

ainda que, na

perspectiva

das

associa9ôes

de luta contra a

experimenta9ão animal,

passem a gozar

do

estatuto

de

privilégio

e,

inclusivé,

de

imunidade,

que as

impediria, porventura

tanto como os

animais,

de serem utilizadas em

investiga9ão.

O terreno torna-se

especialmente resvaladi9o quando

o que se acentua não é a

futilidade

ou a

concepcão cientifica,

com o

consequente

onus de

sofrimento inútil,

do recurso â

experimenta9ão

tanto em

animais

como em

crian9as,

mas

antes,

como o faz a

associacão

berlinense atrás

citada,

o

facto

de o mau

prognôstico

da

sida

tornar a

investigacão

clinica

desejável

e

preferível,

nos

pacientes,

e

independentemente

do

sofrimento

acarretado

pela

ausência

de

garantias

de seguran9a e

eficácia,

para

eles,

â

experimenta9ão

animal. Neste

sentido,

é

possível

encontraruma

cumplicidade

de fiindo entre as

posicôes

dos movimentos de luta contra a

experimenta9ão

animal e

de movimentos

como o Act

Up quanto

â eminente

desejabilidade

da

experimenta9ão humana,

ainda que

provavelmente

contra

as

inten9Ôes declaradas

e mesmo os

desejos profundos

quer de uns, quer de outros destes movimentos.

Ou,

por outras

palavras, eis

como, numa

perspectiva,

o

prognôstico

fatal reservado aos doentes de sida torna o seu

sofrimento,

"naturalmente"

decorrente

da doen9a, preferível

ao

sofrimento

dos

animais

de

experimenta9ão,

"artificialmente"

induzido

pelos cientistas,

e, na outra

perspectiva,

o

desespero dos doentes,

se

conjugam

um com o outro para tornar os seres humanos em material electivo de

investiga9ão

biomédica.

A

posicao de

Annas

é,

no

fiindo,

concordante com a de

Mariner,

mas essa

concordância

alia-se

a uma tomada

de precaucão

em

rela9ão

â

prôpria

ideia de

progresso que uma

terapia

inovadora

necessariamente transporta consigo:

"Numa

época

que veio a encarar a

investiga9ão

como

necessária

ao progresso e o progresso

como a nova meta

da humanidade,

não

surpreende

que a

investigacão terapêutica

tenha

sido

reinventada como

simples terapia

e que

muitas

pessoas doentes a tenham realmente

exigido

como um

direito

seu. Talvez nem sequer devesse

surpreender

o

facto de a tradicional

investiga9ão não-terapêutica,

tal como a

investigacão

de fase I de

medicamentos contra o cancro e a

investigacão primária

de

drogas

contra a

sida,

assim

como os

prototipos

de

transplantes

e

implantes,

tenham

sido

redefinidos como

simples terapia

ou, por vezes, como

terapia

inovadora"

(Annas, 1992a:219). Exemplarmente

ilustrativo a este

respeito

é o caso

Baby Fae,

em que o recurso ao

transplante

de um

coracao de

babuíno,

embora nunca antes

tentado,

foi encarado como

terapia pelos cirurgiôes (Annas, Grodin, I992a:309).

Este e um

aspecto íundamental do actual

movimento de distanciamento em relacão ao

Côdigo

de

Nuremberga.

Annas e Grodin

sugerem que o fundo deste distanciamento tem

provavelmente

que ver com a

prôpria

natureza da

experimenta9ão humana,

e antes de mais com a

problematicidade

que lhe é

intrinseca;

a este

propôsito,

referem

explicitamente

o filosofo Hans

Jonas,

para quem,

nesta, e ao contrário da restante

experimenta9ão científica, objecto

e

sujeito

confundem-se

e é isto que torna a

experimentacão

humana tão

problemática, pois

o

sujeito-objecto

é

aqui

dotado dedireitos

(Annas, Grodin, 1992:307).

Lembram-nos estes autores que e anatureza da

interven9ão médica, terapêutica

ou

experimental,

e os dadosque fundamentam o recurso a

ela,

que determinam a natureza da intervencão e não o estatuto clínico do doente nem a

inten9âo

do

médico-investigador (Annas,

Grodin.

1992:309).

Para Annas em

particular,

a tendência

geral

de

afastamento

do

Codigo

de

Nuremberga, exprime-se pelo facto

de se ter

vindo

a

considerar que a

proteccão.

quer dos

direitos

dos indivíduos

(consubstanciada

no

requisito da obten9ão

do seu

consentimento).

quer do seu bem-estar

(por intermedio

da

prévia

revisão por pares dos

protocolos

de

experimentaeão)

é

protec9ão suficiente

dos

sujeitos

de

experimenta9ao;

a

investigacão

em

doen9as terminais,

como o cancro e

a

sida, é vista,

nos

países desenvolvidos,

como

terapia

e os

pacientes protegidos

através do mecanismo do consentimento

informado,

e, nos

países

em

desenvolvimento,

como

investiga9ão

de base

comunitária (community-based research)

e a

prévia

revisão

por pares

(de

um

protocolo de investiga9ão)

como

proteccão

suficiente dos

direitos

e

do bem-estar dos membros da

comunidade;

em ambos os casos, a

justificacão primária

da

investiga9ão

em

doen9as terminais

é a mesma, o

desespero

em face da morte

(Annas, 1994:112). Exemplaríssimo

a este título e o caso

cronologicamente mais

recente que

aqui

passamosa

referir,

o da

divulgacão pública,

no New

England Joumal ofMedicine de

18 de Setembro de

1997, de

que os Centros

de Controle

da

Doen9a

e

os

Institutos

Nacionais de

Saúde

dos

Estados Unidos financiaram

a

realizacão

de ensaios

clínicos

com

placebo

em 12211 mulheres

grávidas,

infectadas

pelo Vírus

da

Imunodeficiência

Humana

(VĨH), de África,

da

Tailândia

e da

República Dominicana;

explica-nos

Perez que o

objectivo

desta

investiga9ão

era

determinar

se um

regime

de

zidovudina (AZT) mais simples,

mais curto e mais barato que o

regime ACTG 076,

tido como

padrão,

é

igualmente

eficaz para reduzir a taxa

de

transmissâo

perinatal

do

VIH,

o

regime ACTG 076,

que consiste na admmistracão

de AZT,

â

mãe,

por via

oral

durante o

segundo

e o terceiro meses de

gravidez

e por

via

endovenosa durante o

parto

e, å

crianca,

por via oral nas

primeiras seis

semanas

de vida, regista

uma

espectacular

taxa de

reducão da infec9ão perinatal pelo

VIH de cerca de 25% a uns

8%,

mas o seu elevado custo de

mil dôlares por pessoa

torna-se

incomportável, sobretudo

para os

países onde

se realizam estes estudos e

onde

se

prevêem

para cima de seis milhôes de mulheres infectadas no ano 2000

(Pérez, 1997).

Ora o recurso a um

grupo de

controle

a quem é dado um

placebo,

nestes ensaios

clínicos, significa

o

nascimento de centenas de

criancas infectadas pelo

VĨH que, de outro

modo,

não o

seriam: "A

utiliza9ão

de

placebo

num

ensaio

clínico so se

justifica quando

não existe

nenhum tratamento de eficácia

comprovada.

Em caso

contrário,

não deve

utilizar-se

placebo, independentemente

da

importância dos objectivos

do

estudo,

do facto de que

este

tenha

sido

aprovado

por uma ou várias

comissôes de

ética e do facto de os

participantes

terem dado o seu consentimento. Por outro

lado,

no caso destes ensaios existem motivos para pensar que tanto o processo de

aprovacão

dos mesmos

peias

comissôes de ética dos

paises

onde se

realizam,

como o da

obtencão

do

consentimento

livre e informado' das

participantes foram,

no

mínimo, irregulares" (Pérez, 1997),

que os

investigadores responsáveis pelos

ensaios tentaram

justificar-se alegando

que a

utilizacao de

placebo, neles,

não

supunha qualquer priva9ão

de tratamento para as

mulheres dos grupos de controle

porquanto,

nos

países

a que elas pertencem, o

tratamento

padrão

purae

simplesmente

nãoexiste.

Pérez,

que comparaeste

argumento

ao

utilizado

para

legitimar

as

experiências

de

Tuskeegee,

denuncia no relativismo etico que ele

superficialmente

denota "uma cínica e

interessada descri9ão

da triste realidade

socioeconômica"

dos

países

em que se realizou o

estudo,

que nâo utilizam o

tratamento

padrão

-

aquele

que, de acordo com o conhecimento e a

expenência

do

momento, se considera o

melhor possivel

e

cuja aplica9âo

é

obrigatôria

nos casos em

que está indicado - porque não existem

condicôes

para o pagar e não porque os médicos desses

países

tenham diferentes critérios

quanto

å sua

adequacão clínica;

assim, segundo

este autor,

"constitui

a

mais perversa tergiversa9ão"

comparar a

utilidade de uma versão

abreviada

e

simplificada

do

ACTG

076 com o tratamento

padrão

dos

paises onde

se

realiza

a

investigacão,

que de

facto

é

nenhum,

além de que o

recurso ao

placebo

denota uma

proíiinda incompreensão

da

questão

a que a

investigacão pretende dar resposta:

"0 que se quer

saber

não é se dar um

regime

de

AZT mais curtoé

melhor

que não

dar nada,

mas

sim

se se

pode

encurtar e

simplificar

o

ACTG

076 sem

diminuir

a sua

eficácia,

e

para isso

nâo

fazia

falta nenhum

grupo

placebo

nem

nenhuma crianca morta" (Pérez, 1997).

0

diagnôstico terminal,

como, por

exemplo,

na

sida

e no cancro, determina

aquilo

que tanto

investigadores

como médicos

consideram razoável

e

aquilo

que acham

aceitável

e até

desejávei, pela

sua

parte,

em vez de

suspeitarem

da

experimentaeão,

os

doentes

podem exigi-la

como um

direito

seu, nestes casos, nem o

consentimento

informado nem a

revisão

por pares do

protocolo expenmental constituem protec9ão sigmficativa

dos

sujeitos

de

experimenta9ão

â luz da

ética clássica

da

experimentacão

humana, quando

a

medicina

se

impotente.

tem

tendência

a

lan9ar

mão de todo o

tipo

de

interven9ôes

insensatas que são

frequentemente justificadas pela necessidade

ou o dever de dar

resposta

aos

anseios dos pacientes (Annas,

1994:1

13).

Diz

ainda

Annas que

aceitar

como

suficiente

a

exigência

do doente para ser

(mal)tratado

é dar

um passo no

sentido

de

considerar

que o

paciente deveria

ter o

direito

de

exigir

que o

seu médico o matasse,

nomeadamente quando

umtratamento não cura - como atestam

muitos

medicamentos

contra o cancro - mas que

pode prolongar

a vida do doente até

ao

limite do suportável;

nesse caso,

legitimada deste modo

a

eutanásia,

ela

transforma-se num

autêntico procedimento

de

controle

dos danos

causados pela experimenta9ão (Annas, 1994:116).

A distincão entre

experimenta9ão

e

terapia oblitera-se,

assim

como, aos

olhos do doente,

setorna

dificil distinguir

o

médico

do

investigador,

o que é

particularmente verdadeiro

no caso

paradigmático

da sida: "A

sida

sempre foi

percebida

como a

doen9a

em que

literalmente

nâo

há distincão

entre tratamento e

experimenta9ão" ( Annas,

1 994:

118).

Os

problemas éticos

na

investiga9ão

de

medicamentos experimentais

contra a

sida

assumem

frequentemente

o

perfil

de um

conflito

de interesses entre médicos

(por exemplo,

o

respeito

a outrance dos

requisitos

éticos de

testagem

da seguranca e

eficácia,

em nome da

beneficência

dos

pacientes, aliás

claramente

codificada

nos

côdigos

e

regulamentos éticos

da

experimentacão humana) pacientes (reivindica9ão radical

da

autonomia

que

vai

inclusivamente para

além

do

consentimento informado)

e

empresas

farmacêuticas (invoca9ão

da livre

iniciativa

e do

respeito pelas

regras do

mercado, quando

se sabe que boa

parte

dos ensaios

clínicos

são

financiados

por empresas

privadas

que têm

grandes

interesses

financeiros

em

jogo) (Annas,

1994:1

17-119).

A

resolu9ão

deste

tipo

de conflito assume

frequentemente

a forma de uma

cedência

das regras da ética da

experimenta9ão

ao mesmo

tempo

â reivindicacão dos

pacientes

e âs

estratégias

de controle de

mercado pelas

empresas

farmacêuticas:

•'Estratégias

como a

promo9ão

de medicamentos paraa

sida,

ainda nâo

aprovados,

por

meio de

conferências

de

imprensa

e comunicados ao

público,

e a

mudan9a

das regras

de

investiga9ão

com fins de

ganho político,

alimentam falsas esperancas e a

explora9ão

financeira. Os doentes terminais de sida e de cancro

podem

ser

maltratados,

mal

empregados

e

explorados Argumcntou-se inclusivamente,

de modo

persuasivo,

que,

como

sociedade,

desenvolvemosuma atitudede 'curar oumatar' que nos

permite

fazer

uso dos

doentes terminais

como 'voluntários' para as nossas

experiências

concebidas

para banir a morte

(...) É

claro que o

consentimento

não

constitui justifica9ão

para a tortura ou o tratamento inumano de seres humanos. Temos de parar de tratar os

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