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4. IMPLEMENT AÇ ÃO

4.1. ENTRADA DE DADOS

O procedimento de entrada de dados é a etapa em que o usuário entrará com as informações que serão lidas e processadas pela rotina para a obtenção dos parâmetros de resistência ao cisalhamento de solos. De forma geral, o usuário poderá utilizar seis módulos diferentes para realizar a entrada de dados:

 módulo 01: Análise com boletim de sondagem específico da área em estudo;

 módulo 02: Análise baseada nos limites mínimos da NBR 6484 (ABNT, 2001);

 módulo 03: Análise baseada nos limites máximos da NBR 6484 (ABNT, 2001);

 módulo 04: Análise baseada nos valores médios de referência da NBR 6484 (ABNT, 2001);

 módulo 05: Análise baseada no banco de dados padrão da rotina;

 módulo 06: Análise baseada em banco de dados cadastrado pelo usuário.

Cada um desses módulos apresentou vantagens e limitações, conforme será descrito no item 4.3. Na Figura 7 está indicada a interface na qual o usuário irá selecionar o módulo de processamento de dados, além da metodologia que será utilizada para realizar a correlação entre valores de NSPT e os parâmetros de resistência ao cisalhamento de solos. Devem ser selecionadas metodologias diferentes para a correlação para solos coesivos e solos não coesivos.

FIGURA 7 - SELEÇÃO DE MÓDULO DE MODELOS DE CÁLCULO FONTE: O AUTOR (2016)

4.1.1. Módulo 01: Análise com boletim de sondagem específico da área

em estudo

Esse módulo de obtenção de dados é o que fornecerá as correlações mais próximas com a realidade do subsolo em estudo, visto que o boletim de sondagem a ser inserido representa a real condição da área. As divergências entre os resultados obtidos pela rotina e ensaios de laboratório serão apenas decorrentes das limitações das metodologias de correlação entre resultados de ensaios SPT e os parâmetros de resistência ao cisalhamento de solos.

Uma limitação da rotina idealizada se refere a descrição do tipo de solo predominante do material (areia, argila, silte arenoso ou silte argiloso). Por exemplo, um solo com descrição areia fina pouco siltosa deverá ser cadastrado na rotina simplesmente como areia. As definições de compacidade e consistência seguirão os limites propostos pela NBR 6484 (ABNT, 2001), conforme indicado na Tabela 1.

Além das informações da descrição do solo, nesse módulo o usuário deve informar o valor de NSPT medido em campo e o nível do lençol freático.

Nesse módulo, é possível processar até cinco boletins de sondagens de uma única vez. Para a entrada dos dados provenientes do solo, o usuário deverá selecionar a opção de gravar um novo boletim de sondagem, entrar com os dados solicitados – sendo que o valor de NSPT representa a soma de golpes nas duas últimas sequências de cravação em 15cm, e por fim clicar no botão concluído. Dessa forma a rotina irá gravar o boletim para a realização das análises. A interface de entrada desses dados está apresentada na Figura 8.

FIGURA 8 - ENTRADA DE DADOS NO MÓDULO 01 FONTE: O AUTOR (2016)

4.1.2. Módulos 02, 03 e 04: Análise baseada nos limites da NBR 6484

Os módulos 02, 03 e 04 apresentam apenas um indicativo das condições do solo, visto que não conta com a entrada de dados reais de valores de ensaios SPT.

O mesmo deve ser utilizado apenas para a análise de pré-projeto ou para o estudo inicial de viabilidade.

Apesar da simplicidade no processo, é necessário um conhecimento prévio do subsolo – pois será necessário informar na rotina a descrição do material, seus parâmetros de compacidade e consistência e o nível do lençol freático.

Para cada profundidade e descrição do solo, será atribuído um valor de NSPT, com base na Tabela 4, de acordo com a metodologia escolhida pelo usuário: limites mínimos, médios ou máximos.

Na Figura 9 é possível observar o modelo de entrada de dados que o usuário deverá preencher. Nesse caso, a entrada de dados é restrita a descrição do tipo de solo e profundidade do nível d’água. A coluna NSPT,equivalente será preenchida automaticamente pela rotina, com base nos limites definidos pelo usuário (máximo, médio ou mínimo). Após o preenchimento dos dados, o usuário deverá clicar no botão concluído para seguir com o processo de correlação dos parâmetros de resistência ao cisalhamento.

FIGURA 9 - ENTRADA DE DADOS NOS MÓDULOS 02, 03 E 04 FONTE: O AUTOR (2016)

4.1.3. Módulo 05: Banco de dados Padrão

Conforme já citado, a rotina conta com um banco de dados padrão, considerando os perfis geotécnicos apresentados no item 4.2. Os dados de sondagens foram organizados de forma sistemática em uma planilha do MS Excel, na qual as indicações de profundidade, valor de NSPT, descrição do solo e nível do lençol freático são apresentadas, conforme esquematizado na Figura 10.

FIGURA 10 - ORGANIZAÇÃO DO BANCO DE DADOS FONTE: O AUTOR (2016)

Conforme apresentado na Figura 10, no campo A são indicados um contador que atribui, para cada boletim de sondagem, um código e a profundidade em relação à superfície. Na coluna B, estão apresentados os valores de NSPT obtidos no boletim de ensaio, ou seja, sem aplicar nenhuma correção. Em C, a descrição do solo – o campo código visa apenas à facilidade de atribuição do argumento. Por fim, no campo D é indicada a presença do lençol freático onde, 0 representa condição sem a presença de água e 1 a condição com presença de nível d’água.

Para cada tipo de solo e parâmetro de compacidade e resistência, foram calculadas médias, conforme indicado Tabela 6. Na Figura 11 é mostrada a janela

de entrada de dados para esse módulo, sendo os parâmetros de entrada iguais aos indicados no item anterior: descrição do solo, nível da água e profundidade. A atribuição do valor de NSPT seguirá o valor médio para cada tipologia de solo, conforme indicado na Tabela 6.

FIGURA 11 - ENTRADA DE DADOS NO MÓDULO 05 FONTE: O AUTOR (2016)

4.1.4. Módulo 06: Banco de Dados cadastrado pelo usuário

Esse módulo foi implementado com o intuito de que o próprio usuário possa cadastrar um banco de dados conhecido, de preferência de uma região com subsolo similar a da região em análise.

Basicamente, o usuário solicita o cadastro de um novo boletim, informando a profundidade da camada em relação à superfície, valor de NSPT e a descrição do solo. Ao gravar esse dado, o boletim é compilado. O conjunto de boletins cadastrados passam a fornecer valores médios de NSPT para cada tipo de solo e sua respectiva compacidade e consistência.

Na Figura 9 está indicado um exemplo do procedimento de cadastramento de boletins. Na linha superior, o usuário é informado da quantidade de boletins de sondagens já gravados no seu banco de dados. Os dados de entrada são a profundidade, valor de NSPT (novamente desprezando-se a primeira etapa de cravação do amostrador, os 15 cm iniciais) e a descrição do tipo de solo. Após o preenchimento dos dados, o usuário deve clicar no botão gravar ou no botão cancelar, caso deseje desfazer a operação.

FIGURA 12 - MÓDULO DE ENTRADA DE DADOS PARA GRAVAÇÃO DO BANCO DE DADOS FONTE: O AUTOR (2016)

Os dados cadastrados são incluídos em um banco de dados que pode ser utilizado para o processamento dos parâmetros de resistência do solo. O processo é idêntico ao apresentado no item 5.1.3.

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