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Por Shirley M. Cavalcante ( SMC) Escritor Manuel Amaro Mendonça, é um prazer contarmos com a sua par-ticipação na revista Divulga Escritor.

Conte-nos, como foi realizada a esco-lha do titulo para seu novo livro de contos “Entre o Preto e o Branco”?

Manuel Amaro - Este título está em embrião desde 2015. Desde o início

que pensei atribuí-lo a um livro de con-tos, como veio a ser o caso e surgiu atra-vés do comentário do meu irmão Luís Mendonça, ao livro que eu tinha acabado de editar “Terras de Xisto e Outras Histó-rias”. As suas palavras foram: “Sente-se uma ideia transversal a todos os contos, que se traduz no facto de não existirem verdades absolutas mas muitas verda-des: uma (ou mais) para cada

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duo. Faz-nos recordar que entre o preto e branco há uma variedade infinita de cinzentos. E tu descreves muito bem esses cinzen-tos a que normalmente não se dá tanta atenção.”.

Logo nesse momento co-mentei com ele, que estava lançado o mote para um novo trabalho que haveria de sair, mas nem ele nem eu, imaginavamos que de-moraria cinco anos.

Apresente-nos a obra Manuel Amaro - Uma vez mais, não há um verda-deiro fio condutor para as narrativas incluídas neste livro, tirando o facto dos seus personagens poderem ser qualquer um de nós, ou até alguém que conhece-mos.

Aqui são focados temas tão diversos como a violência doméstica, a solidão, a velhice, a dependência de substâncias tóxicas e até a desertificação que grassa no interior de Portugal.

Pelos meus olhos, venha conhecer a vida do Xico, o sem-abrigo de “Uma Casa nas Ruas”, a ansiedade do escritor Fábio, de “Prioridades”, a teimosia de Filipe, de “A Vida Que Eu Quiser” ou a solidão mansa e conformada da idosa Faustina, em “A Última Habitante de Vale Santeiro”. Veja, que as pessoas são mais do que aquilo que está à superfí-cie e que, para além daquilo somos, há aquilo que nos fazem ser.

Apresente-nos, a lista de contos pu-blicados na obra

Manuel Amaro - Ao longo de quase duzentas páginas, encontrará dezasseis histórias fictícias, umas mais longas que outras, que abordam muitas das realidades contemporâneas:

Uma Casa nas Ruas A Última Afronta Por Cada Dia de Amor A Vida Que Eu Quiser A Caminhada

Solidão

Um Dia Como os Outros

A Última Habitante de Vale Santeiro Em http://debaixodosceus.blogspot.

com/2020/06/entre-o-branco-e-o-pre-to-pre-lancamento.html poderá ler mais sobre este novo trabalho, bem como uma pequena sinopse de cada conto.

Como leitor, o que mais o atrai na lei-tura desta obra literária?

Manuel Amaro - Quem segue os meus trabalhos, verá que escrevo muito so-bre épocas históricas e as ações decor-rem, normalmente, no passado. Nesta obra, todos os contos são contempo-râneos e o facto de serem situações perfeitamente plausíveis, faz com que

o leitor se identifique mais fa-cilmente com o ambiente e os personagens.

Onde podemos comprar o seu livro?

Manuel Amaro - Como todos os meus livros, encontra-se à venda pelo sítio da internet da Amazon, presente em pratica-mente todo o mundo, embora também responda ao endere-ço eletrónico manuel.amaro@

debaixodosceus.pt para enviar exemplares autografados pelo correio físico. Os envios para Portugal têm portes de correio grátis, mas para o Brasil faço descontos no preço do livro e todos acabam por ficar mais ao menos ao mesmo nível.

Além de “Entre o Preto e o Branco”, você tem outras obras publicadas, apresente-nos os títulos.

Manuel Amaro

-“Terras de Xisto e Outras Histórias”

em 2015

“Lágrimas no Rio” em 2016

“Daqueles Além Marão” em 2017 O que a escrita representa para você?

Manuel Amaro - A escrita faz parte da minha vida, embora só há pouco me sentisse com coragem para publi-car. Desde muito jovem que escrevo textos mais ou menos complexos e até algumas abordagens envergonhadas à poesia, mas foram precisas algumas alterações de fundo à minha vida, para me decidir pela publicação e encarar a escrita de forma mais séria.

Apesar de tudo continua a ser um pas-satempo; é um imenso prazer passar as minhas histórias para o papel, porque ao mesmo tempo estou a vivê-las… sa-ber que outros as leem e vão vivenciar também, é uma alegria sem igual.

Quais os seus próximos projetos lite-rários?

Manuel Amaro - Apesar de haver um iato de quase três anos entre “Daqueles

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Além Marão” e o “Entre o Preto e o Branco”, não quer dizer que estivesse dedicado em exclusivo a este último projeto. Este período serviu para pu-blicar em alguns blogues associados, participar em algumas antologias e principalmente, para estar envolvido em dar vida a um projeto em conjun-to com mais quatro auconjun-tores. Eu, Ana Paula Barbosa, Carlos Arinto, Jorge Santos e Suzete Fraga, formamos um grupo, intitulado Pentautores, que se tem dedicado a publicar algumas antologias temáticas: “Antes Quebrar Que Torcer” em 2017, “Além” em 2019 e “Heranças” em 2020… está mais outro em planeamento.

Por minha parte, tenho dois roman-ces começados, mas não sei dizer se o próximo lançamento (2021?) será um deles, ou um outro livro de con-tos, dos muitos que escrevo periodi-camente.

Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Foi muito bom co-nhecer melhor o escritor Manuel Amaro Mendonça. Agradecemos

sua participação na Revista Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Manuel Amaro - Quero aproveitar para agradecer esta oportunidade de, uma vez mais, estar presente nesta revista e felicitar-vos a todos pelo ex-celente trabalho que têm feito na di-vulgação dos autores lusófonos. Bem hajam e desejo que invistam mais nas parcerias junto dos blogues e autores portugueses.

Quanto aos leitores, são tão poucos que devem ser tratados com todo o carinho, embora muitos continuem a achar que literatura é só aquela que vende muitas cópias, que é escrita por quem aparece muito na televisão ou nos jornais, ou nasceu há mais de cem anos. Lamentavelmente, eu e a grande maioria dos muitos escritores que co-nheço, estamos fora destes parametros, mas em contrapartida, temos grandes leitores, que são grandes amigos (quer os conheçamos pessoalmente ou não) que seguem os nossos trabalhos e que-rem mais.

Um grande abraço a todos, espero um

dia, ter a genialidade de escrever a grande obra que eles merecem.

Até lá, continuo tentando.

O autor Manuel Amaro Mendon-ça, colabora nos blogues “Memó-rias e Outras Coisas… Bragança”

https://5l-henrique.blogspot.com/,

“Revista SAMIZDAT” http://www.

revistasamizdat.com/, “Correio do Porto” https://www.correiodoporto.

pt/ e “Pentautores” https://pentauto-res.blogspot.com/

Outros trabalhos estão em projeto, mantenha-se atento às novidades em http://debaixodosceus.blogspot.com, onde poderá ler alguns dos seus tra-balhos, ou visite a página de autor em https://www.debaixodosceus.pt/

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S

e você imagina algo não presente, a tendência é aumentar, só por que você ficará a persistir em uma imaginação, que poderá chegar ao ponto de uma ansiedade provocado por si mesmo. E quan-do se desconfia, sem que não haja elementos que comprovem uma determinada desconfiança sobre algo ou alguém, a proporção é piorar, deixando o corpo a sentir uma sensação estranhas de um sentimento que pode ser bom ou ruim, por não se ter um autocontrole, se envolvendo direta-mente ou indiretadireta-mente com a situação. Devemos lembrar que a imaginação ou a incerteza de uma desconfiança, blo-queia a certeza que ‘’vemos’’ e ficamos a imaginar as coisas que nem existe, podendo ela se realizar ou não, persistin-do em uma imaginação abstrato, ou em querer brigar com o nosso íntimo, em dizer que somos os donos da verdade, mesmo que algo nos tire do rumo certo ou do que queremos, principalmente quando alguém nos fale siga, ou desista.

Nunca podemos esquecer, que a última decisão dependen-do da situação será sempre nossa, dependendependen-do dependen-do caso que pode vir em primeiro lugar.

Na sequência do Imaginar, Desconfiar, muitos de nós não notamos que a nossa mente, transmitem as sensações em forma de elétrons com os ‘’átomos que regem o nosso corpo’’ e que, na maioria das vezes à sentimos sem entender, que essa mesma energia, é que provocam um determinado

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PARTICIPAÇÃO ESPECIAL COM O ESCRITOR EDILSON SILVA

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