• Nenhum resultado encontrado

ENTREVISTA COM REGIANI RITTER

No documento juliamariaramiro (páginas 74-97)

APÊNDICE 1 – ENTREVISTA COM REGIANI RITTER

Como foi sua experiência como mulher na reportagem de campo? Você tinha acesso às fontes da mesma forma como os homens?

Era estranho. Elas não entravam. Ficavam esperando na porta do vestiário, como eu, no início. Cansei de perder boas matérias pela frescura... Por isso e com o apoio do treinador do São Paulo, o Cilinho, tive de entrar. Era meu trabalho!

APÊNDICE 2 – ENTREVISTA COM ROGÉRIO BARBOSA – DIRETOR DA RÁDIO ESTAÇÃO WEB

A estação web está no ar desde que ano?

A Rádio Estação Web está próxima de completar 7 anos. Entramos no ar em 05/07/2010

A rádio trabalha só com transmissões esportivas?

Nossa programação é diversificada, 24h por dia, baseada no tripé música-informação- entretenimento, com programas de variedades, musicais, temáticos e jornalísticos. Dentro deste tripé, estão as jornadas esportivas. Além do futebol, são feitas transmissões de outras modalidades, como vôlei, basquete, futsal, handebol, rugby, futebol americano, etc.

A rádio também tem uma frequência AM ou FM?

Não temos frequência em FM, trabalhamos exclusivamente via internet. Em alguns horários da nossa programação e nas transmissões esportivas, contamos a parceria de nove emissoras de rádio (cinco no interior do RS, duas fora do Estado e duas internacionais) que nos retransmitem.

Quantos jornalistas integram a equipe?

Ao todo, são 22 comunicadores (entre jornalistas e radialistas) que integram a Rádio Estação Web. Destes, 11 atuam na equipe esportiva.

Sobre a equipe esportiva, são quantas mulheres? Elas já atuavam desde o princípio?

Atualmente, são três mulheres que integram a equipe: Clairene Giacobe, Paula Cardoso e Cleunice Schlee. Paula Cardoso está no ar desde o início da emissora, atuando como apresentadora de vários programas e também na equipe esportiva. Clairene Giacobe entrou em 2012, durante a cobertura dos Jogos Olímpicos Cleunice Schlee é a mais nova colega. Começou a atuar conosco neste ano. Vale citar aqui os nomes de Tábata Machado e Bruna Souza, que participam das transmissões de handebol

E como surgiu a ideia de colocar uma delas como narradora?

Desde 2012, tínhamos interesse em colocar uma narradora em nossas transmissões esportivas, a exemplo do que foram Zuleide Ranieri no rádio paulista dos anos 70 e Luciana do Valle na TV Bandeirantes durante os anos 90. Depois de tentativas e desistências de alguns nomes, a Clairene se colocou à disposição para narrar jogos. A preparação dela para a nova função durou quase um ano. Nesse ínterim ela se inscreveu em um curso de narração esportiva e começou a treinar em off nos estúdios. A estreia como narradora foi em 20/11/2016 no jogo Inter 2 x 1 Ypiranga de Erechim, final da Supercopa Gaúcha no estádio Beira-Rio.

Vocês veem que deu certo? Apostariam mais na narração feminina?

Sim, teve boa aceitação do público ouvinte-internauta e também dos demais profissionais de imprensa. Houve uma repercussão muito boa no RS e em outras partes do Brasil, sendo tema de matérias e reportagens. Com certeza seguiremos com narração feminina, até porque em agosto começa a ser disputado o Estadual Feminino aqui no RS. Gradativamente colocaremos narração feminina nos demais jogos do ano.

APÊNDICE 3 – ENTREVISTA COM CLAIRENE GIACOBE, NARRADORA DA RÁDIO ESTAÇÃO WEB

Você narra jogos masculinos e femininos?

Sim. Inclusive, eu prefiro masculino, pois conheço os jogadores. A narração fica mais fácil. Este ano narro alguns jogos do Brasileirão.

E você sempre teve interesse em narrar?

Adoro comentar. Mas fui desafiada a narrar. Fiz curso, comecei nos testes e amei

O curso é específico para narração?

Sim e fui a única mulher.

Em uma turma de quantos homens?

10

E eles te davam espaço? Como era a questão do machismo/ preconceito?

Olha, muito grande. Mas como fui mostrando grande entendimento tático fui conquistando espaço. Depois 4 anos comentando, hoje consegui um certo respeito.

E você hoje se sente segura para narrar?

Sim

Se inspirou em alguém?

Não

Como você vê a aceitação e o retorno dos seus ouvintes?

APÊNDICE 4 – ENTREVISTA - “POR QUE AS MULHERES NÃO NARRAM FUTEBOL”, COM MARINNA PROTASIEWYTCH, DA RÁDIO FORÇA JOVEM, EM CURITIBA

1. Como surgiu seu interesse pelo Jornalismo Esportivo?

Sempre gostei de esporte, desde pequena pratiquei uma dezena deles, mas o futebol sempre me atraiu. Apesar de meu pai não me deixar ir ao estádio quando criança, aos 16 eu fui ao meu primeiro jogo sozinha em uma estádio, de lá pra cá a paixão só aumentou quando resolvi fazer jornalismo. O tema do meu TCC foi um site esportivo sobre o futebol paranaense, que é onde eu atuo.

2. Ao iniciar sua carreira, pensou, em algum momento, em narrar uma partida de futebol ou outra modalidade?

Já pensei sim, confesso que na radio onde estou já surgiu a conversa, mas eu acredito que é preciso treino para isso.

3. Já fez algum teste na narração?

Nunca na narração, já fiz para plantão esportivo, comentarista e repostagem

4. Por que, em sua opinião, a presença feminina no jornalismo esportivo brasileiro cresceu tanto, mas não chegou à narração?

Porque muitas vezes a mulher no jornalismo esportivo é utilizada como chamariz e infelizmente suas competências não importam e sim sua presença nos gramados para gerar o "buzz" nos corredores e redes sociais

5. Que fatores contribuem para a ausência da mulher na narração?

Acredito que o preconceito seja o principal deles, pois como disse anteriormente as mulheres são utilizadas como iscas da audiência. Além disso, a falta de oportunidade também causa isso, uma vez que é mais fácil chamarem um homem para esta função do que uma mulher, pois acredita-se que eles conhecem mais de futebol que nós mulheres.

APÊNDICE 5 – ENTREVISTA - “POR QUE AS MULHERES NÃO NARRAM FUTEBOL”, COM PAMELA SCHTSCHERBAK, REPÓRTER DA TV TRANSAMÉRICA, EM CURITIBA

1. Como surgiu seu interesse pelo Jornalismo Esportivo?

Desde pequena recebi influência do meu avô. Ele me levava no estádio.

2. Ao iniciar sua carreira, pensou, em algum momento, em narrar uma partida de futebol ou outra modalidade?

Ainda penso em narrar partidas de futebol!

3. Já fez algum teste na narração?

Não

4. Por que, em sua opinião, a presença feminina no jornalismo esportivo brasileiro cresceu tanto, mas não chegou à narração?

Logo chegaremos à narração. A hegemonia feminina no futebol ainda está fraca, mas com os anos - mais uns 2 ou 3 - estaremos de igual para igual com os homens. Futebol sempre foi considerado um entretenimento masculino e isso se fixou como cultura.

5. Que fatores contribuem para a ausência da mulher na narração?

Falta de interesse por parte das mulheres. Digo aquele interesse de chegar e colocar a cara pra bater e dizer que quer ser narradora. Outro fator é a falta de confiança dos meios de comunicação e dos próprios homens.

APÊNDICE 6 – ENTREVISTA - “POR QUE AS MULHERES NÃO NARRAM FUTEBOL”, COM MAYRA SIQUEIRA, REPÓRTER DA RÁDIO GLOBO/CBN

1. Como surgiu seu interesse pelo Jornalismo Esportivo?

Com minha paixão pelo futebol. Não tinha interesse em trabalhar com Esporte no início da faculdade, mas o primeiro estágio na área me fez mudar de ideia.

2. Ao iniciar sua carreira, pensou, em algum momento, em narrar uma partida de futebol ou outra modalidade?

Desde pequenina, falavam que eu seria "locutora de rádio", pela velocidade com que eu sempre falei. Quando comecei a trabalhar em rádio, o narrador Deva Pascovicci, um ídolo e um narrado excepcional, sempre me cutucou pra narrar. Achava que eu teria tudo que precisa para uma boa narradora - o que, na visão empreendedora dele, faria um extremo sucesso, dado o ineditismo (ou quase ineditismo). Mais tarde, o também narrador Oscar Ulisses, também incrível e de longeva e bem sucedida carreira, fez coro ao Deva. Achou que eu deveria arriscar. Sempre me faltou coragem, mas confesso que acho que faria bem.

3. Já fez algum teste na narração?

Não. Já cheguei a brincar de narrar um pouco durante as transmissões da CBN. Mas apenas um trecho ou outro, uma cobrança de falta. Sempre incentivada pelo Deva.

4. Por que, em sua opinião, a presença feminina no jornalismo esportivo brasileiro cresceu tanto, mas não chegou à narração?

Um pouco de preconceito, claro, mas também por falta de interesse. Nunca vi como um sonho pra nenhuma conhecida. Talvez seja uma questão de representatividade. Por nunca termos visto uma mulher responsável por uma narração, nunca passa pela cabeça, não de forma natural, que é algo que seria possível. Futebol ainda é visto como muito masculino, e, enquanto nós, mulheres, tomamos reportagem e aos poucos aparecemos como comentaristas, a área "imaculada" da narração segue como uma espécie de tabu.

5. Que fatores contribuem para a ausência da mulher na narração?

Um pouco do que eu citei lá em cima, mas vejo como falta de identificação, por não ver uma mulher na posição, nunca tivemos essa representatividade - por que quereríamos ser narradoras se nunca tivemos uma "ídola" na posição? Acho que vem muito disso. Tudo isso fomentado pelo preconceito que cai, sim, aos poucos, mas que persiste. Enquanto eu - ou qualquer outra repórter mulher - for vista como "uma boa repórter entre as mulheres", e não como "uma boa repórter" e ponto final, vai ser difícil pensar que esse machismo não existe ou não atrapalha.

APÊNDICE 7 - ENTREVISTA - “POR QUE AS MULHERES NÃO NARRAM FUTEBOL”, COM ALINE BORDALO, REPÓRTER DA REDE GLOBO

1. Como surgiu seu interesse pelo Jornalismo Esportivo?

Desde criança acompanho futebol, e sempre quis ser jornalista para acompanhar os treinos e os jogos.

2. Ao iniciar sua carreira, pensou, em algum momento, em narrar uma partida de futebol ou outra modalidade?

Não, gosto mesmo é de reportar, contar o que acontece nas partidas pelo meu ponto de vista.

3. Já fez algum teste na narração?

Nunca.

4. Por que, em sua opinião, a presença feminina no jornalismo esportivo brasileiro cresceu tanto, mas não chegou à narração?

Acho que, por mais que tenha crescido o número de mulheres no esporte, ainda há muito preconceito. Basta cobrir algum evento esportivo para sentir os olhares dos homens. A grande maioria acha que mulher não entende nada de futebol, e que, portanto, não deveria falar sobre isso. Claro que isso vem melhorando ao longo dos anos, mas é uma melhora muito lenta. Aos poucos, conseguimos nos inserir na condição de repórter, no máximo comentarista, mas narradora ainda é uma posição muito distante. Da mesma maneira que os homens não curtem futebol feminino, eles também iriam criticar bastante um jogo narrado por uma mulher.

5. Que fatores contribuem para a ausência da mulher na narração?

Na minha opinião, o principal motivo é mesmo o preconceito. Mas também ainda não apareceu nenhuma mulher que quebrasse essa barreira. A Vanessa Riche chegou a treinar, fazer vários testes narrando, mas o projeto acabou não indo para frente. Não sei se algum dia teremos a oportunidade de ver uma mulher narrando um jogo de futebol, infelizmente. As emissoras ainda estão muito fechadas nesse sentido. Mulher no esporte, só se for bonitinha. A mentalidade predominante ainda é essa...A emissora que der esse passo será bem corajosa.

APÊNDICE 8 - ENTREVISTA - “POR QUE AS MULHERES NÃO NARRAM FUTEBOL”, COM ALINE FALCONE, EDITORA DO SITE GLOBOESPORTE.COM

1. Como surgiu seu interesse pelo Jornalismo Esportivo?

Eu sempre curti esportes, mas a oportunidade veio após uma experiência quando fui estagiária no Sistema Globo de Rádio, no último ano de faculdade. O projeto de estagiários incluía um mês em cada editoria e eu me identifiquei muito quando passei pela de esportes da Rádio CBN. Após me formar, eu comecei a trabalhar na editoria de cidade, mas surgiu uma vaga no esporte da CBN alguns meses depois, e o gerente da área, Álvaro Oliveira Filho, me ofereceu. Isso foi em 2010. De lá para cá, só esporte na minha vida.

2. Ao iniciar sua carreira, pensou, em algum momento, em narrar uma partida de futebol ou outra modalidade?

Não, nunca pensei em narrar. No rádio, já atuei como repórter (incluindo repórter de campo), produtora, coordenadora de transmissão e apresentadora. Na TV, como repórter e produtora. Mas nunca pensei na possibilidade de narrar porque acredito que, independentemente do gênero, a pessoa tem que ter talento para a função. E eu definitivamente não tinha.

3. Já fez algum teste na narração?

Teste não, mas já precisei narrar um gol de outro durante uma transmissão. Definitivamente aquilo não foi narrar. (Risos) Não teve emoção, eu só descrevi o que aconteceu.

4. Por que, em sua opinião, a presença feminina no jornalismo esportivo brasileiro cresceu tanto, mas não chegou à narração?

Acho que é uma questão de prática e também de falta de opções. Ainda não surgiu uma mulher que narre bem no meio, que seja conhecida. Quando isso acontecer, pode incentivar outras a tentarem também. O gênero não pode e não deve limitar ninguém em função alguma, isso é uma bandeira que deve ser levantada sempre por nós. Nas outras funções do jornalismo, as mulheres foram mostrando seu valor, seu talento, dedicação e enfrentando o preconceito que ainda existe. E talento é algo inquestionável, não tem gênero. Se não for para fazer doação de esperma ou servir de cobaia para algum estudo sobre o cromossomo Y, a mulher pode exercer qualquer função.

5. Que fatores contribuem para a ausência da mulher na narração?

Como disse antes, falta incentivo e são poucas as candidatas também. Acho que quanto mais mulheres tentarem e se identificarem, mas comum será.

APÊNDICE 9 - ENTREVISTA - “POR QUE AS MULHERES NÃO NARRAM FUTEBOL”, COM ALAN SILVA, COLABODOR DO SITE CENAS LAMENTÁVEIS

1. Como surgiu seu interesse pelo Jornalismo Esportivo?

Sempre fui apaixonado pelo mundo da informação, principalmente, esportiva.

2. Ao iniciar sua carreira, pensou, em algum momento, em narrar uma partida de futebol ou outra modalidade?

Sim.

3. Já fez algum teste na narração?

Não.

4. Por que, em sua opinião, a presença feminina no jornalismo esportivo brasileiro cresceu tanto, mas não chegou à narração?

Creio que exista um preconceito quanto a voz da mulher.

5. Que fatores contribuem para a ausência da mulher na narração?

APÊNDICE 10 – ENTREVISTA - “POR QUE AS MULHERES NÃO NARRAM FUTEBOL”, COM MARINA PROTON, ASSESSORA DO TUPI

1. Como surgiu seu interesse pelo Jornalismo Esportivo?

Eu sempre gostei muito de futebol e esporte em geral. E desde quando decidi pelo jornalismo, decidi que queria lutar pra entrar no mundo do jornalismo esportivo. É uma mistura de paixão mesmo e por isso a escolha.

2. Ao iniciar sua carreira, pensou, em algum momento, em narrar uma partida de futebol ou outra modalidade?

Nunca tive essa vontade. Mas talvez (quase com certeza) pelo motivo disso não ser comum. Aliás, nada comum. Talvez se isso fosse uma fonte do jornalismo esportivo para as mulheres, eu certamente teria esse interesse.

3. Já fez algum teste na narração?

Não, nunca fiz.

4. Por que, em sua opinião, a presença feminina no jornalismo esportivo brasileiro cresceu tanto, mas não chegou à narração?

Acho que muitos tabus estão caindo, não só no jornalismo esportivo, mas em todas as profissões. Hoje não tem mais dessa de que "mulher não entende de futebol". Nós entendemos sim, é muito! Claro que muitas mulheres não gostam de esporte, seja qualquer um deles, mas muitos homens também não curtem. Assim como tudo na vida, cada um tem seu gosto para alguma coisa. Mas a questão da narração, eu sinceramente não sei se não seria uma "culpa" de nós mulheres em não procurar essa área, ou se a "culpa" seria dos veículos que não dão oportunidade às mulheres. É uma questão complicada e por isso a necessidade da avaliação a fundo.

5. Que fatores contribuem para a ausência da mulher na narração?

Como disse na resposta anterior, acho que é uma via de mão dupla. Falta interesse de ambas as partes, pelo menos ao meu ver.

APÊNDICE 11 - ENTREVISTA - “POR QUE AS MULHERES NÃO NARRAM FUTEBOL”, COM LUIZA SÁ, REPÓRTER DO JORNAL LANCE

1. Como surgiu seu interesse pelo Jornalismo Esportivo?

Cresci frequentando estádios de futebol e daí surgiu o interesse pelo esporte, quanto ao jornalismo, foi uma profissão que sempre me interessei. Comecei a escrever ainda nova e percebi que amava fazer isso.

2. Ao iniciar sua carreira, pensou, em algum momento, em narrar uma partida de futebol ou outra modalidade?

Sempre me questionei sobre a ausência das vozes femininas na narração. Apesar de não achar que tenho talento para isso, sempre quis tentar para ver se gostava.

3. Já fez algum teste na narração?

Não

4. Por que, em sua opinião, a presença feminina no jornalismo esportivo brasileiro cresceu tanto, mas não chegou à narração?

Talvez porque a narração ainda seja considerada um espaço só de homens, por ser uma das áreas com maior contato com o público e que poucas conseguem se aventurar. Penso que algumas emissoras de TV e rádio ainda possam ter certo receio de dar essa oportunidade para as mulheres, como houve nas outras áreas do jornalismo esportivo.

5. Que fatores contribuem para a ausência da mulher na narração?

Em geral, o machismo. Esse tipo de preconceito faz com que muitas não tenham oportunidades, não só na narração. Como falta uma voz feminina como referência, talvez muitas mulheres tenham receio em se arriscar nessa área também.

APÊNDICE 12 - ENTREVISTA - “POR QUE AS MULHERES NÃO NARRAM FUTEBOL”, COM THAYNARA LIMA, REPÓRTER DO JORNAL LANCE

1. Como surgiu seu interesse pelo Jornalismo Esportivo?

Eu me tornei fã de futebol e depois de alguns anos decidi que queria seguir a carreira como jornalista. Daí escolhi juntar minhas duas paixões.

2. Ao iniciar sua carreira, pensou, em algum momento, em narrar uma partida de futebol ou outra modalidade?

Sim. Acho muito legal, queria aprender a fazer.

3. Já fez algum teste na narração?

Não...

4. Por que, em sua opinião, a presença feminina no jornalismo esportivo brasileiro cresceu tanto, mas não chegou à narração?

Infelizmente, a narração esportiva ainda não tem mulheres e, para mim, isso se dá ao fato de que o status de narrador é o mais alto da transmissão de um evento esportivo e por conta do machismo institucionalizado as mulheres ainda não chegaram a esse patamar. Repare que eu disse AINDA, pois acredito que se continuarmos ocupando os espaços como fazemos, logo logo estaremos ocupando também as narrações esportivas.

5. Que fatores contribuem para a ausência da mulher na narração?

Falta de representatividade ainda é muito importante. Acho que a partir do momento em que a primeira mulher chegar lá, as outras se sentirão mais encorajadas a isso. Além do machismo institucionalizado, que nos impede de ser vista nesses espaços.

APÊNDICE 13 – ENTREVISTA - “POR QUE AS MULHERES NÃO NARRAM FUTEBOL”, COM GABRIELA TELLES, REPÓRTER DO JORNAL LANCE

1. Como surgiu seu interesse pelo Jornalismo Esportivo?

Meu pai me colocou no universo do futebol, quando me levou pela primeira vez ao Maracanã. Desde então, me interessei muito pelo esporte e já que não jogava, queria fazer parte desse universo de alguma forma. Foi então que escolhi o jornalismo como profissão.

2. Ao iniciar sua carreira, pensou, em algum momento, em narrar uma partida de futebol ou outra modalidade?

Não

3. Já fez algum teste na narração?

Não

4. Por que, em sua opinião, a presença feminina no jornalismo esportivo brasileiro cresceu tanto, mas não chegou à narração?

Machismo. As mulheres ainda precisam provar constantemente que são boas. Narrar uma final de copa do mundo, por exemplo, não é para "qualquer um". Logo, para os homens branco e héteros que dominam o futebol mundial, o lugar da mulher não é na posição de narradora.

5. Que fatores contribuem para a ausência da mulher na narração?

Mais uma vez o machismo. Se Marta, 5 vezes melhor do mundo, não tem o devido reconhecimento como jogadora, que dirá uma jornalista ou outra profissional terá espaço como narradora.

APÊNDICE 14 - ENTREVISTA - “POR QUE AS MULHERES NÃO NARRAM FUTEBOL”, COM LUIZA PORTELA, EX REPÓRTER DA RÁDIO TUPI

1. Como surgiu seu interesse pelo Jornalismo Esportivo?

Através da minha paixão Por futebol e depois de participar de uma palestra sobre jornalismo esportivo.

2. Ao iniciar sua carreira, pensou, em algum momento, em narrar uma partida de futebol ou outra modalidade?

Não

3. Já fez algum teste na narração?

Não

4. Por que, em sua opinião, a presença feminina no jornalismo esportivo brasileiro cresceu tanto, mas não chegou à narração?

O meio sempre foi de predominância masculina, mas aos poucos as mulheres foram quebrando barreiras e hoje a inclusão da mulher está cada vez maior. Penso que ainda existe um certo preconceito em dar a chance a uma mulher para narrar.

5. Que fatores contribuem para a ausência da mulher na narração?

No documento juliamariaramiro (páginas 74-97)