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ENTREVISTA REALIZADA COM EQUIPE GESTORA DA ESCOLA DE

1) O que você pensa sobre a inclusão?

2) Uma das grandes barreiras a serem derrubadas está no preconceito em relação ao tema. Como você vê esta questão?

3) Como vocês veem a inclusão do aluno com necessidades educacionais especiais na Escola de Educação Especial? Ela garante seu desenvolvimento, conhecimento e dá sentido na interação com os demais? Por quê?

4) Quanto ao envolvimento da comunidade escolar (professores, funcionários, pais e mesmo o aluno) no processo de inclusão?

5) Fazendo parte da Equipe Gestora da escola, você acredita que o professor está preparado para a inclusão?

6) O projeto político pedagógico complementa a inclusão? De que maneira? 7) Como você vê a área da Educação Física no processo da inclusão?

ENTREVISTA COM A EQUIPE GESTORA DA ESCOLA ESPECIAL

1) O que você pensa sobre a inclusão?

A gente tem um certo receio quando se pensa em inclusão tão fácil. Quando saiu todas as ideias do MEC que os alunos com deficiência teriam que estar incluídos a todo custo, teriam que estar incluídos nas Escolas Regulares, a gente se assusto bastante porque a gente conhece a realidade e sabe que cada um tem que ser visto com a sua particularidade e que a inclusão muitas vezes ela vem a desestruturar o que você conseguiu assim, num trabalho mais direcionado. Então, inclusão pra nós claro, é não deixar ninguém de fora, se tu for pensar no termo da palavra, inclusão é você dar oportunidades iguais pra todas as pessoas, isso é o que eu penso de inclusão. Mas na medida que você dá oportunidade também tem que pensar que cada pessoa que se depara com aquela ação, com aquela atividade, que chegou a ela, ela vai ter um jeito de entendê-la, de participar dela, então para que ela consiga ter a mesma oportunidade ela tem que também ser respeitada com o seu jeito, as vezes eu aprendo em grupos menores, então pode ser me dada a oportunidade de uma turma grande mas não vai esta havendo essa minha particularidade que eu tenho dificuldades no social. Então a gente pensa assim, que inclusão, ela é uma palavra muito ampla, e que foi usada muito comercialmente, sem pensar que ela acarreta um investimento muito grande, não só investimento financeiro, de adequações, de reformulações no espaço físico, mas ela também demanda você saber mais com quem você está trabalhando. Então, ela demanda no financeiro, no conhecimento, e nos esforços, você pode ter tudo já adaptado, pode ter feito curso, você pode estar ok com isso, mas você não está suscetível, você não está entrosado, você não está querendo. Então ela também não vai acontecer, depende muito então do envolvimento tanto dos alunos como dos profissionais que estiverem envolvidos, não só do professor, mas de todos. Envolve este investimento. A gente sempre diz que para fazer inclusão custa caro, caro porque demanda recurso, investimento, conhecimento e força de vontade do profissional, do envolvido direto e também da família. Consequentemente, envolvendo toda uma comunidade. Então você está fazendo todo mundo crescer, talvez vá levar mais tempo né. Embora a gente esteja dentro de uma escola, nós nos preocupamos com a inclusão como um todo, não só a escolar. Porque se você trabalhar com ela vai conseguir essa quebra de paradigma desde cedo, incluir primeiro dentro da própria família, depois dentro dos pequenos grupos que a família tem

contato, e depois que chega a escola. Então, se tem mais um grupo pra trabalhar a inclusão. Mas não é só a escola o grupo que ela tem, ainda tem os demais familiares, os amigos da sua família, os amiguinhos que ela forma na escola e que ela pode levar pra fora da escola.

COMENTO: Muitos pensam que é só a escola né?

RESPONDE: Aí que tá, a escola toma um papel sozinho para a inclusão, e não é só a escola que tem que fazer essa ação acontecer, quando a gente diz que quer reeducar uma sociedade, você tem que pensar que a escola é um grupo social dentro da sociedade. Depois da escola eles vão ficar adolescentes, e vão continuar a ter amigos? Que tipo de amigos? Não vão ser eternas criancinhas brincando de roda. Então, essa inclusão tem que ir acompanhando a vida daquela pessoa, até que chegue numa inclusão social bem maior onde essa pessoa só não esteja lá, mas também tenha espaço de fala, seja ouvida, consiga entender o que está se passando, não ser motivo de riso ou de zombaria de tantas pessoas como era antigamente e depois chegue na inclusão no trabalho. Quando ela consegue chegar nesse estágio é sinal de que ela conseguiu muitos passos para a vida adulta dela. Então, a inclusão acontece em todas as etapas da vida, do desenvolvimento de uma pessoa, com nós acontece, com eles também acontece, quebrando então essa questão de que isso não é possível, que eles são incapazes, todos estes rótulos que são dados. Mas ela é muito bonita se tudo isso acontecer.

2) Uma das grandes barreiras a serem derrubadas está no preconceito em relação ao tema. Como você vê esta questão?

Este é um ponto positivo que a gente vê da inclusão, porque ela desmistifica assim um pouco desse olhar de pena que a gente via antes, então por meio da inclusão se consegue quebrar muitos preconceitos, a pessoa que antes pensava de um jeito começa ver possibilidades naquelas pessoas com deficiência.

COMENTO: A professora comentou que vocês trabalham muito com a questão da autoestima do aluno, com a família..

RESPONDE: O preconceito faz parte da gente, não é porque você está lendo sobre isso ou trabalhando e você quer um mundo melhor, ainda mais nós que somos educadores, na nossa constituição já temos o preconceito, precisamos é saber lidar com ele. Estudos dizem assim: que em 6 segundos você olha aquela situação, aquele caso, aquela pessoa, e você já formula uma

ideia, você já cria um preconceito, você já definiu uma ideia. Mas aí precisar reciclar para poder usar de novo os 6 segundos para conseguir agir em cima daquilo. Se trata de uma questão mental muito rápida. Têm pessoas que olham, pensam e já externam. A gente trabalha de que não é o problema você pensar de forma preconceituosa, porque você está tentando se reeducar, uma vez que o preconceito está historicamente na nossa vida. Então, na medida que você consegue lidar com aquilo, você já esta fazendo um exercício de mudança. Quando eles são vistos incapazes, não é possível, você já externou aquele preconceito e não dá oportunidade, colocando uma barreira que nem dá a ideia do pensar de outra maneira, tornando-se complicado quando você se fecha com aquela ideia que você teve e não consegue abrir a cabeça.

3) Como vocês veem a inclusão do aluno com necessidades especiais na Escola de Educação Especial? Ela garante seu desenvolvimento, conhecimento e dá sentido na interação com os demais? Por quê?

A gente defende a Escola Especial, não só a da APAE, que trabalha com deficientes intelectuais, mas a gente defende que muitos alunos que tem um tipo de deficiência, que têm uma necessidade específica, que precisam muitas vezes serem trabalhados em ambientes totalmente adaptados para eles, como exemplo, escolas de surdos, cegos, escolas que conseguem trabalhar com aquela linguagem que a escola comum não consegue dá. Depois, uma vez adaptados, quando já estarão mais seguros. Muitos casos funcionam melhor num ambiente especializado, com turmas reduzidas, com todo o planejamento voltado e adaptado para os casos que são atendidos, como é o caso da nossa escola. Nós trabalhamos com deficiência intelectual e deficiência múltipla que tenha deficiência intelectual, não com outros tipos de deficiência. Mas, defendemos a Escola Especial porque a gente vê que aqui também ocorre inclusão, que aqui eles também aprendem, porque a gente sabe que o ensino que é dado aqui ele respeita o ritmo do aluno, então não é conteúdo em cima de conteúdo, você vai trabalhar com questões práticas, com planejamento mais no concreto, com experimento, com a realidade deles, então você vai levar muito mais tempo às vezes numa determinação ação, atividade, conteúdo, mas não deu de um jeito, vai ser tentado de outro. Já a Escola Comum não é porque a escola não quer, mas porque o sistema em si não permite que se leve muito tempo em uma determinação ação, porque já vêm outras, e o sistema de notas, de avaliação, o conteúdo tem que passar, porque no próximo ano já vai ser isso... isso e isso.. Aqui não, a gente trabalha com Ensino Fundamental, EJA, mas eles têm

mais tempo para assimilar. E o foco do Ensino Especial não é só o letramento, não é só ler e escrever, a gente percebe que as vezes é muito melhor trabalhar com questões que eles vão levar pra vida toda, essa alfabetização de mundo, do que você estar ali insistindo numa ação que às vezes mentalmente eles não têm ainda maturidade, pode ser que daqui a pouco vão ter, mas às vezes eles estão num estágio de atraso tão grande que eles estão grandes em tamanho, mas ainda querendo se utilizar do brinquedo para entender o significado daquela atividade. Então, não é infantilizar, mas é dar tempo ao tempo. A Escola Especial seria um reforço positivo para a Escola Comum, aqueles casos que têm dificuldades no andamento do ritmo normal de uma Escola Regular deveriam estar então recebendo esse suporte de uma Escola Especial, mas infelizmente, historicamente a Escola Especial sempre foi vista como a irmã feia, lá estão os separados, lá estão os excluídos, quando veio essa lei tudo, traz todo mundo pra cá e fecha aquilo lá, não é assim que a gente pensa, as duas podem andar juntas, quando a gente vê que aqui na Escola Especial tem alguém preparado você pode encaminhar para a inclusão e é o que a gente tem feito. Temos 19 alunos incluídos que saíram daqui também, e outros que nem precisaram entrar na nossa própria escola, porque a gente está acompanhando de longe o desenvolvimento. Outros, estavam na Escola Comum e tiverem que vir para a Escola Especial, porque lá não deu mais certo. Então, o que a gente oferece, as vezes é muito mais atrativo, e dar mais tempo para eles aprender do que na outra escola, uma complementa a outra.

COMENTO: Vocês têm bastante contato com as demais escolas?

RESPONDE: Temos o contato com a escola de acordo com a necessidade de cada caso, e de acordo com a solicitação também de cada grupo, difere muito de escola para escola, têm umas que estão mais organizadas Nesta questão de inclusão, desde sala de recursos, profissional preparado, suporte no turno inverso, reunião com pais, uma equipe preparada. Já outras escolas, têm mais fragilidade. Mas a rede tem muito a crescer ainda, a gente sabe que cada caso tem uma urgência e nem sempre a gente consegue atender a todas.

COMENTO: Vocês que mantém contato com as Escolas, ou como que acontece de fato esse acompanhamento?

RESPONDE: Vai e volta, mas às vezes a gente tem que procurar, porque se não, não ocorre, às vezes eles procuram, às vezes dependendo do lugar, da gestão, do caso, às vezes está tranquilo a inclusão que não é necessário mais interferência. A criança está conseguindo fluir

bem. Outros casos, você tem que ter uma equipe toda, desde médicos, medicamentos, de controle com a família, de suporte mais técnico em cima porque o caso demanda mais atenção.

4) Quanto ao envolvimento da comunidade escolar (professores, funcionários, pais e mesmo o aluno) no processo de inclusão?

A gente tem trabalhado procurando envolver todo mundo, todos aqui trabalham pensando que eles merecem uma vida com mais independência, se vai ser na rua, na família, na escola, no trabalho, não sabemos o espaço que cada um vai tomar, mas que a gente no dia a dia aqui procura envolver todos sabendo que cada ação de cada um vai trazer um benefício, eles estão recebendo atendimento de saúde? Sim, por quê? Porque eles precisam ter uma melhor qualidade de vida para a vida futura deles, eles precisam de suporte no transporte, então o motorista tem que saber que ele está fazendo um meio auxiliar de locomoção, de acessibilidade para aquela pessoa poder vir para a escola. Então, a gente não procura levar favor para ninguém, e ninguém é coitado de nada, todo mundo está auxiliando para que eles aprendam, para que tenham uma vida melhor. Então, para isso que isso daqui existe, mas é um constante trabalhar. Desde grupo motivando as equipes para não desistir, porque às vezes demora bastante para aquela conquista chegar, para aquela família também não se apoiar na deficiência do filho, não achar que somos todos coitados, e também pro profissional não pensar que porque a gente trabalha com pessoas com deficiência todo mundo ganhou o céu. Todo mundo está fazendo a sua parte, tentando igualar oportunidades.

COMENTO: E os pais são envolvidos com a escola?

RESPONDE: Nem todos são, muitos têm historicamente essa visão de que a vida é a vida mais sofrida do mundo, então você tem que quebra um pouco esse lugar que eles ocupam.

COMENTO: É preciso então além de trabalhar com os alunos, também trabalhar com os pais?

RESPONDE: É, com os alunos e com os pais. Porque às vezes tu consegue com o filho uma certa independência e uma coragem para ele se impor diante das coisas, mas em casa, eles são barrados, por exemplo, assim, a gente incentiva muito: vocês têm que escolher a roupa que vocês querem vim para a escola, vocês têm que chegar e dizer: mãe eu não gosto dessa cor, eu quero escolher tal coisa, mas daí a mãe naquele sistema de proteção de achar que tudo é mais ágil, mãe faz tudo, não dá espaço, então a gente tem que trabalhar, teu filho é capaz! Capaz de

comer sozinho, capaz de andar sozinho, é capaz de dar um recado, é capaz de escovar o dente sozinho. Tudo isso pra nós, é aprendizagem.

5) Fazendo parte da Equipe Gestora da escola, você acredita que o professor está preparado para a inclusão?

Muitos estão. Mas daí se deparam assim, com todo o resto. Às vezes assim, é um desafio que chega e que, sei lá, traz assim uma motivação diferente, de estudar, de planejar, de trocar figurinha com o colega, mas acabam que vão indo pra um caminho assim também de se sentir frágil, derrotado, sozinho, e começam a ocupar dentro da própria escola um lugar tipo essa família que eu falei, de coitados, então a inclusão muitas vezes não dá certo por isso, ou eles são os derrotado que ninguém olha, porque eu tenho essa turma, com mais esse, com mais esse, então o trabalho não flui, e acabando ficando aquela melancolia toda ou eu sou o herói. E não é uma coisa, nem outra. É um trabalho, e você está lidando com pessoas, um trabalho normal, com adaptações diferentes. Ninguém precisa de glórias, ninguém precisa de afagos.

COMENTO: Vocês trabalham bastante aqui esta questão com os professores?

RESPONDE: A gente procura trabalhar sim, porque senão a gente vai ter um grupo assim que se sente muito, muito frágil, não pode, nós estamos aqui, todo mundo tá aqui pra trabalhar, e vamos lá, todos têm direito e deveres. Então, a gente está procurando trabalhar muito nisso, que não há diferença do professor que tá trabalhando na Escola Especial com o do professor que não está trabalhando, todos estão buscando educação, uma então neste espaço, outra no outro, uma com recursos diferentes, outra não, mas todo mundo tá buscando uma construção melhor para a vida daquele aluno que tá chegando ali. A gente sabe que não é bem assim que muitas vezes acontece, mas a ideia é essa, é desmistificar esses pré conceitos aí.

6) O projeto político pedagógico complementa a inclusão? De que maneira?

Então, como a APAE antes ela tinha uma imagem assim de uma entidade de caridade, né, que assistencialista, que era realmente, o foco primeiro que as APAES foram criadas, então se tu for pensar, 60 anos atrás não tinha nada pra esse público, então começaram a surgir as APAES. Com a chegada de todo o público, e não se sabia o que era deficiência, o que era doença mental, o

que era que diferenciava uma coisa da outra, o que era a dificuldade de aprendizagem, não se sabia, se tinha todo mundo junto ali, e todo mundo junto naquele espaço de cuidar. Aí se viu que as APAES podiam fazer muito mais do que cuidar, pros pais poderem ter o seu momento de descanso, pros pais poderem trabalhar. A gente começou a criar uma proposta que foi a tal da APAE Educadora né, ela foi criada em 2001, e ela veio então trazer uma ideia de uma escola nova, do que a gente queria então com esse público todo então dentro de uma escola de APAE, né, sem pensar que a APAE também tem essa parte de saúde, que da a reabilitação, tirando essa parte clínica de saúde, o que a escola pode ensinar, se nós mesmos acreditávamos que eles aprendem, então se pensou numa proposta pedagógica. Quando se construiu esta proposta todas as APAES entraram em choque porque você tinha que ensinar, não mais cuidar, né. Além do cuidar, então também veio o educar. Então de que forma educar? Então a gente tirou por parâmetro tudo que já existia legalmente na educação de pessoas, os parâmetros curriculares, ideias de regimento, ideias de propostas diferenciadas de ação, e assim foi, e assim foi, e a gente viu, bom é possível, então as escolas tomaram um rumo, as escolas das APAES. Tomaram um rumo, e todas tentando agir de um jeito padronizado né, porque é um movimento filantrópico. Com isso mais fortalecido, tudo começou ganhar uma visão diferente, a gente começou a ganhar os certificados de funcionamento, a gente pêde começar a participar igual às demais escolas de convênios, o governo oferecia tal coisa, a gente estava ok, então a gente também podia competir com aquilo, então deu um caráter, incluiu a nossa escola no sistema educacional do país, né, antes ela era uma entidade que cuidava, agora então ela passou a ser uma escola que educava, né. O público específico? Sim, público específico sim, mas ensinando, ensinando Matemática, ensinando Português, ensinando Educação Física, ensinando por várias áreas do conhecimento, ensinando pessoas a crescer, isso favoreceu a inclusão, por quê? Porque os pais e as redes tanto municipal, como estadual, como rede federal, viram que as APAES tinham escolas capazes de receberem matrículas e poderiam então trazer seus filhos para cá, porque eles iriam ter um percurso escolar aqui até chegar uma certificação né, então tudo isso favoreceu sim a inclusão e a gente vê que hoje a inclusão, ela se dá no espaço da escola especial, no espaço da escola comum, porque regular as duas são, nenhuma são irregulares, né, com tudo essa documentação em dia, com o PPP, com o regimento, com planejamentos anual, bimestral, com caderno de chamada, com calendário escolar, com tudo, seguindo tudo como qualquer escola, porque ela não é um espaço inclusivo? Ela é sim, então, é dessa maneira que a gente entende e procura levar isso para

a comunidade. Em todas nossas ações são pensando na inclusão, na inclusão social, na inclusão escolar, na inclusão do trabalho, na inclusão na vida, inclusão de tudo.

7) Como você vê a área da Educação Física no processo da inclusão?

Então, lá trás, vou fazer de novo uma referência lá nesse tempo histórico, a Educação Física ela nem tinha esse caráter ainda, assim não se pensava na Educação Física, se pensava que por meio da atividade física as pessoas com deficiência poderiam externa sentimentos, expressões né, era um meio favorável que gerava alegria, gerava motivação, melhorava a autoestima, tudo isso daí. Então, essa área tomou um espaço muito grande no projeto da APAE Educadora, e todas as APAE valorizam assim óh, que pena que a Escola Regular não tem esse espaço todo que na Escola Especial tem pro desporto, pro lazer, pra recreação, pra atividade física, pro desporto competitivo, sei lá, pras Artes né. Nas APAES a gente tem um foco muito grande, por quê? Porque muitas vezes o aluno é nesse lugar, nesse espaço que ele vai conseguir demonstrar o que ele é capaz, e se sentir alguém né, então a gente vê a Educação Física como um meio bem favorável pra inclusão acontecer, pra eles identificarem quais são as suas habilidades né,

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