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eNTsO-G (eUrOpeAN NeTWOrk Of TrANsMIssION sysTeM

No documento relatório & CoNtaS 2011 (páginas 91-93)

OperATOrs fOr GAs)

De acordo com o artigo 12.º do Regulamento (CE) 715/2009, os operadores das redes de transporte estabelecem a cooperação regional no âmbito do ENTSO-G, designadamente através da publicação, de dois em dois anos, de um plano de investimento regional. A REN participou na elaboração do Plano de Investimento Regional, durante o ano de 2011 e acompanhou de perto o desenvolvimento dos grupos de trabalho em diferentes áreas de atividade do ENTSO-G, com especial relevo para os grupos de trabalho das capacidades, balanços, investimentos, interoperabilidade e transparência, quer

como membro efetivo do Liaison Group (grupo que tem como objetivo dar a conhecer transversalmente o progresso nas várias áreas de negócio do

ENTSO-G), quer através da participação em diversas sessões de trabalho. Realça-se como principal resultado alcançado pelo ENTSO-G a finalização da 1.ª versão draft do código de rede para a atribuição de capacidades transfronteiriças. Destacam-se também os trabalhos preparatórios e de levantamento a nível comunitário sobre a avaliação de impacte da resolução de congestionamentos em cada estado- membro. Este conjunto de documentos – assim como as já esperadas tarefas destinadas ao ENTSO-G – como a elaboração dos respetivos códigos de rede nas áreas de balanços e interoperabilidade de redes europeias e os desenvolvimentos e discussões em torno da definição de um target model para o gás, é da maior relevância para os operadores de sistemas de transmissão e restantes agentes do setor. Estes documentos consubstanciam um conjunto de regras básicas e comuns que servirão

de alicerce ao funcionamento do mercado interno de gás a implementar na União Europeia, afetando cada estado membro em particular.

Ainda no âmbito dos trabalhos desenvolvidos pelo grupo de trabalho para a região Sul, merece um especial destaque o trabalho iniciado pela REN e pela sua congénere Enagás. O objetivo é o desenvolvimento de um projeto piloto de harmonização do processo de atribuição de capacidades na fronteira Portugal-Espanha, a implementar a partir de junho de 2012, e que se apoia nos trabalhos e resultados já alcançados noutras áreas de atividade, nomeadamente as diretrizes quadro e os códigos de rede.

No capítulo de interoperabilidade e transparência, a atividade da REN em 2011 é marcada pelo início de publicação de forma contínua e automática da informação operacional relativa à sua atividade de transporte, armazenamento e receção e regaseificação de GNL para o mercado, através da sua página de internet, dando assim resposta ao disposto na regulamentação europeia em matéria de transparência aplicável ao setor do gás natural. Desde novembro de 2011 que a REN passou igualmente a disponibilizar publicamente numa plataforma europeia de internet (denominada AGSI – Aggregated Gas Storage Inventory e gerida pelo GSE – Gas Storage Europe) informação relativa às capacidades disponíveis no armazenamento subterrâneo do Carriço para consulta pelos agentes do setor.

eNTsO-e (eUrOpeAN NeTWOrk

Of TrANsMIssION sysTeM

OperATOrs fOr eLeCTrICITy)

Tal como existe para o gás, o setor elétrico é regulado pelas disposições legais explanadas no Regulamento (CE) 714/2009, o qual prevê, entre outras, as seguintes obrigações por parte da ENTSO-E: elaboração de códigos europeus nas áreas de planeamento, operação e mercados; elaboração de um plano decenal de desenvolvimento da rede elétrica pan-europeia

(Ten-Year Network Development Plan) e elaboração de um plano de I&D que

por parte dos operadores de sistemas de transmissão, com vista a alcançar os objetivos de política energética da UE. Para o efeito, a ENTSO-E encontra- -se organizada em quatro comités respetivamente: SDC (System

Development Committee), SOC (System Operations Committee), MC (Market Committee) e RDC (Research and Development Committee). Em todos os comités a REN tem elementos que a representam, bem como nos working groups associados a cada comité. No decorrer do ano 2011, as principais atividades em que a REN se envolveu, no âmbito da ENTSO-E, inserem-se nas seguintes vertentes:

• Acompanhar e participar no processo da elaboração dos novos códigos europeus nas áreas de planeamento, operação e mercados e realizar propostas de alteração a diversas solicitações (e.g. solicitações que digam respeito às orientações quadro (framework guidelines) oriundas por parte da ACER).

• Articular e esclarecer os stakeholders nacionais, tais como associações do setor, promotores, operadores de rede e de centros produtores (a REN foi o primeiro operador europeu de sistemas de transmissão a organizar uma sessão de esclarecimento e divulgação do primeiro código europeu para os stakeholders nacionais que serão diretamente impactados pelas futuras disposições nele explanado).

• Contribuir para a elaboração de position papers da ENTSO-E sobre temas de interesse europeu (e.g. diretiva sobre eficiência energética, integração de energias renováveis no mercado e troca de serviços de sistema) e para a elaboração do Ten-Year Network Development Plan (TYNDP), com identificação dos projetos mais importantes que contribuem para o cumprimento das metas nacionais definidas na política energética europeia, bem como contributo para a modelização do

• Participar na definição de padrões de operação e planeamento harmonizados no espaço pan- -europeu e também dos mecanismos de alocação de capacidade de interligação nos diversos horizontes temporais que possibilitem a criação do mercado europeu. Facilitar a integração de energias renováveis. • Participação em projetos de I&D que

pretendem conceber e identificar eixos de desenvolvimento tecnológico e topológico da futura rede pan- -europeia para o horizonte de 2050, participando também na ligação da REN às aplicações da Electronic Highway, rede de comunicação de dados exclusiva para intercâmbio de dados operacionais entre operadores de sistemas de transmissão.

• Enviar, de forma diária, dados do modelo estimado pela REN para os consumos, geração e trânsitos de energia na RNT para o dia seguinte, tendo em vista realizar o processo DACF (Day Ahead Congestion Forecast) e elaborar estimativas da rede portuguesa para outros prazos além do diário.

• Verificar a resposta da frequência do sistema português aos incidentes ocorridos na rede

continental europeia e harmonizar os mecanismos de troca eletrónica de informação do mercado europeu de energia elétrica, garantindo a interoperabilidade dos sistemas, permitindo o desenvolvimento de sistemas de tecnologias de informação a baixo custo e ainda facilitando a entrada de novos atores no mercado.

ACer – AGeNCy fOr The

No documento relatório & CoNtaS 2011 (páginas 91-93)

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