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6. METODOLOGIA

6.1 Episódios de resenha: Toren, Momodora e Chroma Squad

Os episódios tradicionais de resenha possuem uma introdução, na qual são apresentados os participantes, o formato do podcast, o jogo de videogame que vai ser comentado e os meios pelos quais os ouvintes podem entrar em contato, como redes sociais, e-mail e endereço do site. Tudo isso dito de forma rápida e dinamita, para que não demore mais do que quatro minutos. A introdução foi pensada após identificar que um dos problemas de vários programas, como por exemplo o NerdCast, é que os

38 participantes podem levar até 20 minutos para entrar no assunto do episódio e cansar o ouvinte antes mesmo do começo real do programa.

Os próximos quatro blocos dos episódios – batizados de História e Enredo, Jogabilidade, Arte e Gráficos, Música e Som – são onde os assuntos principais do programa são abordados. Neles, os participantes discutem os aspectos da obra que dão nome aos quatros e que devem ser divididos da forma mais simétrica possível. Os blocos também devem sempre começar com um depoimento gravado previamente em entrevista de até dois minutos no qual um dos membros da equipe de desenvolvedores do jogo fala sobre aquele ponto da obra. No final de cada bloco, são lembradas as redes sociais, endereço do site e e-mail para contato do podcast.

Por último, na conclusão do programa, são passadas informações de avaliação do jogo ao ouvinte. Pode ser uma nota na Steam – plataforma de computador de gestão de direitos digitais onde o usuário pode comprar e avaliar jogos, gerenciar uma biblioteca com o seu próprio arsenal de games, interagir com outros jogadores etc – ou em outra plataforma conhecida de videogames. Além disso, todos os membros presentes no debate dão uma nota para o jogo que vai de um a cinco e depois tiram uma média geral.

Ainda no encerramento, é aberto espaço para os participantes divulgarem redes sociais e projetos e, mais uma vez, são repassadas as informações sobre os endereços as redes sociais e site do podcast.

A primeira etapa de produção de cada episódio de resenha é a pré-produção.

Durante essa fase, todos os três membros participantes da mesa redonda de debate devem pesquisar sobre o jogo, jogar a obra em questão e fazer as próprias anotações a respeito dos aspectos das obras. De preferência, é solicitado que os membros da bancada joguem a obra por completo, do início ao fim, ou o máximo possível.

Considerando que lidamos com produtores locais, muito próximos de nós e com os quais entramos em contato diretamente durante a entrevista, o objetivo jogando a obra inteira é que não corramos nenhum risco de ser precipitados nos nossos comentários. O podcast 99vidas, por exemplo, tem o hábito de colocar membros na bancada que não conhecem o jogo direito ou se quer já tiveram algum contato legítimo com ele. Apesar de

39 ser o maior podcast de games no Brasil hoje, esse é um dos grandes defeitos do 99vidas, que corre sérios riscos de perder a credibilidade com o público quando optam por agir dessa forma.

Ainda no período de pré-produção, após ou durante o tempo disponível para conhecer a obra, é feito o contato com os desenvolvedores. É importante, no entanto, que o contato seja feito só após iniciar o jogo, porque dessa forma fica aberta a possibilidade de fazer perguntas mais específicas a respeito. Já que o entrevistado não vai estar presente no dia da gravação para argumentar, esta é a melhor forma de fazer perguntas boas o suficiente para que o depoimento gravado supra esta necessidade ou chegue o mais próximo possível disso. A entrevista então é solicitada, gravada e editada para entrar em cada um dos quatro quadros do programa.

Após essas etapas, é criado o roteiro do episódio, que é construído para facilitar a memória, mas não para ser lido sempre. O objetivo é que o Tô de Próxima seja um programa espontâneo e os roteiros utilizados mais para manter a ordem do programa e tê-lo sob controle. Além disso, eles servem principalmente para anotar tópicos que devem ser abordados, dados sobre a obra, números, nomes próprios que precisam ser lembrados e sugestões de perguntas que podem ser feitas aos participantes.

A etapa de gravação em estúdio é feita “crua” por completo. Toda a inserção de música, entrevistas e qualquer efeito sonora acontece durante a edição. Na etapa de gravação em estúdio é só a participação dos membros da bancada. Apesar das gravações serem livres e haver a possibilidade óbvia de reduzir o programa na edição, pede-se que os membros não fujam do assunto central, para facilitar a pós-produção. É importante também manter um equilíbrio entre o quanto cada pessoa presente na mesa fala, para que todos tenham espaço para opinar e participar. Fazer perguntas para todos pode ajudar nesse aspecto. Caso os membros não tenham afinidade, é também desejável que um pouco seja criada antes de começar a gravar, conversando em off.

A pós-produção ou etapa de edição é um trabalho quase mecânico. São feitos os cortes estratégicos no programa para que caiba dentro do tempo determinado de duração, coloca-se as músicas de background e são inseridas as entrevistas. Por ser um

40 programa com um formato mais limpo do que a maioria dos podcasts independentes produzidos no Brasil hoje, o maior trabalho de edição do Tô de Próxima consiste em deixar o programa dentro dos padrões de tamanho pensados para o formato e fazer com que as músicas de fundo pareçam natural na transição. No fim das contas, a produção dos três episódios de resenha foi semelhante.

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