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Equipamento de proteção coletiva e Individual

Equipamento de proteção coletiva – EPC Equipamentos de proteção coletiva são aqueles utilizados pelo empregador para a proteção de todos os colaboradores, clientes e visitantes, tornando o ambiente de trabalho mais seguro e obedecendo as legislações do Ministério da Saúde e do Trabalho.

Os EPC’s devem ser implantados pelo serviço de segurança hospitalar, compostos pela equipe de bombeiros, CCIH e SESMT.

Esses equipamentos são avaliados periodicamente pela CIPA, Vigilância Sanitária e demais órgãos reguladores.

O que diz a norma

De acordo com a norma regulamentadora NR9 – Programa de Proteção de Riscos Ambientais, que diz:

9.3.5.2 O estudo, desenvolvimento e implantação de medidas de proteção coletiva deverão obedecer à seguinte hierarquia:

a) medidas que eliminam ou reduzam a utilização ou a formação de agentes prejudiciais à saúde;

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www.escolaguaicuru.com.br (11) 4054-4444 36 b) medidas que previnam a liberação ou

disseminação desses agentes no ambiente de trabalho;

c) medidas que reduzam os níveis ou a concentração desses agentes no ambiente de trabalho.

Existem diversos tipos de EPC’s. Na área da saúde, os mais comumente vistos são:

Sala baritada devidamente sinalizada (Feita de argamassa baritada, protege contra a emissão de radiação);

Mobiliário ergonomicamente correto;

Corrimão nas escadas;

Piso anti-derrrapante;

Sinalização de áreas de risco;

Sensores, alarmes, hidrantes e extintores;

Expurgo com descargas.

Equipamento de proteção individual – EPI Segundo a norma regulamentadora – NR6:

6.1 Para os fins de aplicação desta Norma Regulamentadora - NR, considera-se Equipamento de Proteção Individual - EPI, todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.

6.1.1 Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual, todo aquele composto por vários dispositivos, que o fabricante tenha associado contra um ou mais riscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.

6.2 O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importada, só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação - CA, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.

O EPI é de implantação imediata quando os EPIs não minimizarem ou eliminarem os riscos no ambiente laboral;

Conforme o item 6.6.1 Cabe ao empregador quanto ao EPI :

a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade;

b) exigir seu uso;

c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;

d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, a guarda e conservação;

e) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado;

f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e,

g) registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser adotados livros, fichas ou sistema eletrônico.

6.7 Responsabilidades do trabalhador 6.7.1 Cabe ao empregado quanto ao EPI:

a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina;

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www.escolaguaicuru.com.br (11) 4054-4444 37 b) responsabilizar-se pela guarda e

conservação;

c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; e, d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.

Existem diversos tipos de EPI’s.

Na área da saúde os mais comumente usados são:

Luvas de látex estéreis (cirúrgicas);

Luvas de látex não-estéreis (Procedimentos);

Avental descartável estéril (Procedimentos) e não-estéril para procedimentos assépticos;

Máscara cirúrgica comum ou com filtro N95;

Óculos ou máscara com protetor facial;

Avental plástico ou impermeável;

Luvas de PVC para tarefas de expurgo;

Protetor cervical e avental de chumbo para procedimentos com radiação;

Touca descartável hospitalar;

Dosímetro individual.

É muito importante o uso dos equipamentos de proteção individual, para os profissionais da saúde, devido ao potencial risco de exposição aos agentes biológicos e a emissão de radiação.

Prevenção

Em atividades laborais na área da saúde, o principal pensamento é evitar o contato com os riscos, pois sempre vale mais a pena prevenir, que remediar. Por isso deve-se levar em consideração:

Todos os profissionais compartilham da responsabilidade de assegurar um ambiente livre de riscos aos clientes e a si próprios.

Esses profissionais devem desempenhar suas funções de maneira segura e consciente.

Transferência de leito dos clientes;

Transporte seguro;

Mecânica corporal correta e técnicas de transferência apropriadas;

Evitar lesões aos clientes e a si próprias;

Trocas de curativos, fisioterapia, devem ser executadas com muito cuidado;

Evitar quedas;

Identificar clientes que correm mais riscos de sofrer acidentes, portadores de moléstias infecto-contagiosas, imunodeprimidos, imunossuprimidos que necessitam de isolamento.

Esterilização

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www.escolaguaicuru.com.br (11) 4054-4444 38 Esterilização é a destruição de todas as

formas de vida microbiana (vírus, bactérias, esporos, fungos, protozoários e helmintos) por um processo que utiliza agentes químicos ou físicos.

A prevenção nas atividades de esterilização é feita de dois tipos:

Esterilização por meios físicos Vapor saturado sob pressão, Calor seco, Radiação Ionizante, Radiação não-Ionizante;

Esterilização por meios químicos Formaldeído, Glutaraldeído, Óxido de etileno, Peróxido de hidrogênio, Ácido peracético, Plasma de peróxido de hidrogênio.

Desinfecção

A desinfecção é o processo de destruição de agentes infecciosos em forma vegetativa, sendo classificados como potencialmente patogênicos e aplicados em meios físicos e químicos.

Os meios químicos compreendem os germicidas (líquidos ou gasosos). Os meios físicos compreendem o calor em suas formas seca e úmida (vapor). A desinfecção normalmente se aplica a áreas e artigos semi-críticos e não semi-críticos.

Para a prevenção nas atividades de desinfecção, os desinfetantes mais comumente utilizados são::

Hipoclorito de sódio (Água Sanitária);

Formaldeído (Produtos que tem formol em sua composição);

Compostos fenólicos e iodo (Produtos desinfectantes antissépticos).

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