Fonte: Elaborado pelo autor
O bairro de Ataíde é atendido por 5 escolas municipais, as quais 03 são Unidade Municipal de Ensino Infantil (UMEI - crianças de 1 a 5 anos de idade) e 02 são Unidade Municipal de Educação Fundamental (UMEF - crianças a partir de 6 anos e adolescentes). Há ainda 01 Escola Estadual de Ensino Fundamental (EFFF), localizada próxima ao bairro Santa Rita e à Av. Capuaba. Próximo à região também está a unidade de Vila Velha do Instituto Federal de
119 Educação, Ciência e Tecnologia do Espirito Santo (IFES), localizado no bairro de Soteco.
Em relação aos serviços de saúde, os moradores de Ataíde precisam se deslocar para os bairros vizinhos, uma vez que não há a oferta deste serviço dentro do bairro. A Unidade de Saúde que atende ao bairro é a que está localizada em Dom João Batista, que também é utilizada pelos moradores de Aribiri, Garoto e Cavalieri. Nestes 5 bairros concentravam 25.674 moradores (IBGE, 2010). Segundo o Plano Municipal de Saúde (SEMSA, 2013, p. 74) “um grande desafio do município é ampliar o acesso aos serviços de saúde, uma vez que os equipamentos de saúde são limitados se comparados à necessidade da população”.
Uma carência verificada nesta região são áreas de lazer para a população55. No bairro de Ataíde, por exemplo, há dois campos de futebol e uma quadra de esportes, sendo esta quadra vinculada ao Conjunto Ewerton Montenegro. Na divisa com o bairro Cavalieri foi localizada uma pequena praça, com uma quadra e parquinho para as crianças. No bairro Aribiri, além de quadras e campo de futebol, foram localizadas duas praças, mas também de pequeno porte. Acreditamos que essa realidade seja consequência da ocupação desordenada e sem planejamento por que passou essa região.
A proximidade com a Av. Carlos Lindemberg e também com o Terminal do IBES possibilita um amplo e fácil acesso à rede de transporte coletivo, que na RMGV atualmente é unicamente o ônibus. Dali é possível acessar tanto o transporte municipal, quanto o metropolitano. Além disso, no interior do bairro Ataíde, a partir da Rua Emídio Ferreira Sacramento, também é possível acessar o transporte.
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Nesta pesquisa estão sendo considerados os seguintes espaços públicos: praças, campo de futebol e quadras esportivas.
120 Legislação urbanística e vocação
Figura 17 - Zoneamento urbano – bairro de Ataíde e arredores
Fonte: PDM de Vila Velha (2007) adaptado pelo autor.
Os empreendimentos estão localizados em Zonas de Ocupação Prioritária (ZOP) 4 e 556. Segundo a Lei 4.575 de 26.11.2007, que instituiu o Plano Diretor Municipal (PDM) do município de Vila Velha, a ZOP
corresponde à parcela do território municipal melhor infraestruturada, onde deve ocorrer o incentivo ao
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ZOP 4: coeficiente de aproveitamento do terreno compatível com a infraestrutura instalada e controle do adensamento populacional; ZOP 5: coeficiente de aproveitamento compatível com a infraestrutura, a renovação urbana e implantação de novos parcelamentos que sejam necessários a integração da malha viária (PMVV, 2007, p. 13).
121 adensamento e à renovação urbana, com predominância do uso residencial e prevenção de impactos gerados por usos e atividades econômicas potencialmente geradoras de impacto urbano e ambiental (PMVV, 2007, p. 13).
Em relação a essas duas Zonas, os respectivos Índices Urbanísticos estão na abaixo.
Tabela 19 - Índices Urbanísticos da ZOP 4 e 5
Zonas Urbanas Coeficiente de Aproveitamento (CA) Af as tament o F ro n tal (m) Alt u ra má xima d as edif ica çõ es ( m) G abar it o ( n ú mero máximo d e pavim ent o s) T ax a de O cup aç ão máxima ( %) T ax a de P er m ea b il idad e (% )
Mínimo Básico Máximo
ZOP 4 0,2 2,5 - 3 - - 60 15
ZOP 5 0,2 3 - 3 - - 60 15
Fonte: PMVV, 2007 (PDM); ratificado pela Lei nº 5.430/2013
A caracterização desta área de estudo e o seu zoneamento urbano nos permitem concluir que se trata de uma área com vocação para uso residencial e também para comércio e serviços; este último concentrado especialmente ao longo da Av. Carlos Lindemberg.
Importante destacar a proximidade com uma Zona de Especial Interesse Econômico Empresarial e Retroportuária (ZEIE), que se estende da Av. Capuaba e segue pela Rodovia Darly Santos. Esta região já conta com algumas empresas e pequenas indústrias, e possui projetos para expansão das áreas retroportuárias e construção de condomínios industriais e logísticos. A duplicação da Darly Santos, finalizada em 2007, e a construção do viaduto no cruzamento da Av. Carlos Lindemberg, em 2010, dinamizaram a região e facilitaram o acesso à Rodovia do Sol e ao Terminal Portuário de Capuaba. Em decorrência disto, a área de estudo foi valorizada.
122 Trata-se, assim, de uma área em processo de adensamento, especialmente no bairro Nossa Senhora da Penha, intensificado na primeira década dos anos 2000 e com a implantação dos conjuntos do PMCMV. Ainda que requeira a ampliação dos equipamentos de saúde e de áreas de lazer, e apresente deficiências no esgotamento sanitário, a área possui indicador de renda acima da média da Região Administrativa correspondente, boa infraestrutura urbana e facilidade de acesso ao centro de Vitória e Vila Velha.
3.2.2. Área de estudo 2: Área Central
Breve caracterização da área de estudo
Agora, fazemos a análise da região que denominados de Área Central, onde também há uma concentração de empreendimentos construídos do PMCMV, localizados em três bairros próximos: Jardim Guadalajara, Santa Inês e Residencial Coqueiral. Além destes, fazem parte da análise os bairros de Soteco, Boa Vista I e II, Cocal, Brisamar e IBES, conforme apresenta o Mapa 10.
Conforme analisado no capítulo 2, essa área teve a sua ocupação iniciada na década de 1950 com a construção da Av. Carlos Lindemberg, que favoreceu o surgimento de novos bairros e loteamentos como o IBES e Soteco. Durante a década de 1960 e 1970 a expansão urbana foi impulsionada pelos conjuntos do INOCOOP/ES e da COHAB/ES que foram implantados ali, e que deram origem aos bairros de Jardim Guadalajara, Boa Vista I e II, entre outros. Segundo o Diagnóstico de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (2003), os bairros de Santa Inês e Cocal surgiram a partir de loteamentos realizados nesta época.
Esta região abrange áreas de uso predominantemente residencial de padrão construtivo médio/médio-baixo, mas abriga também usos comerciais e de serviços, entre eles supermercado, farmácias, restaurantes, oficinas e pequenas lojas, principalmente em seus principais eixos viários – Av. Ministro
123 Salgado Filho, Av. Rui Braga Ribeiro e Avenida Capixaba. Destacam-se a presença do Campus da Universidade de Vila Velha (UVV) em Boa Vista II e do Shopping Vila Velha em Divino Espírito Santo, bairro vizinho.