• Nenhum resultado encontrado

A Equipe Interdisciplinar do Programa de Equoterapia da Universidade Católica Dom Bosco – PROEQUO-UCDB

No documento I Congresso Brasileiro de Psicologia (páginas 113-115)

Equoterapia é um “método terapêutico que utiliza o cavalo, as técnicas de equitação e as práticas eqüestres, dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de equitação, saúde, educação, buscando a reabilitação e/ou desenvolvimento biopsicossocial de pessoas portadoras de deficiência”, de acordo com o conceito elaborado durante o “I Seminário Multidisciplinar sobre Equoterapia” organizado pela ANDE-BRASIL. O programa de Equoterapia da Universidade Católica Dom Bosco – PROEQUO/UCDB, situado na área de pesquisa avançada da UCDB, Instituto São Vicente, foi criado no ano de 1999. A equipe é composta por dois Psicólogos, sendo que um deles acumula o cargo de Psicóloga e Instrutora de Equitação, um Fisioterapeuta e um Terapeuta Ocupacional. Visa o tratamento de pessoas portadoras de necessidades especiais e/ou deficiências, e atende as Instituições ligadas ao atendimento desta clientela em Campo Grande – MS, além de pacientes da Clínica da UCDB. Oferece ainda oportunidade de estágio aos acadêmicos dos cursos de Psicologia, Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional. A pesquisa “A Equipe Interdisciplinar do Programa de Equoterapia da Universidade Católica Dom Bosco PROEQUO-UCDB” teve início no mês de agosto/00 à agosto/01, identificando o tipo de intervenção, utilizada por cada um dos profissionais do programa nas sessões de Equoterapia, no que se refere à verbalização e exercícios de estimulação. Participaram como sujeitos desta pesquisa um Psicólogo, um Terapeuta Ocupacional e um Fisioterapeuta que atuavam no Programa. Buscávamos através deste trabalho, a definição da atuação destes profissionais dentro da equipe do PROEQUO-UCDB e para tanto foram realizadas observações, entrevistas e aplicação de um questionário de análise e descrição de cargos (Chiavenato, 1989), que visa efetuar uma descrição das tarefas realizadas por cada profissional e analisar os pré-requisitos que o cargo impõe ao seu ocupante. Para uma melhor adequação a realidade das equipes equoterápicas, algumas alterações foram realizadas. A análise dos resultados possibilitou a descrição das atribuições de cada profissional e a constatação de que a atuação destes está de acordo com o que é preconizado pela Associação Nacional de Equoterapia ANDE-BRASIL e a bibliografia consultada, fato este que contribui para a qualidade e credibilidade deste centro de Equoterapia.

Freire, H. B. G.; Hopka, M. G.; Sorares J., R.

I Congresso Brasileiro Psicol

ogia: Ciência e Profissão

Painéis

A escola como agente de exclusão sob o ponto de vista do contexto sócio-cultural.

A história do indivíduo se inicia com a história do saber, da aprendizagem: aprender o nome, aprender o seu lugar na família, aprender os códigos do seu meio familiar e cultural, aprender as diversas formas de representação, aprender os significados, objetivos, aprender quem é e o lugar que ocupa no mundo. Bourdier (apud Swartz, 1997) afirma que as oportunidades educacionais dos menos favorecidos, não são iguais aos das camadas sociais dos mais favorecidos. A educação serve mais para manter a desigualdade social do que para reduzi-la. Confirmamos essa idéia, através de uma análise psicopedagógica com alunos de 7 a 15 anos da rede oficial de ensino, encaminhados para o atendimento de psicologia escolar, procurando assim identificar os problemas de aprendizagem, cuja queixa é “não consegue aprender”. As atividades desenvolvidas foram: entrevistas com os professores, com os pais, análise do material escolar e grupo de atendimento com as crianças e foram definitivas para observar a grande distância entre o convívio ideal e a situação real das relações entre: escola, aluno e família. Pudemos constatar que nos dias atuais e, especialmente nas grandes cidades, diversos motivos podem contribuir para a baixa freqüência de pais às reuniões: falta de recursos financeiros para simples deslocamentos, famílias desestruturadas; pais empregados de empresas que não permitem a ausência de seus funcionários chamados a acompanharem reuniões escolares ou destinadas a resolver problemas de seus filhos e, até mesmo, pais e responsáveis que entregam seus filhos aos cuidados de terceiros, próximos ou distantes, fugindo de suas responsabilidades. Observamos que os professores por sua vez, demonstram acomodações aos métodos tradicionais de ensino, em que os conteúdos estabelecidos afastam-se do cotidiano. Há uma ausência de reflexões sobre a própria atuação, que os impedem a buscar novas práticas. Os recursos materiais utilizados limitam-se à lousa e giz, tornando o ambiente educacional desestimulante. Constatamos que os alunos possuem os processos básicos necessários para a alfabetização como, memorização, atenção e concentração e, ao serem estimulados, respondem adequadamente. É imprescindível acentuar que os mesmos, demonstram o “desejo em aprender”. O processo de aprendizagem está vinculado à uma troca afetiva e, notamos que no contexto escolar há pouco envolvimento afetivo na relação professor-aluno. A relação estabelecida com a figura do educador é frágil e, mesmo com as dificuldades suscitadas pelo processo de aprendizagem, o aluno busca afeto e atenção do mesmo. Como não corresponde a imagem do aluno ideal, fica relegado ao segundo plano. Desta forma, a sala de aula fica geograficamente dividida entre os que sabem e os que não sabem, sentindo-se estes últimos, rejeitados por não corresponderem ao desejado, desencadeando baixa tolerância à frustração, agressividade e destrutividade. Desta forma, foi possível compreender que o fracasso escolar não é apenas responsabilidade do aluno, mas a somatória de vários fatores que envolvem pais e professores. Isso nos leva a considerar a importância em realizar um processo de conscientização com estes, conforme afirma Paulo Freire (1997), a Educação Libertadora propõe que os educandos se tornem críticos e questionadores face ao sistema educacional opressor vigente.

Campos, M. T; Aquino, R. R.; Passos, A. J.; Veras, I. C.; Dias, V. S. B.; Ayosa, C. Universidade Cruzeiro do Sul – UNICSUL.

I Congresso Brasileiro Psicol

ogia: Ciência e Profissão

Painéis

A escola como espaço simbólico das representações sociais: o cultural,

No documento I Congresso Brasileiro de Psicologia (páginas 113-115)

Outline

Documentos relacionados