Organograma 02 Fatos importantes para formação das Escolas Parques
3 OS PROGRAMAS E OS PROJETOS DAS ESCOLAS
3.2 CENTRO EDUCACIONAL CARNEIRO RIBEIRO ( CECR) EM SALVADOR
3.2.2 A Escola Parque no Bairro da Liberdade
A Escola-Parque tem 6.203m² de área construída é formada por sete pavilhões assim distribuídos de forma concêntrica num terreno de 42 292m².
1) Pavilhão de trabalho.
3) Pavilhão socializante. 4) Pavilhão administrativo.
5) Pavilhão assistência alimentar. 6) Pavilhão artístico (Teatro). 7) Pavilhão da Biblioteca
A entrada principal da Escola-Parque faz-se por um corredor coberto que dá acesso ao Pavilhão administrativo de um lado e ao Pavilhão Socializante do outro, Seguindo um corredor que acessa as salas de professores, diretoria, sanitários para funcionários e Secretaria, é possível chegar ao refeitório feito para acomodar 4000 crianças, em vários turnos. A circulação aos outros Pavilhões é feita em área coberta, percurso mostrado pela figura 07 e o conjunto na figura 08.
Figura 07- Imagens do caminho percorrido até chegar ao refeitório. Fonte: Fotos tiradas por Deborah Delphino em abril 2012
Figura 08- Implantação da Escola Parque, Rua Saldanha Marinho nº134 - Liberdade.
Fonte: Foto de satélite através do www.googlemaps.com.br – acesso outubro de 2012.
Da porta de distribuição da recepção é possível avistar um grande pátio, que inicialmente foi um campo de futebol, mas com as várias reformas, tornou-se estacionamento e área de praça. Neste retângulo se faz a distribuição dos outros pavilhões, expresso na figura 09.
Figura 09 - Pátio Central da Escola-Parque
Em 1950 foi feita uma inauguração parcial do CECR, o interior da praça funcionava duplamente como campo de futebol e esplanada, de onde todo o conjunto podia ser visto. Os três primeiros pavilhões construídos foram: Pavilhão Socializante e Administrativo, o Pavilhão Recreativo e Esportivo e o Pavilhão de Trabalho, mostrado na figura 10.
No primeiro plano esta o Pavilhão do Setor de Trabalho, na lateral direita o Pavilhão Administrativo com o Refeitório e na lateral esquerda o Pavilhão Esportivo e Recreativo. Na data da foto, a Biblioteca e o Teatro ainda não tinham sido construídos, o que aconteceu em 1963. Pelos depoimentos de Terezinha Eboli o uso efetivo dos pavilhões de trabalho, recreativo e esportivo, refeitório e administrativo foi formalizado em 1955 (EBOLI,1969, p.11-12).
Figura 10- Vista aérea em 1953
Fonte: Foto do acervo da Escola-Parque – fotografada por Deborah Delphino em abril 2012.
Marcam as volumetrias as coberturas em abobadas, como suporte de criação do espaço arquitetônico, amplamente utilizado por Hélio Duarte nos projetos das escolas paulistas em 1950.
Segue a descrição dos Pavilhões:
1)- Pavilhão de Trabalho: tem uma área coberta de 4000m², envidraçada, semelhante a um hangar de avião (Eboli,1969, p.39), que possui 100 metros de comprimento por 40 metros de largura. É nesta área que os alunos desenvolvem as atividades de artes aplicadas, indústrias e plásticas. Nele os alunos, na década de 1960 e 1970 aprendiam os ofícios de alfaiate, sapateiro, marceneiro, tecelão, pintor,
artesão, manipulador de sisal, o couro e tudo o mais para torna-los conhecedores de uma profissão.
A entrada ao Pavilhão de Trabalho é feito através de uma rampa, aonde se chega ao primeiro pavimento, que é uma ampla área central destinada à administração do setor, com armários e arquivos. Este mezanino central é protegido por guarda corpo que permite a visão total das duas alas do pavilhão. Anteriormente a ala da direita era reservada às técnicas de interesse das meninas e da esquerda para os meninos. Frequentava o Setor de Trabalho alunos de 9 a 14 anos, que escolhiam as técnicas de seu interesse, no ato da inscrição da turma. Anteriormente o desenho era atividade que todo aluno realizava, pois era de fundamental importância para as outras técnicas.
Na época de formação do Centro Popular de Educação, possivelmente Anísio
Teixeira tinha conhecimento do livro: Educação pela Arte de Herbert Read (1893-
1968) escrito em 1941-42, que para entender sobre ensinoRead recorreuàs teorias
de John Dewey; Anísio Teixeira para implantar o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, em especial o Pavilhão do Trabalho, sabia da importância da educação artística para o aprendizado das crianças; por isto tanto valor e cuidado espacial foi dado a este Pavilhão.
Herbert Read tem a intenção de mostrar que a função mais importante da educação é a educação da sensibilidade estética, não só para a educação visual ou plástica, mas compreende todos os modos de autoexpressão, literária e poética, bem como musical e constituem uma abordagem integral da realidade.
A educação dos sentidos nos quais a consciência, a inteligência e o julgamento do indivíduo humano estão
baseados. É só quando esses sentidos são levados a uma relação harmoniosa e habitual com o mundo externo que se constitui uma personalidade integrada. (READ, 1942. p.8). Para cada técnica utilizada havia no passado, até meados da década de 1970 um objetivo claro que era defendido pelos coordenadores e professores , assim definidos no livro de Terezinha Epoli, no desenho o objetivo geral era o desenvolvimento da imaginação, da sensibilidade, da capacidade artística e do espírito de observação, familiarização do aluno com os diversos materiais utilizados e conhecimento dos diversos processos adotados no desenho. Quanto aos objetivos específicos deviam provovar experiências através do desenho, desenvolver a sensibilidade e a imaginação para a composição da arte, obtenção de um desenho
bem integrado nas superfícies, aguçar e levar a sentir o efeito da aplicação de variadas cores e a distribuição das formas, ajudando-a desse modo no domínio das artes gráficas e decorativas (EBOLI, 1969).
As técnicas que se ocupavam os alunos eram as seguintes: cartonagem, encadernação, artefatos de couro, de metal, de madeira, modelagem, cerâmica, cestaria, alfaiataria, corte e costura bordados diversos, confecção de bonecas e bichos, tapeçaria e tecelagem. (EBOLI, 1969. P. 39). Este setor da Escola-Parque visava principalmente educar o aluno pelo trabalho e para o trabalho, levando-o a adquirir atitudes, hábitos e ideais relativos ao trabalho. Era entendido que pelo trabalho, o mais simples artesão estava sabiamente ensinando os alunos a pensar, a prever, a ter paciência e tenacidade, a ser responsável e exato. Este era o conceito esclarecido por Terezinha Eboli no livro: Uma experiência de Educação Integral onde relata que: "não existe a preocupação de se ensinar determinado trabalho, mas, fundamentalmente, de oferecer oportunidade para se aprender a trabalhar" (EBOLI,1969, p.41). A amplitude e transformação de uso do Pavilhão do Trabalho evidenciam-se na figura 11.
Figura 11 - Fotos Comparativas do Pavilhão de Trabalho: em 1973 e em 2012
Fonte: primeira foto retirada do livro Terezinha Eboli p. 41 e segunda foto de Deborah Delphino abril de 2012 Para a técnica da Modelagem e Cerâmica o objetivo era desenvolver a habilidade manual; formar hábitos de higiene, dar conhecimento as formas, dimensões dos objetos; desenvolver a observação e concorrer para o equilibrio emocional.
Na técnica de Cartonagem e encadernação o objetivo era dar aos alunos noção prática de medidas e métricas, com o desenvolvimento do senso de exatidão; tendo como meta exercitar a criança no uso dos instrumentos para obtenção de
trabalhos perfeitos com medidas determinadas e despertar o senso de responsabilidade e zelo pelo material da técnica nas diversas etapas do trabalho. Terezinha Eboli (1969) relata que com a prática desta técnica houve a recuperação de livros usados para as bibliotecas municipais.
Trabalhavam com outras matérias primas como Metal, Couro e Madeira, na confecção de armação de metal, cinzeiros, cantoneiras e figuras decorativas, quando manuzeavam vergalhões de ferro, folhas de zinco, cobre, arame e lata. Quando trabalhavam com o couro produzia-se bolsas, sacolas, pastas, porta revistas, capas para livros, carteiras, cintos e pulseiras. Também desenvolvia a técnica de sapataria, pelos meninos, que constituiam grupo à parte na ala masculina, na confecção de variados tipos de sapatos, desde sandálias abertas até o sapato escolar fechado. Quando o material era madeira fazia miniatura de mobiliário, caminhão, carro e casas de brinquedo, porta-jóia, além de cadeiras, tambores e algumas vezes reparava o próprio móvel da escola. Para tanto o material empregado consisitia de compensado de 4 a 6 mm, tábuas de pinho de ½", de ¾" e de 1”; cola, tinta, veniz, pregos e lixas , com ferramentas e instrumentos próprios para manuzear a madeira ( EBOLI, 1969, p.47).
Outras habilidades ensinadas aos alunos eram: Alfaiataria para os meninos e Corte e Costura para as meninas. Bordados diversos, confecção de brinquedos flexíveis como bonecas de pano e outros animais de tecido; tapeçaria; tecelagem e cestaria; bijuteria; flores em plástico ou tecido que era bastante apreciado pelas meninas.
Agora o mais interessante deste Setor é que todo material confeccionado pelos alunos era vendido numa lojinha dentro da própria escola, dirigida pelos próprios alunos, no Setor Socializante. Terezinha Eboli descreve como esta lojinha funcionava, no final de cada ano, a volumosa produção de trabalhos era vendida na exposição geral e o lucro era depositado nas cadernetas individuais dos alunos, do “Banco Economico” do Centro Educacional Carneiro Ribeiro (CECR), de acordo com a venda de seus trabalhos. Este procedimento era resultado da situação educativa, e o que importava, o aluno orientado pelo mestre para que conseguisse sugerir e aceitar projetos de trabalho e participasse de sua elaboração; realizasse com exatidão todas as fases, mantendo-se em atividade; julgasse o resultado obtido e o mais importante que aprendesse real e integralmente os conhecimentos, habilidades
e atitudes necessários à vida em sociedade. Estando neste Setor realmente o espirito do CECR (1969, p.51).
Para completar a magnitude deste Pavilhão encontram- se na parede frontal de entrada um afresco da artista plástica Maria Célia Amado, e depois de cada lado do setor masculino e do feminino estão dois imensos painéis de Mário Cravo e do outro lado de Caribé. Quando se desce a escada de aceso ao setor de trabalho existe em toda extensão das paredes de um lado um afresco de Carlos Magano e de outro um afresco de Jenner Augusto. Esses painéis representam patrimônio artístico de valor incalculável, detalhados no Apêndice B.
Visitado em abril 2012, o Pavilhão encontra-se hoje deteriorado e desvirtuado com atividades de alunos em pequenos grupos e sem a divisão de alas masculina e feminina; as atividades não são mais obrigatórias, mas extracurriculares duas vezes por semana, expresso pela figura 12.
Figura 12- Pavilhão do Trabalho- Vista externa e Vistas Interna. Fonte: Foto de Deborah Delphino abril de 2012.
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As grandes janelas permitem iluminação natural o dia todo no Pavilhão, e contribuem para uma ventilação cruzada, tornando o ambiente de trabalho agradável a qualquer hora do dia. Este espaço inovador demonstra a grandiosidade do projeto educativo de Anísio Teixeira.
2) O Pavilhão Recreativo e Esportivo: possui dois andares, aproveitando o desnível do terreno. Tem uma área coberta de 2 775 m², sendo o pavimento superior para quadras cobertas de voleibol, basquete ou futebol, e no pavimento inferior estão
os vestiários com 130 duchas, pequena cantina, quatro salas para ginásticas, depósito e sala de reunião para coordenação.
A preocupação do projeto com a ventilação e iluminação do pavilhão está presente, à medida que coloca grandes janelas nas laterais e aberturas frontais e zenitais, fazendo com que a troca de ar seja constante num ambiente que requer muito esforço físico e atividades recreativas e as temperaturas do local são elevadas, aclarado pela figura 13 e 14.
Figura 13 - Pavilhão Esportivo e Recreativo–Vista externa e interna- Pavimento Térreo.
Fonte : Foto de Deborah Delphino- abril de 2012
Figura 14- Pavilhão Esportivo e Recreativo-; Vista da Salas de Ginástica Olímpica e Balé: Vista do Vestiário com as duchas. Pavimento Inferior.
Fonte: Foto de Deborah Delphino- abril de 2012.
3) Setor Socializante: abrangia pelo depoimento de Terezinha Eboli (1969), o Banco Comércio e Indústria, o Jornal, a Rádio, o Grêmio e a Loja, que eram instituições inteiramente dirigidas pelos alunos da 5ª e 6ª série. Hoje o Banco não existe mais e algumas salas são de Informática, como mostra a figura 15.
As atividades neste setor têm como objetivo geral dar aos alunos oportunidade de maior interação na comunidade escolar, ao realizar atividades que
levam à comunicação com todos os colegas ou a maioria deles; preparar para atuar na comunidade, consciente de seus direitos e deveres, como agentes do processo social e econômico; desenvolvendo lhes a autonomia, a iniciativa, a responsabilidade, a cooperação, a honestidade, o respeito a si e aos outros (EBOLI,1969, P.69).
Figura 15 - Pavilhão Socializante – Vista externa e interna.
Fonte: Foto de Deborah Delphino março de 2012.
4) Direção e Administração Geral: incluindo assistência médico- odontológico aos alunos; funciona na Escola-Parque o gabinete médico com atendimento diário para todos os alunos do Centro Educacional Carneiro Ribeiro (CECR), e quatro gabinetes dentários que contam com pessoal designado pela Secretária de Saúde do Estado.
Este prédio é bem iluminado e ventilado devido à presença de combogos em toda lateral do prédio e aberturas vedadas com vidro fixo de 1x1m em intervalos determinados, visto na figura 16.
Figura 16- Pavilhão Administrativo- Secretaria, Direção, Coordenação e Sala Professores. Vista externa. Fonte: Foto de DeborahDelphino abril de 2012
5) Pavilhão Assistência alimentar: O refeitório se liga ao pavilhão administrativo através de uma circulação coberta que permite chegar a este espaço. O Pavilhão Assistência Alimentar tem área coberta de 1 200m², uma cantina completa, com capacidade para atender 4 000 crianças e todo o grupo de professores, estagiários ou bolsistas, funcionários, visitantes, não apenas com leite e farinha, mas uma refeição completa de legumes, carne e pães. Mostrada na figura 17. Teve seu funcionamento nos padrões almejados até meados de 1965, quando parou de receber recursos públicos, ficando a cargo das agências estrangeiras o fornecimento de leite em pó ( EBOLI ,1969, p.39).
Atualmente é servida uma refeição aos alunos que se matriculam nos cursos extras e, portanto almoçam em pelo menos dois dias da semana na Escola Parque. O lugar apresenta limpeza e asseio dos funcionários. No final da tarde a padaria, que também ensina os alunos que se interessam pela profissão, faz receitas de pão caseiro, deixando o ambiente com aroma agradável.
Figura 17 - Pavilhão da Cantina –Vista frontal e interna do refeitório.
Fonte: Fotos de Deborah Delphino em abril de 2012 .
6) Pavilhão Artístico: foi inaugurado em 1963. É composto por um Teatro tipo italiano com palco giratório, para atender um público de 500 pessoas aproximadamente; uma Arena ao lado do teatro que atende aproximadamente 5000 pessoas para eventos de música instrumental, canto, dança e peças teatrais, evidenciadas nas figuras 18 e 19.
Como explica Terezinha Eboli todas as atividades de teatro da Escola-Parque constam de pesquisa, preparo das peças, desenhos de vestimentas e cenário, exercício de dicção, improvisação, canto e dança. Favorecem no educando a atitude de observação, a desinibição e o espírito criador. O ensino de música tem como objetivo oferecer ao aluno o aprendizado, desenvolver a sensibilidade rítmica, a
capacidade de ouvir tanto música erudita como popular, favorecendo ainda o senso
crítico, enfim colaborar no desenvolvimento total da personalidade da criança ( EBOLI,1969, p.63).
Figura 18- Teatro – Foto frontal da plateia e Entrada, sendo uma escultura em primeiro plano. A entrada do teatro se faz por duas portas laterais que dão acesso a plateia.
Fonte: Foto de Deborah Delphino março de 2012.
Figura 19- Arena- vista parcial do palco e das arquibancadas. Fonte: Foto de Deborah Delphino março de 2012.
O Teatro esta em perfeito estado de conservação possui camarins para meninos e meninas, nos andares superiores existem salas para música, canto, curso de teatro, e estava sendo totalmente utilizado quando da visita (abril 2012).
7) Pavilhão da Biblioteca: o prédio foi um dos últimos a ser inaugurado, com linhas modernas, redondo e envidraçado. Há luz por todos os lados no seu interior. Um balcão central circular separa os arquivos, fichários, mesas de professores e armários, da área de recantos de leitura e descontração, visto na figura 20.
Pelos depoimentos do livro: Uma experiência de Educação Integral. Centro Educacional Carneiro Ribeiro de Terezinha Eboli (1969), a biblioteca funcionava com as seguintes atividades: leitura; estudo livre ou dirigido; pesquisa; hora do conto, criada para alunos menores; jornal mural; exposições e o teatro de sombra e fantoche. Pelos dados de 1968 havia 10.934 livros na Biblioteca da Escola Parque, "o que era pouco, observado a demanda de alunos interessados em leitura e conhecimento" (EBOLI, 1969, p.66).
Figura 20 - Biblioteca- Vista externa e interna da recepção Fonte: Fotos tiradas por Deborah Delphino- abril 2012
Consideração parcial:
Hoje os alunos não são obrigados a frequentar a Escola-Parque em todas as atividades como era proposto no inicio do projeto. Percebe-se a participação da comunidade em geral inclusive da 3ª idade, como nas aulas de dança e ginástica. Muitos locais ficam sem utilização em boa parte do tempo. Os alunos desenvolvem apenas uma atividade extracurricular por bimestre que não representa nota para aprovação do ano letivo.
Todos os Pavilhões visitados no dia (abril 2012) realizavam algum tipo de atividade, demonstrando a importância da Escola-Parque para a comunidade, como polo gerador de cultura e lazer dirigido para o aprendizado. Fiquei emocionada ao
saber que o guia que me conduziu para o conhecimento das Escolas Classe, foi aluno do Centro Educacional Carneiro Ribeiro, já ingressara da Faculdade e cursava o 2º ano de Direito.
Atualmente matricula-se na Escola Parque no inicio do bimestre, e ao escolher a grade das atividades oferecidas pelas oficinas, atividades esportivas e culturais, pode fazer os cursos duas ou ate quatro vezes por semana, no período da manhã das 8h às 11:30h , ou a tarde das 13:30h às 17h, respectivamente para os alunos que estudam a tarde ou pela manhã nas Escolas-Classes.
Os que fazem atividades pela manhã na Escola Parque depois das atividades tomam banho e almoçam no Refeitório para seguir a Escola Classe, e os que chegam para as atividades à tarde, almoçam e depois fazem suas atividades na Escola Parque, porém as atividades desenvolvidas pelo aluno são feitas em apenas um Pavilhão por dia. Exemplo: um dia esta no Pavilhão de Trabalho, faz atividades por lá no período completo. No dia seguinte faz atividades oferecidas no Pavilhão Esportivo, se optou ficar um terceiro dia na Escola-Parque faz atividades no Pavilhão Socializante por todo o período e o 4º dia que ficar na Escola-Parque deve ser dedicado a Biblioteca.
As abstenções são raras, uma vez que é o aluno que escolhe o que quer fazer, mediante a grade de opções apresentadas no programa bimestral e quantos dias da semana vai participar das atividades, isto é se no mínimo duas ou os outros dias da semana. A escola acolhe alunos do ensino fundamental e médio, que frequentam as Escolas Classes do Centro Educacional e também a comunidade de terceira Idade. É possível perceber que apesar do desvirtuamento do projeto original, algumas sementes frutificam até hoje.