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Para De Magalhães, (2015), as possibilidades de produção de têxteis antimicrobianos são diversas, tanto físicas quanto químicas. Ao se escolher o método mais eficiente, é necessário levar em conta o agente ativo e o tipo de fibra a ser incorporado. No caso dos agentes antimicrobianos deve-se levar em conta a durabilidade.

De Magalhães (2015) afirma que em fibras sintéticas ou artificiais, a incorporação de agentes antimicrobianos é feita diretamente à fibra. Em fibras naturais são incorporadas após a confecção do artigo têxtil, aplicando este agente em processo de acabamento, seja por esgotamento, impregnação, revestimento, spray ou espuma.

Dos métodos disponíveis, o de impregnação por foulardagem é a prática mais usada, havendo a necessidade de ajustar-se a pressão e a velocidade dos rolos de impregnação, seguindo-se os tratamentos térmicos de secagem e fixação. (VENTURA, 2011). Relva (2012) acrescenta que os materiais têxteis antimicrobianos, obtidos por esse processo, permite que seja utilizada uma vasta gama de agentes antimicrobianos.

Como o uso de própolis em têxteis funcionais é algo recente, principalmente em aplicação em gaze, seriam necessários testes a fim de encontrar melhores parâmetros, tais como: pressão, velocidade e pick up.

A gaze é muito usada no tratamento de queimadura, desde o auxilio na limpeza da ferida, como o procedimento de cobertura da lesão. Stuchi et al., (2010) assegura

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que estudos demonstram que o contato com materiais grosseiros torna as feridas mais suscetíveis a infecção do que aquelas em que se utilizam toque macio.

Para Maldelbaum et al., (2003), as gazes podem ser feitas de material natural ou sintético, com estruturas que exige maior ou menor quantidade de fios, podendo ser entrelaçadas ou não. Este tipo de artigo pode ser impregnado com agentes que evitem à aderência do curativo as feridas e facilitam a remoção, sem interferir no tecido regenerativo, evitando dor ao paciente durante a troca.

Ainda de acordo com esses autores, a gaze possui vantagens pelo seu baixo custo, grande disponibilidade e facilidade de uso. Além disso, os autores acrescentam que este tipo de material absorve o exsudato e permite melhor respirabilidade.

3 METODOLOGIA

A metodologia utilizada neste trabalho foi a de pesquisa bibliográfica. Tendo como base o uso de 65 documentos - nacionais e internacionais -, sendo estes: artigos, dissertações e teses, para que pudesse ser feito um levantamento do assunto.

As pesquisas foram feitas em sites como google scholar, elsevier, PubMed e revista brasileira de queimadura, tendo como principais palavras chaves: própolis, queimadura, têxteis funcionais, nanopartículas e tratamento de queimaduras.

A priori, o intuito era utilizar do conhecimento literário, em práticas onde pudesse se obter as nanopartículas de própolis e comprovar sua eficiência antimicrobiana. Contudo, pelo tempo disponível, optou-se por fazer um levantamento bibliográfico, que pudesse servir como base para trabalhos futuros.

Na seleção dos dados disponíveis, optou-se por eleger materiais que pudesse contribuir para averiguação de publicações anteriores sobre o tema, - de forma direta ou indireta - os métodos utilizados em investigações similares e informações condizentes, que justificassem a realização do objetivo inicial deste trabalho.

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4 CONCLUSÃO

Lesões por queimadura atingem o paciente de forma física e emocional, podendo ser fatal em casos graves. Atualmente existem inúmeros tipos de tratamento para este dano, principalmente priorizando a etapa antimicrobiana, que é um dos maiores problemas para recuperação de pacientes.

Dentre os têxteis funcionais, o uso de agente antimicrobiano tem destaque, porém em sua maioria utiliza-se compostos como prata e zinco. Contudo, a busca por extratos naturais vem crescendo, onde a própolis para o tratamento de queimadura pode ser considerado um excelente candidato.

A própolis, como demonstrado no decorrer do trabalho, apresenta inúmeras características, desde antimicrobiana, antifúngica, antioxidante, cicatrizante à anticancerígeno. Por ser um tratamento que exige contato direto com a pele, o uso de produto natural é o mais indicado.

No caso da própolis, ainda se tem como benefício o fator de ser obtido facilmente no Brasil, ecologicamente bem visto, em comparação com as partículas de prata e zinco. Além de ter o fator custo inferior aos demais.

Até 2013, o uso da própolis em têxteis não havia tido nenhuma pesquisa significativa, porém nos últimos anos a tendência é que este composto possa ser explorado em pesquisas científicas, tanto para o tratamento de queimadura, quanto para outros tipos de aplicações, seja medicinal, higiênica ou esportiva.

O intuito inicial do trabalho era a obtenção e aplicação de nanopartículas de própolis em gaze, todavia o tempo disposto não foi possível à realização desta prática. Sendo assim, houve a necessidade de adaptá-lo para uma pesquisa bibliográfica mais ampla. Pesquisa esta em que se obteve grande dificuldade, uma vez que o uso deste extrato natural não foi amplamente estudado no âmbito têxtil, como dito acima. Contudo, foi possível alcançar o objetivo atual do trabalho, verificando que é viável prosseguir com pesquisas em uso de própolis para tratamento de lesões causadas por queimaduras.

Sugere-se que nos trabalhos futuros possa ser desenvolvido este produto, bem como realização de diversos testes a fim de averiguar a possibilidade do uso de própolis nesse tratamento. Podendo assim, independente do resultado, enriquecer o conhecimento sobre esse extrato e suas aplicações.

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