4 PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS
4.1 ESCOLHAS PROCEDIMENTAIS DA PESQUISA
De acordo com Prodanov e Freitas (2013), as abordagens de pesquisa representam a linha de pensamento adotado na realização daquela, para a compreensão dos fenômenos e consiste em um conjunto de processos e atividades sistemáticas que permitem alcançar os objetivos.
Ainda nesta linha, Rodrigues et al. (2010) argumentam que os principais métodos usados nas pesquisas científicas correntes são compreendidos da seguinte forma:
• Método indutivo: abordagem pela qual, partindo da observação de fatos ou fenômenos cujas causas se deseja conhecer, chega-se à afirmação de um princípio geral;
• Método dedutivo: abordagem pela qual, partindo de princípios reconhecidos como verdadeiros e generalizações aceitas, chega-se a conclusões de maneira particular;
• Método hipotético-dedutivo: abordagem pela qual, são formuladas conjecturas e hipóteses que devem ser testadas ou falseadas, com o intuito de verificar aquelas que permanecem;
• Método dialético: abordagem pela qual, são fornecidas as bases para uma interpretação dinâmica e total da realidade, estabelecendo que os fatos sociais não podem ser entendidos quando são considerados isoladamente; • Método fenomenológico: abordagem pela qual, estuda-se os fenômenos em
si, sem considerar a existência de uma única realidade, mas quantas forem suas interpretações e comunicações.
Diante das abordagens de pesquisa apresentadas, considerando o problema definido para a presente pesquisa e os objetivos a serem alcançados, a abordagem selecionada para pesquisa foi a dedutiva, pois trata-se de um estudo onde uma estrutura conceitual e teórica edificada na literatura foi verificada.
De acordo com Creswell (2010), as abordagens pelas quais os métodos de pesquisa são implementados desdobram-se em pesquisas quantitativas ou qualitativas. Marconi e Lakatos (2010) definem a pesquisa quantitativa como sendo aquela que se caracteriza pela descrição objetiva e uso sistemático, tanto na coleta dos dados quanto em seu tratamento, por meio de técnicas estatísticas, simples ou complexas. Esses autores citam ainda características desse método, respectivamente: a precisão e controle
no desenvolvimento da pesquisa; integração dos métodos de quantificação e qualificação e a excessiva confiança nos dados.
Já para Saunders, Lewis e Thornhill (2016), a pesquisa qualitativa tem no ambiente natural a fonte direta para a coleta dos dados e o pesquisador é o instrumento chave da condução. Freqüentemente, este tipo de pesquisa é associado a uma filosofia interpretativa, porque os pesquisadores precisam dar sentido aos significados subjetivos e socialmente construídos, expressos por aqueles que participam da pesquisa sobre o fenômeno que está sendo estudado. Assim, os significados na pesquisa qualitativa dependem da interação social; portanto, a análise e a compreensão desses dados precisam ser sensíveis a essas características para serem significativas.
Gil (2010) argumenta ainda que existe um terceiro procedimento, a abordagem mista, que vem se tornando comum nas ciências sociais e se utiliza de técnicas qualitativas e quantitativas para solucionar o problema proposto na pesquisa.
Considerando a postura adotada nesse estudo, o mesmo utilizou-se da abordagem quantitativa, que ostenta um rótulo mais adequado ao levantamento do auto olhar dos contadores quanto à influência dos fatores comportamentais e dos traços personalísticos para produção das informações contábeis.
Já a natureza ou a concepção da pesquisa define a forma como consumar a abordagem em campo e influencia a estrutura na qual são detalhados os procedimentos necessários para o alcance das informações esperadas (BEUREN, 2009).
Neste ponto, Collis e Hussey (2005) argumentam que a pesquisa descritiva descreve o comportamento dos fenômenos. Gil (2010), a seu modo, constata que as pesquisas descritivas têm como objetivo primordial a descrição de aspectos de determinada população ou o estabelecimento de relações entre variáveis, sendo orientadas ao uso de técnicas padronizadas de coleta de dados (REIS, 2008).
Em adição, para Vergara (2010), a pesquisa exploratória é realizada quando há pouco conhecimento acumulado sobre o tema a ser abordado e o objetivo final é o desenvolvimento de uma visão geral acerca de determinado assunto.
Por fim, a seu termo, Rodrigues et al. (2010) clamam que a pesquisa explicativa é considerada a mais complexa, pois neste tipo de pesquisa procura-se aprofundar o conhecimento da realidade, evidenciando as causas dos fenômenos estudados.
Diante das definições expostas, a presente pesquisa foi classificada como descritiva, pois o interesse do estudo era descrever através da visão dos contadores, a
influência que os traços da personalidade e os fatores comportamentais podem acarretar a produção das informações contábeis.
Como último ato de um delineamento procedimental, de acordo com Creswell (2010), a escolha da estratégia de pesquisa fornece importantes direcionadores empregados pelos pesquisadores para planejamento e estruturação da pesquisa, estabelecendo direções específicas para os procedimentos em uma investigação e influindo diretamente na escolha de técnicas de coleta e análise dos dados utilizados. As principais estratégias usadas nas ciências sociais são: o experimento, o levantamento, a análise de arquivos, a pesquisa histórica e o estudo de caso (YIN, 2010).
O presente estudo optou pela estratégia de levantamento. Creswell (2010) enfatiza que o levantamento é considerado uma técnica importante nas ciências sociais aplicadas, vez que, permite reunir informações úteis para mapear a realidade de determinada população em relação às questões de foco de interesse do pesquisador.
Segundo Gil (2010), o levantamento é caracterizado pela interrogação direta às pessoas cujo comportamento busca-se conhecer, de maneira simples, isto é, solicitam-se informações a um significativo número de pessoas acerca do fenômeno estudado, para em seguida analisar os dados quantitativamente e obter as conclusões.
No presente estudo, o instrumento utilizado, um questionário semiestruturado, consistiu de perguntas que visaram mapear o auto olhar dos contadores, a respeito dos fatores comportamentais e dos traços personalísticos, e de suas influências na produção das informações.