O plano de negócio pode ser considerado um documento que possui fl exibilidade, uma vez que pode ser apresentado de diversas formas, levando-se em considera-ção o público-alvo. Dornelas (2005) destaca que o plano de negócios pode ser:
• Completo: é o plano de negócios a ser utilizado quando se postula uma grande quantidade de recursos financeiros, ou nas situações em que é necessário apresentar uma visão completa do empreendimento. Esse modelo pode conter de 15 a 40 páginas, mais materiais em anexo.
• Resumido: é o plano de negócios utilizado nas situações que necessitam da apresentação de informações resumidas, como a apresentação a um investidor, com a finalidade de chamar a atenção para que o mesmo solicite visualizar o plano de negócios completo. Nesse caso, geralmente a elaboração conta com 10 a 15 páginas.
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inovaÇÃo:
ConCEito dE inovaÇÃo, EvoluÇÃo ConCEitual E tEóriCa da rElaÇÃo EntrE CiênCia,tECnolo
-gia E inovaÇÃo,tipos dE inovaÇÃo E apliCaÇõEs.
Índice
A NATUREZA DO
EMPREENDEDORISMO
EMPREENDEDORISMO CORPORATIVO
O PERFIL DO
EMPREENDEDOR:
HISTÓRICO E
CARACTERÍSTICAS
PLANO DE NEGÓCIO:
DANDO INÍCIO AO EMPREENDIMENTO
O EMPREENDEDORISMO E A CRIATIVIDADE
O plano de negócio deve deixar claro o quanto necessita ser investido, quem são os empreendedores, qual é o produto, qual é o mercado, como funciona o processo de produção, como é a estrutura da empresa, quais são as suas projeções financeiras, entre outros detalhes. Trata-se de informações e características importantes para diversos públicos-alvo.
Hisrich, Peters e Shepherd (2014) apontam que o plano de negócio é im-portante para o empreendedor, para potenciais investidores e até para novos colaboradores, que podem se familiarizar com o empreendimento, suas metas e seus objetivos propostos. Ainda segundo esses autores, como cada grupo de interessados faz a leitura do plano de negócio com diferentes propósitos, empreendedor necessita elaborar o documento abordando ao máximo as questões e preocupações desses grupos.
Os autores apontam ainda que a profundidade e os detalhes do plano de negócio são proporcionais à dimensão e ao escopo do novo empreendimento proposto, ou seja, ao tipo de empreendimento: se é de
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serviços, se envolve fabricar algo ou se é um produto de consumo ou produto industrial. Ainda conforme Hisrich, Peters e Shepherd (2014, p. 157), “[...]
a extensão do mercado, a concorrência e a possibilidade de crescimento também afetam o escopo do plano de negócio”.
O Quadro 2 destaca os públicos-alvo com interesse no plano de negócio de um empreendimento/empresa.
Quadro 2. Públicos-alvo do plano de negócio
Quem são? Exemplos
Mantenedores de
incubadoras Sebrae, universidades, prefeituras, governo, associações e outras entidades — para fornecer financiamentos.
Parceiros
Entidades ou pessoas que vão contribuir para o sucesso do negócio (mas que não são nem funcionários nem fornecedores) — para definir as estratégias conjuntas e formas de interação entre as partes.
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DANDO INÍCIO AO EMPREENDIMENTO
O EMPREENDEDORISMO E A CRIATIVIDADE
Bancos Instituições financeiras diversas — para o financiamento de equipamentos, capital de giro, imóveis, expansão da empresa, entre outros.
Investidores Interessados em investir no negócio (empresas de capital de risco, bancos de investimentos, investidores-anjo e outros) — para investimentos.
Fornecedores Pessoa física ou pessoa jurídica que atende a empresa com atividades de produção, distribuição ou comercialização de produtos ou serviços.
Público interno Os indivíduos diretamente relacionados com o andamento e bem-estar da empresa — para comunicação da gerência com o conselho de administração e funcionários.
Clientes Pessoa ou instituição que consome os produtos ou serviços da empresa — para venda do produto ou serviço e publicidade para o negócio.
Sócios Aqueles que se associam à empresa —
para convencer pessoas a participarem do empreendimento e formalizarem a sociedade.
Gerentes de marketing Responsáveis pelas estratégias de marketing — para desenvolver seus planos.
Executivos de alto nível Funcionários de alto nível com poder de decisão — para aprovar e alocar recursos.
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O plano de negócio pode ser utilizado para os diversos públicos citados como uma espécie de cartão de visitas ou ferramenta para apresentação do negócio de forma condensada, mas englobando todas as suas características principais.
Cabe destacar que o plano de negócio apresenta diversas funções, que vão desde o nível de planejamento até o nível operacional, buscando definir o negócio, suas metas e como alcançar as mesmas. Pereira e Santos (1995) apontam como principais funções do plano de negócio:
• avaliar o empreendimento nascente pelas perspectivas mercadológica, técnica, financeira, jurídica e organizacional;
• avaliar, de forma retrospectiva, a evolução do negócio no decorrer de sua implantação (comparando o previsto com o realizado); e
• trazer facilidade para que o empreendedor possa obter capital de ter-ceiros quando o seu próprio capital não for suficiente para cobrir os investimentos iniciais do negócio.
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Por fim, enquanto instrumento de planejamento, o plano de negócio pro-move uma autoavaliação e reflexão sobre questões importantes como:
“[...] a ideia faz sentido? Ela vai funcionar? Quem é o meu cliente? A ideia satisfaz às necessidades do cliente? Que tipo de proteção posso ter contra a imitação dos concorrentes? Sei administrar esse tipo de negócio? Com quem vou competir?” (HISRICH; PETERS; SHEPHERD, 2014, p. 157–158).
Esses questionamentos fazem com que o empreendedor reflita sobre diversas perspectivas e contemple os obstáculos que poderiam impedir o sucesso do negócio. Assim, ele pode planejar formas de evitar os obstáculos identificados. Se isso não for possível, e os obstáculos inviabilizarem o empreendimento, é melhor interromper o esforço empresarial enquanto ainda está no papel. Não é o resultado esperado de um plano de negócio, mas é uma advertência a ser considerada antes que sejam investidos mais tempo e dinheiro.